Poemas quando eu me Amei de Verdade
E então eu me senti triste, porque eu percebi que quando as pessoas são quebradas em certos aspectos, não podem ser corrigidas, e isso é algo que ninguém nunca diz quando você é jovem e isto nunca deixa de surpreender à medida que envelhece que você vê as pessoas em sua vida quebrarem uma a uma. Você quer saber quando vai chegar sua vez , ou se isso já aconteceu.
Que saudades sinto daquelas tardes deliciosas, quando sem pressa e sem preocupações eu sentia o deleite do calor do sol aquecendo meu rosto enquanto escrevia versos para o mar, recostada em algumas pedras da costa de Dorsetshire1, sentindo meus pés tocarem a areia branca e macia da praia de Weymouth2, desviando meu olhar do papel apenas para admirar a desconcertante vista marítima na tentativa de encontrar a linha onde o verde finalmente se perdia no azul.
Silêncio por favor quando um simples tom de voz me toca nos ouvidos eu te digo eu estou mudando pode ser Deus que esta falando comigo.
Quando estou dizendo que te amo é porque te quero quando estou dizendo que te quero é porque eu te desejo ...
nem tudo que nenhuma coisa qualquer vencera o meu jeito de ser fiel Há Deus uma força divina que vem de dentro de min é Deus ...
Quando eu te encontrei, estavas com o coração em pedaços e sangrando por causa de alguém. Eu consertei as tuas rachaduras, coloquei curativos e transbordei amor dentro dele para que se curasse mais rápido e houvesse a possibilidade de tu me amares também. Mas este amor nunca chegou até mim, ele nunca existiu. E não estando satisfeita, deixaste o meu coração igual ao que o teu era antes, destruído. A reciprocidade no amor nunca existiu, mas a dor continuou residindo aqui dentro. Eu ainda estou em cacos...
"Quando abrir a janela do seu quarto e perceber que foi beijada,foi eu quem pedi ao vento pra levar até você esse gesto de carinho que de tão simples expressa um sentimento tão bom,vida linda."
Quando o mundo virar as costas para meus ideais, quando de cima do palco eu ver um horizonte vazio e minha voz ecoar, basta você ser minha única ouvinte para satisfazer e eclodir minhas emoções.
Eu sou ótima em controlar minha raiva. Eu controlo o tempo todo. Quando assoviam para mim na rua, quando um homem incompetente explica minha própria área de expertise pra mim. Eu controlo basicamente todo dia, porque se eu não controlar, vou ser chamada de emotiva, ou difícil, ou posso até literalmente ser morta.
– Quando eu estou do seu lado, me dá um frio na barriga, meu coração acelera, me dá uma tontura, um aperto no peito.
– Mas, gente, isso é uma declaração ou uma lista de sintoma?
"Porque gostar das Minas Gerais: Pelas suas montanhas onduladas que se perdem no horizonte; pela grandeza e retidão do seu povo; pela vontade de fazer, confiando sempre, nem sempre em quem devia, mas antes de tudo, acreditando no reto e na consciência consentida"
O PRIMEIRO BEIJO
O beijo é uma isca
Experimente-o ligeiro,
Como quem belisca,
Se arrepia o corpo inteiro
Ou se sai apenas faísca
O momento é prazenteiro.
Depois, pode seguir á risca:
Ninguém quer só o primeiro,
Quer experimentar tudo... Por inteiro.
APRENDIZADO PELA DOR
Não se cobra, não se exige qualquer tipo de sentimento.
A Vida já me vinha ministrando esse ensinamento.
Todavia, não fui bom discípulo,
Repeti a lição, mais que o triplo.
E a Mestra de todos os viventes
É especialista em didática,
Para cada discípulo, coloca um método em prática.
Para os discípulos várias vezes repetentes,
Ela usa o método “chorar e ranger os dentes.”
Nunca exigi amor de uma mulher
Ou de outra pessoa qualquer;
O mais nobre dos sentimentos
Não é para um Ser pobre de sentimentos.
Mas, quando, a alguém dedicava amizade,
Exigia retorno na mesma intensidade.
Tive de perder boas amizades,
Afastar de mim, pessoas especiais de verdade,
Para aprender que não se exige sentimentos,
Nenhum tipo de sentimento;
Eles são livres como o vento,
Que “sopra onde quer.”
Tão grande foi a dor que senti,
Na última lição que vivi:
Valeu-me como Exame Final;
Agora é Saber indelével em meu cabedal
SER INEXPLICÁVEL
Sou como sou, porque,
um pouco:
A Vida me lapidou.
Um pouco:
Meu sangue herdou.
Um pouco:
O meio, a época marcou.
Um pouco:
A evolução se realizou.
Um pouco:
É o que se estagnou.
Um pouco:
Nunca se explicou.
Um pouco:
Minha livre escolha optou.
Falou, falou,...
E nada explicou.
Afinal, por que sou
O que sou?
Por que sou
como sou?
O VALOR DA AMIZADE
Rejeita-se a amizade de um cão?
De um pobre coitado que lhe oferta a mais pura dedicação?
Pois então, imagina como fica um humano coração,
Se alguém lhe dispensa a amizade carinhosamente ofertada,
Como se os mais puros sentimentos fossem nada.
Entendam, agora, o porquê da negra sombra
Que caiu sobre mim, tornando meu semblante pesado,
Apagando o brilho que em meus olhos era notado,
Transformando meus lábios em pedra,
Que não riem, pois só a tristeza medra.
Pessoas rudes, presas à satisfação imediata dos sentidos,
Bradam: Tudo isso por uma amizade? Duvido!
- Isso é amor não correspondido.
Por fim, o bronco terá pronunciado, despercebido,
Uma grande verdade.
Pois, o amor de uma amizade tem a essência da fraternidade,
Nobre sentimento, com o qual Jesus
Determinado e corajoso submeteu-se à cruz,
Por amor fraterno à ingrata humanidade.
Mas ainda é rara exceção,
Aquele cuja humana condição
Diferencia o que vem da alma,
Do que é apenas sensualidade.
Ó Deus, permita-me usar mais a razão,
Pois estou à mercê do meu coração,
Que, ferido, precisa de paz e calma.
CALMA AÍ!
Vivi até hoje
Com sofreguidão
Agora a vida
Me impõe lentidão
Vivi até hoje
Com avidez
Agora as coisas
Vão de vagar
Uma de cada vez.
DESENCANTO
Meu quarto outrora,
Habitava sonhos encantados – hoje,
Pesadelos (sombras de sonhos não realizados)
São meus anfitriões, aguardando-me
No limiar do meu sono de desencanto.
Meus pensamentos, que outrora
Deslizavam audazes e intrépidos
Através de minha boca,
Hoje se recolhem e só viajam
Por suas confidentes estradas secretas.
O que me constitui transformou-se
Numa silenciosa montanha
Aguardando a passagem do tempo,
Na certeza de que forças ocultas corroem-lhe a base,
Preparando-lhe a queda final.
O que guardo de belo em mim
São flores de cacto na aridez
Do deserto em que me tornei,
Castigado por “fenômenos climáticos”
Das minhas experiências de vida.
O que ainda me alenta
É a possibilidade de ter sido inventado,
E vivido e sofrido e usado,
Por um engenhoso e mágico inventor
Que saiba e queira e recicle
Os farrapos que sobraram de mim,
Quiçá até queira dar brilho novo
À luz que outrora
Fulgurava em meus olhos
EVOCAÇÃO
Vem a mim, ó alegria!
Quero escrever-te em poesia.
Vem a mim, ó felicidade!
A tristeza já vai tarde.
Vem a mim, ó otimismo!
Dei um basta no velho pessimismo.
Vem a mim, ó esperança!
Quero fazer-te música para dança.
Vem a mim, ó fé!
Viver na dúvida não dá pé.
