Poemas para Homens

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Na admissão de uma opinião ou doutrina, os homens consultam primeiramente o seu interesse, e depois a razão ou a justiça, se lhes sobeja tempo.

As crenças religiosas fixam as opiniões dos homens, as teorias filosóficas perturbam-nas e confundem.

O destino de todos os grandes homens é serem ignorados ou caluniados em vida e admirados depois da sua morte.

A sabedoria da vida é sempre mais profunda e mais vasta do que a sabedoria dos homens.

Nada na história serve para ensinar aos homens a possibilidade de viverem em paz. É o ensino oposto que dela se destaca – e se faz acreditar.

A mulher veste-se para as demais mulheres, e não para os homens, nem sequer para aquele a quem mais quer.

Mata-se um homem, é-se um assassino. Matam-se milhões de homens, é-se um conquistador. Mata-se a todos, é-se um Deus.

Sobre os amantes e os soldados, sobre os homens condenados à morte, sobre todos aqueles que o poder cósmico da vida preenche, o poder do destino desce por vezes imprevisto numa súbita iluminação que será a sua graça e o seu fardo.

Os defeitos das mulheres foram dados pela natureza para pôr em atividade as qualidades dos homens.

Para agradar aos homens é preciso professar o que cada um desses homens repudia e odeia na sua vida secreta.

Em todos os países vi sempre homens de três espécies: os poucos que comandam, a universalidade que serve e os muitos que armam intrigas.

Não te aborreças se os homens não te conhecem; mas aborrece-te se não conheces os homens.

Uns homens sobem por leves como os vapores e gases, outros como os projécteis pela força do engenho e dos talentos.

O difícil é a moral estática, é mais fácil preparar os homens para a morte que ajudá-los a viver o dia a dia.

Homens de ação, cujos pensamentos estão demasiado absorvidos pelo trabalho quotidiano para verem algo além disso. São essencialmente homens, não podemos passar sem eles, e, no entanto, não devemos permitir que toda a nossa visão seja cerceada pelas limitações de homens de ação.

Não há coisa mais fácil que vencer os outros homens, nem mais difícil que vencer-nos a nós mesmos.

A maior parte dos males e misérias dos homens provêm, não da falta de liberdade, mas do seu abuso e demasia.

Os homens inventaram o destino para lhe atribuir as desordens do universo, que têm por dever governar.

Os homens desejam ser escravos em qualquer parte e colher aí a força para dominar noutro sítio.

Os homens têm geralmente saúde quando não a sabem apreciar, e riqueza quando a não podem gozar.