Poemas quando eu me Amei de Verdade
Mãe de autista é viver constantemente numa roleta russa, a gente nunca sabe quando a bala vai acertar o alvo (Crises e surtos)
O amor não pode ser exigido, temos o livre arbítrio de amar quem quisermos e vice e versa. Quando o amor é exigido, ele passa ser apenas "tolerado" e então passamos a ser aves bicando o que nos atiram pra comer (amor em migalhas) e esses que ofertam nos olham com compaixão (amor tolerado) e como gratidão bicamos essas migalhas e deixamos nossas "penas" espalhadas nessa mão.
Na dúvida siga os atalhos que a vida te mostra, porque se agir pelo impulso, lá na frente quando olhar para trás esses atalhos já estarão cobertos de ervas daninhas, pois se tivesse passado por eles, quem sabe agora não seria um jardim?
Mãe é quando as almas de todas elas se encontram e se plasmam num só corpo e num só coração e é por isso que nós mães entendemos e compreendemos até em telepatia o que sentimos, mesmo sem nunca termos nos conhecido.
Não adianta recuar quando a ponte não está mais no lugar, ou você retorna e cai ou segue pela linha invisível e mal traçada se equilibrando pelos atalhos que Deus aponta em seu caminho...
Voce só conseguirá sair desse labirinto, quando compreender que a saída não se encontra nesse mundo.
Sustente os alicerces morais aqui na Terra, para que quando teu corpo virar pó, tua alma tenha esse suporte para subir ao céu e todos que assim o fizerem verão apenas os escombros da impiedade.
Quando surgir no recôndito de tua alma um tremor inesperado, saiba que é nesse momento que Deus está ouvindo tuas preces e te dizendo: - Não desista, prossiga!
Quando sentires tua força ameaçada, levanta-te e erga a espada que o comandante dos exércitos e Salvador deixou pra ti aos pés da Cruz do calvário.
Quando sentires um cansaço oprimindo tua luta, saibas que é nesse momento que um anjo enviado de Deus está tirando as asas dele pra acoplar em ti e assim possas voar mais alto e chegar até o céu.
O melhor sonho é quando a gente desperta do pesadelo, o corpo relaxa, o coração sorri e a alma espreguiça e suspira aos céus...
Quando começou a perder de vista a si própria, pensou que seria correto informar a uma série de Lucettes cada vez mais distantes – a fim de que passassem a mensagem de uma para a outra como na regressão de um jogo de espelhos – que a morte era apenas um conjunto mais completo de frações infinitas de solidão
Voltávamos para as espreguiçadeiras de vez em quando e cantávamos ditirambos hesitantes, engenhosos, nervosos e delicados sobre os sentimentos que começávamos a experimentar um em relação ao outro. Na verdade, só passávamos a ter aqueles sentimentos a partir do momento em que falávamos neles – pelo menos no meu caso; quando dava nome a um deles, eu o inventava e passava a senti-lo. De tanto agitar nossa sensação de estranheza e novidade, geramos uma espuma que se assemelhava ao amor, e não ousávamos insistir demais naquela brincadeira, falar demais naquilo, com medo de que a espuma baixasse e morresse
Tolos que somos. Vivemos acreditando ser diretores do grande teatro de nossas vidas, quando somos em verdade, meros figurantes.
Como se sabe quando o amor é real? Existe alguma coisa que identifique quando o sentimento mais sublime realmente está presente? Uns dizem que ele é como uma bomba atômica explodindo dentro da gente e, para desencadear a explosão, basta um olhar, um toque de mãos, um sorriso. Outros dizem que ele é algo sensível, suave como uma brisa que vem e balança os cabelos, trazendo uma sensação de plenitude e conforto como nada mais pode fazer. Quem tem a verdade? Os que falam do fogo consumidor ou os que defendem a brisa mansa? Haveria, talvez, uma terceira via para amar, onde nem fogo nem vento, onde nem terra nem água, nem sentimentos e nem palavras possam estar presentes? Quem saberá definir o incompreensível ou dizer onde o invisível estará, ou ainda, explicar o que o inexplicável é? Por que existem tantas perguntas para amar e tantas respostas por se dar? Porque ao fim das quatro letras "a", "m", "o", "r", sempre existe um ponto de interrogação e nunca um ponto final? Por que amor tem apenas duas vogais e duas consoantes, se nem todo nosso vocabulário o pode abranger? Por que o porquê de amar? E por fim, por que o porquê do por que de amar?
Quando surge a vida, o risco de morte vem anexo. Mas quem disse que é pra se preocupar? É justamente a certeza do fim que nos faz viver sem pressa, sem remorsos e com toda a intensidade. Já diz o velho lema: antes viver uns poucos anos cheios de alegrias e realizações, do que décadas e décadas de medo e covardia. Vida foi feita para ser vivida, ao máximo!
O coração, quando fragmentado pela vida, forma um intrincado quebra-cabeça emocional de esperança e desilusão, desafiando-nos a encontrar beleza na imperfeição.
Sinto-me muitas vezes impotente perante a complexidade da vida, mas quando a percebo esvaecendo-se entre meus dedos, é o medo que surge, uma manifestação visceral da minha própria covardia, que me impede de enfrentá-la com determinação.
