Poemas quando eu me Amei de Verdade
"Eu olho para o futuro desconfiada, dou-lhe um sorriso furtivo e desdenho de suas promessas.
Por ser ele infinito, me cansa olhá-lo, e me apraz dar-lhe as costas e abraçar meu presente.
Esse, está aqui e é tudo que eu tenho, nele administro meus sorrisos, controlo minhas emoções, cuido de minhas raivas com carinho, observo tudo ao meu redor...
O futuro, esse incansável conquistador, recebe às vezes, minha visita, satisfeito e orgulhoso de si.
Só não sabe ele, que essa é minha forma de descobrir suas estratégias..."
Clara e bela, se faz o nascimento da lua,
fico eu te apreciando da rua.
No céu a luz que todos iluminam,
na terra seu olhos que me fascinam.
A noite traz o cheiro de amor,
mesmo distante sinto seu cheiro de flor.
O vento assoprando paixão,
você guardada em meu coração.
Sua voz é pura ternura,
espalhando toda sua doçura.
Eu vagando por toda cidade,
para curar essa louca saudade.
Talvez na eclipse da lua,
você me diga diga,
finalmente sou sua!
Sergio Fornasari
eu te amo
mas nao sou seu amo
te quero do meu lado
mas nao obrigado ou arastado
eu tive sede de amor
e terminei bebendo agua do mar
nao è minha culpa
seu ego doentio
nao me assusta
seu latido
nao se pode esconderse do frio
nao se pode mentir pra si mesmo
nao se pode ferir a quem ama
e pra tir dar no mesmo.
nao estou dizendo nao a voce
digo nao só pra me proteger
da sua compania fria
quando de repente nao te convem ser homem
Eu só quero sobreviver ao voo.
Pois não tenho asas, mas eu declaro que irei voar.
São as palavras que têm poder, não as asas.
Eu, Tecnologia:
Alheio ao mundo, alheio ao tudo,
Porém conectado, coitado!
O que se via não se vê,
Estou ao seu lado,
Mal vejo você, por quê¿
Uma tendência passageira,
Sorrateira, pegou beira: agora fica!
Uma coisa complicada, apregoada,
Que os polegares explica.
Só
Eu sei, estou só,
mas agora é real
não há esperança...
Ninguém mais por perto
Não há mais nada a ser dito
nada mais a ser compreendido
as palavras se perderam no tempo
E o que restou? o que poderia restar?
Estou indo pra casa,
é uma viagem sem volta
pra dentro de mim mesmo
me enterro vivo
Eu sei...
agora estou só
as palavras foram levadas pelo vento
E não há mais nada a ser dito, nada.
mais a esperança repousa sempre,
no final..
Eu sou aquele tipo de pessoa que está com uma faca cravada no peito
E eu mesmo termino
De cravar restante da lâmina
Apenas pra ver
O estrago que vai causar
E o quanto eu consigo suportar da dor.
Sabe eu me sinto triste,
Mesmo estando com alguém,
Que faria o impossível para sua felicidade...
Me sinto vazio,
As peças não ser encaixam, mesmo amaçando.
E como se eu soubesse o caminho mas o caminho estivesse fugindo de min, e estranho pensar assim.
Hoje já não vivo como antes, eu tinha forças para andar e agora sem você do meu lado não consigo... não sei onde e o caminho, me acostumei a seguir seu passo, sera que o dia q não existe mais eu e você ficarei parado...
creio que sim meu destino por te amar como eu te amo.. te desejo... meu sentimentos correm pelo meu corpo mais a rápido do que a própria energia q me faz ter vida....
Meu Te amo não e grande mais e o que tenho e q posso te oferecer aceite de todo coração...
Eu corro
Eu corro.
Eu grito.
Eu choro.
Eu lamento.
Eu sinto.
Eu desespero.
Eu fujo.
Eu corro da solidão;
Eu grito por um mundo melhor;
Eu choro pela falta de amor;
Eu lamento por falta de sentimentos;
Eu sinto a dor da partida;
Eu fujo pro mar, onde posso amar, somente amar por onde as ondas me levar.
Eu sei que não sou perfeito,
mas também não finjo ser que não sou,
posso te dizer que sou verdadeiro,
porque foi o bairro que me criou.
Sou feita de cacos que se juntaram e me tornaram o que eu sou hoje.
Já não sou como antes, aquela pessoa que antes morava dentro de mim, pediu as contas e foi embora.
Como um coração que foi feito de vidro, que ora quebra e ora corta.
Sou feita de nostalgias e solidão, onde me sinto sozinha na multidão.
Tudo o que eu queria era alguém que eu pudesse chamar de meu amor, mas não queria chamar de amor da boca pra fora, queria que fosse do coração.
Talvez, aquela cidade onde eu morava não existisse amor, eram o que todos falavam, mas não sei se era à cidade ou eram as pessoas que não sabiam amar.
Uma coisa era certeza naquela cidade e não podia negar... Amar era uma tarefa difícil, onde qualquer coisa era motivo de brigas, ou qualquer gesto de gratidão fosse motivo para ser ignorado.
Encontrar alguém parecia ser algo que eu acharia que nunca iria conseguir encontrar, mas até que um dia ele apareceu, aquele sorriso, rosto, e aqueles olhos? Droga! Não tem como não pensar nele, será que tudo isso que eu estava sentindo era amor? Talvez sim, mas como seria amor se eu morava em uma cidade onde não existia amor. Mas foi ali que eu percebi que não se tratava da cidade, e sim das pessoas que não sabiam o que era o amor.
Às 03:17 fui tomar um café ao som de "Blue Jeans", os pensamentos mudavam à cada minuto, e ter você perto de mim era uma questão de fechar os olhos, será que todas às noites seriam desse jeito? Estava torcendo para que aquela insônia fosse apenas de uma noite, mas toda aquela insônia tinha um nome e um sorriso lindo.
Felicidade onde eu a encontro?
Onde realmente está a felicidade? Nas coisas materiais que você conquista, no retorno ao seu trabalho, ao voltar a se relacionar com alguém que já considerava impossível? Ou a verdadeira felicidade está dentro de você mesmo, dentro de seu eu, de sua paz interior e seu contato diário com Deus. ? Pense bem um dia uma vida ou a eternidade?
TALVEZ
talvez você tenha razão
talvez seja só uma válvula de escape
talvez eu tenha me precipitado
eu só queria seguir em frente
mas você sempre me faz voltar
talvez eu queira voltar atrás
eu gosto de voltar atrás
faz com que eu me sinta bem
talvez eu tenha te perdido
não! eu me perdi, eu estou perdido
tentando te encontrar, em um outro alguém qualquer
talvez você tenha mesmo razão.
Lá se foi o meu Herói
Lá se foi meu Herói, mais uma vez…
Nem deu tempo de mostrar que eu aprendi aqueles acordes que ele havia me ensinado no velho violão.
A galeria de artes então, não passou nem por perto.
Só viu o ‘Cadillac Coupe Deville 65′ por que estava parado em frente a casa.
Lá se foi meu Herói, volte outra vez…
Mesmo que por alguns momentos eu viva no meio dos outros, me recluso por não saber conviver com o meu ¨Eu¨ manifestado entre eles.
Difícil mesmo é, procurar ser compreendido onde não existe a capacidade de aceitar o não compreender das pessoas.
De certa forma, sinto-me em determinadas interações humanas, incompreendida, incompreensível e um pouco ignorante por também não compreender aqueles que criam uma visão errada do meu ser.
JDF
Da luz que atravessa a janela do quarto meio morto
meio torto eu era, da lonjura que era minha vida de outras
do frio que adormecia meus pés, do medo e do café morno
da praticidade de uma pena em mão, um termo em grão
do chiar da noite lá fora, meia noite lá fora
ela passeava entre os outros que eram meus outros eus
da loucura entre estar consciente e estar presente
da folha que caia das árvores no parque
do cão que respondia aos pedidos de socorro da cidade
e o terror do silêncio quando a vontade é gritar
com o piscar dos olhos e a vontade ausente
agradecer o nascer do sol e ao poente
ao vinho barato, pra conter às tristes alegrias
o exagero de rimar palavras vazias
do ser que ama o mar e prefere só admirar
do sorriso da moça, cuja boca já não me sorri mais
de alguns anos atrás, que para trás queria andar às vezes
do som que vem de fora, vem da forma que o sal escorre
da barba feita, e o nojo da roupa bem arrumada
o bicho do mato, ô, bicho, eu não mato
o brilho da parede verde, e das histórias pra contar
de quando tu me falava pr'onde ia viajar
essa fumaça na minha cara, era o bom senhor
da alma em praça, que acalmava a minha
da chuva de setembro e em ser teu acendente
da manhã morta em mim, morrendo os domingos
um pouco mais disso, daquilo, um quilo de solidão
um tanto assim de nós que em nós morava
fechava a porta mas não se despedia
do chão quadriculado, da grama e da flor
o pouco se importar não é normal
talvez ninguém seja, ou não quer
dos prazeres que parecem pagamentos
salda mais uma das minhas parcelas de culpa
da vontade de não escrever mais
parei
Você me beija no cantinho do rosto e eu morro de medo de que um dia você vá embora de uma vez ou esqueça de voltar. Então, eu fecho os meus olhos e me encolho em seus braços. Pareço pequenininha. Eu sei. Gosto de me sentir segura. Gosto de saber que o meu lugar é aqui. Eu rezo escondidinha para que o nosso amor só transborde dentro de nós e nunca acabe.
Você me conta sobre as suas histórias e eu sei que é só pra me fazer dormir. Você não vai sair de madrugada por essa porta, né? Me promete? Eu gosto de ter a certeza de que vou acordar com você sorrindo. A sua risada é o motivo da minha alegria pra despertar de manhã.
Enquanto você estiver aqui, eu vou poder trabalhar tranquilinha, sabendo em qual sorriso vou descansar a minha guerra de todos os dias.
E é em você que eu encontro a paz que eu precisava.
Não é só de manhã que você me faz sentir tão sortuda, porque de tarde você me liga e eu esqueço que ainda nem larguei. Você me fala que sou bonita e eu me vejo presa a você. Me enrolo toda no fio do telefone e fico esperando você pra me desenrolar e me fazer sentir só sua.
Não existe outro lugar no mundo que eu prefira estar, além de dentro dos seus olhos.
Você me beija no cantinho do meu rosto e eu já posso fechar os meus olhos e descansar.
Encontrei o que eu tanto procurava.
