Poemas para Mamãe
Felicidade de mãe
É ver o filho nascer
Tanto tempo, esperando
Agora é pra valer
Amor de mãe é vital
Não existe nada igual
E vai ainda crescer
Alma de Filho
Mãe,
teu nome é o primeiro verso que a vida escreve em nós,
uma canção sem melodia, mas cheia de sentidos.
Teus braços, catedrais onde o mundo repousa,
teu olhar, um farol que nos guia mesmo nas tormentas.
Não há palavra que alcance o que és.
És a chuva que fecunda,
o sol que aquece,
o silêncio que acolhe e o grito que desperta.
Na dança dos dias, teu amor é a coreografia eterna,
um compasso sem fim,
um movimento que sempre nos conduz ao teu colo.
Porque só em ti, mãe,
o tempo é irrelevante e a dor se dissipa.
Tu és a alquimia do invisível,
transformando cansaço em afeto,
ausências em presença,
e lágrimas em orações silenciosas.
Tuas mãos, gastas pelo zelo,
escrevem histórias invisíveis na alma,
histórias que nem mesmo o esquecimento pode apagar.
E em cada dobra do teu riso,
há uma eternidade de amor armazenada.
Ser filho é carregar no peito
o eco do teu coração,
o espelho do teu ser.
E assim seguimos,
não para te superar, mas para te homenagear,
pois viver é testemunhar o milagre que és.
Mãe, tua alma é um poema que jamais se esgota.
E eu, eterno aprendiz,
sou verso teu,
grato por existir.
"Mamãe não passou açucar em mim, porque ela sabia que eu sendo assim ácida, já dou trabalho...imagina docinha!?"
—By Coelhinha
“Eu não sei se mamãe está certa, ou se o Tenente Dan é que está. Não sei se cada um tem um destino ou se só flutuamos sem rumo, como numa brisa...mas acho que talvez sejam ambas as coisas. Talvez as duas coisas aconteçam ao mesmo tempo.”
– Ei… Você está feliz, mamãe?
– Sim. Estou feliz. Porque tive a chance de conhecer alguém como você.
Até que enfim contei a papai que gosto mais dele que de mamãe, e ele respondeu que era só uma fase passageira, mas não acredito. Simplesmente não suporto mamãe, e tenho de fazer força para não gritar com ela o tempo todo e para ficar calma quando tenho vontade de lhe dar um tapa na cara. Não sei por que criei uma aversão tão grande por ela. [...] Não a amo. [...] Consigo imaginar mamãe morrendo algum dia, mas a morte de papai parece inconcebível. É muita ruindade minha, mas é assim que me sinto [...].
Mamãe se casou jovem, quando ainda era adolescente, teve bebês nova e, apesar de nunca dizer que era ativista do movimento de libertação da mulher, vivenciou a dor da dominação sexista, e isso fez com que ela incentivasse todas as filhas, nós seis, a nos autoeducarmos, para que fôssemos capazes de cuidar das próprias necessidades materiais e econômicas e jamais sermos dependentes de qualquer homem. Era óbvio que deveríamos encontrar um homem e casar, mas não antes de aprender a tomar conta de nós mesmas. Mamãe, ela mesma refém das amarras do patriarcado, incentivou-nos a nos libertar.
"...pensando em mudar de vida, de emprego, de cidade, de país, que vontade, querida mamãe, de ser feliz, de ter um grande amor bem limpinho, bem clarinho, um amor de manha bem cedo, não diga nada a ninguém, não é preciso, mas cá entre-nós-que-ninguém-nos-ouça, não vem dando muito certo, tenho tentado, juro."
Nesses momentos não penso no infortúnio, e sim na beleza que permanece. É nisso que eu e mamãe somos muito diferentes. Seu conselho diante da melancolia é: "pense em todo o sofrimento que há no mundo e agradeça por não fazer parte dele." meu conselho é: "saia, vá para o campo, aproveite o sol e tudo que a natureza tem para oferecer. Saia e tente recapturar a felicidade que há dentro de você; pense na beleza que há em você e em tudo ao seu redor, e seja feliz."
Mamãe me disse: Olhe antes de pular, sempre pense antes de falar e cuidado com os amigos que você tem.
– Mamãe, o que fazer quando achamos que amamos alguém? Digo, quando se para de amar alguém ou ele para de nos amar?
– Bem, você chora um pouco. Depois, espera o sol aparecer. Ele sempre aparece.
Quando uma criança dorme, anjos se reúnem e cantam a pureza do universo, mamãe diz para falar baixo, para que o bebê sinta a sinfonia angelical da paz.
Quando eu era pequena, não sabia falar direito, pedi pra mamãe e pro papai cachorrinhos, eles não me entendendo me deram duas irmãs chatas.
Às vezes, só para irritar a mamãe um pouco mais, ele também levava o instrumento para a cozinha e tocava até o fim do café-da-manhã.
O pão com geleia de papai ficava meio comido em seu prato, enrolado no formato das dentadas, e a música olhava de frente para Liesel. Sei que soa estranho, mas era assim que ela a sentia. A mão direita de papai passeava pelas teclas cor de dente. A esquerda apertava os botões. (A menina gostava especialmente de vê-lo apertar o botão prateado cintilante - o dó maior.) O exterior do preto acordeão, arranhado, mas reluzente, ia para um lado e para o outro, enquanto os braços de Hans apertavam os foles empoeirados, fazendo-os sugar o ar e tornar a expeli-lo. Na cozinha, nessas manhãs, papai dava vida ao acordeão. Acho que isso faz sentido, quando a gente realmente pára para pensar.
Como é que a gente sabe se uma coisa está viva?
Virifica a respiração.
Ignorância Poética
Mamãe me contou,
Que ficou fascinada,
Quando pequeno, eu lhe disse:
"Quero falar, mas não consigo,
ainda não sei as palavras".
Hoje, cresci e tento escrever poesia,
continuo sem saber me expressar.
Minha mãe agora é você, o meu leitor.
Meu poema, a minha mente de criança:
Sem vocabulário,
Sem rima,
Sem métrica,
Uma tentativa de analogia,
E no final das contas, sem dizer nada.
Na minha infância mamãe olhava pra mim de cara fechada e prometia: "Quando chegar em casa você vai ver..."
Eu via e sentia.
Ai, como doía!
Mamãe, mamãe, ajude-me a chegar em casa.
Eu estou na floresta, eu estou lá fora sozinho.
Eu encontrei um lobisomem, um nojento e velho vira-lata
Ele me mostrou seus dentes e foi direto ao meu intestino.
Mamãe, mamãe, ajude-me a chegar em casa.
Eu estou na floresta, eu estou lá fora sozinho.
Eu fui parado por um vampiro, um velho destroço apodrecendo.
Ele me mostrou seus dentes, e foi direto ao meu pescoço.
Mamãe, mamãe, coloque-me na cama
Eu não vou chegar em casa, eu já estou meio-morto
Eu encontrei um inválido, e caí pela arte dele.
Ele me mostrou seu sorriso e foi direto ao meu coração.
