Poemas quando eu me Amei de Verdade
Mais um ano que vai passando e quando nos damos conta, não fizemos nada, apenas trocamos a folhinha do calendário e quando a gente realmente se der conta não terá mais nenhuma folhinha pra arrancar.
No recôndito da alma encontram-se em letargia sonhos tão pueris que quando a gente suspira eles são lançados ao céu ..
Quando caminhas encurvado de olhos para o chão, tua alma fica exaurida e presa num tempo curto e a vida se esvai... Mas quando tu olhas para o céu, tua vida te liberta das amarras da terra que pisas e tua alma rompe os grilhões, se torna leve e voa... Voa... voa até se perder na imensidão e ser soprada novamente ao vento num novo tempo que ressurgirá dentro de ti.
Quando sentires tua força ameaçada, levanta-te e erga a espada que o Salvador deixou pra ti aos pés da Cruz do calvário.
O caminho é um só, o problema é que quando nascemos surge a bifurcação que se difunde em vários atalhos...
Quando compreendermos que silenciar a mente a alma entra em sintonia com o corpo, então a vida sai da corda bamba e todas as manchas e sombras se tornam luz.
Incrível quando queremos nos concentrar num só pensamento, e aí eles vem numa aglomeração como um cardume de peixes saltitantes querendo sair pela mente completamente retrógrada se enrolando em sua própria rede de pensamentos totalmente loucos, abstratos e sem nenhuma conexão com a nossa realidade.
Quando um sorriso amigável se solidariza contigo e se abre num abraço até a tristeza que goteja de teus olhos pula de alegria...
Voe e faça planos em teus sonhos, aproveite essa liberdade condicional quando a porta do cativeiro chamado corpo se abre e deixa tua alma sonhar.
Quando choras, tuas lágrimas regam a terra árida por onde teus pés pisam e a preparam para uma nova colheita num futuro próximo onde colherás os frutos que só o teu sorriso envelhecido e marcado pelas linhas de expressão provará o sabor de tua vitória e entenderás que nada foi em vão.
E a vida se espreguiçou la fora e deitou nas nuvens para tirar um cochilo, quando olho para o céu a procurando para que desperte, observo que todos os dias são noite e a lua me acena pedindo silêncio.
Quando o momento marca é impossível esquecer e fica pra sempre no coração como uma tatuagem que vai perdendo o vigor da cor com o tempo, mas é só lembrar que é dado o retoque.
Autistas depois que fazem 18 anos são esquecidos. A luta desenfreada é quando são ainda crianças e a gente acha que vai ser revertido o autismo. Na medida que crescem a gente vai ficando calejada de sair atrás da cura, e aí eles também são esquecidos como a gente... que é mãe. O mundo para aos 18 anos para o autista e para a mãe também que não vê mais horizonte. Quando criança a gente enxerga muito além do arco iris. Quando adulto o arco iris some...e a nossa porta se fecha, e o que nos resta é apenas uma janela aberta.
Quando olho pra trás, trilhando por um caminho cheio de percalços sinto que valeu a pena ter chegado até aqui mesmo com a calosidade de andar com meus pés descalços. Deus carrega hoje os meus sapatos.
Depois da tempestade a bonança, mas incrível como o arco íris chora quando tenta enxugar as lágrimas de chuva do mundo.
Quando uma pessoa nasce com uma determinada missão, Deus envia um anjo guardião que lhe entrega uma armadura e armas e diz: - Vai e segue que a batalha é grande e árdua, mas a tua vitória será certa!
