Poemas para uma Pessoa Alegre
Existe uma linha tênue entre amar e se perder.
Se eu amo, amo pela forma que sou tratada ou pela forma na qual me desprendi de mim mesma para me entregar a esse amor?
Será que o amor que sentem por mim e pelo meu amor ou a falsa ilusão de quem posso ou não ser?
Amar é projeção, espelhamento.
Eu amo o que me vejo ou amo como me veem?
Tudo está conectado a uma energia.
Seja mental, física, fisiológica, espiritual.
O sábio sempre saberá direciona-las na intensidade e forma correta.
COPO CHEIO
O copo já estava cheio
Talvez só mais uma gota
Para mudar o seu plano
Como esvaziar o receio
Dessa situação tão tosca
Prum taura já veterano
Há que buscar um esteio
E acertar bem na mosca
Para enxugar o Oceano!
As pessoas vivem uma vaidade falsa,
um orgulho ensaiado para plateia vazia.
Sorriso virou máscara, caráter virou figurino.
Até a ambição perdeu a direção — já não busca sentido,
busca aplauso. Quer subir, mas não sabe para onde,
nem por quê. Corre, tropeça, atropela, e chama isso de vitória.
O mundo não está apenas em crise, está em colapso moral.
Cambaleia no próprio lamento, afunda em promessas rasas
e segue em um abismo sem freios,
onde poucos pensam, muitos repetem
e quase ninguém assume responsabilidade.
A verdade incomoda porque exige postura.
É mais fácil fingir grandeza do que viver com dignidade.
Mas a conta chega: não há vaidade que sustente um vazio,
nem orgulho falso que salve um mundo que desistiu de ser honesto.
Não deixe de apreciar o que é belo, o que hoje te traz paz.
Uma hora, tudo se vai.
E agente fica com aquela vontade que tudo voltasse atrás.
Mas, não volta.
Porque tudo passa, e, rápido demais.
Uma certa primogênita
Ela é mulher
E também Maria
Maria de mãe
Maria de Célia
E de Maria Luiza
Naquela casa
De muitas Marias
Uma mãe Maria
Não existia
Então, Ana
Se fez de Maria
Maria de mãe
De Maria Luiza
De Célia Maria
E mais três homens
Que não eram Marias
Mas também precisavam
Da Ana Maria
Todos queriam
Uma mãe feito Ana
Que penteava os cabelos
E a comida fazia
E assim, a Ana Maria
Deixou para trás
Os sonhos mais belos
Que a tornaria
"Valorizada" mulher
Mas que não fosse
Somente Maria
Era filha e não era mãe
Era só a irmã
Das outras Marias
E dos outros irmãos.
(No mês em homenagem às mulheres, minha homenagem especial a todas que tiveram sua infância sacrificada: Ana Maria, Ruth Maria, Maria Helena, Maria Estela, Luzia Maria e tantas e tantas outras.)
Nada é suficiente.
Nada, É SUFICIENTE.
A vírgula tem uma representatividade fundamental na nossa escrita.
✍️Hoje temos uma geração de pessoas pobres dos anos 70/80/90 em diante que sofrem da SÍNDROME DE REALEZA!
Acham que são príncipes e princesas.
Nessa altura alguns já se acham Reis e Rainhas do Reino lmaginado.
Aprendi que é sempre bom,
levar por precaução
uma palavra amiga
guardada no coração.
Vai que alguém
precisa
e você desprevenida,
sem inspiração....
O vento pode até arrancar um arbusto,
mas jamais uma floresta inteira.
Quando estamos juntos, somos inabaláveis. Unidos, nós vencemos.
Seguimos firmes, fortes e sempre em direção ao melhor. E que nenhuma serpente do maligno encontre espaço em nossos corações, que toda maldade seque, perca força e desapareça,
porque onde Deus habita, o mal não permanece.
O meu corpo é um castigo
Uma estância e um abrigo
O meu corpo é meu amigo
Ás vezes também inimigo
Sinto o peso do meu mundo
Nunca o céu desceu tão fundo
Morre um pouco todos dias
De nada vale as homilias
É um templo que se esconde de ti
Dentro de si próprio
É um templo que se agarra a ti
Quando a vida foge
Corpo
MENSAGEIRA
Na tardinha caindo, eu ví
Uma pequena estrela a luzir.
Era a primeira estrela a sair,
Na tardinha caindo eu ví.
Era uma estrela morena
Pairando como as falenas.
Ajeitando suas melenas,
Era uma estrela morena!
Na tardinha morrendo, fria!
Só aquela estrela luzia.
Perpétua luz,findando o dia,
Na tardinha morrendo, fria!
Será que zombas de mim?
Perguntei à estrela assim!
Pois seu brilho era um festim!
Será que zombas de mim?
E da sonora luz pude ouvir!
Daquela estrela a me iludir,
A voz da infância a repetir:.
"Adeus, Adeus, eu vou partir"
<>
SBC-SP.06/08/2005 [baseado em poema de
Manuel Bandeira - "A estrela"]
*
A infância passada, é como uma estrela distante que reluz na tardinha. Você nunca a alcançará, a não ser a sua luz pálida no céu da sua memória.
Poema de J.A.Lopes
Uma cama estreita,
Água fresca,
Sombra de um cajueiro,
Noites mais longas,
Dores mais curta,
Um montão daquilo que serve pra tudo, tipo limão.
E tu!
Que a morte espere nossa boa vontade,
Que na vida não exista saudade,
Que a cadeia alimentar seja mito,
E se for preciso eu invento uma máquina que pause o tempo no exato momento que eu conheci você.
Faz tempo que eu penso nisso
Pra mim é igualzinho ao paraíso que tantos querem ir.
Lamento de um Cavaleiro
Um dia eu te amei
Como nunca pensei
Hoje é uma lembrança
Do que poderia ter sido uma mudança
Aquela que foi dona do meu coração
Hoje me deixou na solidão
Pensando aqui nessa escuridão
A perda de uma grande paixão
Te deixarei partir
Da sua vida irei sumir
Como gelo a derreter
Meu sentimento irá desaparecer
Vc poderia ter sido tudo pra mim
Mas assim
A nossa história chega no fim.
Pai
Sinto tua falta de uma forma suave
Porém, muito viva dentro de mim.
Nas manhãs que seguem, o novo se abre
Na beleza do que plantaste dentro de mim.
Façamos do destino uma oportunidade
Do medo, um livramento
Da chuva, um motivo para dançar
Do sonho, uma realidade.
Façamos do destino uma oportunidade
Do medo, um livramento
Da chuva, um motivo para dançar
Do sonho, uma realidade.
Do silêncio, uma oração
Da ferida, uma lição
Do cansaço, um breve descanso
Do adeus, um novo recomeço.
Artista e a sua Arte numa conexão profunda, uma paixão avassaladora que vai aquecendo demasiadamente cada parte, um tipo envolvente de loucura artística que é tão prazerosa, que logo transcende a realidade, onde as fortes emoções são as cores e juntos pintarão sem pressa os seus corpos e no final serão um lindo quadro emocionante
O retrato exultante do desejo correspondido e do êxtase finalmente alcançado graças a um empenho recíproco dos seus universos apaixonados, coexistindo num mesmo espaço de um jeito harmonioso, um quarto iluminado suavemente por alguns raios de sol, tornando a racionalidade inconsciente e deixando a vida artisticamente com bastante sabor
Quente e saboroso como o fervor existente entre o Poeta e a sua Poesia, numa interação intensa, desprovida de qualquer pudor até chegar numa consumação poética, reunidos por uma inspiração atraente, liberta, inevitável, que fez com que a mente do autor ficasse ainda mais inquieta, sendo um estímulo abrasador, atingindo a mesma frequência.
Você é uma estrela, mesmo que pequena comparada à imensidão do universo, tem um brilho enorme. Você ilumina a minha vida e me guia na escuridão. É um ponto de luz que me faz feliz, me dá esperança, me acolhe, me ajuda, me fortalece, me completa...
Você é uma estrela. Uma estrela cadente, que veio de repente em minha vida e a iluminou, a tornou boa, a tornou feliz, você trouxe vida a minha vida, obrigada.
Você é uma estrela, está ali por mim o tempo todo, mesmo que eu não confira, sei que todos os dias, você estará ao meu lado. Você conforta a minha vida. Mesmo que não te veja sempre, sinto sua presença, iluminando meus dias, me trazendo conforto, preenchendo o vazio, que não sinto mais desde o dia que te conheci.
Você é uma estrela, e por mais que existam diversas estrelas no céu, você tem um brilho imenso, único e especial, que ilumina a todos que estão a sua volta apenas com a sua presença.
Você é uma estrela, uma estrela em supernova, que mesmo ao seu fim, brilhou, brilhou muito.
Você agora é realmente uma estrela, que se foi. Que mesmo no céu, acompanhada de várias outras estrelas, para mim, você foi, é e será para sempre, a mais brilhante de todas.
Rau era pequeno, mas tinha uma energia tão grande que parecia caber um sol dentro dele.
No Berçário 2, todo mundo conhecia seu jeito sapeca: quando ficava animado demais, ele dava umas “mordidinhas de brincadeira” — e saía correndo todo risonho, com os cachinhos pulando atrás dele.
As professoras diziam:
— Lá vai o Vampirinho do Coração Doce!
Mas no fundo, Rau não queria morder…
Ele só queria mostrar carinho de um jeito todo dele.
E com o tempo, aprendeu que abraços apertados e sorrisos sinceros mordem muito mais — só que por dentro.
