Poemas quando eu me Amei de Verdade
eu sou chato, falso moralista, besta, egoísta, sou daqueles pecadores que vai pra missa e recebe a hóstia e faço isso por que tenho fé em Deus e vivo em função disso com todos os meus excessos...
De fato não farei do mundo um lugar melhor, mas tento todos os dias de minha vida ser alguém melhor neste mundo.
Comecei mudando os meus pensamentos, as minhas ideias. Comecei renovando a minha mente. Depois eu segui por caminhos diferentes. Fiz coisas diferentes. No começo eu não sabia bem se podia mudar a minha rotina assim, da noite pro dia. Mas eu fiz. E foi bem feito. Mudei.
Já me disseram que eu estivestes presa em um mundo só meu. Que eu deverias acordar e enxergar as coisas de outra maneira. Que talvez não agora, mas um dia, me afundaria no poço da solidão. Mas não, eu não pretendo rastejar aos pés de ninguém, não pretendo ser do jeito que os outros esperam.
Poderia escrever um livro, um diário, compor algumas músicas, até mesmo criar o roteiro de um filme.
Mas não me peça pra explicar meus sentimentos.
Estar só não é lá uma das coisas mais ruins. É talvez uma oportunidade, uma chance de se amar mais. Isso mesmo, amar a pessoa que você construiu todo esse tempo, amar tudo aquilo que você sabe que tem, e sabe que é.
Eu não sou o tipo de pessoa que guarda rancores.
Mas também não sou o tipo de pessoa que abraça as decepções.
"Não poderia eu, viver em meio a este pequeno globo terrestre, sem desejar a imensidão. Quero mais, quero além. Sendo eu, uma pessoa feita de sonhos, não poderia caminhar por este mesmo solo frio e sem vida. Voar, mas por onde? Se mesmo as nuvens fossem de algodão, poderia até deitar sobre elas e repousar. Dizem que devia ter calma, colocar os pés no chão e não desejar tão alto. Mas não seria eu se não sonhasse mais que o possível. "
O despertador soou cedo. A noite pareceu ter sido tão curta. Meus pés descalços sob o piso frio percorrem o quarto até o banheiro. Vejo-me natural em frente ao espelho, sem os efeitos diários que cobrem o meu rosto, o batom, a maquiagem, por hora escondem a minha essência. Sei quem estas ali, ainda que, a ignorância do mundo coloque-me rótulos. Algumas rugas aqui, que chegam acompanhando os anos. Tudo tão meu. Sim, meu. Frente à frente, sozinha comigo, percebo que nada mais, e nem ninguém pode falar ou escolher por mim. Amei-me, amo-me e amarei-me. De todo o amor que tiver em mãos, darei à mim, pelo menos a maior parte.
Éramos mais de um. Nunca estive só. Estávamos sempre em sintonia. Que seria de mim sem meu eu-lírico? Que graça teria uma vida sem que eu pudesse narrar, desenhar, interpretar? Estive em completa ilusão, em completa solidão até me encontrar em uma folha de papel. Pude então saber mais sobre mim. Pude mostrar mais sobre mim. Cá comigo, meus pensamentos, meus desejos, minhas invenções e uma insaciável vontade de escrever.
Olha, eu não tenho manual. Sou assim mesmo e indecifrável.
Eu sou equilíbrio mas talvez também seja tempestade, não desvendará com facilidade.
Eu sei, eu perdi um pouco o sentido, eu desbotei feito tecido envelhecido. Mas dentro de mim ainda existe eu.
Eu vou rir alto, eu vou chorar até inchar os olhos, eu vou surtar com algo bobo, logo depois me arrepender e pedir perdão. Eu vou amar verdadeiramente e me decepcionar também. Mas eu vou ser intensa, mesmo que isso me custe algumas dores, porque é quem eu sou. Sem tempo pra sentimentos fracos e mornos.
