Poemas quando eu me Amei de Verdade
O impossível passou do meu lado
Estava chovendo
E eu com o possível abraçado
Não me molhei
E ele saiu correndo coitado
É cedo pra dizer que amo você,
mas eu andei fascinado
como um turista perdido
por esse mundo encantado
só conhecendo lugares
de boa com as pessoas
É cedo pra dizer,
mas eu preciso saber
se você veio para me ajudar
a te amar ou te esquecer
É cedo pra dizer... é cedo pra dizer
que eu estou gelado
precisando me aquecer
É cedo pra dizer, eu sei que é cedo para dizer
que estou preso no gelo
desfazendo o cubo mágico
dirigindo o meu carro
rolando na mesa dois dados
É cedo pra dizer, eu sei que é cedo para dizer,
mas tenho um bom pressentimento
e se você achar estranho,
eu sei que vou entender, afinal eu te amo e sei que ainda é cedo pra dizer,
Hoje eu acordei com vontade chupar sorvete de fogo
Depois percebi que acordei de fogo com vontade chupar um sorvete
A amizade e o custo da ilusão
Eu costumava acreditar que tinha amigos incontáveis. Hoje, no entanto, a clareza me trouxe uma constatação amarga: eles nunca quiseram a minha amizade, queriam apenas o que eu podia lhes proporcionar.Agora, no silêncio da minha própria companhia, compreendi que comprei afetos em vez de conquistá-los. Aquilo que eu julgava ser bondade e gentileza era, na verdade, a moeda com que eu financiava a presença deles. O mais doloroso é ver que aqueles que antes me rodeavam agora simulam amnésia; dizem que mal me conheciam, embora todas as evidências provem o quanto éramos próximos, o quanto dividíamos o que eu acreditava serem os melhores momentos de nossas vidas.Diante desse cenário, sou obrigado a me perguntar: de que valeu tudo o que fiz, sem critérios, sem medir os riscos? Valeu alguma coisa?Sim, valeu. Valeu para que a ilusão finalmente terminasse. Essa solidão de hoje não é um castigo por eu ter sido bom, mas o preço do meu despertar. Descobrir que ninguém ficou quando o banquete acabou é um indicador brutal, mas limpo. Aprendi, da forma mais dura, que o meu afeto e o meu tempo são valiosos demais para serem entregues a quem só sabe aplaudir enquanto o sol brilha, mas desaparece na primeira tempestade.
Tem tanta gente querendo ser eu. Gente, é tão difícil vestir minhas vestes, calçar meus sapatos e caminhar entre pedras cheias de vãos.
Se soubessem quantos fardos carreguei — e nenhum deles foi generoso comigo. Cada um sabe onde o calo dói.
Viva a sua vida! A minha, quem vive sou eu.
A Geografia da Perdição
“Eu não me perdi, mas experimentei a perdição.”
(Clarice Lispector)
Talvez exista uma distância imensa entre perder-se e conhecer a perdição. Quem se perde já não sabe para onde vai. Quem experimenta a perdição, porém, pode saber exatamente onde está e, mesmo assim, caminhar por territórios onde a razão aconselharia não entrar.
Viver também pode ser isso: chegar perto do abismo sem fazer dele morada. Conhecer a noite sem desistir da manhã. Provar o gosto amargo de certas escolhas e compreender, muito depois, que algumas cicatrizes não anunciam derrota; apenas testemunham que atravessamos lugares difíceis e conseguimos regressar.
Existem lugares dentro de nós onde não deveríamos morar.
Às vezes damos voz aos nossos medos, oferecemos cadeira às dúvidas e permitimos que determinadas tristezas permaneçam além do necessário. Há dias em que a esperança parece apenas uma palavra inventada para tornar a existência suportável. E, ainda assim, alguma coisa permanece acesa.
Por isso, talvez a frase seja tão poderosa:
Eu não me perdi.
Experimentei a perdição.
Há uma estranha sabedoria nisso. Quem conheceu suficientemente a escuridão talvez compreenda que a luz não serve apenas para iluminar o caminho ela também nos chama de volta.
A vida não exige que atravessemos o mundo intactos. Talvez exija apenas que, depois de cada tempestade, ainda sejamos capazes de reconhecer o nosso próprio nome.
Porque existem viagens das quais regressamos diferentes.
Há quedas que nos ensinam a dimensão da altura.
Há silêncios que nos devolvem a voz.
E existem perdições que, paradoxalmente, acabam revelando um caminho.
Eu não me perdi.
Apenas fui longe o bastante para descobrir onde, dentro de mim, ainda morava a vontade de voltar.
JÁ FEZ A PERGUNTA: QUEM SOU EU?
Em algum momento, talvez no silêncio de uma noite qualquer, você já tenha se perguntado:
Quem sou eu?
Por que estou aqui?
Por que estou vivendo esta experiência?
Qual é o verdadeiro sentido de tudo isso?
Mas talvez você tenha interrompido a pergunta antes de chegar à resposta.
Porque o mundo oferece inúmeras distrações para que você não precise olhar para dentro.
Trabalhar.
Consumir.
Correr.
Acumular.
Comparar.
Buscar aprovação.
Preencher o silêncio com barulho.
E, enquanto você tenta conquistar o mundo exterior, pode estar se afastando de si mesmo.
Talvez a maior prisão não tenha grades.
Talvez ela seja construída diariamente por hábitos, medos, crenças, expectativas e pela necessidade de ser aquilo que esperam que você seja.
Mas existe uma pergunta que nenhuma distração consegue silenciar para sempre:
**E se eu estiver vivendo uma vida que não escolhi conscientemente?**
Buscar a verdade exige coragem.
Porque a verdade nem sempre confirma aquilo que queremos acreditar.
Às vezes, ela desmonta certezas.
Questiona identidades.
Revela padrões.
E nos coloca diante do espelho.
Mas é justamente aí que começa uma transformação verdadeira.
Não quando você encontra todas as respostas.
Mas quando finalmente decide fazer as perguntas certas.
Talvez você não esteja perdido.
Talvez esteja apenas distante de si mesmo.
Então pare por alguns minutos.
Desligue o ruído.
Observe seus pensamentos.
Questione suas certezas.
E pergunte novamente, sem medo:
QUEM SOU EU?
POR QUE ESTOU AQUI?
E O QUE ESTOU FAZENDO COM A EXPERIÊNCIA QUE ME FOI CONCEDIDA?
A busca começa quando a distração termina.
Busquemos a verdade.
Você acha mesmo que eu não me importo? Eu vi você desistir de mim. Eu vi você me dar aquelas respostas secas e assisti você falar cada vez menos comigo, todos os dias. Eu vi você, lentamente, perder o interesse por mim. Eu assisti você saindo da minha vida aos poucos.
Dói perceber que, enquanto eu lutava para te manter, você já estava construindo a sua saída. O silêncio que você deixou entre nós fala mais alto do que qualquer explicação que você poderia dar agora. Cansei de tentar segurar uma mão que já não quer mais estar entrelaçada na minha. Estou te deixando ir, não por falta de amor, mas porque entendi que não posso ser o único a amar por nós dois.
Não me procure quando o silêncio dos outros te fizer lembrar de mim, ou quando você perceber que o mundo é grande demais, mas o afeto de verdade é raro. Eu te dei o meu melhor, e você preferiu a conveniência de me deixar ir embora aos pedaços. Hoje, eu recolho os meus cacos e sigo, não porque eu queira, mas porque não sobrou espaço para mim no seu novo mundo. Adeus.
Sobre a minha pele eu sinto o calor de suas mãos frias
Sobre meus olhos eu sinto o peso ao anoitecer
Sobre minha sombra eu sinto o seu reflexo
Sobre o seu sorriso eu senti o peso de minhas lágrimas, sobre minhas lágrimas eu senti a felicidade em te ver sorrindo.
Sobre os meus tortos passos eu implorei para que os seus fossem acompanhados pelo meu anjo
Sobre o seu desprezo, eu questionei mas chorei em silêncio
Sobre as suas falsas palavras a meu respeito, eu desejei que sentisse toda a dor que eu estava sentindo, depois desejei que não sofresse.
Sobre tudo, eu desejei, mas virou passado uma rotina incontestável em te colocar na estante.
Nos encontraremos lá na frente... No altar, onde seremos jugados pelos nossos erros.
Onde seremos perdoados, onde ainda assim, seremos amados, e ao olhar para trás, algum dia se lembrará da minha imagem, e sem deboche. A mesma virá a sua mente. Quem sabe nesse plano existente, você ainda mostre os dentes?
Às coisas que acontecem comigo são exatamente assim:
-Eu não acredito! - Isso esta acontecendo comigo?
- Sim, aconteceu!
Eu sou apenas uma menina, nada, além disso, posso ter 100 anos, mas serei apenas uma menina, aquela que a infância fora roubada, e a imaginação recriada, desfiz toda a dor da infância e a adiei como sempre... Para mais tarde! – E o tarde chegou!
Eu sei que tenho problemas psicológicos, mas sei que de todos os fiascos que já passei é apenas uma questão de reflexão, talvez a loucura faça parte de mim, ou eu... Simplesmente faço parte da loucura.
Existe alguém aqui que seja são?
Tatyane Nicklas
... um equívoco,
eu diria, querer atribuir
a uma entidade sobrenatural
todo mal que nos aflige - visto que,
um homem sozinho é capaz
de qualquer coisa!
... jamais diga:
'se Deus quiser'; diga: 'eu quero!'
Porém, um querer que, somado
aos teus melhores propósitos
te concilie com obem maior:
o Criador!
"Aquilo que o tempo ensina"
Eu tinha dificuldades em superar desafios e ser resiliente, mas, ao decorrer do tempo, percebi que, aos poucos, estava aprendendo a ser resiliente e a manter a calma quando as dificuldades da vida se aproximavam.
Hoje em dia, aprendi que posso não ser forte o tempo todo e nem sempre conseguir suportar o peso da vida. Mas, com maturidade e equilíbrio, consigo me manter de pé e continuar.
É tão estranho perceber que, às vezes, precisamos passar por algo ruim para alcançar um crescimento maior.
Com o momento e o entendimento certos, conseguimos ultrapassar aquilo que antes parecia impossível. Isso só mostra que nossos esforços valem mais do que apenas palavras.
Tomar atitude é importante para conseguir aquilo que desejamos, mas ainda não conseguimos alcançar.
O tempo passou tão rápido que nem parece que um dia eu fiquei tão mal por ser assim.
"Eu ainda estou aqui"
O tempo me mudou,
e me transformou.
Tornei-me
uma versão melhor de mim.
Ainda lembro
das minhas versões antigas.
E nelas eu vejo
a mudança.
Aprendi a amadurecer,
mas sem esquecer
aquilo que já vivi.
Talvez isso
demonstre mais
o meu crescimento.
Não sinto falta
de quem eu era,
e talvez esse seja
o motivo
de eu ainda estar aqui.
"Meu desejo"
Queria ser poeta,
mas poeta não sou.
Pois poeta sabe muito,
e eu aprendo com o tempo.
Sou escritora poética,
penso, sinto, digo e não falo.
Todos os poemas escritos
contêm meus sentimentos.
Escrevo muito
para não falar,
pois o silêncio
é a minha resposta.
Alguns querem reconhecimento,
e eu quero conhecimento.
Muitas palavras
e poucos lábios.
Observo atentamente
antes de dizer uma palavra.
Depois interpreto,
até compreender.
E isso me torna
uma pensadora.
"O que eu sou?"
Sou uma pessoa,
sou humana.
Sou uma poeta,
sou uma filósofa.
Não,
sou alguém
que, por alguém,
se tornou alguém.
Perguntei tanto,
e descobri.
Hoje sei quem sou,
ontem imaginava.
O que sou
é profundo
e cheio de intensidade,
repleto de pensamentos.
Acho que sou
pensar.
" Cada pessoa é um mundo"
Eu vejo,
você vê.
Eu sinto,
você sente.
Mas não somos iguais,
somos diferentes.
Faço uma escolha,
você toma uma decisão.
Reflito sobre mim,
você reflete — ou não.
Você é um mundo,
eu sou mudo.
Faça acontecer
o que aconteceu.
Há uma razão
para cada solução.
Há um exemplo
para cada explicação.
Há pensamentos
para todos os pensadores.
