Poemas que Rima com o Mundo

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Vamos rezar uns pelos outros e por esse mundo caótico que precisa muito de amor.
De um prato de comida em mãos daqueles que têm fome e não por meio de grandes mídias.
As marquises dos centros continuam cheias.
Enquanto a obra que nunca acaba escolhe as moedas do cristão que tentou ajudar o irmão.
ﮩـﮩﮩ٨ـ🫀ﮩ٨ـﮩﮩ٨ـ♰ﮩـﮩﮩ٨ـ♡ﮩ٨ـﮩﮩ٨ـ🕊️⋆⌂ᰔᩚ


"Senhor, Deus de Paz, escutai a nossa súplica! Abri os nossos olhos e os nossos corações e dai-nos a coragem de dizer: 'nunca mais a guerra'; 'com a guerra, tudo fica destruído!' Infundi em nós a coragem de realizar gestos concretos para construir a paz"

Que possamos ser instrumentos de paz e de amor que o mundo tanto precisa, agindo na simplicidade, estendendo a mão ao próximo e transformando a oração em gestos reais de solidariedade.𓂃✍︎
"Senhor, fazei-me um instrumento de Vossa paz."
⋆⭒˚.⋆♡𓍼ོ𓂃
ོ𓂃

Mente criativa, olhos cansados, coração quieto querendo apenas bater tranquilo.
Lendo o mundo com a calma de quem entende que não é necessário ter pressa.
*:・⋆˚°𖡼.𖤣𖥧𖡼.𖤣𖥧

Acordei com a alma décadas mais velha,
Mas o coração estranhamente leve.
O mundo lá fora ainda é injusto,
O lobo ainda espreita o cordeiro,
Mas aqui dentro, a madrugada trouxe a paz.
Não tenho mais sede de vingança,
Apenas uma fome incurável de esperança.
Entre o silêncio e a oração,
Peço ao Espírito que guie o que devo calar e o que devo agir.
Faço em prece a oração de Agostinho
Ser minha própria Igreja é o meu abandono.
Aceito os planos, tomo posse dos sonhos.
Levanto-me com o peso do cansaço,
Mas com a força invencível da fé.
E parto para mais um dia lindo de lutas e vitórias....❀❀❀☕︎ྀི˚

⁠Fiz o voto de não
dar para trás,
Como o tenaz
Baguaçú poético
e lancei ao mundo
este gentil verso
para que saibam
que em mim mora
todo um Universo.

⁠Mesmo que digam
que não exista,
Todo mundo precisa
de um amor puro
com sabor de fruta
fresca colhida
depois da chuva.

⁠09/03

Não espere festa ou receptividade
do mundo exterior,
Seja a festa e a acolhida
que você deseja receber
que o tempo irá se encarregar
de colocar tudo aquilo que
você sempre mereceu receber.

⁠É a maior dor do mundo,
quando a Bolívia sofre,
Também sofro junto,
um sentimento rotundo.

Neorromantismo latino-americano contemporâneo


Enquanto todo mundo quer
ser um melhor do que outro,
Mantenho a vontade viva
de vestir-me de poesia
nua e crua em praça pública
mesmo que não seja vista,
Porque desejo tudo
na vida menos é ter razão.


Não compito com Gavita,
mas não há ninguém
que não saiba que quando
o assunto é poesia,
Sempre serei a eterna noiva
assumida de Cruz e Sousa.


Nem mais nem menos,
no meu corpo existência
ocupa a vastidão roseiral
do que segue espiritual,
que por ele ainda é ofertado,
O quê importa na ágora
é urgente e instantâneo.


É o Neorromantismo
latino-americano nascido
dos arvoredos altos
e olhos d'água caudalosos
neste tempo contemporâneo,
Para o amor que tem
encontrado o espaço
de cada dia mais apertado,
e quando não tem
sido o tempo todo calado
conseguir sobreviver,
e ser por nós reconquistado.

O Ano Novo só irá acontecer
se o mundo insistir aprender
a se respeitar e em paz conviver.

Por sina ou ora por escolha
do alto tornei-me observadora
da cena, do giro do mundo,
daquilo que é raso e profundo.


Nenhum casal briga ou se separa
por culpa deles mesmos,
E sim por causa de terceiros
que entraram sem ser convidados,
e plantaram a semente da discórdia,
por qualquer razão ou por simples
sadismo, ego ou diversão própria.


A lógica da guerra não é diferente,
sempre que ela chega a estratégia
é quebrar você primeiro por dentro,
arruinar psicologicamente povos,
para fragmentar, dominar e matar.


Para que isso não aconteça,
é preciso grandeza para discernir
o que se deve proteger
em nome de tudo aquilo
que realmente te faz pleno
que é a sua origem
ou o seu enraizamento.


O imperativo sempre é manter
tudo o que foi conquistado,
resgatar o sossego genuíno,
e preservar o que não pode
nunca ser por nada substituído.


Por isso quando tudo pesar,
procure algo que gosta
para se entreter ou saia para respirar.


É janeiro de floradas nativas
como a do Tucaneiro do achado,
de milhões motivos para não
manter o coração da paz descuidado.

Diante da vastidão
do nosso mundo,
Com noção de realidade
assumo a pequenez;
e na mansidão busco
residir na real altivez.


Diante daquilo que por
um segundo tenta turvar
a visão e a reflexão --
Nunca presenteio
com imediata reação.


Nem tudo na vida
pede de nós resposta
de igual naipe --
Por não valer o desgaste,
ou para não legitimar
qualquer tempestade.


Não permito jamais que
a arrogância fale por si --
Dou o nome que deve ser
dado sem palco intocado
para quem vive de estrelato.


Espero que você também
faça o mesmo porque
somos o nosso próprio
leal espetáculo sem
precisar de validação,
unidos fortemente
somos pelo coração.


Da Imbuia sagrada
somos sementes
no chão desta Pátria,
Temos história a ser
contada na proporção
que a ancestralidade
se fez dia e noite doada,
e merece ser respeitada.

⁠"O mundo não está precisando de opiniões e sim de orações."
Nenhuma opinião mudou o mundo até agora, mas uma oração pode mudar tudo, o que é mais poderoso que orar para Deus?
Não discuta com seus inimigos, não discuta com seus amigos, seus filhos, seu marido, seus pensamentos, seus sonhos, simplesmente ore."

24 Prelúdios, Op. 28, de Frédéric Chopin.


Naquela noite em Valldemossa, o mundo parecia ter sido reduzido ao som da água.


O mosteiro respirava um silêncio antigo, quebrado apenas pelo insistente cair das gotas — como se o céu, cansado de sustentar seus próprios pesos, decidisse chorar sobre a pedra fria. Dentro de um quarto úmido, Frédéric Chopin não dormia. O corpo frágil repousava, mas a alma permanecia desperta, inquieta, à beira de algo que não se pode nomear.


Dizem que a chuva o atravessou.


Não por fora — mas por dentro.


Cada gota que tocava o telhado encontrava eco em seu peito, como um pulso repetido, uma lembrança que se recusa a morrer. E então, entre a febre e o silêncio, ele viu — ou sentiu — a si mesmo afundando lentamente em um lago escuro, onde o tempo não corre, apenas escorre.


Gota.


Gota.


Gota.


Não era mais o mundo que chorava.


Era ele.


Quando George Sand voltou, encontrou um homem que já não estava inteiro. Havia nele algo que tinha ficado naquela água imaginada, submerso entre sombras e sons. Mas sobre o piano, quase como um reflexo involuntário da dor, nascia uma sequência de notas que insistiam em cair — sempre a mesma, sempre igual, como se a música tivesse aprendido a imitar a chuva… ou a memória.


Ele negaria depois.


Diria que não era chuva.


Que não havia gotas.


Que a música não descreve, apenas existe.


Mas há verdades que não pertencem ao compositor — pertencem ao abismo de onde a música vem.


E naquele prelúdio, escondido entre luz e tempestade, ainda é possível ouvir:


não a chuva do céu,


mas a que cai dentro de alguém.




- Tiago Scheimann

desse mundo que vivemos, dá para ter fé?
esperar por nada e ainda não se manter em pé
amigo meu, onde andou por esses passos?
sempre te vejo parado, pois não tem rastros

a bondade não deve ser troca de nenhum jogo
pois o azar sempre vai ser a opção do seu troco
esperar para que alguém possa te levantar
aqui nesse mar, ninguém vai te ouvir gritar

e sempre que eu te vejo
você ainda implora pela sua graça
acha que acontece?
olhe seu reflexo, idiota
você ainda está vivendo em desgraça

não tem mentiras, ilusões, expectativas
que façam esse fogo parar de queimar
de todas as outras vidas, tão vivas
ninguém teria motivo para se importar

os tempos se passam
em mundos desbravam
e você estar incluso ou não
desde o início, nem ligavam

é aqui onde vai ter seus últimos prantos
estar invisível é uma aventura em tanto
mas aqui nesse lugar, que medo pode causar?
desses olhos que te vêm dormir, dançar

não deve nada a eles, pois quem deve a ti é você
possa levantar para os outros?
para que te derrube mais fácil, e depois se remoer

quando estiver com vontade de chorar
feche os olhos e eu estarei lá
não, não se liberte, não lute mais
arranco teu boa noite e seu sorriso por mais

Tolerância

Nem todos pensam igual,
Nem veem o mundo da mesma cor.
Mas ouvir com respeito
É sinal de grande valor.

Tolerância é compreender
Que há muitas formas de viver.
E no meio das diferenças
Também podemos crescer.

A felicidade é um ato de resistência política e espiritual contra um mundo que lucra com a nossa angústia e que se alimenta da nossa sensação de incompletude constante. Sorrir diante do abismo é a forma mais refinada de protesto, pois prova que o espírito humano possui uma fonte de luz que nenhuma treva externa é capaz de sufocar totalmente. Que a nossa alegria seja profunda e fundamentada na lucidez, nunca na ignorância, sendo o farol que guia outros náufragos para a praia da dignidade.


- Tiago Scheimann

Ser estranho é uma forma sofisticada de lucidez. Uma consciência em carne viva que sente o mundo com excesso de precisão. Não é excentricidade, é viver em descompasso com o consenso, ouvir o ruído no meio da música, perceber o vazio por trás das certezas.

A dor vem da dissonância entre o que se vê e o que se finge não ver. Enquanto a maioria se protege com ignorância conveniente, o estranho sofre de clareza. Nietzsche chamaria de “doença do espírito elevado”.
E ainda assim, amar. Amar o humano mesmo quando o entende demais.

Ser estranho é viver tonto de liberdade, duvidar até da própria dúvida. Os outros chamam de “confusão”, mas é só alma demais.O estranho é o herege das convenções, o que “rompe tratados e trai os ritos”.

Há delícia também: ser inclassificável, ver poesia no que escapa ao óbvio, rir de si mesmo enquanto o mundo desaba. Perceber o padrão invisível que Jung chamaria de sincronicidade.

O estranho sente o tempo de outro modo: lento por dentro, rápido por fora. Sente o amor como místico, o tédio como luto. Nada é raso, tudo fere, tudo ilumina. E quando o chamam de “intenso”, ele sorri — intensidade é só estar vivo demais num tempo de gente anestesiada.

Ser estranho é viver num exílio fértil, criar, refletir, desobedecer. Estranheza é antecipação do que o mundo ainda não está pronto pra entender. Ser estranho é ser o rascunho do que ainda não tem nome e sorrir, discretamente, sabendo que a habilidade de lidar com o desconforto é um puro sinal de autenticidade e um atestado de maturidade.

(Douglas Duarte de Almeida)

Há amores que não partem, apenas se retiram do mundo visível, recolhendo-se às fissuras mais íntimas da alma, onde permanecem como um eco teimoso que o tempo não consegue dissolver. A saudade, então, deixa de ser ausência e se torna uma presença densa, quase palpável, feita daquilo que não se pode mais tocar, mas que insiste em existir com uma força silenciosa. Trago em mim os vestígios do que fomos, vozes que já não soam, sorrisos que o tempo apagou, promessas que agora repousam como ruínas dentro da memória.
E nesse vazio paradoxal, onde tudo falta e ao mesmo tempo transborda, compreendo que amar nunca foi possuir, mas resistir à permanência daquilo que se perdeu. Porque há histórias que se encerram no mundo, mas se recusam a terminar dentro de quem aprendeu a sobreviver carregando eternidades em forma de dor.


- Tiago Scheimann

"Às vezes, o mundo faz muito barulho lá fora, mas a única voz que realmente importa é aquela que fala no silêncio do nosso peito. Estar em paz com suas escolhas é o maior sucesso que alguém pode alcançar.



​Lúcia Reflexões & Vida