Poemas quando eu me Amei de Verdade
PERDIDA
Ednaide Gomes e Ricardo Pinheiro
Num caminho obscuro,
Confundi o mundo,
Embora o meu eu,
Clama pelo seu,
Se entregar seria justo,
Abandonar é ser fatal,
Por que afinal?
Padrão vira razão,
Onde há maioria?
A verdade grita,
Mas que verdade?
A que eu defendo?
Ou a que ofende?
Meu coração senti,
Solidão pavor...
Diga-me incerteza,
De-me a certeza,
Do que é certo,
Do que é errado.
Por onde começar?
Como me encontrar?
Caminhos vazios,
Ruas desertas,
Triste detalhes,
De um sim de um não,
Escuridão.
Tento fugir,
Não consigo... Medo,
De enfrentar o que almejo,
Desejo de um beijo...
Caminhos incertos,
Sem inicio sem fim,
Quero me entregar,
Te buscar, me achar,
Parar de chorar.
Um sorriso a brotar,
Desejos e amor,
Torna-se confuso,
O meu temor...
Do meu interior,
Quem eu sou?
Um clique pode ativar um início
Pode deletar um arquivo
Pode gerar uma pausa
Pode lavar 15kg de roupa
Pode desligar uma TV
Pode até dizimar uma cidade...
Um clique facilita tudo...
Mas, um clique não resume um sentimento
Não apaga um lembrança
Não diminui o desejo
Não descreve uma pessoa
Não serve como resposta
Não nos dá segurança
Não representa o quanto somos humanos...
Não clique!
Dialogue!
Cadinho (Ricardo Gomes) Petrolina-PE 17/08/2013
CONFISSÃO
Desejo de descobrir
De ver seus sorriso se abrir
Sentir o calor
Reflexo de um possível amor...
Que mesmo a distância pode ser imenso
E no momento certo...ser descoberto.
Deixando as asas adormecer...
E quem sabe...
Parar de voar...
E em seus braços me agasalhar.
Pitta
Pitta, cachorrinha de pelúcia que ganha vida
Pitta minha companhia de todas horas,
Devo cada minuto de nossa convivência a você, pois você fez, não SEMPRE FARÁ parte da minha vida.
Pitta, estas poucas linhas não resumem (nem nuca resumirão) nossa AMIZADE!
Vivemos na mesma sílaba espiritual,
geminados no mesmo vocábulo;
Somos heterogêneas vontades
nas homogêneas paixões.
Entrelaçam-se fonemas,
interpenetram-se morfemas
nas duplas articulações.
Somos frutos variantes
das rítmicas constelações.
Somos linguagem universal,
filhos do Amor celestial,
somos amor - semeando gerações.
Quero flores.
Marilina Baccarat de Almeida Leão
Hoje, enquanto Setembro
Chega e a chuva
Cai forte lá fora
E o friozinho outonal
Começa a dar os ares
De sua graça,
Prometo a mim mesma
Que não deixarei mais
Que faltem flores,
Nem que seja eu mesma,
A dá-las à mim.
O sonho
O sonho é algo que a gente quer viver
Mas a realidade é totalmente diferente
È triste, é complicado é fora de série
Poema do dias das mães
Mãe te amo muito, muito mesmo
Tipo muito, muito, muito mesmo!
Bastantão
Assim, tipo Hogwarts
Sinto saudades de alguém, mas não sei quem
Queria poder beijar mas quem?
Queria abraçar e descaçar e amar! Mas que?
Talvez se soubesse o mundo depressa tirasse
E nem o via!
será que vai ser sempre assim?
(...) o que quero é você, com seu olhar meigo e sua mente um pouco esquisita que me completa.
Mas você deixou de viver, para conquistar o céu.
Para conquistar as estrelas e galáxias, os mares e os rios (...)
A cruz foi fácil...
Difícil foi sentar-se à mesa
com quem iria traí-lo,
e com quem iria negá-lo,
e dizer que os amava;
o mundo não tem medo de sofrer
o mundo tem medo de amar!
No abaete tem uma lagoa escura
No abaete tem uma lagoa escura
Arrodeada de areia branca
Oi de areia branca
Oi de areia branca
De manha cedo uma lavadeira
Vai lavar roupa no Abaete
Vem se benzendo
Porque diz q ouve
Que a zoada do batucajé
No abaete tem uma lagoa escura
Arrodeada de areia branca
O pescado deixa que seu filhinho
Pegue a jangada e faça o que quiser
Mas ele zanga quando seu filho brinca
Perto da Lagoa do Abaeté
Diz alguem olhando pra lua
Pelas praias as criancinhas
Brincam a luz do luar...
A lua clareia tudo
Coqueiral, praia e o mar
A gente imagina quanto
A lagoa linda e!
A lua se namorando
Nas aguas do abaeté...
INEXPLICÁVEL AMOR...
Jóse Sátiro e Ednaide gomes.
Amor proibido
Difícil de ter
Não faz sentido
Eu quero esquecer
Amor liberal
Tão fácil de ter
É tempo perdido
Pra mim e você
Amar por amar
Difícil de ser
Eu quero encontrar
Só encontro em você.
Só encontro em você
Muita luz e vigor
É nisso que vejo o prazer
Na historia desse amor
Sem perceber sem querer
Retribui seu carinho
E pra não ficar sozinho
Deixo-me levar
Levar-me pelos caminhos
Do carinho, do afeto
Sem perceber os espinhos
Daquilo que se torna belo
Sempre quis
Lá no fundo, sempre sonhei com tal dia
Em que alguém me faria usar da ousadia
Para agir e realizar o que nunca faria
Esperava que existisse em algum lugar
Alguém que tivesse vontade de mudar
E ir além do que poderíamos pensar
O que quero é simples, não é fantasia
Agora não posso tocar, mas sei que brilha
Igual faz a lua nessa noite fria...
Saudade
Fico triste e quero,
seu abraço, seu cheiro,
que se torna meu.
Será então que quero
meu próprio abraço e cheiro?
Não, não sei,
ainda estou triste e
quero você.
Nota sobre viver.
Porque a gente nunca sabe como é viver sob a
pele de ninguém
nunca sangramos pelas feridas dos outros
então sejamos gentis
porque entre toda essa bagunça dolorida, a
gentileza é uma das poucas coisas que ninguém
pode nos tirar
Nesse mundo sombrio nos arrancam até a roupa
do corpo
não deixemos que tirem nossa vontade de viver
note que disse viver
porque temos feito não muito mais que
sobreviver há algum tempo
e dói, meu Deus como dói.
Tempestade
Vento frio que me traz a solidão,
Sofrimento que habitou meu coração,
Ferimento lavado com a chuva,
Nem me sobraram os sonhos, foram estragados pelas mágoas,
Se hoje meu Rosto tem lágrimas,
Saiba que a culpa é sua.
Vento frio que me trouxe a solidão,
Coração magoado desde então,
Ferimento cicatrizado com o tempo,
Só me sobraram as mágoas,
Naquele dia enxugaram minhas lágrimas, e aquelas mãos não eram as suas.
Relíquia
Ferrugem,
O Sangrar do Ferro,
A Morte do aço,
A Escuridão, As Trevas,
A Imensidão do Espaço,
Esqueça-me!
Deixe-me empoeirar,
O Meu verdadeiro valor,
Algum dia,
Alguém ei de dar...
A ARTE DO ACASO
Outrora, avesso ódio sentia,
Só podes Odiar o que amastes um dia,
Expressarei amargo em um papel,
Que amassarei e remessarei ao léu,
Do que vale lágrimas incompreendidas?
Borrando a imagem do que sonhei um dia.
Outrora, avesso amor sentia,
Não podes amar o que não se conhecia,
Expressa e amarga poesia,
Que foi lida sem nenhuma alegria,
Do que vale pessoas incompreendidas?
Borrando o desenho de nossas vidas.
