Poemas Reflexivos
VEJO A VIDA PASSAR PELA JANELA
Todo dia, sobretudo à noite, tenho a impressão de que a vida escorre pela janela. Não como um acontecimento brusco, mas como um escoamento sutil — uma espécie de adeus cotidiano que ninguém percebe, exceto quem aprendeu a olhar.
É pela janela do meu quarto que observo a lua — testemunha antiga dos meus poemas, cúmplice dos versos que escrevi para minha amada, esposa, musa. Foi ali que derramei palavras como quem tenta deter o tempo. Foi ali também que vi meu gato desafiar o espaço, se equilibrando entre o vidro e a rede de proteção, como se pressentisse que a vida, afinal, é esse jogo instável entre o risco e o repouso.
Às vezes me pego contando os dias. Não com a ansiedade de quem espera, mas com a lucidez de quem sabe que tudo se esvai. Como quem vira páginas em um calendário invisível, um calendário metafísico onde cada dia é uma página escrita com o que não vivi plenamente.
E então me pergunto: será que me resignei diante da finitude? Ou apenas me acostumei a contemplar, a escrever, a esperar? Me tornei íntimo da lua, confidente das madrugadas, contador de silêncios. Talvez tenha aceitado que a vida não se segura — apenas se observa. Como quem sabe que o tempo não espera por ninguém, mas pode ser tocado, por um instante, no gesto de olhar com atenção.
A cada noite, sinto que estou escrevendo — com meu corpo, com minha espera, com meus olhos voltados à lua — uma lenta despedida.
Fragmento de Alguém
Não há começo.
Há restos.
O que ficou depois que a vida passou
e os olhos ficaram presos à janela.
Não é nome o que se carrega,
mas marcas —
de amores que queimaram antes de aquecer,
de palavras ditas tarde demais,
de silêncios que falaram por nós.
Já se imaginou inteiro,
quando a juventude ainda ardia
e alguém dizia que o tempo era um engano
e amar, uma vertigem sem rede.
Depois, aprendeu a ternura dos gestos mínimos.
O chá servido com mãos que tremem,
a música baixa que cobre a ausência,
o toque que não exige, mas ampara.
Não se busca memória.
Busca-se não sumir.
Não se deseja contar,
mas apenas soprar os cacos
de quem ainda respira entre ruínas.
Não se sabe terminar.
Nem os versos.
Nem os dias.
Nem a si.
na sombra da vida
onde tudo se faz,
a noite, um açoite,
engano voraz.
o homem se perde
em plano desfeito,
sem fé, sem direito
de tentar outra vez.
a vida é só uma,
sem chance de volta.
só há revolta
e um lutar no vão.
no palco do medo,
só culpa e segredo —
sussurro de morte
e retorno ao chão.
Vida sem Fim — O Tempo em Paz
Eu caminhei por entre os dias como quem pisa vidro.
Havia um relógio enterrado no peito e toda manhã era ferida.
Mas então... o tempo morreu.
E no exato momento em que o tempo expirou, nasceu a paz.
Viver sem fim é como dormir sobre nuvens de silêncio.
O céu já não cai. O chão já não ruge.
As horas não nos perseguem mais com sua foice sutil.
Tudo repousa. Tudo canta.
E o homem, enfim, contempla.
Sem a urgência do fim, a alma se deita no colo da eternidade.
E sonha desperta.
A arte deixou de ser grito.
Agora é sopro.
O gesto não busca o depois — ele floresce no agora como um lírio que jamais murcha.
Ah, viver sem fim...
É ver a infância reaparecer no rosto dos antigos.
É caminhar em jardins que se abrem só quando o espírito está limpo.
É colher frutos que não apodrecem e ouvir árvores sussurrando segredos que esperaram séculos para serem ditos.
Ninguém corre.
Porque tudo vem.
E tudo é.
A morte virou lembrança. Um vulto que se afastou devagar... até desaparecer.
Agora se ouve o som das estrelas.
Agora se escuta o pensamento dos rios.
Agora se entende o silêncio.
Há os que escrevem poemas sem fim — versos que se alongam como rios de luz,
e há os que leem o céu como quem lê um livro antigo, com os olhos marejados de compreensão.
Não há pressa em aprender.
Nem medo de esquecer.
Pois tudo o que é verdadeiro permanece — como o nome gravado no coração da Terra.
E eu, que um dia temi o escuro...
Hoje acendo lâmpadas na alma dos outros.
Porque viver sem fim é isso:
transformar cada instante em eternidade.
Por Evan do Carmo
Se a minha vida acabasse agora, morreria na certeza de que fiz o melhor que pude, mesmo não sendo o
melhor de nada
Deus é maior"
Tudo que nasce, morre...
porém aqueles que vivem em Jesus Cristo,
passaram da morte
pra vida eterna
Quanto vale cada
minuto de sua vida?
E quanto vale cada
segundo de sua
eternidade com Deus?
Vai trocar o Ouro de Deus
pela ferrugem do maligno?
Nas camélias pálidas sem vida, eu vejo a vida
falida, a vidaávida por vida, a vida como ela é.
E assim nesta triste lida, vejo a flor tristonha e
morta, totalmente sem guarida, morrendodesfalecida,
quase até que desflorida,desprovida de beleza.
Murchando quase sem vida, chorosa entrestecida, querendo sobreviver, lutando para ter vida,
a pobre não quer morrer.
Não passe a vida acumulando
mágoas, elas entristecem a
alma, adoecem o espírito, e nos
causam um grande mal estar.
Ao contrário daqueles que são
maus, e praticam o mal, ser
bom, éuma dádiva constante na
vida dequem pratica o bem.
Que a poesia da vida, vos adorne a
alma com as mais belas e perfumadas
flores, e que se perfume com a essência
domais puro amor, o vosso espírito.
Talvez o amor seja apenas um
jogo no grande tabuleiro davida,
onde quem infelizmente nãosabe
jogar, é gentilmente convidado a
seretirar da partida.
Ainda não encontrei o lado doce da vida.
Ainda não senti o açúcar melado.
Açúcar pelo qual faria meu paladar.
Sinto o gosto forte do amargo.
O sol nasce cinza
E se põe preto.
Não ouço a benevolência do meu pensamento,
Ouço o fúnebre alarde, um horrível barulho.
Sozinha no escuro,
Sem amparo nem ventura,
Aqui no meu quarto passando apuro,
Deitada na cama tornando-me perjura.
Quando tenho que ir?
Eu não quero, não partir.
Quero viver a vida...
Viver o que não vivi
pois, a muito tempo já percebi que morri.
Quero banhar-me ao mar no verão.
Sentir minhas pernas trêmulas no chão.
De ganhar um beijo roubado...
Pernoitar ouvindo o som na balada
Curtir a revoada da madrugada.
Ver felicitamente o raiar do dia
Ouvir a melodia de um bom dia...
Voltar para casa sem me lamentar
Fazer com que aqui se torne um lar doce lar.
Amizade e seus interesses
Conhecemos muitas pessoas ao longo da vida, e são incontáveis quantas vezes fomos chamados de amigo por alguém.Mas por várias vezes somos frustrados, porque na verdade não há amizade e sim interesses, oportunismo para extrair tudo que é relevante e de seus interesses. Com sua lábia e malícia sempre procuram nós agradar com palavras boas ,nos chamam de amigo mas no fundo soar como engano, falsidade. Nos classificam como "amigo" para manter uma política de boa vizinhança, entende?! Para ganhar confiança, porque é uma forma que na maioria da vezes funcionam e acabamos abrindo as portas para futuras intenções... Ao frequentar um restaurante muitos chamam até o garçom de “amigooo!” pra conseguir a atenção dele...Para obter ajuda na hora da precisão. Muitos tem chamado alguém de amigo, e quando não precisam mais, quando fonte se esgota, eles se espalham como vento, por fim vemos e entendemos , que amigos são raridades e quando encontramos devemos preservar, porque amizade verdadeira é mais valiosa que ouro.
Por fim sabemos que amigo de verdade é Jesus!!!
A vida é uma atrevida travessia
Há quedas e constantes tropeços
Forçando-nos a estagnar no tempo
Só os destemidos buscam recomeço.
um dia acreditei, fui apenas mais um homem sem noção da vida.
um dia questionei, fui apenas um homem procurando respostas.
até que certo dia usei o cérebro, encontrei respostas.
então desacreditei e percebe o quão valioso é a vida.
Se deseja conquistar novos desafios e vencer novas etapas na vida, prepare-se para cair e se levantar, acordar e dormir cedo, levantar motivado, erguendo de novo a sua cabeça com o firme desejo de vencer sabendo, trabalhar se alegrando e viver disposto para tudo o que exigir de você mesmo o melhor.
"Companheirismo é a melodia que dois corações tocam, mesmo quando a música da vida muda, seu ritmo."'
Roberto Ikeda
