Poemas Romanticos sobre Paixao
"Do que adianta o whisky na prateleira, luxuoso, envelhecido?
Se ele não serviu o seu propósito, de ter sido servido.
Viva, ame; mas a si primeiro é o que tenho dito.
Amar dói, não ser amado fere, mas tudo isso, é o que nos dá certeza, de que estamos vivos.
Sou vívido.
Não tenho apenas vivido.
A vida tem suas peripécias, tem um gosto amargo, assim, também, é o mais valioso dos vinhos.
Envelhecido.
Não envelheço, não me permito.
Me torno mais amargo, valioso, com o passar dos dias, a cada solstício.
Sirvo ao meu propósito, de escrever a todo aquele que não fora amado; de coração, desiludido.
Sou um valioso whisky, que não pode ser, empobrecido.
Pois, cumpro o meu propósito, aos de alma triste, como um bom whisky, sirvo o conforto e o amargor, de meus escritos..."
"Ah, amor, a eternidade de quem não ama é tão curta.
As promessas de amor tão vazias, que se apagam com a mais fraca chuva.
A dor e a saudade de quem fica, levam quem realmente amou à loucura.
A lembrança de cada beijo, cada toque, como ferro em brasa, marcam a alma e machuca.
Cada dia, cada hora, a todo instante, tentar esquecer-te é minha eterna labuta.
Hoje, a maior ferida em meu peito, foi causada por quem um dia jurou-me ser dos meus males, a cura.
Sou um sem-teto do seu amor, largado na rua.
Tentando encontrar abrigo em qualquer pele nua.
Tinha a certeza de que me amava, passei a duvidar das suas juras.
Se um dia tu me odiaste, hoje já não me restam dúvidas.
Nunca fui um motorista muito prudente na direção da minha vida, e no seu sorriso, eu capotei na curva.
O tempo passa e nada muda.
E com o passar do tempo, eu percebo, meu amor: a eternidade de quem não ama é tão curta..."
"Eu não sei o porquê, mas as lembranças, estão cada dia mais fracas e a bebida, mais forte.
Talvez, o plano de tentar lhe esquecer, esteja dando certo, talvez tal plano, me traga a morte.
É; realmente; as lembranças estão mais fracas e a bebida, mais forte.
O problema, é que não quero te esquecer e foi nesse jogo de azar, em que lancei minha sorte.
Sou poeta sem Casmurro, Memórias, Kafka ou Dom Quixote.
Filósofo sem Platão, Epicuro, Aristóteles.
Tento justificar o assassinato de nossas lembranças, como Raskolinikov.
Imoral, atemporal, não existe tempo, tampouco religião, quando me perco em seu olhar e meu coração bate mais forte.
A cada copo, a cada taça, a cada gole.
Meu coração, está cada dia mais fraco e a bebida, mais forte.
A cada trago, a cada dose.
Sinto na boca, o gosto da morte.
Desmaio em meus pensamentos, ouço sua voz em todo canto; da sua pele, sinto o macio do toque.
Rogo a Deus, para me livrar do azar de te amar, mas parece-me, ele deixou-me à própria sorte.
As orações, estão cada dia mais fracas, Pai, e a bebida, mais forte.
'Sei, que nada sei', bem da verdade, só sei que a amo; perdão Sócrates.
Só crê que, 'O homem é o lobo do homem', quem não sabe do que é capaz, uma mulher; tolo Hobbes.
Já não suporto; a saudade, está cada dia mais intensa e a bebida, mais forte.
Rogo, talvez com sorte, eu hei de ser, rainha da minha vida, o seu consorte.
Enquanto não, miseravelmente falho em meu plano, meu amor, hoje bebo e a bebida, parece não fazer mais efeito e a lembrança de ti, em mim, nunca fora tão forte..."
"O que não me mata, me faz mais forte.
O seu amor, me destruiu, saí mais fraco, era melhor ter encontrado a morte.
Achei em ti minha joia rara, uma paixão de novela, mas pergunto: pr'onde foi minha a sorte?
Azar no jogo, azar no amor, azar na vida, azar na sorte.
Azar na morte.
Azar meu, ter lhe beijado, ter entregado meu peito, à lâmina de sua faca, ainda hoje, sangra-me o corte.
Quem secará a lágrima que em meu olho escorre?
Amanhã eu paro, mas hoje, eu vou te esquecer, vê pra mim, só mais uma dose.
Me faz fraco, o que me fazia forte.
Que meu pranto, se misture com as águas da chuva e ninguém me note.
Sua ausência não me matou, é verdade, mas estou fraco como nunca, longe de estar forte..."
É tudo tão turvo
Inebriado
Mas tem seu cheiro
E gosto do seu batom
Posso ficar feliz
De não enxergar
Ou triste
De só imaginar
Não sabendo
Acho o que quiser
Sem certeza
Posso ser o único de pé
Esperando pra dançar
A música que só eu ouço
Mesmo assim eu torço
Pra não pisar no pés
De quem me tira o chão
Toda vez que abro os olhos
E fico nessa escuridão
A tatear
Em sua frente
Um futuro que eu invente
Ou talvez exista
E resista
Com medo de se mostrar
A Eterna Thamar
Thamar, teu nome ecoa em minha alma,
Teu rosto, memória que nunca se apaga,
Menina de sonhos, ainda a descobrir,
Eu, maduro, em teu olhar quis me consumir.
Nosso amor foi chama, ardente e pura,
Cada instante, marcado pela ternura,
Entregaste a mim tua alma e teu ser,
E juntos aprendemos o verbo viver.
Mas o mundo, cruel e voraz,
Trouxe adversidades, nos separou em paz,
Roubou-te de meus braços, sem compaixão,
Deixou-me apenas a dor e a solidão.
Treze anos se passaram, e em meu peito,
Ainda pulsa o amor, tão perfeito,
Intenso, eterno, como a primeira vez,
Lembrança viva de um amor cortês.
E sei que em teu coração, guardado assim,
Resta um pedacinho imortal de mim,
Thamar, amor que o tempo não desfaz,
És minha história, meu sonho, minha paz.
Rainha do deserto (versão 2)
Pedras a rodeiam,
desenhando suas asas,
jogada num cinturão de poeira,
o sol drena a água das raízes,
sobre sua cabeça emulando uma coroa.
Calibres de areia se moldam,
sobre as curvas do corpo emulando um vestido.
A encapada flutua nas areias quentes do Saara,
o véu distorce ao vento,
até ladeira abaixo ornamentada.
Guiada por calangos e dromedários,
abutres e carcaças,
levando fé, paixão e garra,
ela é a rainha do deserto,
a cigana flamejante das terras
áridas e quentes,
escultura de areia que resiste as dunas,
a seca, as tempestades e a poeira,
na imensa vastidão desértica.
Não há lugar que possa correr
Se seus olhos penetram a invadir-me,
Tempestades de sentimentos caem sobre mim,
Como choro, regurgitadas,
Se seu coração bombardeia a fuzilar-me,
Emoções caem inquietas sobre mim,
Como desejos, insopitáveis,
Se seu amor eclode a refugiar-me
Redoma de acalento assenta sobre mim
Como amparo, escudado,
Não há nada que possa fazer,
Não há lugar que possa correr.
Efígie
Foi-se como um sonho,
Devaneio de prazeres proibidos,
Deusa foragida do paraíso,
Flecha que acertou o mais destemido,
Desbravador de Quimera e Basilisco,
Um lobo temido,
Que sucumbiu nas graças,
De uma predileção,
Agora resta os encantos,
Na caligem das guerras,
Na esbórnia dos lambareiros,
O cavalheiro tornou-se assisado,
De coração ameno e ponderado,
Aflorado de talentos adormecidos,
Um fabro mudado,
Sua obra aos poucos foi-se talhada,
Dotada de formas delicadas,
Fruto de paixão e inspiração,
Efígie que sobreviverá aos tempos,
Viverá aos atentos,
Encantados por seus condões,
Que embeleza, gera e transforma.
Quando ele chega transforma
E a sua presença me faz
Querer continuar duma forma
Embalada pelas formas desse rapaz.
hotter than hell,
a fórmula perfeita para correr nesse céu.
que levante a mão aquele que já sofreu.
por todos esses anos que você temeu
com quem nada vai te acrescentar,
prazer, sou o seu desejo na cama e no altar.
qualquer dia contigo vai ser desculpa para te incendiar.
Ela tem belos olhos
Um olhar profundo
E no rosto, um sorriso lindo.
Para mim, você é meu mundo.
Se sonhar com você fosse estar contigo.
Desejaria que a noite chegasse logo
Para tem um sono profundo.
“” Me espanto
Mais do que o encanto
Que me leva
A canção
Me agita
Na dor
Me gusta saudade
Sincera paixão
Me decifro
Na entrega
Na longa espera
Que posso entender
Embora anseio
Um viso de sonho
De um ébrio desejo
Que posso querer...””
Oscar.
“” E se ao invés de chorar, você sorrir.
Pode ser que seus sonhos acordem
e para a vida não precisarás mentir...””
"" Nasce ousada resistência
Onde pudera, emergiu insana dor
E esvai ardente, sangrando ainda,
Nos confins da alma os grilhões do amor..""
Perdão
Desci o singular caminho
Auspicioso cambalear de idéias
Na mente opaca e necessitada
Não era uma estrada, nem uma condição.
Verti do mais fundo da alma
O âmago capaz de simplificar a história
Rompendo em gloria, o certo pesar.
Vagas lembranças decerto irão ficar
Mas sem a dor da mente
Incrustado na inércia mediana das torrentes
Romper correntes, libertar.
Do foco bendito apurado
Numa mente sanada ou não
Rabiscada e moldada
Num gesto de perdão
Te compus,
Numa simetria de pétala a pétala.
Como um quebra cabeças insólito
Nas mãos do divino
Te encontrei.
Perplexa e nutrida de selvagens sonhos
Mesmo assim
Duradouros pontos a lapidar.
Te levei.
Onde ninguém poderia te levar
E te amei
Como ninguém poderia te amar...
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