Poemas quando eu me Amei de Verdade
Eu me apaixonei por alguém tão especial, não quero desistir dela, jamais, no fundo sei que é ela...
Eu não tiro ela da mente, penso nela a todo instante, meu coração clama por ela, deseja ela, ama todos os detalhes nela.... simplesmente ela é incrível a ponto de eu não desistir dela, jamais... 💭
Se eu pudesse mandar um recado pra minha terra,
diria com o coração apertado e cheio de lembrança:
Querida Rio Verde das abóboras,
Hoje me peguei lembrando do menino Júlio – o "Julin",
"fi" da dona Gilza, neto da "véia" Tieta.
Nasceu e cresceu onde tudo parecia possível,
mas quase nada se podia para o povo humilde daquele solo —
um velho retrato da botina suja de poder.
“Como, agora, olvidar-me de ti?” —
verso do hino que ainda ecoa no meu lamento.
Saudoso, jamais esquecerei do que vivi.
E é mesmo estranho sentir saudade
de um lugar marcado por dor e violência,
mas mesmo com tudo isso,
eu olho pra você hoje e digo com orgulho:
Que bom te ver melhor, Rio Verde!
Houve um tempo em que eu acreditava em quase tudo que eu ouvia.
Hoje, preciso ter certeza, até do que eu vejo!
A minha vontade de mudar
Precisa ser maior que meu medo de ousar
Pois será bem pior se a vida eu passar
De mim com dó.
Beira-mar (Poema-canção)
Ah, sofrido beira-mar,
Quem vem sem o eu
Pra amar, se faz o desfaz sem reluz.
Ah, pare de queimar
O meu amor pra me desligar.
Vem do aomirante andar,
Sobre as águas, largar...
Ah, sofrido beira-mar,
Vem de novo me achar,
Pra poder lhe esquecer.
Vai, seguindo aomigrante,
E a lua minguante,
De tanto aguardar...
Você.
Impossível lhe esquecer,
Por mais que tento,
Não dar pra tentar.
Vem, noite brilhante,
Que passou no instante
De cada amor...
Parapararaparaapararararapara
Parapararaparaapararararapara
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Vem, balançar na minha rede,
Que me mata de sede;
E que é lua minguante,
Dá de ver todo o mundo de cá.
Volta, meu amor, me amar...
Quase todo dia, estou a esperar
Mudes minutos pra mim,
Notas que sou assim,
Pra não ficar.
Amor, ao balançar-me contigo,
Contudo dispostas
A me separar... voltes amiga, colega —
Amiga, poeta, poesia que está no meu coração,
O que falta: a noção do tempo
Que estou sem você...
O Tesouro do General
Se me perguntam o que tenho de valor,
Eu digo: meu coração.
Não ouro, não espadas, não reinos —
Mas o coração onde guardo meu verdadeiro tesouro.
Pois aquele que ignora o próprio peito
Já perdeu, mesmo antes da primeira batalha.
E o mundo está cheio de homens derrotados,
Cativos de vontades que não são suas.
Enquanto isso, o general — prudente e silencioso —
Conquista sem lançar uma flecha.
Ele manipula desejos, oferece migalhas à alma,
E logo transforma homens livres em servos agradecidos.
Há escravos por todos os lados,
E o pior de tudo: não sabem que são.
Se dobram diante do ouro, se ajoelham ante o prazer,
E se julgam senhores por vestirem correntes polidas.
Mas eu… conheço o meu coração.
Belo por dentro, firme por fora.
Embora cercado pelo mal que tenta perfurar,
Ele permanece inabalável.
Porque quem domina o próprio coração
É senhor de si — e quem é senhor de si
Não precisa temer reis, nem exércitos, nem morte.
Pois já venceu a guerra que os outros sequer enxergam.
Não existe combate contra esse homem.
Pois enquanto os inimigos gritam e sangram,
Ele permanece de pé, calado —
E os derrota… sem que saibam quando perderam.
Vi os olhos mais lindos do mundo, e eles me viram.
Aqueles olhos me viram antes mesmo de eu ver eles.
E quando eu os finalmente vi, me apaixonei.
Tênue Amor
Ah, tênue amor...
Se de amor, só eu senti
É amor,
Lhe deu a flor do jardim,
Que colhi pra pra mim
Mas dei a ti.
Voltes, amiga, colega, companheira.
A lida é passageira,
Mas não há de passar assim —
Nem cá, nem em mim.
Vai... jogue tudo ao ar, amor.
Não me esqueça, por favor,
Ao se deitar na cama.
A cama, amor, é colchão,
Quebra o coração
E me faz viver...
Acordes na Maré
Você partiu feito onda que some,
deixou na areia seu rastro e seu nome.
E eu fico aqui, rindo entre soluços,
lembrando teus acordes, teus passos astutos.
Tocava violão com alma de sol,
cada nota tua era um farol.
Na beira da praia, de pés na espuma,
cantava pra vida, cantava pra lua.
O luto chegou, sim, sem pedir licença,
mas não apagou tua doce presença.
Ela mora no vento que embaraça o cabelo,
nas canções que tocam no fim de janeiro.
Saudade? Tenho. É parte de mim.
Mas também é sorriso, memória e jardim.
Teu riso ainda dança no som das marés,
e tua batida vibra nos meus pés.
Hoje, sento sozinho na areia molhada,
o mar me consola, a noite é pintada.
Tuas músicas vivem nas ondas que vêm —
cada acorde me diz: “Tô contigo, tá bem?”
POEMINHA PUERIL
quão difícil é conjugar
o verbo namorar
falta - Eu
falta - Nós
você pode me ajudar?
Eu sou higiênico. Aprendi a gostar de
bons filmes, livros e cozinhar a minha própria comida. Na pandemia gostei disso além de mim mesmo e da minha própria companhia. Foi onde entendi o que é SOLITUDE.
Foda-se o mundo que não me chamo Raimundo.
Depois, eles não querem que eu crie ódio da burguesia.
A música e o autor se cruzam, mesmo estando a anos de distância um do outro: Paulo Freire, na ciência, com A Pedagogia do Oprimido; e GOG, com a música Televisão.
Um é teórico; o outro, prático — mas estão unidos pela aversão à miséria e à exclusão social do menos favorecido.
A burguesia só se preocupa com seus próprios problemas. Infelizmente, o povo ainda não enxerga a gravidade dos problemas sociais que enfrenta para que possa fazer a revolução social.
Temos os teóricos da academia científica e os teóricos da rua, que em suas músicas e poesias retratam a realidade de um povo.
Minha boca aos pedaços eu junto Sem reclamar, aos cacos vai cortando Sem muito eu falar.
Não posso falar não posso expressar, algo simples, muitos querem me calar.
Risadinha aos cantos mas eu sinto ao longe, Deboche vem de graça sem muito a oferecer, apenas a tristeza vem me acolher.
Não desisto mas pessisto, logo fraquejarei, mais no dia que eu parar será o dia que eu morrerei.
Não fui eu que criei expectativas sozinha.
Foi você que acendeu a esperança, falou bonito, me procurou, me envolveu.
Foi você que plantou a dúvida e depois fugiu da responsabilidade.
O meu erro não foi sentir, foi confiar.
E mesmo assim, sigo em paz — porque quem é inteiro não precisa de migalhas.
Peça-me um abraço, junte-se ao meu espaço
Faça de mim seu refúgio, o seu relógio sem fim
Deixa eu te viver, saber te convencer que perto de ti não quero me mover
Quando meu peito encontra o teu, meu sangue ferve teu cheiro
Meu coração de apogeu, esquece que vais ser apenas passageiro
A vida não tem sido fácil, nesse momento eu gostaria somente de um forte abraço.
Minha alma pede socorro, mas não posso me deixar vencer pelo cansaço.
Deus, vem ao meu encontro! Me pegue pela mão e me leve numa direção onde eu possa ser feliz.
TEMPO REMOTO (soneto)
É bom que eu prose ao léu, assim acostumo
na solidão, da privação de um amor passado
pois a lembrança surrara no pesar suspirado
perdendo no versejar aquele rítmico prumo
Terá, e virá, um certo dia, então, presumo
um sentido para o verso, o mais sonhado
talvez o que mais mime, o mais encantado
que anuncie juras, e sensação para o rumo
E, se ao chegar a hora de um verso absorto
que não se apague o ardor, seja conforto
poético, velando a minha aflitiva soledade
Ouvidos não darei a inspiração sem alento
pois, poesia de saudade tem padecimento
mesmo que de boa lembrança, a saudade.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14 junho, 2025, 15’09” – Araguari, MG
Sobre formas de ser e expressar sentimentos.
"Amor, eu entendo o que você sente… e queria muito que tudo fosse mais espontâneo mesmo. Mas sabe, cada pessoa vê o mundo de um jeito — na PNL a gente chama isso de ‘mapa de mundo’. O meu é mais quieto, mais contido… o seu é mais intenso, mais aberto. E tá tudo bem. A gente só expressa de formas diferentes. Isso não muda o que eu sinto, só mostra que somos dois jeitos lindos de amar."
