Poemas para uma Pessoa Alegre

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Eu penso que a vida é uma escalada. Uma escada onde o objetivo é tentar atingir o topo. Alcançar o ápice.
E cada ano de vida é um novo degrau atingido.


Nunca é uma derrocada. É sempre uma subida. Uma promessa de novas conquistas. Novos aprendizados.
Conforme escalamos, avistamos novos horizontes. E almejamos novos objetivos.⁠

Hoje acordei com o coração mais sensível, envolto em uma doce nostalgia.


Senti saudade do tempo em que eu despertava cedo não por obrigação, mas por desejo — para relaxar, correr em direção ao mar ou à cachoeira e ser a primeira a chegar.


Saudade de tomar meu café ouvindo o som das águas, sentindo o vento tocar o rosto e deixando que a natureza me abraçasse em silêncio.


Saudade da companhia leve, das conversas soltas, dos risos fáceis…
Saudade de uma felicidade simples, inteira e verdadeira.

Dizem que és estranha, Alice,
Uma garota doce, falante e lunática.
Tuas ideias irritam,
Confusões te perseguem feito sombra.

Eles confundem tua doçura com fraqueza,
Tua gentileza com passividade.
Mas tu, Alice, és uma chama ardente que não se apaga.
Vais até o fim pelo que acreditas.

Hoje, para conservar a pouca sanidade que lhe resta,
Tu respondes: "complicado".
E, no silêncio, discordas.
Aprendeste que não deves gastar tua alma em batalhas desnecessárias.

Mandaram-te ir às igrejas,
Dizem: "Sem Deus há desgraças".
Tu foste a todas!
Conheceste tudo, menos o Deus que disseram que encontrarias nos templos e púlpitos.
Alice encontrou apenas demônios vestidos de pregadores.

Mas Deus, Alice, tu sabes!
Não está em púlpitos nem templos.
Deus é sereno!
É a brisa que sentes em tua pele,
É o sol que aquece teu coração,
É a imensidão do mar,
É a lua,
É a montanha que guarda,
E a cor azul que te envolve.


Adriana Tenório

"Reflexão de vida:


"A reciprocidade nem sempre será uma via
de mão dupla; por isso, não espera do outro o que só você está disposto a oferecer."


PENSE NISSO FICA A DICA!


@Suednaa_Santos

AUSÊNCIA DE MÃE

Perder a mãe é ter uma lápide no coração que germina ramificações que pulsam vida que o cordão umbilical ainda prende a alma dela em você, aí quando a lembrança vem em sua memória, o líquido amniótico inunda seu mundo em lágrimas...por mais paradoxal que seja esse sentimento de morte o vazio se torna vácuo e a saudade implode, paralisa e chega assim de repente trazendo a doçura do seu semblante nessa hora, exatamente como agora, nessa ausência que silencia e chora.

A maternidade atípica é uma experiência intensa, visceral e de amor profundo que transcende a compreensão superficial, exigindo uma força que humaniza e transforma a dor em esperança.
É um enfrentamento constante de preconceitos, desumanização (como a visão de “mães de anjos”), e uma necessidade angustiante de rede de apoio e busca por políticas públicas em prol de nossos filhos.
Lu Lena

MONTANDO PEÇAS

Sou uma alma acoplada em um corpo efêmero.
Todos os dias, ao acordar,
reviro dentro dele pedaços
de um tempo que ficou para trás.
São como peças de um quebra-cabeça
que insisto em montar.
E quando conseguir?
Deixarei minha história de vida
para alguém contar.
Lu Lena

REDE DE ESTRELAS


Peguei o cordão umbilical e amarrei cada ponta em uma estrela; então, um anjo me emprestou suas asas para que eu fizesse uma rede, onde pudesse descansar minha alma no céu.
Lu Lena

O AUTISMO DENTRO DO JARRO


A alma do filho autista veio ao mundo trazendo uma mensagem de amor e aceitação.


Pois vê o mundo de forma diferente, porque profunda e verdadeira é sua visão.


O mundo não a reconhece porque é flutuante e não consegue se firmar neste ambiente denso que é a Terra; ela se perde e entra nesse conflito desgastante das crises porque sua alma é etérea.


Nas oscilações de humor, agressividade e autopunição, reflete essas nuances na alma da genitora.
O autismo é como um jarro de argila:
Devemos moldá-lo com sensibilidade e maestria.


Às vezes desmorona num segundo — que essa instabilidade traz —
Pois é nesse instante
Que o barro se desfaz.


Devemos segurar com firmeza sua construção e reconstrução
Toda vez que moldamos esse jarro na mesa (coração).


Lu Lena/2026

O BAILE DAS LETRAS


A palavra tímida convidou o verso para uma dança. Entre tropeços e sussurros, erravam os passos. Aí, o papel viu o cenário e entrou em cena; num só compasso, em sincronia, surge a poesia.


Lu Lena / 2026

Pelo sim ou pelo não, vou fazendo um zigue zague com uma cordinha chamada “talvez” e nessa linha imaginária e pueril ela fica flutuante como pipa conforme o vento sopra…
Onde?
- No meu coração!

E TUDO JÁ ESTAVA ESCRITO...

Quando nascemos trouxemos junto um bloquinho de notas, lápis e uma borracha.
E vamos anotando nossa história, algumas vezes corrigimos, outras vezes apagamos e muitas vezes arrancamos uma folhinha e refazemos novamente e assim o bloquinho vai terminando. Então, decidimos comprar um caderno bonito e bem encadernado e com bastante folhas para passar tudo a limpo, mas aí a gente se dá conta que o lápis já está sem ponta e gasto (de tanto usar e apontar) e a borracha já nem existe mais…
Por que?
- Tudo já estava escrito!

MONTANDO PEÇAS...

Sou uma alma acoplada num corpo efêmero e todos os dias ao acordar…
fico revirando dentro dele pedaços de um tempo que ficou pra trás…
Como se fossem peças de um quebra cabeças que tento montar…
E quando conseguir montar?
- Deixarei minha história de vida para alguém contar…

ÀS VEZES LOBA...

Como uma loba
às vezes libero
num uivo híbrido
minhas emoções
mais funestas no ar
e na total escuridão
numa noite intrépida
como testemunha
e cúmplice daquilo
que só eu sinto…
apenas o esplendor
do luar…

LINHA DA VIDA...

A vida não é mole, mas também não é dura…
é apenas uma linha que temos que passar
pelo buraco da agulha…

A vida é como uma novela, dependendo de como se acorda sempre vamos interpretar no nosso dia a dia um personagem diferente (da gente).
Por quê?
- Ficção é mais fácil de interpretar do que a nossa própria realidade.

Sonhos perdidos, em uma ilusão, na colisão de olhares.


Eu me perco no seu olhar todos os dias, eu me perco. E não sei se isso é bom, não consigo mais me achar. Me procura, me desperta novamente, pois já não sei quem sou, quais eram meus sonhos, o que eu pensaria, o que eu falaria, o que eu faria...


Se um dia não chorava, essas lágrimas lúgubres são pelo luto da perda, da minha perda. Pois, no tempo atual, posso afirmar que já não sei quem sou, não sei onde estou, muito menos onde quero chegar. E não tenho a mínima ideia de como me encontrar.


Me perdi tão célere como um trem-bala e me afundo nessa esperança sublime, pois é o que me restou. Não sei se seus olhares arrebatadores foram culpados — e não os culpo, sinceramente — eu só não deveria ter deixado que a queda do meu ufanismo fosse fatal.

AUTISMO MONOFÁSICO (CIRCUITO INTERNO)

Moro em uma redoma de luz,
feita artesanalmente de cacos de vidro.
Onde a fase é única e o espaço, pequeno, às vezes é amplo.
O ruído externo me desestrutura
e todo excesso me enclausura.
Há uma paz em ser apenas o básico e o abstrato,
em não ter que sair de mim e girar com o mundo lá fora.
Sou esse sistema lento, monofásico,
que entende o tempo de cada hora.
Mas às vezes me desconecto da matéria:
num instante omeltdownacontece e eu vou embora.
Se a voltagem aumenta, o meu abrigo estala;
eu me refugio no meu canto inviolável e puro.
Onde a mente grita, o silêncio fala num sussurro;
seguro firme nesse meu fio escuro.
Não preciso de extensões,
mesmo não sendo dominante das minhas funções.
E por ser pouca luz na penumbra,
no vão oco de minhaquietude,
eu consigo voltar e me ver.

Lu Lena / 2026

As três etapas da vida:


1ª Não viva preso ao passado; há uma razão para quem ficou lá.


2ª Pessoas mudam quando aprendem demais ou sofrem o suficiente.


3ª Não dependa totalmente de ninguém — até sua sombra desaparece na escuridão.

No mundo existem duas igrejas:


• a espiritual 🙏


• a materialista 💰


Uma é verdadeira. A outra é falsa.