Poemas que Fala sobre Adeus
Na beira do rio
Foi na beira do rio que ela chorou
Foi na beira do rio que suas lágrimas se misturaram às águas doces
Foi na beira do rio que ela clamou por sua Mãe
Foi na beira do rio que Oxum a abraçou, lavou suas lágrimas e lhe deu a armadura de ouro para lembra-la que filha de Oxum pode até chorar, mas jamais cairá.
Foi na beira do rio que ela chorou e foi na beira do rio que ela se levantou de cabeça erguida deixando a tristeza que carregava em seu coração se transformaram em linda cachoeira.
Filha de Oxum
Sempre que o chão me falta é para as águas que eu corro.
Para os braços da minha mãe.
Onde minhas lágrimas se misturam às suas e são levadas para o mar junto com a minha tristeza,
Tristeza que é transformada em força.
Porque filha de Oxum não abaixa a cabeça,
Filha de Oxum não nasceu para chorar,
Filha de Oxum não nasceu para sofrer.
Filha de Oxum nasceu para lutar,
Filha de Oxum nasceu para reinar.
Como foi bom estar em seus braços.
Como foi bom sentir seu corpo junto ao meu.
Como foi bom rir ao seu lado.
Como é bom se entregar e não se arrepender em ter vivido.
Não,
Ela não tem coração gelado
Ela não é insensível
Ela não é bruta.
Ela apenas cansou de acreditar nas palavras doces e ações amargas,
Ela cansou de se despir de sua armadura e ser golpeada sem piedade,
Ela aprendeu a se defender das dores provocadas pelo punhal que atinge a alma.
Não,
Ela não é coração gelado
Seu coração é quente como a lava de um vulcão
E somente quem for merecedor conhecerá todo o calor de seu corpo e de seu coração que não, não é gelado.
Ela ...
Ela e liberdade,
Ela é intensidade,
Ela é dona de si.
Se ela resolve ficar
Tenha coragem para se perder em suas curvas,
Se afogar em seus lábios,
Morrer em seu prazer e
Renascer em êxtase por tê-la dentro de si.
Se ela resolve ir,
Lamente por tê-la perdido,
Conviva com as lembranças dos gozos inebriantes
E orgulhe-se por ter sido seu homem um dia.
Saborela
Ela é como fruta madura
Acidamente doce,
Embriaga de desejo os ignorantes de seu sabor
E mata de vontade por mais momentos nesquecíveis aqueles que provaram de seu mel.
Como ficar longe de você?
Como ficar longe de você?
Se a cada risada minha quero dividir contigo?
Se a cada lágrima derramada é no teu colo que busco alento?
Como ficar longe de você?
Se as minhas vitórias,
Meus melhores momentos
Foram compartilhadas ao teu lado?
Como ficar longe de você?
Se cada raio de sol
Cada pingo de chuva
Só faz sentido se você está comigo?
Como ficar longe de você?
Se você me ensinou tanto
Mas se esqueceu de me ensinar
a ficar longe de você.
DESABROCHAR
Difícil suportar não sentir seu corpo.
Difícil acreditar que as trocas de carinho cessaram.
Difícil aceitar que as risadas infantis se perderam.
Dores intermináveis de noites mal dormidas.
Dias ensolarados sem vida.
Quebrada segui sem você.
Quebrada sorri sem você.
Quebrada brinquei sem você.
Quebrada vivi sem você.
Quebrada percebi que não precisava de você.
Quebrada não senti sua ausência.
Quebrada ...
Não! Quebrada não, INTEIRA.
Inteira olhei as pegadas no chão e chorei um choro feliz,
Chorei um choro aliviado,
Chorei um choro sorrido,
Um choro abobado por ter o sofrimento sumido,
Assim como você, que dissipou feito fumaça no ar sem deixar vestígio do fogo que um dia queimou dentro de mim e comigo.
Fênix
Sempre que é quebrada ela se refaz.
Usando as lágrimas para curar os sentimentos em pedaços ela se refaz,
Transformando a dor em força e o ódio em combustível ela levanta e se refaz,
Mesmo com o sangue que escorre da sua alma ainda ferida ela se refaz.
Com seu Espírito marcado pela armadura de cicatrizes ela levanta e segue,
Empunhando seu olhar protegido pelo escudo de seu sorriso ela não desiste de lutar,
Deixando para trás a velha pele que a fez sofrer, ela sempre se refaz e vai se refazer.
Carta à Culpa
Cara a Culpa;
Você me acompanha por muito tempo, já superei você várias vezes mas você sempre dá um jeito de voltar e dessa vez você veio forte, mas saiba que a rejeito mais uma vez, você, apesar de sempre presente em minha vida, não é minha amiga, você é como uma erva daninha que tenta sugar a minha existência, mas não vou me entregar, vou lutar novamente até você virar uma lembrança que aparece de vez em quando, mas que não fica permanente a ponto de me assombrar, isso porque você não me pertence, eu não pertenço a você, eu não preciso e não quero tê-la na minha vida, estou disposta a lutar mais uma vez contra você senhora a Culpa e sim estou disposta a vencê-la novamente.
Sigo os caminhos do vento,
nos seus cantos e encantos me envolvo
recolho as folhas do tempo,
em poemas as devolvo...
Senhor, deixaste apenas os bons para os bons? Os tristes para a escuridão e o silencio? A verdade para o que restar do amor?
A verdade é dura, triste, solitária e tem nome. Vive sóbria através de todos os entorpecentes, cada qual com seu nome, apelido e endereço.
Todas ou quase todas as pessoas conseguem me ver bem, mas nenhuma delas da forma como você me olha, me nota, observa e conclui.
Não julgo teus olhos, não os posso. Teus olhos vêm tudo, ao mesmo que nada. Sentem e perseguem o que te fere. Seus olhos são como afiadas facas, moldadas através de tempos, muitos e poucos, talvez simultâneos.
É a tua verdade que vejo. Tua verdade que eu quero e espero.
Me sinto estranhamente dentro dela, nela. Com ela.
É a tua verdade que também nos separa e nos reaproxima de forma constante.
Que a tua verdade nunca seja absoluta, se é cortante, amargurada e dura.
Que a minha mentira ao menos engane tua razão e te entorpeça o tempo suficiente e necessário para amar.
Porque, onde seu corpo deitar, querido, repousa lá meu coração também.
Oque eu realmente quero?
Quero muitas coisas, coisas boas
Quero não mais vê-la chorar
Ou por problemas passar
Poder te mostrar que o mundo
Podemos segurar, eu e você.
E nada pode parar o que
Desejo tanto te falar
Nessa noite solitária meu desejo é
Amá-la sem jamais soltá-la.
Ter seus dedos ao encontro dos meus
Quero mesmo é respirar do seu ar
E mostrar que a ti desejo amar
" Te desejo um domingo de sol
sorrisos de filhos
olhares
te desejo encantos
tantos
que tua vida seja.
te desejo vitórias
e a mão, na tua mão, de quem te é especial
que Deus te abençoe sempre.
" Não era um para sempre qualquer
era o nosso ,que os ventos do destino,
trataram de levar
sobraram perfumes, lembranças
desejos
a um, que não sabe o que fazer com tanto presente
hoje ausente, nosso amor suportou
a dor, a falta e há de suportar a saudade
porque para nós, nosso para sempre,
será sempre honrado
mesmo que ele exista, somente em mim...
Olhava para aquele mar tão infinito
Mas hoje estava um tanto diferente
Parecia realmente não ter fim
Os raios de luz solar refletiam nele e mostravam o quanto ele realmente não tinha fim
Foi a cor mais linda que já vi em muito tempo, branco que simbolizava a paz
E assim é você e os seus poemas
Todos nós temos sonhos
Uns tantos, outros poucos
Depende de cada realidade vivenciada
Olho as pessoas e enxergo as suas diferenças, mas elas possuem algo em comum
O anseio por serem amadas e aceitas como são
Limoeirense, de Limoeiro, é um prazer conhecer você amigo
A rosa nos trouxe até aqui
Somos parte de uma única fraterna idade
Tantos talentos que há pouco espaço para dissertar
Fiz esse poema para contemplar
Escrever silêncios,
registrar dias e noites,
tempestades e calmarias
amores e desencontros
descrever o inexprimível.
Concretizar delírios em realidades
apagar sois e esperanças.
Poderia ser Rimbaud
ou Vinicius de Morais
Paul Verlaine ou Neruda
mas sou sou poeta.
....um ponto final na poesia,
.....a morte da musa, o grande poema.
.........suspenso na eternidade
.................o silêncio irreprimível,
............entre ecos do acaso...
...........a fuga do poeta...
.....enigma inconfessável.
“Ode ao amor
Queria não ter lido
nem estudado Vinicius de Moraes
para escrever algo original
sobre o amor e a falta dele.
Mas algo assim só seria possível
se Vinicius não tivesse lido Neruda
com tanto espanto e reverência
ou se Neruda não tivesse lido Rimbaud.
Queria cantar o amor
em sua primorosa essência
como Ricardo Reis à Lídia
como Dante à Beatriz.
Inexoravelmente nasci atrasado
atras de todos estes
mas o amor ainda me inspira
loucura e lucidez...
para compor poemas
tão simples como este.
É o amor que sempre nos guia
ao fundo do copo e ao cerne da vida
ao topo do mundo e ao fim da tragédia
é amor que nos conduz ao abismo da perda
e ao encanto da luz da conquista
mesmo que não seja original
é o amor que dá alma ao artista.
Luz e Treva
Da luz à escuridão
da escuridão à luz
tanto faz ida ou vinda
a distância é amesma
a se percorrer...
Feliz o homem que conheceu
os dois caminhos
este não terá dificuldade
para entrar e sair das trevas ou da luz
para resgatar os inexperientes
destas duas escolhas...
