Poemas sobre a Idade
Quem nunca começou ou já ouviu uma frase assim:
"No meu tempo..."
Quando alguém diz isso está deixando subtendido
que não vive mais, que seu tempo é o passado...
Mas isso é um grande equívoco!
Seu tempo sempre é o Presente,
você pode fazer tudo que sempre quis
e até um pouco mais!
Jamais diga "No meu tempo..."
Seu tempo é, e sempre será o Agora!
Alguém lhe pede...
(Nilo Ribeiro)
Não me apresse,
trate-me com calma,
eu vivo de prece,
releve minha alma
hoje sou mais lenta,
as coisas eu repito,
já passei dos "entas",
releve meu espírito
sofro preconceito,
pois não tenho juventude,
tenho mágoa em meu peito,
releve minha atitude
não tenho mais firmeza,
nem tanta agilidade,
perdi minha beleza,
releve minha idade
não preciso de cobrança
e sim de paciência,
tenho pouca esperança,
releve minha carência
não me manipule,
nem faça pressão,
não dissimule,
releve meu coração
a vida é um combate,
por você sempre lutei,
peço não me maltrate,
releve no que falhei
não sou doente,
queria que me ouvisse,
releve a minha mente,
releve a minha velhice
hoje vivo de favor,
é assim meu coração,
peço a Deus com todo amor,
deixo para você uma oração...
"Pai Nosso, que estais no Céu
Santificado seja o Vosso Nome
Venha a nós o Vosso Reino
Seja feita a Vossa Vontade,
Assim na Terra como no Céu
O Pão-Nosso de cada dia nos daí hoje
Perdoai-nos as nossas ofensas
Assim como nós perdoamos a
Quem nos tem ofendido
E não nos deixeis cair em tentação
Mas livrai-nos do mal.
Amém"...
Certos dias
Há certos dias, que sentimentos nos apertam o coração, nos deprimem a mente, nos sufocam a alma.
Há certos dias, que a vontade de voltar para casa, para a verdadeira casa, nos invade o coração.
É uma saudade que no peito bate, mesmo sem lembrar onde fica nossa verdadeira cidade.
É um sentimento que nos faz questionar sobre tudo que vivemos até essa idade.
A. Cardoso
Eu atravesso o mar
Pelas ruas da cidade
Sob os raios desse Sol
Curto minha mocidade
E quando entardecer
E a velhice acontecer
Ganharei longevidade
Comete-se menos erros na maturidade não tanto por sabedoria, mas por um puta medo de aventurar-se.
LuDarpano
ADVERTÊNCIA
Quando eu for velha vou usar roxo
Com chapéu vermelho que não combina e não fica bem em mim,
E vou gastar minha pensão em conhaque e luvas de verão
E sandálias de cetim, e dizer que não tenho dinheiro para a manteiga.
Vou me sentar na calçada quando ficar cansada
E comer vorazmente amostras grátis nas lojas e apertar botões de alarme
E passar minha bengala pelas grades de ferro dos parques
E compensar a sobriedade da minha juventude.
Vou sair na chuva de chinelos
E colher as flores dos jardins dos outros
E vou aprender a cuspir.
Pensamento ao olhar para uma criança de 5 anos e um adulto de 50 anos:
Se sorrir a todo momento em que fizer uma besteira, achará graça, e de nada se envergonhará.
Envelhecer
A infância é corredeira
É brincadeira
É doce de abobora com goiabada
Mãos suja no que aprender
A adolescência é descobrimento
Vontade de casamento
É sede de conhecimento
A vida adulta é endividamento
Na construção do futuro na
cria dos filhos
Já a velhice essa desgarrada
senhora que cai a toda hora
Não tem boa saúde, não
para de pé
Terceira idade, melhor idade
que nada, queria mesmo
era não envelhecer
Envelhecer não é motivo para tristeza, é uma dádiva que muitos não tiveram. O problema é quando você se abandona, não se cuida e perde o seu amor-próprio.
— Jucelya McAllister
O tempo passa, as pessoas mudam e as opiniões variam. Mas a essência permanece a mesma para aqueles que se propõem a ser únicos.
O tempo nos aprisiona em fases mas, jamais irá deter um espírito indomável e livre. Idades são as grades do tempo. A essência, a perseverança da vida e o espírito, a própria liberdade.
A liberdade de sentir o que éramos e o que sempre seremos, a despeito da implacável marcha do tempo.
«Olhou para a mãe. O seu belo olhar castanho fez subir nele uma onde de ternura.
-Tens medo, mãe?
- Na minha idade, já se tem medo de pouca coisa»
--Saudades--
Sai para brincar la fora
Ver como meus amigos estão
Fiquei surpreso
Ninguém saiu de fora do portão
Chamei todos
E ninguém respondeu
Todos estão de castigo
Ou o problema sou eu?
Voltei para casa
Me perguntando
Cadê meus amigos
Devem estar jogando?
Ninguém se quer online
Todos sumiram
Ta tudo tão estranho
Será que partiram?
Me deixaram só
Me sinto sozinho
Acho que a idade chegou
E todos seguiram seu caminho
Mas ainda
Não me sinto adulto
Essa parte de mim
Aparece só um vulto
Ainda não a enxergo
Tenho medo de não ver
E com o tempo
Meus amigos me esquecer
Passou tão rápido
Essa fase boa
E agora que se foi
Me sinto outra pessoa
É tudo realmente estranho
Me sinto diferente
Parece que dessa vez
É o tempo que brinca com a gente.
O tempo é muito longo para quem espera, e muito curto para quem chega. Tudo é uma questão de perspectiva. Somos adultos no pensar, crianças no sentir. Assim somos, almas sem idade, de passagem, algumas passam antes, outras depois. Algumas delas se encontram, outras se desencontram. Eu posso te convidar a sentar e olhar, esse grande espetáculo, onde os atores entram em cena outros saem, alguns vestem-se de senhor outros de menino, e o mesmo menino pode se vestir de senhor, assim eu vejo a vida, na eternidade do espírito podemos escolher quando e quem queremos ser. Essa é a graça de viver, quantos anos você quer ter…
''Poema de Aniversário’’, Tatiana Francis, Mantova, 08 de agosto de 2018
Nunca deixe para depois o que você pode fazer agora.
Diz o ditado popular que todas as idades têm seus encantos.
Não é difícil concordar, nem duvidar que é preciso que cada um descubra por si só quais são os tais encantos de cada idade.
Mas é certeza que todos temos várias limitações quando ficamos mais velhos.
Hoje observo os bem mais jovens e lembro da minha própria juventude. Sair de casa à meia-noite e voltar depois das seis da manhã já era costume naquele tempo e virar a noite sem dormir, coisa normal.
Vejo com certa inveja a disposição de muitos que estão na casa dos trinta anos, uns praticando esportes radicais e outros correndo maratonas como se fossem passeios.
Lá pelos quarenta ou cinquenta anos os mais ativos ainda fazem longas caminhadas mas sempre alternadas com dias de descanso e noites bem-dormidas.
Depois dos sessenta a maioria procura lazer mais tranquilo e a aposentadoria, ainda que parcial, permite viagens exploratórias para visitar muitos lugares, ver, conhecer e aprender novos costumes.
Até mesmo os mais otimistas que louvam a sabedoria da idade avançada sabem pelas pesquisas sérias, que mais da metade dos idosos começa, a partir dos sessenta anos a padecer de doenças inevitáveis como diabetes, pressão alta e outras, que se não impedem podem dificultar e inibir viagens mais longas, prazerosas, mas que podem ser cansativas.
Nunca deixe para depois o que você pode fazer agora.
Provavelmente você vai se arrepender muito do que deixou de fazer.
A cada dia que passa, os indícios de velhice aumentam
A barba aumenta e enrijece; os olhos fecham e a visão enfraquece
Os aspectos físicos deterioram, mas os espirituais melhoram:
Mais experiente, mais confiante; menos curioso, mais racional e mais sábio.
A vida ganha sentido diferente,
Nos importamos menos com as coisas e mais com as pessoas.
Percebe-se que a egocentricidade é um traço de infantilidade,
A empatia é um traço de maturidade.
Perde-se e ganha-se,
O que importa é o que se ganha da perda e do ganho: experiência.
Essa experiência faz-nos transcender para a
Idade da Razão
Não importa saber o sentido da vida!
Se ela tem ou não começo e fim.
Se ela é um peso ou uma pluma!
Ela passa, em forma de um corpo que se esvai em horas e minutos.
Deixando para trás riqueza, pobreza, amores
Sofra menos e aproveite, cada minuto, eles serão suas memórias.
Sua vida!
Que mais alguém poderia escrever sobre o tempo?
Ora caminha a passos largos e ora caminha lento,
Num momento é silencioso e noutro barulhento,
Cura o amor perdido e apaga o encantamento,
Enruga a pele ,envelhece o corpo em movimento,
Mas dá sabedoria , generosidade, amor ao próximo
E maior beleza de todas : a que vem de dentro
Deixem as rugas em paz
Por que tanta perseguição às pobres rugas? Deixem-nas sulcar caminhos na pele, marcar sorrisos, grifar olhares, zebrar raios de sol.
As rugas contam histórias de desbravamentos em terras nem sempre férteis, mas que foram aradas e deram as colheitas possíveis. Assim como as cicatrizes, são marcas de sobrevivência e deveriam ser motivo de orgulho, símbolos de respeito.
Negar as próprias rugas é negar um passado de alegrias e superações. Eliminá-las por processos cirúrgicos e excesso de preenchimento é soterrar o rio que chamamos de memória, o “eu” que reconhecemos no espelho e que empresta imagem ao nosso nome, ao nosso ser.
Penso que deve ser por isso que as pessoas que exageram nesses procedimentos perdem a expressão humana, ocultam a beleza da alma e ganham aspectos de museu de cera. Por onde vão correr as lágrimas sem seus velhos e conhecidos caminhos? Como o rosto vai transmitir completamente seus sentimentos se tem seus músculos paralisados?
Assim se apresenta a humanidade, enquanto uns mostram demais, outros ocultam a todo e qualquer custo. Dois lados da mesma ausência de si.
Daqui, sigo a vida já marcada e agradeço por isso. E, por sorte, coincidência ou poesia, te envio sorrisos emoldurados por vincos.
Solto-me do abraço, saio às ruas. No céu, já clareando, desenha-se, finita, a lua. A lua tem duas noites de idade. Eu, uma.
(do livro em PDF: Mulheres)
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