Poemas quando eu me Amei de Verdade
Fotografia em 3000
Ah, eu sei bem da história,
Eles cantam vitória,
E eu canto mais amar.
Ah, eu sei bem é da glória.
Eu fico para a história,
Eles ficam para ganhar.
Senta limpo na estrada,
Molha o pé na calçada,
Meio fio de Ninguém.
E na hora da Pedrada,
outra bruxa. Ah, Coitada.
Liberta e é refém.
Nessa minha geração
Que não conhece nada
Por inteiro
Nunca abre o livro, então,
Diz que ele é
Feiticeiro.
Viver na sombra lenta
Junto aos subestimados
Na verdade, acalenta
Todos os gênios cansados.
A cultura na fogueira,
Brutalmente assassinada
E na fulgura, berradeira,
O povo faz outra piada.
Prepotente, berra um.
Suicida, berram dois.
“Eu sei mais do que o comum”
E pediu feijão com arroz.
Ah, eu sei bem da história
De quem levanta seu cartaz
Faz a arte, ganha escória
Apenas por tentar demais.
“Não levante tanto a voz”,
“Não fale tanto de si”,
Ah, eu tiro bem os pós
E esfrego no que li.
Todos morrem sem flores
E florido é o caixão
Ah, querem mais é dos autores
Do: “calados vencerão”.
Ah, eu sei bem da história,
Eles cantam a vitória
Com meu sol escaldante.
Mas
Quando tudo for memória
Veremos a dedicatória
A quem morreu com
Seu berrante.
(Vanessa Brunt)
Hoje eu me sinto cansada, Senhor, das lutas do dia a dia, do trabalho constante, do peso da responsabilidade que eu mesmo tomei sobre meus ombros.
Também me sinto só, por conta de mim mesmo, pela falta de confiança que nao tenho nem da minha própria sombra, pelo pouco do amor que diminuem em minhas veias, de tanto espreme las para dar de beber as vidas que dependem do meu ser.
E para que esse sentimento nao me consuma ainda mais, procuro olhar para céu e comtemplar tua grandeza, pois so posso ver a tí desta maneira, como é linda a lua , como brilham as estrelas!
Hoje me vi de frente com o passado, no ano de 1930, um senhor de 96 anos de idade, disse está bem de saúde, nisso eu acredito, ele até leu os meus discos, com sua senhora ao lado, mais nova que ele um bocado.
O que me chamou atenção foi que, daqui a quatro anos ele completa 1 século de vida, eeu com apenas 35 sentindo essa agonia.
Deus, dai-me força porque um século é muita coisa, e se ele está bem e com saúde, de solidão eu nao morrerei, farei um trato com ela, nem ela me oprime, nem eu á manderei ir embora.
Quesera eu, que fosse uma ressaca de cachaça, pois ressaca se sabe que passa, mais ela nao, ela tomou partido aqui , nem eu vivo sem ela, nem ela vive sem mim.
Mamãe
Você está morta há 27 anos agora
E eu preciso te dizer
Que eu não sou mais o velho Aldo
Que você costumava conhecer
Também você costumava dizer que
Eu não era totalmente adulto
Mas todo dia, quando eu
Ouvia
Você dizendo isso
Meus sentimentos ficavam muito magoados
E eu também ficava muito chateado
Eu já era um homem naquela época
Você não me deixava ter
Amigos
Você também costumava me dizer
Que eu não sabia me socializar
Com as pessoas
Mas você também nunca me deixou
Ter
Liberdade na minha vida
Mamãe
Hoje, se você estivesse aqui
Para ver o Aldo maduro
Que eu me tornei
Hoje eu tenho 58 anos
Mamãe
E também tenho muita
Liberdade
Na minha vida
Eu simplesmente amo que você esteja
Morta
Porque assim eu posso ter minha
Vida
E ser maduro
Também você odiava tanto
Minha poesia
Mas hoje estou escrevendo poemas
Há 27 anos
E nunca vou parar de
Escrever
Poemas porque é terapia
Para mim
Mamãe
Eu ainda tenho minha vida aqui
Na Terra
E tenho bons amigos
Que me apoiam
No meu dia a dia
Mamãe
Espero que você esteja descansando
No céu
Mamãe
No dia em que eu morrer, irei
Para o céu
E lá estaremos
Reunidos novamente
Com ou Sem Você
Eu vou seguir, com ou sem você. Vou realizar os meus sonhos, e bater de frente com tudo o que combato, com ou sem você. Vou trazer ao mundo o que resta dos meus sentimentos, de toda essa arte, com ou sem você.
No fim, escolherei a partida. Direi o último adeus, quando meus passos não forem mais os mesmos, e não restarem motivos. Enquanto viver, posso até amar, mas não estarei mais esperando pelo que pode acontecer. Não vou mais te esperar. Eu vou seguir, bem ou mal, com ou sem você aqui.
- Marcela Lobato
Em uma bela noite, estava eu, rindo, olhando o céu, lembrando do momento em que parei no tempo, olhando o chão vivo da terra que pisamos. Pensei, repensei: se pudesse voltar naquele ponto e somente falar, mesmo sem olhá-la: "Eu te amo. Você me ama?". Queria escutar a voz mansa dizer: "Tá bem? Claro, amor da tia...", mas só...
Parei, voltei à realidade. Senti a brisa no pescoço, que mostrava-me vivo, vivo da carne que cortava, que doía, mas que mal sentia; dos gestos que não sentia, pois a rotina acabara. Lembrei que o todo se transformou em empatia, em só ajudar, pois não era nada para mim. Concluía que transformara no significado que dará à vida, que mudará a depender do tempo, mas que sempre era veloz, nada nítida, mas linda nos maiores, mais belos e horríveis dias.
Não aprendera a ver o mal. Tentara imitá-lo na tristeza, mas queria rir dela. Será que aprendi a verdade, ou aprendi a desaprender? Choro, rio, grito e me descasco em sangue. Será que fui eu quem mudou, ou foste tu que nunca exististe como lembro?
Em a Inveja do Meu Eu.
Deve ser para isto que servem os sonhos:
lembram-nos daquilo que o subconsciente ignorou.
Talvez por medo, trauma, sei lá. Minha solidão, por fim, resulta na minha falta
de interesse naquilo que é tão simples:
Juliano Assis
"O silêncio do homem sábio não é recuo, é preservação. Eu evito o confronto não por temer a sua força, mas por conhecer o tamanho da minha. Dominar a si mesmo é a maior das vitórias; ultrapassar esse limite é um caminho sem volta."
— Ginho Peralta
SOLIDÃO
"No avançar da vida aprendi a sofrer calada,
a chorar quietinha,
eu e minha alma sempre aos pedaços,
sozinhas...
Por qual razão sofreria mais agora
com teu amor tão medroso,
com teu querer mentiroso
e tuas fugas mesquinhas?
Prossigo ao meu modo, sofrendo calada
e chorando quietinha.
No meu mundo, com minha alma em pedaços,
silenciosamente eu curo minhas dores... sozinha."
Lori Damm ("Solidão", Contos, Crônicas & Poesia)
"Aos quatorze anos eu coloquei um chapéu de flores na cabeça e nunca mais tirei!
Lembro até hoje: era branco com rosinhas cor de rosa. Fiquei muito feliz quando o comprei, me senti o máximo porque aquele chapéu estava super na moda na minha cidade, rs
O tempo levou o chapéu físico embora mas ele prossegue na minha cabeça, enfeitando meus dias de branco e rosa e muita felicidade!
O que os outros pensam? Ah, não sei, isso é problema e direito deles, de pensar o que quiserem. Respeito. Mas meu chapéu da alegria não tiro da cabeça de jeito nenhum.
A vida é minha, a vida é bela e eu a saúdo com o meu melhor sorriso todos os dias.
Por isso prossigo com quatorze anos. E você?"
"Nossa, amiga, com esse cabelo você tá parecendo uma bruxa!..."
"Mas eu sou uma bruxa!! E vou te dar uma amostra free! O que você quer que eu quebre primeiro: o teu casamento ou a tua conta bancária?"
Silêncio.
"Responde, amiga!"
Silêncio.
Depois: "número indisponível ou fora de área."
Acho que perdi uma amiga.
Lição da história: nunca discuta com idiotas. Vai logo na voadora.
Você existe além do seu Eu!
Você tem uma dimensão...
Já que o seu Eu na Psicanálise
é agente dual que percebe
Em si...
o que ele vê no outro.
Ele tem uma dimensão!
que, por sua vez, interfere no sujeito
Por meio do inconsciente
E, pelo sintoma, lapso de memória,
o acusa ou o autorrecrimina.
Mundo
Tu viste um mundo orbitado
Azul vazio ,quase pronto!
Eu vejo canteiro de obra
Placa tectônica que "entra em serviço"
E mãos que chegam com argamassa.
com botas sujas de barro,que o amassa.
Passa tempo
O tempo é rápido por aqui.
Eu passo com ele
E ele passa por mim
Passa tempo....
E marque o instante
a Terra gira num espaço
E mostra o dia e hora,
Ritmo e no compasso
Faz um vôo rasante
Então,amigo tempo,
Seja bastante presente
E não corra tão de repente
Maturidade emocional
Amor maduro
eu preciso de você.
Amor imaturo diz:
_ Eu lhe amo, por isso
preciso de você!
Como explicar qual a minha religião ?
Eu não sou um dogma.
Eu não sou uma religião.
Eu sou criação.
E há muitos de mim espalhados por aí.
A espiritualidade é a minha comunhão com Deus.
A religião é a minha comunhão com os homens.
Uma me aproxima do Criador.
A outra me ensina a caminhar entre os seus filhos.
Autora: Alexsándra Duárte
05/08/26
Você fala como se eu fosse a pessoa que passa por aí compartilhando suas dores com todo mundo. Como se eu fosse alguém que para para ouvir histórias e depois as leva adiante. E talvez, se em algum momento eu realmente parei para ouvir alguém, eu nem tenha percebido. Se isso te machucou, me perdoa.
Às vezes eu me pergunto se existe algo de errado em mim. Talvez eu seja mais difícil de entender do que imagino. Talvez eu carregue coisas que nem eu mesmo consegui nomear ainda. Há dias em que me sinto um estranho para mim mesmo, como alguém que ainda não se encontrou por completo.
Ninguém imagina o que vivi. E, sinceramente, nem quero que imaginem. Não desejo a ninguém o peso de certas memórias, a dor de algumas palavras que ouvi, a sensação de algumas ausências que senti ou as cenas que fui obrigado a testemunhar. Existem marcas que não aparecem na pele, mas acompanham cada passo que damos.
Mesmo assim, eu continuo acreditando que um dia tudo fará sentido. Talvez não da forma que esperamos, talvez não no tempo que desejamos, mas fará.
E quando esse dia chegar, quem entendeu e quem não entendeu, quem ficou e quem partiu, quem julgou e quem acolheu, todos estarão ligados por algo maior. Como os dois lados de um laço em um calçado: diferentes, mas necessários para formar um único nó perfeito.
Obrigado por existir.
Em meio a tantas coisas que não consigo explicar, essa é uma das poucas certezas que tenho.
Eu só quero ser um homem bom para mim mesmo, ser um homem exemplar e servir de alguma forma todas as pessoas que eu encontrar pelo caminho até eu chegar lá!
Amo-te.
Hoje eu entendi algo que nunca havia sentido com tanta clareza.
Há uma dor silenciosa em estender a mão e vê-la permanecer vazia. Há um sentimento difícil de explicar quando o coração deseja ajudar, quando os olhos enxergam uma necessidade, quando a alma se dispõe a caminhar junto, mas a ajuda é recusada.
Não por falta de amor.
Não por falta de disposição.
Não por falta de cuidado.
Simplesmente porque o outro não quer.
E foi nesse momento que percebi uma verdade que, até então, eu apenas conhecia na teoria: o verdadeiro poder da mudança não está nas mãos de quem oferece ajuda, mas nas mãos de quem decide recebê-la.
Podemos aconselhar, insistir, orar, chorar e até carregar no peito a preocupação por alguém. Podemos estar dispostos a fazer tudo. Mas existe uma porta que ninguém pode abrir por outra pessoa.
A porta da decisão.
Hoje senti o peso dessa realidade dentro de mim. Senti a impotência de querer fazer algo e descobrir que nem todo amor é suficiente para mudar alguém. Porque existem batalhas que só começam a ser vencidas quando a própria pessoa decide lutar.
Talvez uma das maiores provas de amor seja justamente entender isso: continuar se importando sem controlar, continuar disponível sem forçar, continuar presente sem invadir.
Porque ajudar é um ato de amor.
Mas aceitar ajuda também é um ato de amor.
Que na maioria das vezes é confundido com escolha apenas.
Será?
Se eu pudesse fazer um último pedido, seria: talvez a resposta que você precisa seja, na verdade, uma pergunta.
Quando foi que você parou e pensou: será que ele não sofre todos os dias também?
Será que tudo não lembra eu pra ele também?
Será que ele sente meu cheiro no vento, como eu sinto o dele?
E quando o vento toca o meu rosto, será que ele sente também? Parece que ele me toca.
Será que ele me sente tocá-lo através do vento?
Fiz uma breve reunião com o meu Eu musical!
Constatei uma ideia e todos concordamos:
"Na música (arte), nunca estaremos prontos!
Mas FAREMOS acontecer, todos os dias,
até o nosso último dia sobre esta terra."
O Amar é... espaço seguro.
Eu passei a vida tentando definir o amor em dicionários, músicas e livros, mas só entendi a sua urgência quando os nossos caminhos se cruzaram. Encontrar você foi o marco zero. Foi o momento exato em que a teoria ruidosa deu lugar a uma prática silenciosa, bonita e avassaladora.
Descobri que o amar é o oposto da posse. O amar é espaço; é olhar para o outro e querer que ele seja livre, sabendo que o abraço é o porto para onde ele sempre escolhe voltar. É compreender que o afeto não é uma resposta pronta, mas uma pergunta diária que decidimos responder juntos. Amar você me ensinou que o amor não é um mistério a ser desvendado, mas a própria luz que clareia o caminho.
#Declaracao #PoesiaAutoral #Encontro #Sentimentos #Intensidade
