Poemas q Estao de Luto por Pai q Morreu
Vivo procurando
Remédio para o coração
Mas não é esses que se encontra em farmácia não
É aquele que pode me curar
De um ferimento do amor
Quando esse medicamento
For fabricado
Por favor não esquece de mim não
Por que não sei até quando vou suportar essa dor no coração.
O que estou sentindo
Faz muito tempo
Que vivia querendo
Sentir isso por dentro
Se eu falar que te amo
Vão falar que é engano
Se eu falar que estou apaixonado
Vão falar o encanto tá acabando
Aí eu afirmo
Que, o que sinto não se resume nisso
Pois todos os dias venho construindo
O sentimento que muito por anos
Não tem obtido
Um lugar complexo e lindo
É assim que desejo você comigo
Sem explicação, sem ritmos criados
Por que não entendem o nosso lado
Vamos nos amar
Vamos se entregar sem ter que se preocupar.
Passei 6 meses dando 100% de mim
Para uma pessoa que não me deu em 6 meses nem 1% de si
Percebo que um cachorro poderia me entregar em apenas 1 dia muito mas que você me entregou em 6 meses
Mas ainda assim eu te agradeço
Me fez melhor do que eu era à 6 meses atrás.
Desculpa querer sua atenção
É por que se eu conseguir sua atenção por alguns minutos
Eu consigo qualquer coisa nesse mundo.
Hoje quero um Sorriso
Há, o dia é belo, e tem momentos para tudo. Eu quero um sorriso, sincero, que me alegre, que me traga segurança, que só você sabe dar. Sempre ensinastes que sorrir não custa nada, dura fração de segundos, mas deixam marcas que são indecifráveis e duram para toda a vida.
O Fascínio,Do Buraco Negro.
Uma gravidade poderosa,consegue distrair o tempo.
Fazendo com que ele fique ao seu lado contando os seus números,lentamente.
E mesmo a luz.
Com a sua velocidade,é atraída por essa força incomum.
Uma gravidade com força suficiente,para girar em um pequeno espaço sem esforço.
Conduz ao seu jeito,fontes de energia.
Orgulhoso de sua força,é silencioso.
E misterioso.
Em um curto momento,distorce as distâncias.
E convence o tempo,para ficar à espera de outras histórias.
A sua voracidade não magoa,apenas o torna mais brilhante,enquanto continua em gravitação.
O seu poder gravitacional gera um ruído inconfundível.
Que é sentido na sua força de rotação.
Um lugar talvez profundo.
Em segredos,ele se mantém.
Com uma força incompreensível,para fazer com que a luz,fique percorrendo o seu horizonte.
Um lugar que a luz se manifesta,como um elo.
É algo ainda que intriga.
Por ser fascinante.
E que tem em si,algo invisível e incrível.
Com um talento para confundir o tempo,e persuadir a luz.
É pequeno,com uma força que induz até a sua simples realidade.
Peça
Um maldito quebra-cabeça
Sou peça
Descartável
Sou peça
Sem partes
Com muitos espaços
Peça, que já não sabe se encaixar
Eu Queria Acreditar no Amor,
Queria Que o Amor Existisse
Que O Respeito me Encontrasse
Mas o Que Encontrei no Caminho Foram Mentiras, Enganos, Dores
Eu Deu Amor, Recebi Espinhos
Dei Sonhos e Vivi Pesadelos
Dei Carinho Recebi Indiferença Desprezo
Me dei e Fui tratada como lixo
Eu Queria Saciar Minha Necessidade de Ser Alguém que Dui tratada como ninguém jamais merecia ser tratado!
Entendi Que eu Preciso me dar tudo aquilo que ofereci a quem nunca mereceu!
Eu não espero nada de você, mulher:
nem promessa ao vento,
nem carinho momentâneo,
nem gesto que me faça acreditar de novo.
O que era chama virou cinza,
o que era sonho virou brisa
e se perdeu no teu jeito de nunca ficar.
Já cansei de te entender,
de te buscar, de te querer,
e você, sempre tão distante,
mesmo quando diz que é amor.
Eu não espero nada de você, mulher:
meu coração já aprendeu
que amor que cobra e não devolve
é só um espelho quebrado no chão.
Hoje sigo sem olhar para trás:
a dor virou coragem,
o medo virou passagem
para quem sabe amar de verdade.
Eu não espero nada de você, mulher,
mas espero tudo de mim:
força para recomeçar,
alma para florescer
e paz para te deixar ir.
Eu não espera nada de você mulher.
'AMNÉSIA'
Recentemente, encontrei uma das minhas irmãs e dei-lhe um forte e longo abraço. Desses que nunca mais esquecemos. Eu não sabia onde morava. Tinha esquecido quem eu era. Para onde ia. Estava andando ao léu, talvez perdido como sempre. De repente, emocionado, falei-lhe:
- Sabia que eu sinto falta de todos vocês?
Naquele exato momento, o coração jorrava uma saudade repentina de tudo e de todos. Talvez do tempo perdido. Das conversas jogadas que nunca tivemos. Nós choramos por algum tempo abraçados...
Sua casa estava bem diferente da última lembrança. Tinha uma área bem simples na frente. Atrás, um lago enorme, onde dava para ver meninos pescando o almoço. Alguns peixes em fieiras estavam à mostra, ditando abundâncias. - O que você faz aqui?
- Estou meio perdido - Falei!
Os olhos dela estavam abatidos, mas por trás da retina consegui ver o brilho que tinha quando éramos crianças. Tomando banho na chuva. Fazendo traquinas. Vendo o pôr-do-sol em outra perspectiva...
Eu tinha uma lembrança e ela estava ali à minha frente, viva, pouco sorridente. Falando das coisas diárias e banais, outras surreais. de repente perguntei-lhe: - quem eu sou, onde moro?
- Você não lembra? Sua casa fica algumas quadras daqui. Vá direto e vire à esquerda, na terceira quadra.
- Quem você é? É uma pergunta difícil de responder. Você é o que é! E ninguém vai tirar isso de você! É um homem bom, com seus erros e acertos. Logo após, despedi-me e fui embora. A memória meio confusa, expressando a saudade de uma vida toda...
"Se você destruir a pureza, a inocência de uma criança, certamente Deus te punirá severamente".
Anderson Silva
"O momento mais feliz e mais triste da minha vida ocorreu no mesmo dia. Foi quando eu sonhei que estava sendo arrebatado e, ao me aproximar do terceiro céu, ter acordado."
Anderson Silva
"Os mandamentos de Deus são provas que Ele nos ama, pois um homem sem limites se autodestrói".
Anderson Silva
Perdi muito tempo sonhando
sonhei muito tempo acordado
acordei muitas vezes com medo
tive medos que não precisava
precisei muito pouco na vida
mas vivi de maneira correta
Uma vez quando eu era criança
desenhei num papel meu futuro
colori com as cores mais belas
escondi meu desenho de todos
para assim meu futuro chegar
da maneira que eu imaginei
só agora que fui descobrir
tal e qual ao que houve na vida
meu desenho perdeu todas cores
A casinha, o arco íris e as flores.
Acordei de madrugada
Pra contar
Que duvido que haja no mundo
Amor de amar assim
Igual a esse, que existe em mim
Eu tenho vivido
Um amor em recesso
E tudo que peço
A quem eu amar
É um espaço pequeno de coração
Um momento sereno
de pura atenção
E que possa ouvir até o fim
Todas as juras
deste humilde coração que pede
Qualquer migalha de conforto
Pra um amor
Que acorda de madrugada
e passa os dias absorto
Por amar-te tanto assim
Um amor sem dor
Amor de alegria
Um amor que te traria
Qualquer coisa que fosse
No final de cada dia
Um amor que partisse
Apenas pra poder fazer
Com que você risse
ao vê-lo voltando
E saber que foi verdade
Aquilo tudo que eu disse um dia
Esse amor procura
Alguém que o entrelace
E num simples olhar
lhe diga somente
O quanto gostaria
Que ele ali ficasse
E depois suspirando
de tanta alegria ali contida
Tivesse a certeza
Que a beleza de tanto amar
Haverá de crescer
e permanecer pra sempre assim
Até o fim
de todos os nossos dias.
Edson Ricardo Paiva
Bom mesmo deve ser
Não ser e nem existir
Havendo assim
A alegria de ser o imenso nada
Cada qual sem outro igual
Sem história
Memória
Alma à venda
Condenada
Perdida ou achada
Bom mesmo deve ser
Não ser
Aquele que não sabe
Melhor ainda deve ser
Ser
Aquele que de nada quer saber
Saber do nada
Cada qual assim
Nem bom
Nem mal
Melhor
Pior
Igual
E mais nada
Além do nada
Que somos
Perdidos no espaço
Tempo e vida
Bom mesmo seria
Ter sido
Aquilo que a vida
Jamais permitiu que fôssemos
Por que será
Que cada coisa
Precisou ser assim ?
Bom mesmo seria
Que no lugar
Dessas falsas alegrias
Vividas nesta vida sem sentido
Que a vida
Não tivesse trazido nada
E o tempo não tivesse
Traduzido
Tanto
Nisto
Nisto tudo
Que por enquanto
Não passou de nada
Bom mesmo seria
Que o tempo, o espaço e a vida
Não tivessem traduzido
Tudo isso do qual não se esquece
Que bom seria
Se não tivesse havido
Nada
Edson Ricardo Paiva.
Sol de mês de agosto
Farpas de janeiro
Numa linda manhã de junho
O dia inteiro assim
Por mais que se faça
Vai ficando
Mais sem graça ainda
Alguém procura poesia
Pedindo que alguém as escreva
Talvez um dia ela seja lida
Numa linda manhã de chuva
Durante o velório de alguém
Que viveu e nem viu
E morreu num dia de abril
Pode ser
Que seja eu.
Edson Ricardo Paiva
Triste luz da manhã.
Bela manhã de Sol
Lindo Sol
de uma manhã tão triste
de tristeza daquela que mata
Esconde a morte
entre os cortes
da arte de natureza morta
sete cores escondidas
no branco da luz do Sol,
Triste Sol de branca luz
Manhã de borboletas voando
exibindo seu voo manco
Manco voo à branca luz de Sol
Luz de hemorragia
Branca luz do dia
O sangramento estanca
Hemofílica alegria
Luz que na verdade mente
e mente com propriedade
Quisera me esconder da luz do Sol
Ah, meu Deus
Como eu queria
Que esse manco voo de alegria
tornasse uma tristeza verdadeira
Quando do Céu despontasse
A derradeira luz da tarde
desse branco Céu
Sangrando de falsa alegria
Que voa e não voa
A vida correndo a toa
Ardendo de verdade
doendo com qualidade
Prenúncio de tempestade
Pálida verdade
Triste Sol de uma manhã que arde.
Edson Ricardo Paiva
Eu tenho um pé de acerola no quintal. Todo dia ele amanhece carregado, eu vou lá e colho o máximo que posso. Amanhã vai estar cheio de novo. No dia que eu me cansar e parar de colher, ele vai parar de amanhecer carregado. As coisas são desse jeito.
Eu conheço um mendigo chamado João. Sempre que o vejo eu converso com ele. Se eu lhe oferecer alguma coisa, ele aceita. Se eu não oferecer, ele não pede nada. Ele é mendigo há muitos anos e me contou que no início usava a voz pra mendigar as coisas na rua. Um dia ele percebeu que as pessoas não estão tão preocupadas umas com as outras como dizem estar. Então ele se cansou de acreditar e parou de mendigar. Continua mendigo, mas só pra si mesmo, pois compreendeu, após a passagem de anos, que a vida o esqueceu no dia que ele se esqueceu da vida. As coisas são da maneira que são.
Edson Ricardo Paiva.
Longe se vai
O tempo que eu fui menino
de cara queimada de Sol
Joelho repleto de machucados
de quem sobe em muros
Cai de árvores
Maceta mármore em lata
Corre atrás das pipas
E não pára quieto um instante
Lá se vai ao longe
O tempo do Sol a pino
A rolimã que rangia
A metade de um dia eu tinha
Pra resolver os problemas
Que arrumava de meio-dia em diante
Sem atentar para o fato
Que eu já os tinha e eram muitos
Eram tantos
Que até hoje minh'alma duvida
Que mesmo se hoje eu tivesse
Toda calma que existe no mundo
Eles pudessem ser resolvidos
Em somente uma vida
da mesma maneira que
Naqueles dias que longe se vão
Sem pensar, eu apenas desatava
Em questão de segundos
A mesma espécie de emaranhado
Que hoje, me faz calado e me dói no peito
Pois um dia a gente cresce
... e esquece
como era o jeito que se fazia.
Edson Ricardo Paiva.
