Poemas para Fita de fim de Curso

Cerca de 115976 poemas para Fita de fim de Curso

⁠⁠ÍMPROBO:

Os sonhos bisonhos desses tonhos,
Se alargam nas estampas bizarras doutros "momos".
Das camisas que desnudam os mesmos sonhos.
Dos manés, margaridas, os filhos probos.
Malogrando o poder real do tino...
Sob a égide do ímprobo pai da fome

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⁠SONHO ÉPICO:
Antes de crescer...
Eu queria ganhar
Um milhão de dólares
Beijar a mais linda modelo
Calçar o mais caro reebok
Tomar a mais forte tequila
Saltar o mais alto dos Alpes
Vingar o meu bullying escolar
Conhecer os quadrantes do orbe
Vestir a mais fina seda
Pensar que seria imortal
Gozar a perpetua puberdade.
Depois que “cresci”
Só queria entender
Porque não cresci
Mas também percebi
Que meus sonhos pretéritos
Deixavam-me entender
Porque não pude crescer...

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⁠ACRÓSTICO À ELA
A nossa loucura aqui começa
Nós somos sempre céticos.
Dessa enorme loucura.
Roubaste Minh ‘alma
Enquanto jazia
Adormecido nessa loucura fria.
Nicola Vital

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⁠OUTRO VIÉS
Escrevo meus pensamentos
Em linhas horizontais
Tentando mostrar meus sonhos,
Expostos em cabedais
Por mais que eu tente alinha-los,
Perdem-se em diagonais
Eu busco outro viés, mas
Perco-me de volta ao texto
Do livro que a vida faz.
O livro que nasce ao livro
Do livro que a vida apraz
É feito sem métrica ou rima
E nenhum poeta faz
Só o menestrel da vida,
A ele é quem perfaz.
Nicola Vital

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⁠Série: minicontos

PAGLIA
- Veste-se de criança e alegria seu sonho de fantasia, ao cair da ribalta. Sinestesia...

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⁠⁠⁠Série minicontos:

MAR DA MANHÃ
Em seus mares glaucos a navegar.
náufragos sonhos a esperar...

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⁠Série microcontos:

DILETO
Naquela tarde mórbida e fria o sonho de construir estava soterrado...

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⁠⁠
SONHOS BISONHOS
Todos os sonhos serão trancados em panos de guardar confetes a sete chaves do vizir.
-Ninguém sairá sem ser visto. E os vistos não sairão!
As flores de cheiro queimarão. E as larvas de fogo ceifarão a fome dos que são!
-E ninguém dos que saem passarão.
O carneiro que ilumina o beneficio de Daluz sobre o lajedo das canelas
- Cuspia fogo sobre a donzela rasgando o véu da noiva feia
E sete gumes de punhal rasgarão o pano dos confetes no auto de natal
- Sete chaves, sete armas, sete clavas, sete claves.
Entrelaçar-se-ão em sintonia com a guerra e o rito Suruí Paiter em memoria dos mondé
- Morre a noiva feia – Anhangà. Vive Jaci!
- Wanadi e a guerra de fogo ao abaçaí...
- Aplacada ao som de sua flauta Akuanduba.
Ó grande avô fogo. Grande fogo nuclear, energia raio vital. HA’EVEte
Nicola Vital

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⁠⁠⁠⁠Série: Minicontos

1964
Sonhos seriam bisonhos, amores infortúnios. O sol a refletir o tempo. A primavera retarda ante a volta do canhão...

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NAU DE ILUSÕES
Se eu quiser sonhar
- Desperto...
Meus sonhos vesgos sobre obliquas paralelas
Aportam em mares tênues sob náufrago porto solidão.
E meus sedentos lamentos à razão
Naufragam mortos mares de ilusões
A deriva essa nau de emoções
Zarpa no infindo oceano da paixão.
Esse emaranhado de cordas
Que se chama coração.

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⁠⁠SONHO POÉTICO
A poesia possui corpo físico. Sente dor, alegria e tristeza.
Sobretudo é sentimento que freme.
Qualquer um pode escrever um poema porque isso é expressão de sentimento, intrínseco a qualquer ente. Quando adolescente toda mocinha, todo rapaz, guarda em seu diarinho algumas frases de amor, rebeldia e desilusão.
Embora mais tarde quando as encontra-las, quase esquecidas, amasse em bolinha e descarte. Ou talvez alguns guarde-as consigo para a posteridade. Mas a vida contemporânea nos torna produtos comercial. E isso nos desalenta da produção literária, quase que involuntariamente. Pois quando somos rotulados “responsáveis, racionais”, partimos em busca dos bens frívolos na intenção de uma suposta aceitação social.
- A poesia em sua essência, não!
- Essa subverte...
Porque a arte por si só não permite negócio.
Ela possui a magia de oferecer sentimentos e sentido às coisas.
Já dizia o poeta Leminski o ato de escrever
A linguagem da poesia é um ambiente de santidade.
De tal maneira a fazer aplacar ou indignar o sonho poético.
Eu estou muito cansado da vileza de tudo que não é natureza.
Porque a natureza é a representação da arte.
E a arte materialização do Deus imanente.
Nem mesmo a vasão dessa solidão que carrego sobre os ombros me alenta.
A potência e fragilidade da vida, o nada que a gente representa diante disso.
- A humildade diante de nossa condição frágil
- De nosso próprio espirito imperfeito assusta
- E com a prudência do sábio
Me refugiu na santidade da poesia como essência da vida.

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⁠Série: Minicontos

⁠NECROPOLITICA
Petrópolis sepulta sonhos e realizações. Não é a fúria da natureza.
- Imprudência da sociedade?
- Também não!
De certo, propósito neoliberal...

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⁠Série Miniconto:

FRUSTRAÇÃO:
Queria ser tudo que sonhara. Foi, e não ficou...

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⁠⁠VIDAS NEGRAS IMPORTAM:

O sonho negro,
Preto...
Dos palmares, macacos,
Tabocas dos Amaros.
se reflete na peleja
Do lundum.
Na prenda - Desfeiteira
Que respira nas caianas,
Grilos e matão.
Zumbi nos meus ouvidos.
Pelas parcas terras
De Benguela,
Severina e João.
Se ampara no ganzá
Do Moa do katendê
No "respirar" negro Floyd
Suprimido no braço do brasão.
Excluídos do canjerê.

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⁠⁠⁠IDÍLIO
Todo sonho que sonhei, despojei.
Logo que nasci trancaram-me em si.
Toda vida vivida cedida tornei.
Querendo ser tudo que sonhei
Me perdi.
Separei todos os porquês!
Porque, ser é sem enquanto!
E, nem a metafísica vai explicar.
Por quê?
São duas as estradas
Que me tomam, afinal.
Ambas paralelas, bifurcais.
A de ser tua
Conduz-me a teu final.
Logo, deixo a outra, abstrata
Sem a luz de teus sinais.

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⁠⁠SONHO GRENÁ
Hoje, olhando para trás, vejo tudo tão pouco e fugaz.
Só mesmo o relógio na parede, o sonho grená
Serão capazes de parar o tempo.
Porque o tempo não pára, não pára não.
Seu sonho que pára o tempo!
Para se fazer franzino meu sonho grená.
Dentro de mim estradas sem volta
Dentro de mim caminhos sem fim
Dentro de mim seus deuses de nanquim.

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⁠De certo, as letras podem sim!
Além de nos afagar a alma
E nos permitir sonhar
Consentir
Matar a fome
Suprimir a miséria
Assolar
A injustiça e desigualdade

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⁠⁠PÁTRIA SERRA:
Na subida da ladeira dos bosques babaçuais
Vão-se os sonhos franzinos nas quebradas dos mortais
O pequeno e o menor, o que vai e o que fica
Os que descem outros que sobem como se os imortais.
Homens comendo homens feito como canibais
No cume do monte serra a pátria serra encerra
Os filhos das findas viúvas na quebranta dos cocais
De que sorte assim se faz?
Se nem ao bronco machado
Poucos sonhos se refaz

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⁠⁠CARTA DE AMOR
Virá o dia
Em que meu sonho estará repouso sobre a escrivaninha
Em⁠ que não te pedirei para o julgar
Em que não te convidarei para o jantar
Em que não te direi para brincar na areia
Em que não elevarei sobre teu corpo o cobertor
Porque a noite se arvora fria
Então
Só nos meus versos encontrarás minhas juras de amor eterno
Não chores!
Nem muito alarde!
Apenas me entorpeci de luz e mistérios.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠EXÍLIO
Quando você começar a compreender e aceitar sua companhia.
Quando você entender que não há mal algum em estar contido em sua solidão.
E quando você se locupletar, aceitando que o que importa antes de estar bem com o outro, é estar bem consigo.
Isso é solitude.
Lenitivo à alma.

Inserida por NICOLAVITAL