Poemas para Fita de fim de Curso
Em pleno calor de janeiro, olho pra janela lateral a mim onde trabalho,
vejo nuvens cinzas e densas iguais os dias que venho passando.
e como elas surgem em meio ao verão sem explicação a tristeza surge nos meus dias que outros julgariam como bons dias.
Sigo lutando, tentando todo os dias ser um pouco melhor, dever menos ao destino e concretizar pensamentos. Sigo a curtos, mais constantes. fraco mais sempre seguindo. apesar de tudo, venci todos os meus piores dias,
e hoje é apenas um dia cinza que a melancolia veio me visitar.
Um grito de liberdade
Eu seus olhos marejados,
Vejo a tua dor.
O quanto sofreste, e ainda sofre;
neste mundo de tanto pavor.
Faltam palavras à boca;
as dificuldades são imensas.
Ser você, falar de você;
ouvir seus relatos, suas histórias.
Percebo o quanto és discriminada;
explorada, forçada, humilhada,...
Nunca poderei sentir o que sentes;
por mais que eu queira;
imaginar-me no teu lugar, na tua vida;
e em tudo que tens passado.
Não nasci como você, mas nasci de você.
Respeito-te e admiro-te, sempre.
És a voz de muitas, num só coração.
A história já provou,
o quanto és forte e destemida.
Seus ideais de emancipação e igualde,
nunca morrerão!
vivo estarão, em cada uma de vocês.
Não estás só, mulher!
Na escuridão do preconceito,
existe a luz de um novo amanhecer.
Dançado e cantando por todas;
num só ritmo, num só corpo;
num só grito de liberdade!
"Muito cedo aprendi que não conseguiria viver sem bradar contra as injustiças, me colocar à serviço do Estado de Direito, e o meu pouco conhecimento adquirido, dedicar à cátedra do ensino jurídico.
Ah, mas o que não imaginava.
E agora, quando já passadas mais de duas décadas nestas sagradas profissões de Advogado e Professor, descobri como uma certeza.
É que não é que não conseguiria viver sem tudo aquilo, exceto, que somente sendo aquilo para o que nasci, somente isso, é viver."
Sem perdão
aqueles que lavam as mãos
de costas pro mal que se expande
não as lavam com água e sabão
mas sim numa tina de sangue
Reestabeleça a conexão com você.
Ouça o eco da sua voz dizendo o quanto você é especial.
Sussurra em seus ouvidos e toma nota no seu coração que a sua força e perseverança de vencer, te levará para voos impossíveis, onde jamais possas imaginar alcançar, basta acreditar e jamais parar de lutar.
Adriana C.Benedito
Há quem defina que a vida é um mar de rosas.
A vida sempre foi um mar de lutas!
Temos a única chance de entender que ou vamos a batalha, ou nos deixamos engolir pela vitimização.
Ninguém quer saber quem plantou, quem colheu, quem cuidou do alimento.
Todos querem apenas saborear.
Por isso, contribuindo ainda que bem pouquinho, façamos a nossa parte.
E estando conformidados e plenos teremos sensação do dever NOSSO cumprido.
"Somos eternos reféns dos nossos pais".
Como esponjas absorvemos, desde cedo, os resultados das ações praticadas pelos nossos pais. Até à adolescência utilizamos estas vestes como nossas, sem notar o quanto, algumas, podem nos sufocar, mas mesmo assim continuamos absorvendo e vestindo, o que inconscientemente recebemos.
Quando adultos, é nossa obrigação, romper amarras, desnudar-nos daquilo que percebemos que não nos faz bem, jogar fora todo o lixo emocional que carregamos em nossa bagagem e permanecer, APENAS, com aquilo que nos pertence.
Se tentarmos escrever dez coisas, que sentimos que são resquícios das ações dos nossos pais sobre nós e que certamente não gostamos, é muito provável que lembremos de cinco ou seis, apenas.
Então, se livre delas agora mesmo. Mas tenha certeza que as outras que não lembrou, continuam em você e provavelmente passará para frente, nos filhos teus...é o clico da vida.
Desistir ou permanecer na ilusão?
Pergunta amarga de responder. Mirando no passado recente, desistir certamente é o caminho mais fácil e chega a provocar uma sensação de paz. Por outro lado, olhando para o futuro próximo, não posso acreditar que a vida é só isso! Aceito de bom grado tudo que recebi, bom e ruim, mas ainda acredito na força da amizade sincera, mesmo que escassa nos dias de hoje. Não é possível que o egoísmo e o individualismo tenha morada dentro de nós. Cultivemos, no mínimo, o prazer em ajudar o próximo, só por ajudar. Que esse seja nosso presente.
"Para subir ao ringue, são apenas 3 degraus.
Porém talvez seja muito mais fácil subir uma montanha de muitos quilômetros.
A diferença não está na distância, mas sim na certeza de que vitória é mais certa.
Não vá pelo caminho que seja mais fácil, vá por aquele que seja mais digno, ainda que seja muito mais doloroso.
Só existem duas dores: a que te machuca e a que te muda.
Saiba bem a que escolhe sentir..."
Mas, que é o desequilíbrio, quando tudo o que parecia
inabalável se abala? O desequilíbrio é uma tentativa insana
de se manter de pé.
Quantas e quantas vezes o
equilíbrio externo disfarça um ser angustiado, descontente
e ansioso por mudança? Acredito, sim, que o desequilíbrio
seja um sinalizador do início de um equilíbrio interno.
A vida é como as madrastas dos contos de fadas, meu bem e não passa a mão na cabeça de ninguém. Muito pelo contrário, ela passa a rasteira, apela pra golpe baixo, bate forte e antes que você tenha tempo pra se levantar ela bate de novo e pior, a vida não para nenhum instante para que você tome fôlego, remende os seus rasgos e cure as suas feridas.
Então, já deu pra perceber que a vida não foi feita para os fracos, foi feita para os fortes. É preciso coragem pra viver. É preciso força pra seguir, determinação pra não desistir, e muito coração para se superar.
Vai encarar, ou vai ficar prostrado aí no chão esperando a vida se compadecer de você?
Levanta, ergue a cabeça e lute porque se você não nocautear a vida vai ser ela que vai nocautear você!
A negatividade de algumas pessoas é apenas um reflexo da batalha que elas travam interiormente.
Citação do livro 'Lucília de Gaia'
As provações vem para aprimorar nossa fé...
...Moldar nosso caráter...
...Desencadear nosso crescimento...
E o mais importante do pós lutanão é o gozo da Vitória como muitos pensam, mas em como nos comportamos depois... O aproveitamento que tivemos, as lições que extraimos de tudo...
E é isso, as novas atitudes, que determinarão novas vitórias e conquistas!
Medite sempre nisso!
O ano de sofrimentos
O ano da superação
O ano de lutas
O ano dos resultados
O ano do Fim
O ano de recomeços
O ano de revelações
O ano da verdade
O ano de rebeliões
O ano da loucura
O ano de censuras
O ano da democracia
O ano de desastres
O ano da união
nunca falhar... mesmo depois de morrer nunca falhe... a falha é humana e temos que aceitar, mas mesmo assim nunca falhe
-william
Apenas humanos, sem rostos, sem traço, apenas heróis.
São eles, heróis de lonas e bambus,
Chegam sem aviso, mas com propósito virtuoso.
A noite vira dia em abraços de solidariedade,
Em cozinhas coletivas, ensinam a fraternidade.
Dividindo teto e pão, incansáveis na missão,
Não conhecem descanso, só a dedicação.
Quando a mãe faxineira chega exausta, a chorar,
Gritando contra o roubo do lar pelo governar.
Eles são a resposta, os guardiões da empatia,
Construindo abrigos, desafiando a tirania.
Com coragem, enfrentam o descaso estatal,
Heróis que emergem quando a injustiça é fatal.
No olhar desses anônimos, o brilho da esperança,
Na resistência, a força que nunca cansa.
Quem são eles? São a voz dos desvalidos,
Nas lonas e bambus, surgem como escolhidos.
Jamais escreverei uma autobiografia.
Primeiro, porque não me considero suficientemente interessante.
Segundo, porque canso só em lembrar do que vivi.
Terceiro, porque não a história não faria sentido nenhum,
pois pareço ter vivido múltiplas vidas
e todas elas da pior maneira possível.
Sou um colecionador inveterado de erros e fracassos.
Apanho da vida como uma espécie de Rocky Balboa
cuja luta nunca termina
e a vitória nunca chega.
Mas sigo.
Porque preciso.
Porque vivo.
Porque na lona, com o rosto rente ao chão,
vejo aquela flor que brota,
vejo as estrelas brilhando no céu,
vejo o sorriso da criança pequena,
e todas essas coisas bobas e belas
junto com a justiça e a paz no horizonte
que ainda me fazem acreditar
que tudo isso vale a pena.
PREMONIÇÃO
.
.
Em um dia de meio dia,
meus olhos, somente os olhos,
tiveram uma visão.
.
Lembro-me que a luz me doía
como uma ponta de sabre
no corpo do coração.
.
Lembro-me, sem muito assombro,
que tudo quedava incompleto,
como se as luzes buscassem em vão
o preenchimento das coisas.
.
Na sintonia das imagens
dissecavam-se as paisagens
sem mistificação:
.
Não obstante o colorido,
ficavam os homens repartidos
como se feitos de pão.
A uns: o ouro e a prata;
a outros: a fome e a crença;
a esses: a esperança;
para aqueles: quitutes em lata.
.
Tanto sol doía
nos ombros da nação
(talvez não houvesse justiça
em sua distribuição).
.
E talvez por ser evidente,
ficavam doídas e claras
as sombras dos coqueiros.
Ali, onde outrora era verde
espreitam crianças no desamparo.
.
Desamparadas, porém livres,
querem construir a nação
– mas faltam-lhe os instrumentos:
os braços, e as mãos...
.
.
Igualmente iluminados,
os andarilhos nas estradas:
pés descalços, chapéus de palha,
– ou capacetes e mãos de graxa –.
Todos, embora cansados,
querendo correr o chão.
.
Mas falta-lhes segmento:
as pernas da multidão.
.
Arre!
Tanto sol
arde como uma tarde
de Verão...
.
.
BARROS, José D'Assunção. Publicado na revista Insurgências, 2024]
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