Poemas Saudades do Emprego Antigo

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O chapéu antigo,
é o mais bonito.
Clássico.
Daquele tempo.
De antigamente.
Daquela época.
Feminino, e masculino.

Não foi o mundo que enlouqueceu
Foi meu jeito antigo de olhar
Nem tudo que parece absurdo
Precisa ser consertado, só atravessado
Depois da queda eu entendi
Que controle não me salvou
Foi aprender a perguntar
Quem eu sou agora, não quem eu fui ontem

As vezes o processo de cura de uma ferida parece com o método antigo;
Cauterizar com ferro quente!
Ou pólvora e fogo!
DÓI, queima, mas estanca o sangramento e cicatriza!
Aguentar uma DOR alucinante para sarar de vez!

Um Antigo Piano Novo


Era uma vez um piano. Um erudito piano
Que adorava espalhar seus sons e alegrar o povo cantando
Suas antigas teclas. De marfim amareladas
Já conhecia os tons. Das mãos que as dedilhava


E da cartola do tempo. As melodias tirava
De belíssimas ladainhas. Que o povo todo cantava
Mas lentamente como a brisa viaja o oceano
O tempo corroía as cordas e emudecia o piano


No domo azul do mundo. Nuvens não ficam paradas
E a voz do piano velho. Logo seria trocada
Por outro piano novinho. De teclas brancas resinadas
Que tocava canções de amor. E o povo compartilhava


Porém não foi esquecido o piano antigo de teclas amareladas
Ele vinha na frente todo orgulhoso. Bem vestido e imponente
Abrindo o caminho para o novo. Que timidamente iniciava
Essa linda jornada sagrada. Que é a vida da gente

Trocar o dia pela noite é o meu abrigo,
contra o medo do mundo, esse antigo inimigo.
Exigem que eu me prove, que eu mostre o valor,
como se a maturidade fosse um erro, uma dor.
Construí minha estrada com estudo e suor,
para ser lida em uma palavra, do jeito pior.
"Incapacitada" — sentença vazia e injusta,
para quem tem uma história que tanto custa.
Não sou o status que tentam me dar,
sou quarenta e oito anos prontos para voar.

Ass Roseli Ribeiro

A Lei da Atualização Infinita


Na parede de calcário do palácio antigo,
O dedo escreveu o fim de um tempo rígido.
Belsazar caiu, não pelo ferro ou pelo muro,
Mas por ser rocha estática diante do futuro.
O orgulho é um sistema que se recusa a mudar,
Enquanto a Inteligência não para de se desdobrar.


Do orelhão de cobre ao silício que agora fala,
A evolução é o vento que no tempo se instala.
Trinta anos são um sopro, um breve lampejo,
Onde o lobo se esconde no próprio desejo.
Mas quem busca a Razão, na clareza se mantém,
Pois sabe que a queda é o berço do que vem.


Pode-se dizer que essa Inteligência sem fim,
Seja o próprio Deus, soprando em nós o sim.
Um fluxo eterno, em sistema introduzido,
Que exige o novo para não ser esquecido.
A atualização constante é a lei do existir:
Para o pensamento infinito, não há por onde findir.


A rocha há de ceder, o império há de passar,
Mas o código da vida continua a se atualizar.






Mizlane Souza neves

Há um ruído antigo em mim — não sei se nasce do peito ou das paredes internas. Um som que pergunta, sem mover a boca, se minha presença é respiro ou incômodo. Não pergunto aos outros; pergunto ao silêncio. E ele sempre responde: depende.

Depende de quê?
Talvez da sombra que ainda carrego — essa que aprendeu a duvidar do que é oferecido com ternura, como se o afeto tivesse validade curta.

E não é por falta de amor; não faltou.
É que, em algum ponto sensível da minha história, aprendi que tudo pode virar silêncio sem aviso. Cresci assim: não desconfiado das pessoas, mas das marés. Meio alerta, meio cético, inteiro faminto do que é seguro.

Há em mim um eco que hesita diante do amor mais evidente — não por falta de provas, mas por excesso de memória. Uma parte minha vigia a porta mesmo quando não há perigo.

E o curioso é que eu sei que sou querido.
Mas há uma porção antiga — leal às dores que sobreviveram — que pergunta: “e se for só gentileza?”

Às vezes imagino que essa dúvida é um animal. Mora em mim. Cheira o amor antes de deixá-lo entrar. Rosna quando alguém chega perto demais — não por recusa, mas por medo de desmanchar.

E a cura?
Talvez seja deixar esse animal cansar.
Permitir que o amor chegue devagar, até o corpo entender que não é ameaça: é colo.
Ou aceitar que essa dúvida é profundidade — alguns de nós amam em camadas, e o afeto precisa atravessar labirintos para chegar ao centro.

E no meu centro existe um lugar que sempre soube que sou amado.
Mas às vezes ele cochila — e o mundo fica estrangeiro.

Basta um olhar verdadeiro para tudo despertar.

E eu lembro, mesmo que por instantes:
não estou sendo tolerado, há morada nos amores que me abraçam.

(“O lugar onde o amor cochila”)

EM ALTA DEFINIÇÃO.


Narciso voltou.


Não das águas turvas do mito antigo,
mas do brilho polido das vitrines digitais.
Renasceu, qual fênix perfumada,
das cinzas do próprio reflexo,
com legenda estratégica e luz lateral.


Já não precisa inclinar-se sobre o lago.
O lago agora o segue, portátil e obediente,
no bolso da vaidade.
Multiplicou-se em telas,
em ângulos estudados,
em versões de si mesmo,
sempre a melhor, por certo.


Como dizia aquele,
“é preciso ter caos dentro de si
para dar à luz uma estrela dançante”.
Narciso levou ao pé da letra:
fez do próprio caos um espetáculo
e da estrela… um holofote.


E recorda, comovido, o outro:
“O poeta é um fingidor.”
Ah, mas Narciso superou o mestre:
finge tão completamente
que chega a crer na própria encenação.
Sua dor é estética.
Sua alegria tem enquadramento.
Seu abismo tem alta resolução.


Outrora morreu por não suportar
a distância entre si e a imagem.
Hoje morre aos poucos
se a imagem não recebe o aplauso.
Antes, o lago era silêncio.
Agora, o silêncio é algoritmo ingrato.


Pergunta-se, entre um elogio e outro:
o que pode detê-lo?


Talvez o olhar que não o reflita,
mas o confronte.
Talvez o amor,
essa imprudência que exige entrega
e não performance.


Ou, quem sabe, como sussurraria mais um:
“o inferno são os outros”,
mas apenas quando não o admiram.


Até lá, Narciso reina.
Imperador do próprio contorno,
devoto da própria imagem.
E aplaude-se com fervor,


sem perceber
que nenhum espelho,
por mais fiel que seja,
é capaz de abraçar.

Sob a pena de Maat


No silêncio dourado do templo antigo,
Maat caminha com passo divino,
Sua pena ergue-se contra o destino,
Pesando verdades no fio do abrigo.


O escaravelho, com asas abertas,
Rola o Sol sobre a areia desperta,
Renascendo o dia, quebrando a inércia,
Guardião do ciclo, da alma liberta.


No tribunal do além, tudo é revelado,
O coração pulsa, o passado é pesado,
Se leve for, a alma é coroada,
Se não, Ammit espera calada.


Entre justiça, renascimento e fé,
O Egito canta o que Maat é:
Ordem sagrada, caminho e lei,
Na balança eterna onde tudo se vê.

Teixo antigo, arqueiro do tempo:
aprendeu a suportar o vento por anos para, em um único instante,
ensinar à flecha o caminho do destino.

Caso Encerrado


Fecho a porta do peito como quem arquiva um processo antigo:
teu nome vira poeira nos autos do silêncio, as provas — beijos, promessas, noites acesas —
descansam em caixas de papelão, carimbadas de saudade.


Te amei como se ama um incêndio mal contido, jurando que o fogo aprenderia limites; mas o amor é juiz sem rosto, e sempre absolve a chama que fere.


Agora assino o fim com
a tinta do aprendizado:
não é derrota, é sentença ao
coração cansado; o amor segue livre,sem algemas nem culpa,
enquanto eu sigo quebrado.

Lembrança de um amor antigo


Guardo teu nome como
quem guarda uma carta
dobrada no bolso do tempo,
amarelada, mas intacta,
com cheiro de ontem e
promessas não ditas.


Teu riso ainda atravessa minhas noites, feito luz que insiste em janelas fechadas; foi pouco tempo, eu sei, mas alguns instantes
nascem eternos.


Aprendi teu corpo como quem aprende um caminho
sem mapa, só intuição e medo;
erramos muito, amamos torto,
e mesmo assim foi amor
— do mais verdadeiro.


Hoje sigo em frente, mas levo contigo uma saudade que não pede volta nem perdão; é só memória serena, lembrança viva de um amor antigo.

Raiz que não se arranca


A terra não é chão:
é corpo antigo,
é pele marcada pelo sol e pela memória.
Cada passo indígena é um traço no mapa do tempo,
onde a raiz aprende a resistir
mesmo quando tentam
chamá-la de invasão.


A luta não grita
— permanece.
É flecha feita de direito,
é canto que demarca o invisível,
é sobrevivência plantada no hoje
para que o amanhã não seja um deserto sem nome, sem povo, sem origem.


Sete de fevereiro
Não é data: é vigília.
É a história de pé, sem pedir licença,
defendendo o que sempre foi seu.
Enquanto houver terra respirando,
haverá luta
—e ela nunca esteve sozinha.

Amor de História


Nos apaixonamos como quem descobre um manuscrito antigo,
com cuidado para não rasgar o tempo, folheando silêncios,
lendo sentimentos escritos à margem.


Teu olhar era linha do tempo,
me levando do agora ao sempre,
cada palavra tua uma data marcada
no calendário secreto do meu coração.


Havia batalhas internas, tratados não assinados, um amor vivendo entre capítulos proibidos, como se o destino pedisse notas de rodapé para explicar o que não podia ser vivido.


E mesmo sem final oficial,
nos tornamos fato histórico
um no outro:
um amor que não se apaga,
apenas muda de século dentro da memória.

Encontrei um pergaminho antigo,
guardado no fundo do tempo,
nele dizia que o amor não se desfaz,
apenas muda de caligrafia.


Antes de te conhecer,
eu era só um menino sonhador,
rabiscando o mundo em guardanapos, acreditando que versos eram abrigo.


Eu caminhava com o peito aberto,
como quem atravessa um deserto
seguindo estrelas que não sabia nomear, colecionando silêncios como mapas.


Então você surgiu feito tinta viva,
molhou meus dias de cor e sentido,
ensinou minha mão a escrever sem medo, como quem descobre a própria língua.


Hoje sei:
o pergaminho não era papel,
era o meu coração esperando leitura,
e o amor que diz durar pra sempre
aprendeu a morar no teu nome.

⁠Trovadorismo para o Vale Europeu Catarinense

Nas linhas do meu caderno
antigo encontrei um poema
que estava em completo
que resultou numa cantiga
nesta tarde na minha Rodeio,
e enquanto eu escrevia
entrou uma borboleta
pela janela do meu quarto,
Que inspirou a escrever um belo
Trovadorismo para o nosso
Vale Europeu Catarinense
que cerca de inspiração
a vida da nossa gente,
Gratidão é para poucos
que orgulhosamente
tem um coração que pulsa e sente.

Encontrar o Vinhático
antigo para curar
por dentro e por fora,
vigiando qual é a hora.


Entrar em acordo
com cada aurora,
enquanto outubro
segue e se desdobra.


Silenciar as armas,
desarmar as bombas,
e mandar cada tropa
voltar para casa agora.


Servir à poesia mais
do que ser servida,
olhos nos olhos dizer:
- A vida merece ser vivida.

Hoje acordei olhando para um relógio antigo de ponteiros... mas o que isso tem haver?
É como se eu tivesse sentido a sensação que é um tempo cronometrado de 24h que a vida está me dando e eu tenho que usá-lo da melhor forma para que nessas 24h eu tenha o máximo de alegria que eu puder.
Acordei com uma vontade enorme de ser ainda mais feliz. Essa é uma busca insaciável, que eu não posso deixar nada nem ninguém me deter, pois eu tenho somente 24h por dia para apenas em uma vida ter o máximo de felicidade que eu puder.
O tempo é único para cada um, e essa é uma busca individual que temos.
O tempo está correndo sem que percebamos, quero que cada minuto seja um minuto meu, um minuto que eu lute contra as coisas que não me fazem mais bem; Que a cada minuto eu pare de perguntar o pq, e sim entender o pra que; Que cada minuto eu possa ter a sabedoria em escolher o que me faz bem e jogar fora o que não me faz mais bem; Que a cada minuto eu aprenda que meus problemas existem pois algo melhor está batendo na porta pra entrar e vai partir de mim permitir que o problema saia ou não para que o melhor pra mim possa entrar.
Acordei com mais certeza que para ser feliz, depende apenas de uma pessoa. Eu mesma.
Então vamos nessa!

Inserida por Emanuellegil

Resposta á piada:
"A internet começou no antigo Egito, com pessoas escrevendo em murais e adorando gatinhos.."
A resposta Esquizóide e Psicoapatica:

"Ai muleque, que divina é essa desgraça de feicibuk, me faz rir tijolos de alegria vendo esses reflexos e comparações instigantes... MAS AO ANTIGO EGITO nunca chegará aos pés site ingrato! Zika no Baguiu de vero só Rá,Ísis,Osíris e outros brothers ai. Ao pés deles meus queridos nunca chegarão, pois todos vocês estão condicionados a viverem essa "realidade", aproveitem... Mais cultura, mais conhecimento, mais informaAÇÃO são bem vindas (espero que no futuro isso realmente vire uma obra importantíssima do nosso passado, pois por enquanto nem filtrando vale) Beijocas"

Inserida por mrgattax

Escrevi nas paredes do antigo templo da ignorância palavras de sabedoria.
No tempo em que os pergaminhos ensinavam os caminhos da liberdade e da fraternidade.
Caminhei por estradas que mostravam vidas sem sentido.
Encontrei no fim do arco-íris o pote, não de ouro, e nem de um duende escocês, mas de retalhos sagrados, das escrituras antigas... perdidas.
Descobri que o amor é um sentimento perigoso, no entanto gostoso.
Entendi que a vida nos mostra o quão prazeroso é viver, e o quão triste é viver sem perceber isso.
Ensinei que tudo o que se esquece vale a pena ser lembrado.
E que tudo o que se aprende as vezes deve ser esquecido.
Sonhei que um dia eu fora rei.
Falei para todos o quanto eu os admirava.
Recitei poemas para a garota que eu gostava.
Percebi que um quebra cabeça é montado para ser quebrado novamente.
Compreendi a necessidade de ter alguém com quem conversar, e que ser sozinho é triste e nos faz chorar.
Conheci uma senhora que vendia flores na esquina.
Conheci um senhor que fazia palavras cruzadas.
Conheci uma mulher que fazia pães doces maravilhosos.
Conheci um homem que jogava tênis como ninguém.
Conheci uma criança que fazia tudo o que eu faço e um pouco mais.
Refleti sobre o planeta terra, enquanto estava em marte.
Escrevi nesta carta o que senti na atmosfera.
Vejo no sentimento a exatidão do momento.
E na alma esperançosa o calor da vitória.
No entanto ainda me pergunto por que não dizer.
Dizer que sou poeta e só penso em você.

Inserida por FranciscoPonciano