Poemas pequenos para uma Rosa
Joguei os vestidos rendados de cor rosa no lixo. Pintei as unhas de vermelho, agora vou fazer tipo. Tipo, tipo, tipo... todos sabem quem sou eu, e mesmo com a maquiagem forte, os cigarros na mão, e o coração no lixo, não sei ferir nem a uma pomba.
A pessoa que você ama pode ser bela e perfumada tal qual é uma rosa, mas ao tratá-la não se esqueça dos espinhos.
Eu amo saltos e amo tênis. Eu gosto de rosa e também gosto de azul. Gosto de futebol e gosto de romance. Não sou só felicidade e também não sou apenas tristeza. Eu não sou apenas uma coisa. Eu sou superfeminina e moleca ao mesmo tempo. Então não tente me definir, afinal, eu sempre mudo.
Esperta é a dona Rosa, que no lugar de cada dor criou uma cicatriz e deu a elas o nome de "espinhos".
Eu sou muito perfeccionista, amo seguir o estilo da Sharpay, amo rosa e sou meio "fabulosa" sabe? Amo ser assim, me sinto especial.
A maioria das pessoas colhem a rosa por ela ser bonita, mas se esquecem dos espinhos, por isso tem que tomar cuidado quando colhe-lá.
"E de repente, a sua vidinha rosa pink é metamorfoseada em cinza. Mas não aquele cinza suave, comum. Um cinza-botijão-de-gás mesmo. Sujo. Feio. Descascando… Tão agradável quanto fila de banco."
Eu queria levantar da cama e encontrar uma rosa. Não vermelha. Branca. Pura. Toda para ser escrita como se fosse uma página em branco. Uma rosa deixada por alguém que pensa em mim e que eu não conheço ainda.
Quando tirei os óculos com as lentes cor-de-rosa não gostei do que vi. O roteiro em preto em branco repleto de detalhes com princípio, meio e fim. Não fugi. Peguei uma palheta contendo as cores do arco-íris, pacientemente dei os tons alegres próprios de quem a vida ensina a renascer.
A boca entope-se de palavras não ditas. Entre ele e elas, em abismos de sim e não, entre rosa carmim de meus brincos que alguém enxergou...
A mulher de dezesseis anos é na vida um botão de rosa; e o homem de dezoito, no máximo, o tato agreste do cajazeiro impetuoso.
O crime, por mais sangue que gere, leva uma rosa nas mãos. E só a estas é dada a especialidade de hibridar duas plantas incomunicavelmente unidas.
Um homem quando ama, se torna frágil como as petalas de uma rosa, mas não deixa transparecer para que sua maculinidade não seja colocada em dúvida.
As vezes me sinto como uma rosa, e logo em seguida essa rosa murcha assim do nada, e todos que tentam ajudar são espetados por um espinho, são machucados, feridos. E eu descubro que essa rosa é uma idiota. E que ela valorize mais quem realmente a ama.
“A rosa mortal nas tuas mãos a segurá-la, fascina todos a sua volta, em olhares de esplendor e admiração a tua beleza rara, concedida pela Divindade, para arrancar os mais altos suspiros da humanidade, quando olharem para a mais formosa das belezas divinas honrada a ti.”
Do que vale uma bela rosa, se ela está morta? Tantos aplausos, admirações, invejas, respeito e outras coisas, se dentro de si não há nada?
A minha fortaleza é aquele herói sem armadura e mascaras com a rosa na mão para combater os segredos que você guarda atrás desse caderno que tem o prazer e a sorte de ter o encanto das suas escritas.
