Poemas que Falam de Verdade
COMO SER UM ESCRITOR
Você só será um escritor de fato, um escritor de verdade, capaz de causar todo tipo de reação ao leitor, como dor, sofrimento, raiva, desespero, prazer e riso, quando for capaz de escrever tudo que pensa de si mesmo, dos outros e do mundo. Quando for capaz de escrever tudo que viveu, tudo que se lembra dos sonhos e desejos abortados, quando for além da barreira da razão, do fantástico, do imoral, do perigo, do impróprio, e do absurdo, só então poderá se considerar um escritor. Caso contrário será apenas um aprendiz, um sonhador, no máximo um jornalista, cronista medíocre da vida real.
Evan do Carmo 18/02/22
A poesia
A realidade nos assola,
Reflete a verdade impiedosa.
Mas a poesia nos consola,
E suaviza a dor afetosa.
A fobia que nos invade,
Tão intensa, tão tenebrosa.
Com a arte se dissipa,
E a alma se torna mais rosa.
Com Sartre aprendemos,
Que o absurdo nos envolve.
Com Camus nos comovemos,
E a solidão se dissolve.
Com Rimbaud viajamos,
Por estradas de ilusão.
Com Verlaine flutuamos,
Em ondas de emoção.
A poesia é um bálsamo,
Que nos transporta a outros mundos.
E nos afasta do caos,
De um universo profundo.
Que a fobia seja abrandada,
E a realidade aceita.
Mas que a poesia seja sempre amada,
E a alma por ela, afetada.
Que nossas palavras sejam poderosas,
E que em cada verso haja uma verdade,
Que nos conduza por estradas gloriosas,
E nos inspire a viver com mais intensidade.
Assim, ó mundo, te exaltaremos,
E transformaremos tua dor em poesia,
Criando uma nova era de amores,
E deixando para trás a tirania.
E quando o sol se pôr no horizonte,
E as estrelas brilharem no firmamento,
Um novo mundo então surgirá no monte,
Cheio de luz, de paz e de alento.
E neste novo mundo, enfim, florescerá
A esperança, a fé e a fraternidade,
E todos irão juntos caminhar,
Rumo a uma vida de plena liberdade.
Ó mundo, este é meu poema de amor,
Que desperta em ti a mais profunda emoção,
E nos leva a um futuro melhor,
Com alegria, harmonia e compaixão.
A verdade sobre a vida e a existência não precisa ser decorada com promessas de transcendência ou adornada por conceitos de pecado, redenção e salvação. É um alívio quase indescritível, um regozijo íntimo, perceber que podemos viver fora dessa discussão — desse embate interminável sobre inferno e paraíso, sobre continuação ou fim.
Se o homem morre e tudo se acaba, não há culpa a carregar, nem redenção a esperar. A vida, como já afirmou Pessoa, é apenas a vida. As coisas são o que são, e não precisam se estender para além de si mesmas para serem válidas ou reais. É doloroso, confesso, ver tanta gente boa presa nesse engano, acreditando que a existência só se completa se for continuada noutro plano. Não percebem que a busca pela eternidade os arranca do agora, do que realmente existe.
E, no entanto, essa necessidade de crer no eterno, de imaginar que a vida continua depois da morte, é profundamente humana. Talvez seja mesmo inevitável. A ideia de finitude parece insuportável para muitos. Mas, paradoxalmente, o reconhecimento dessa finitude pode ser uma forma de eternidade em si. Se tudo se encerra aqui, o agora se torna absoluto — e, nesse sentido, infinito. Não há mais o peso de uma vida além desta; só resta o fluxo contínuo do que somos.
É nesse entendimento que encontro paz. A vida é suficiente em sua simplicidade. Não precisa transcender para se justificar. A eternidade que tanto buscamos pode ser encontrada no momento presente, nesse "agora" que se alonga indefinidamente enquanto vivemos. Tudo está aqui, neste instante, e isso basta.
Assim como Pessoa escreve, com sua visão desarmante e lúcida: não precisamos de outros mundos para validar este. A existência não requer continuação ou transcendência para ser plena. O desafio é aceitar essa simplicidade — e, talvez, essa aceitação seja a liberdade suprema.
Formadores de opinião, na verdade,
são ardilosos condutoresde rebanhos.
Rebanhos, aos quais, por vexatória sandice,
igualmente pertencem...
Embora temporariamente iludidospor
uma confortávelgraduação de porta-vozes
de algo onde esgotada sua devotada serventia, semelhantemente irá
destruí-los!
Perceber-se
à posse de uma Verdade
não significa estar apto para disseminá-la!
Mesmo que mínimo, qualquer resquício de Verdade,
exige equilíbrio, profundezas...
E pés no chão!
A verdade
não resulta da quantidade
de seres que nela creem...
Uma vez que, por si
e de si mesma
prevalece!
E que por desmedida disposição íntima
despertes para a Verdade...
E não, ora ocioso, sonolento,
sejas sacudido
por ela!
Para o espírito,
o tempo não passa; o tempo não para!
Na verdade, o tempo tudo registra,
sopesa, tudo faz prosperar!
Para o espírito, o tempo é seu
mais insuspeito aliado e mentor permanente!
... no Brasilàs avessas,
a Verdade;somente a Verdade;
e nada mais do que a Verdade,
é acusada de autoritária, tendenciosa; e, sobretudo,
abstraída de qualquer
escrúpulo!
E nesses dias
reconhecidamente agitados,
intolerantes, optar pela Verdade
não condecorará ninguém...
A não ser, ocasionalmente, provocar
uma incômoda sensação de
abandono!
Enquanto
não dedicarmos à Verdade
a mesma rigidez e audácia,que relapsos,devotamos ao Mal;este, malicioso, sorrateiro, subsistirá...
E cada vez mais violento
e devastador!
Ultimamente,
a única coisa ainda possível
de considerar como verdade nos jornais
e mídias em geral
é a data!
_ Luis Fernando Veríssimo.
... cada Ser vivente,
na verdade, é um universo distinto;
independente de outros seres
e ambientes, oracontribuindo como
indispensáveis referências ao seu progresso
como espírito em prodigiosa feitura...
Menos do Criador, suas leis,
que a tudo e a todos congrega
e inspira!
A fé
em nosso Criador,
na força transformadora
sobrevindo da Verdade,
legitimam-se quando tanto a alegria
quanto a adversidade
inspirem igual
gratidão!
Aos que insistem
em tratar a Verdade como passiva
mediadora entre o ético e o grotesco,
sinto dizer que na 'cadeia alimentar'
nutrindo mundos e vidas, ela desfruta
de um único e inalienável lado; distante
de vírgulas, pontos, dos previsíveis questionamentos; dosenganosos
e aduladores
poréns!
Ao crucificar o Cristo,
não crucificamos a verdade:
mas a oportunidade!
Uma axioma que por obra
de nossa inabilidade e descaso,
teima em se
repetir!
Aquilo
que muitos vulgarizam como
princípios morais da sociedade humana,
na verdade, são arremedos transitórios
de um fundamento maior ora esquecido;
ou, inadvertidamente desprezado,
que em tempos de tresloucadas
'vias tortas', sobrevém para
nos relembrar e corrigir:
a Ética!
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