Poemas quando eu me Amei de Verdade
A vingança é como uma víbora de duas cabeças: enquanto você vê seu inimigo cair, você está envenenando a si mesmo.
(Aang)
Cada gota que caí é um
Momento que se foi
Assim é a cachoeira da vida
Uma fonte inesgotável de lembranças
Uma enchente involuntária de saudade.
Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de Amor se eternizassem.
A Uma Que Lhe Chamou “Pica-flor”
Se Pica-flor me chamais
Pica-flor aceito ser mas resta agora saber
se no nome que me dais
meteis a flor que guardais
no passarinho melhor.
Se me dais este favor
sendo só de mim o Pica
e o mais vosso, claro fica
que fico então Pica-flor.
Trovas De Ciúme
"Dosado", o ciúme é tempero
que à afeição da mais sabor...
Mas, levado ao exagero,
é o pior veneno do amor...
Cão de guarda, ameaçador,
a rosnar, furioso e cego
eis afinal, meu amor,
este ciúme que carrego...
Do amor e da desconfiança
infeliz casal sem lar,
nasceu o ciúme, - essa criança
tão difícil de educar...
Perigoso, onipotente,
verdadeiro ditador...
o ciúme é um cego, doente,
ou um doente, cego de amor?
Eis como o ciúme defino:
mal que faz mal sem alarde
corte de alma, muito fino,
que não se vê... mas como arde!
O ciúme, desajustado,
por louco amor concebido,
era uma amante, (coitado)
a padecer... de marido!"
- A senhora, duquesa, seria capaz de lembrar de algum grande erro que tivesse cometido em terna idade?
- De muitos, receio.
- Então, cometa-os de novo. Para se recuperar a juventude, basta repetir as mesmas loucuras.
- Uma teoria deliciosa. Tentarei colocar em prática.
(...)
- É verdade. - disse Sir Thomas - este é um dos grandes segredos da vida. Hoje em dia, a maioria das pessoas morrem de uma especie de concenso servil, e, quando já é tarde demais, descobrem que as únicas coisas que não nos arrependemos são nossos erros.
ROSA... ESPINHO
Pago a impaciência
desta paixão ansiosa
por te querer
em meu caminho..
quis colher a rosa
feriu-me o espinho.
Amor foi feito para amar
Perdão foi feito pra se dar
Não semeie pra colher depois, o tal ressentimento.
Agora
já frio o coração
(mas a alma, entretanto, ainda ferida)
resta-me a amarga e silenciosa convicção,
de só tão tarde ter percebido
que nem sequer existi em tua vida.
Não entendo,
gosto tanto de você, mas você parece me ignorar,
me dá asas para voar em minha imaginação, me enche de ilusões,
me dá um chão, porém, quando menos espero me tira-o,
dependo de uma ação sua para ter uma reação,
será que ainda não notou?
não me contento apenas com seu desprezo,
quero mais que isso,
se não pode me dar,
deixe que eu sofra em paz, viva sua vida,
tentando achar o seu amor, de pessoa em pessoa,
já que é isso que faz todos os dias,
viver apenas momentos que passam e se vão.
Aula de piano
Depois do almoço na sala vazia
A mãe subia pra se recostar
E no passado que a sala escondia
A menininha ficava a esperar
O professor de piano chegava
E começava uma nova lição
E a menininha, tão bonitinha
Enchia a casa feito um clarim
Abria o peito, mandava brasa
E solfejava assim:
Ai, ai, ai
Lá, sol, fá, mi, ré
Tira a não daí
Dó, dó, ré, dó, si
Aqui não dá pé
Mi, mi, fá, mi, ré
E agora o sol, fá
Pra lição acabar
Diz o refrão quem não chora não mama
Veio o sucesso e a consagração
Que finalmente deitaram na fama
Tendo atingido a total perfeição
Nunca se viu tanta variedade
A quatro mãos em concertos de amor
Mas na verdade tinham saudade
De quando ele era seu professor
E quando ela, menina e bela
Abria o berrador
Ai, ai, ai,
Lá, sol, fá, mi, ré
QUANDO EU TE AMEI
Se você me perguntar
Em que momento eu te amei,
Em que medida eu te entreguei
O meu coração e o meu amor
E, dentro dele, também,
O fogo do meu calor,
Eu te direi, apenas:
“Há muito que sou de ti,
Que te vejo e fico a sorrir.
Não precisei de um ato
Ou de um momento exato.
Há muito que eu te amo,
Que te quero e que te chamo
Para bem junto de mim.
Te digo que, para eu te amar,
Bastou somente te olhar”.
Nara Minervino
O dia em que eu amei a chuva.
Foi se o tempo em que eu amava a chuva.Quando criança achava que Deus estava fazendo xixi na gente por ter tantas pessoas ruins no mundo entretanto a chuva faz parte de nossas vida, sem ela não se criam poças para que os animais possam beber água alias ela juntamente com a terra forma uma perfeita combinação de dar a vida as plantas. Ha muitas formas de se descrever a chuva. Ela não seria tão diferente das pessoas, hora esta mansa e gostosa, hora parece que o mundo desabaste em cima de nos,hora esta fria, hora refrescante e ou relaxante, hora esta confusa. A chuva se parece com as pessoas, porem a chuva não sente, não ama, não sente ódio e nem rancor, isso é o que diferencia a chuva de pessoas. No inicio eu disse que amava a chuva, de certa forma eu amei fui ser humano, pois eu amava eu sentia, sentia oque hoje as obrigações do mundo me afastaram desse sentimento e faz com que esqueçamos e esqueçamos de que um dia amamos a chuva. A chuva te faz lembrar, lembrar de que um dia você soube amar coisas que hoje são empecilhos na nossa vida coisas intoleráveis que antes eram toleráveis ,e assim nos tornando pessoas frias, amargas e fúteis. talvez eu conte esta historia para os meus netos: "O dia em que eu amei a chuva". Por que talvez? Não Saberei se estarei cheio de obrigações, pois a chuva me atrapalharia contar uma boa historia.
"[...] para mim a palavra 'dever' é pesada e opressiva. Reduzi meus deveres a apenas um: perpetuar minha liberdade. O casamento e seu séquito de possessão e ciúme escravizam o espírito. Eles jamais me dominarão. Espero, doutor Breuer, que chegue o tempo em que nem o homem, nem a mulher sejam tiranizados pelas fraquezas mútuas [...]."
Penso no que faço, no que fiz, e no que vou fazer... hoje teu retrato só me mostra o que quero esquecer.
Quem inventou a tristeza não sabe o que é sofrer
Nunca sentiu solidão no silêncio do amanhecer
Jamais ganhou presente
Uma inocente flor, nunca teve um grande amor
Quem inventou a distância não sabe o que é partir
Nunca deixou uma lágrima triste no chão cair
Nunca mostrou um sorriso porque só conhece a dor
Nunca teve um grande amor(...)
Como devemos agir no auge do sofrimento para evitar o desespero e a prostração?
Entrego... Confio... Recebo... Agradeço...
- Eu entrego... a Deus os conflitos pelos quais estou passando e imagino não poder suportar, por achá-los grandes demais. Entrego para poder dividir com Deus o peso que faz meus ombros se curvarem.
- Eu confio... no auxílio divino, com fé e esperança, na certeza que ele virá; mas não desanimo e não deixo de lutar para vencer as causas que geram meu sofrimento. Confio que Deus não permite nenhuma dor que meus ombros não possam agüentar. Confio na sua justiça e no seu amor por mim, que sou sua criatura.
- Eu recebo... com coragem e compreensão o que for do meu merecimento. Entendo que nem sempre o que julgo ser melhor para mim é realmente o melhor para minha evolução espiritual. Nem sempre o que quero é o que preciso, e por ter consciência disso deixo o meu coração livre para receber o que meu Criador me reservou.
- Eu agradeço... por saber que Deus quer o melhor e o mais produtivo para o meu crescimento moral e espiritual. Agradeço as aflições por saber que estão ligadas aos meus débitos do passado, e que vencê-las é a única maneira de quitar meus erros e enganos, cometidos contra a lei. Tudo é feito visando a evolução do ser.
– Tentei mostrar que dinheiro não resolveria os problemas dele.
– E?
– Parece ter resolvido a maioria dos problemas dele.
No sótão da lua...
existe um poema que jamais foi lido.
Existe um canto, um hino, muito bem ocultado,
muito bem escondido, plasmado
na tinta indelével de um pergaminho.
Fino, tão fino!
Fala de brancas tardes, de infinitas estrelas.
Fala de nós meninos, de nós crianças,
de cordas d'amarras e de longas tranças.
Fala igualmente de ignotas rotas
e de uma epístola sagrada.
Fala de um rumo, de um áureo prumo,
de um pirata, de um corsário,
de um marinheiro… de um Mundo inteiro.
No sótão da lua, existe traçado, um beco
e, tal como o da rua, é quelho, solitário, ermo.
Esconsado, sombrio, covil sem fumo, furna
de marés e de rurais chaminés …
Magoada viela, igual aguarela.
E sobre o esconso, passam dispersos,
rimas, poemas, prosas, líricos versos.
E neles, todos os sons, todos os tons,
dos nossos passos, dos nossos abraços.
Do nosso cheiro. Da nossa história.
Dos nossos pés … calcorreados, doridos
de tão magoados.
Na greda e no sal, na lava e na cal.
No gelo e no sol.
Híbridos. Acasalados, colados,
de braços abertos!
No sótão da lua, inteiros, convictos,
de tão completos, percorrem-se lentos,
famintos, sedentos, de lés-a-lés.
Em troféus de fados, atravessam nuvens,
amam-se em glória, rezam-se afetos.
Eu te encontrei sem procurar
Quase não deu pra acreditar
Eu que te amei
Recebi o amor que você me deu
Talvez não eu soube cuidar
Talvez tanta felicidade só veio nos atrapalhar
Eu tive medo de te perder e te perdi
Você que tanto falou de amor pra mim
você que tanto não queria saber do fim
foi embora e me deixou aqui
Triste sou eu agora sem saber se quero que volte ou que apenas suma
Não exista mais dentro de mim.
