Poemas Reflexivos

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Na prosperidade, quando a corrente da vida corre igualmente com os nossos desejos, fujamos sempre de todo orgulho, altivez e arrogância.

Com todas as dificuldades da vida, o meu chão eu fiz de mola. Posso cair todos os dias, mas o resultado da minha queda... Com certeza será o meu impulso!

Entrou na minha vida sem pedir licença, bagunçou meus sentimentos e depois foi embora sem nem me avisar. Por que?

A vida é um eterno faz de conta: Faz de conta que tá tudo bem, faz de conta que não se importa, faz de conta que entendeu, faz de conta que não sabe os riscos e faz de conta que não doeu.

Existem as pessoas que apenas têm sede de vida e aproveitam cada minuto, crescem com cada tropeço e levantam revigoradas e prontas para sorrir de novo. Pessoas assim são urgentes para o amor, mas têm suavidade para vivenciá-lo. Elas se apaixonam por gente, circunstâncias e trocas. E gargalham de verdade. E abraçam de verdade. E absorvem o Outro para apreendê-lo, não para sugá-lo. Essas pessoas sentem com o corpo todo, gostam com o coração inteiro.

Porque, na vida real, o amor precisa ser possível. Mesmo que não haja uma retribuição imediata, o amor só consegue sobreviver quando existe a esperança.

A vida tem caminhos estranhos, tortuosos, às vezes difíceis: um simples gesto involuntário pode desencadear todo um processo.

O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo.

Machado de Assis
Dom Casmurro (1899).

A vida é um naufrágio, mas não devemos esquecer de cantar nos botes salva-vidas.

Peter Gay

Nota: O pensamento costuma ser erroneamente atribuído a Voltaire. A confusão aconteceu por causa de uma interpretação que o professor de História Peter Gay fez do conto "Cândido, ou o otimismo", de Voltaire.

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Nenhuma vida em nenhum lugar, nenhuma vida nesta cidade ou neste lugar ou nesta existência deprimente.

Mas a vida é uma coisa imensa, que não cabe numa teoria, num poema, num dogma, nem mesmo no desespero inteiro dum homem.

Miguel Torga
TORGA, M., Diário

Só quero ficar quieta, no meu canto, pensando na minha vida. Sem ninguém pra me julgar. Quero ficar comigo, um momento, em paz. Quero pensar. Quero ser eu, por alguns segundos.

Uns reclamam por amanhã ser segunda-feira, outros agradecem por mais um dia de vida.

Eu não preciso controlar a vida, meus hormônios, meu futuro, os outros, minha felicidade. Eu só preciso levar a vida, eu só preciso desfocar do sonho que me deixa míope e enxergar além, ou melhor: enxergar o que está na minha cara. Ver o quanto o resto todo já é perfeito e está lá, eu já conquistei, é meu.
Antes de dormir rezei, mas dessa vez não pedi o moço de cavalo branco... apenas agradeci por estar me sentindo tão inteira, feliz, em paz e, principalmente, por não precisar de ninguém ao meu lado para estar bem.

"Mas houve um momento em sua vida em que teve de parar de se lamentar para tornar-se autor da sua história. Determinou deixar de ser vítima dos seus sofrimentos e lutar pelos seus sonhos, e apesar de o mundo ter desabado sobre ele, escolheu sobreviver."

Abra a janela da vida e seja pleno em cada coisa ainda que pareça pequena. Viva com a espontaneidade de uma criança. Debruce na janela e não olhe a vida
passar através dela... Viva...!

Por que complicar tanto?
A vida é tão simples, o tempo é tão efêmero… Por que complicar tudo e tanto assim? Por favor, simplifique!

Hoje acordei pra viver, levantar e seguir em frente. Porque a vida sempre pede um pouco mais da gente. Veja bem, a vida, não os outros. Hoje vou viver pra esperança, pra coisas bonitas e sorrisos largos. Mesmo que tudo dê pra trás…

A vida intelectual é a busca pela infantilidade pela fuga às responsabilidades que temos ao viver a realidade.

Como se eu estivesse por fora do movimento da vida. A vida rolando por aí feito roda-gigante, com todo mundo dentro, e eu aqui parada, pateta, sentada no bar. Sem fazer nada, como se tivesse desaprendido a linguagem dos outros. A linguagem que eles usam para se comunicar quando rodam assim e assim por diante nessa roda-gigante. Você tem um passe para a roda-gigante, uma senha, um código, sei lá. Você fala qualquer coisa tipo bá, por exemplo, então o cara deixa você entrar, sentar e rodar junto com os outros. Mas eu fico sempre do lado de fora. Aqui parada, sem saber a palavra certa, sem conseguir adivinhar. Olhando de fora, a cara cheia, louca de vontade de estar lá, rodando junto com eles nessa roda idiota - está me entendendo, garotão?