Poemas Reflexivos
CONSCIENTE/SUBCONSCIENTE
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O espirito esta' para a paz, assim como a gravidade para o centro da terra.
O espirito para a consciência, assim como a alma para o subconsciente.
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O homem planta na mente. O Criador na alma;
E' fonte direta! sementes...
O homem?!.. Planta... colhe?! talvez.
CENTELHA DE LUZ
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Centelha! Faixa de luz, dama da noite que meu olhar, seduz.
Centelha! Faixa de escuridão. Mundo, mundão.
Centelha! Faixa escura no sol; _vejo não.
_Nossa vida e' computada a cada segundo.
Como feixe de luz, a cada segundo e' encantada!
Pode ser ainda fração de segundo, ou fração da fração.
Segundo?! Como e' mesmo que bate o coração?
_Vivemos por um segundo, o segundo que nos e' permitido.
_Se vivo meu segundo e você vive nele, vivo sua vida e você a minha; entrelaços, fraternidade!
_Que bom! Que troca de experiências! Que seja doce e leve, sua estadia!
O tempo e o pensamento são as únicas coisas que se movem, mesmo quando tudo pa'ra.
Quem na vida queima a largada? Prematuro?!.
Todos querem viver seu tempo, portanto, prestar atenção ao estouro e' fundamental!
Fração de tempo, tempero.
De quanto precisa?..
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poeta_sabedoro
SEM RUMO SE IA
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Afim de deleitar-me do infinito, persegui o impossível.
Não disseram-me que o impossível era inalcançável.
Deitei-me para o horizonte em busca de entendimento.
Mas, percebi que ate' mesmo o poeta e' insondável.
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No alcance do esperado, o caminho e' vasto.
Se não tem onde chegar, pode ser logo ali'.
De tal forma que o labor e' questionável.
Mas ao longo da caminhada, pode-se rir.
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Antes que pense em desistência... penso!
Penso em não pensar, mas penso.
Será' que o melhor seria em nada, pensar?
Possível... impossível... um pouco tenso!
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poeta_sabedoro
MELANCOLIA MELANCOLICA
A poesia 'e o combustível que nos move a escrever...
_amontoando as palavras, expressando a alegria!
_e também a dor do "saber".
PEDRA PRECIOSA
Quando e' tratada:
Cortada,
Lapidada,
Facetada,
Polida;
Ainda assim,
Alguém dirá':
Mas, se não
Cortada,
Lapidada,
Facetada,
Polida?
Direi:
Ainda assim,
Será'
Pedra preciosa,
E terá' valor.
poeta_sabedoro
LIVRE ARBITRIO
O silencio e' a linguagem praticada pelo CRIADOR,
nada a ver com indiferença.
Com o livre arbítrio já presume-se a não interferência.
***
Não há preteridos, só falta de compreensão.
*
Se o professor ensinou, o momento da prova; e' do aluno.
Senão prova não há, aluno não há, e professor não há.
Logo- aluno e professor serão entendidos como colegas.
***
Não há preteridos, somente justaposição.
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Antes que sobrevenha reprovação, se faz necessário toda
dedicação.
A vida nos ensina a cada instante...
Contudo, não percebemos o papel de aluno tampouco
o de professor.
*
Não há preteridos, todos miram a salvação.
poeta_sabedoro
FLERTANDO COM A LUA
Oh! Por que brincaste comigo, oh, lua?
Por que fugiste de mim, após ressurgir?
Sim. Nossa prosa fora bem supérflua.
Sob o encanto de tua festa, louco, caí!
Com tua ausência aparecera' o sol-rei.
Pra estes lados daqui, ele não facilita.
Como cao sarnento, logo o encontrarei.
Ínsito semblante de um cao... carnalita:
Comiserado serás de mim, ao aparecer!
Que teu abraço seja cálido; consolador!
Poeta melancólico de coração arrefecer!
Lua, que tratado que há entre ti e o sol?
Ocorreu-me esta absurda e leve duvida!
Por que os dois não aparecem, no farol?
poeta_sabedoro
JOGO DE PODERES
Na chama da esperança reluz meu caminho.
No doce de encantos, encontro-me bem-mal.
Na brasa da paixão, minha razão só-racional.
Vou passeando entre todos, mas só, sozinho.
Em avenidas de flores vou tropicando; miúdo.
Mente e coração entrando numa competição.
Ao fundo se escuta breve lampejo de canção,
Vislumbrando o amor que sobrevive conteúdo.
Como lobo velho uivando para só amar, amar.
Coração desgarrado da mente pede alimento.
Desta' que a mente vai obedecer, mente e' ar.
Ar límpido que clareia quando o coração, não.
Pessoas, avenidas, flores, pessoa... só e' dor!
Se mente não cuida, coração desafia coração.
poeta_sabedoro
A ARTE VISTA { soneto}
Será que minha arte e' igual a tua? será?!.
A vejo em casa, no trabalho, na rua...; nua.
Me vejo... a vejo... ensejo de ser, arte crua.
Queria só por hoje saber, Minh 'arte... será
Igual a tua? Vistes por fora melhor que dentro.
Então!. A visão que vês e' a arte forjada ao léu.
Os saberes, que atuam por olhos, sob o céu.
Além... delineando as cores, sóbrio pelo centro.
Despojais de jugos, e dizei-me, dizei-me vós:
Que arte e' esta? Persegue-me a todo lugar,
Na pintura, poesia, rachadura, até mesmo ar.
Deveras devo preocupar-me, estou sem saber.
Moldar-me-ei com outra visão senão a minha.
Será que tinha arte igual a tua? Tinha?!.
poeta_sabedoro
TEMPO INEXPRIMIVEL
O tempo passa...
Túnel do tempo;
Labaredas de fogo incinerando...
Fogo constante;
Tomara que não me alcance!
Tomara que não me engula!
Mas vai.
Somos expectadores...
Pobre de mim que sei!
Pobre dos que não sabem!
Em silencio me guardo...
O tempo não e' nosso.
Passamos a vida a fio, como
um passarinho desconsolado
num fio.
Passarinho canta uma vez.
Uma vez passarinho canta,
Sacode as asas e voa.
Voa passarinho sem remorso!
Esta' na hora! Esta' na hora!
A bênção, PAI!
poeta_sabedoro
MEU POEMA ERA...
Meu poema era nada! Um completo vazio
Mente?! Minha mente leve transitava pelo espaço sideral,
Em outro lugar bem distante, como que douta estratosfera
Um engodo! Meu poema era...
Maçante que pesava como o ar, impenetrável que se era.
Meu pulmão enchia-se pra citar um outro poema;
Declamar algum teorema quem sabe
De forma bem discreta seria... Qual tom eu poderia?..
Meu peito era um armazém de turvo ozônio.
Maçante! Meu pensamento era maçante e depois fugaz!
O pensar estava pesado; um fardo
Inexoravelmente pesado como o ar.
A inspiração passou como pássaros em revoada,
Pesado! Meu poema era...
poeta_sabedoro
É preciso estar tranquilo
Pra se olhar dentro do espelho,
Refletir, o que é?
"Eu não me atrevo a perguntar a quem amo qual a sua dor.
Morro todos os dias um pouquinho por saber que a sou, e que os amo tanto.
E sofro mesmo..."
"Se no mundo não existisse a tristeza,
não teria a verdadeira e simplória beleza.
Aí sim, adeus aos melancólicos versos de Quintana, Veríssimo e Bandeira.
Obras-primas da natureza..."
Se o homem não fosse assim,
que rouba, furta e mata,
não precisaria morrer de vergonha,
o seu ancestral primata:
"Não cuida do seu semelhante,
mas que natureza inata...
Olha no que viramos,
que tipo de raça ingrata!"
"Queria que todos soubessem
o quanto eu ando mal.
A noite aperta o peito,
quase vou pro hospital.
Sofrimento que não tem fim,
angústia, culpa e tal.
Somente coisas da vida,
mereço tudo afinal."
O HOMEM
Que ser engraçado é o homem
que só se preocupa em ter,
não importando a que preço
vive como se não fosse morrer.
Se apega em coisas vãs
coisas que não tem valor,
eu quero ver no final
quando embora se for.
Óh homem, pobrezinho homem,
diga-me, onde vai?
Não existe nada eterno
tudo que sobe cai.
Pois bem, escute um conselho
para que não morras assim,
pois não se leva nada
quando se chega ao fim.
Mas como dizem os antigos:
O mundo vive em mudanças.
Que o tempo leve essas coisas
e que ressurja a esperança,
e que venham tempos melhores
nas mãos das nossas crianças.
MINHA TERRA
Quão triste a minha sina gaúcha
com relação a existência,
quando me vi obrigado
a abandonar a querência.
Fui em busca da sorte,
me jogando ao vento,
não foi motivo de orgulho
foi buscando o sustento.
Que bom seria se desse,
pra em minha terra ficar,
que eu não precisasse ir embora
morar em outro lugar.
As coisas quando acontecem
sem dar direito a opção,
apertam sempre o peito
e inundam o coração.
Mas o tempo é Senhor,
e leva com ele os lamentos,
ficam as coisas mais lindas
e os novos sentimentos.
E que o resultado das lutas,
das peleias da caminhada,
seja saúde e sucesso
na minha nova morada,
agradecendo a Deus
por esta terra amada.
DA ESCRAVIDÃO
Às vezes não compreendo,
O homem e o seu valor
Que surrou o seu semelhante,
Como se não sentisse dor
E o pior de tudo,
É que a razão foi a cor.
A escravidão é uma lembrança,
Que envergonhou a história
Vai ficar para sempre,
Acesa na nossa memória.
Tendão de Aquiles da Pátria,
Desse país varonil
Vergonha pros Europeus,
Que povoaram o Brasil.
Primeiro foram os índios,
Saques, ruindades e invasões
Depois vieram os negros,
Morar em nossos galpões.
Não tinham nem pagamento,
Gentileza e dignidade
Não respeitavam os coitados,
Desde a tenra idade
Sofriam de sol a sol,
Todo tipo de maldade.
Mas como eu disse em outra feita,
O tempo é sempre Senhor
Veio a Princesa Isabel,
Com um resquício de amor
Libertar os nossos negros,
Daquela vida de horror.
Liberdade, palavra linda
Quando se tem aonde ir,
Pois daquelas fazendas
Foram obrigados a sair,
Só não sabiam para aonde,
Não tinham onde dormir.
E esse foi o início
Da diferenciação,
Pois um negro doutor
Não se vê hoje não,
Resultado da vergonha
Do princípio da Nação.
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