Poemas para Amigos de Escola

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A escola não pode continuar a ser uma fábrica de adaptações curriculares; precisa de se tornar num laboratório de possibilidades,onde o erro é a ferramenta,o diálogo a ponte e o aluno o protagonista.



© 22 out.2025 | Luís Filipe Ribães Monteiro

A escola


Era uma escola tão bem fechada,
Porta e janela sempre trancada.
Ali se entra só com permissão,
De quem vigia o saber e a ação.
Não tinha espaço para escutar,
Quem era outro tinha que calar.
O saber preso na condição,
De diagnosticar, não dar a mão.
Mas foi erguida com muito esmero,
Pra ser espelho de um mundo severo.


Fonte: Arthur Ian Teodoro Barbosa


Adaptação da canção de Vinicius de Moraes “A casa”

Por que estar na escola?
Para acumular conhecimentos.
Pra que acumular conhecimentos?
Para ir aonde quiser!
Para exercer a função que desejar!
Para não ser refém de hipócritas nem de arrogantes!
Para ser livre!
...

Lembra da primeira vez?
A escola, o beijo, o amor, o salário...
Lembranças que chegam com lucidez,
Um processo de saudades involuntário...

Como fazer educação?


Como fazer educação se, na escola, não se tem educação?
Portas são fechadas com uma pedra.
Tomadas escassas, às vezes nem funcionam. Enquanto isso, os alunos se olham, esperando que algo aconteça. Alguém diz: “Professor, não se preocupe, vai dar certo.” O professor, já suando, responde: “Sim, vai dar certo.”
Mas a extensão é curta demais, o datashow não alcança. Logo, nada feito.


Como fazer educação em uma sala que comporta 40 alunos, mas tem somente um ar-condicionado? O calor é intenso. Os alunos se amontoam uns em cima dos outros, tentando alcançar aquela mísera porção de ar. Como dizia Foucault, a escola se assemelha a uma prisão. E olhando para esta sala, é impossível discordar.
Alunos não podem sair. Não podem usar celular. Têm que escrever sem parar e, diante das adversidades, como consequência ou não, agem com má educação.


Como fazer educação se não conseguimos nem mesmo terminar a chamada com a voz íntegra? Nem muito menos dar nossa aula.


Como fazer educação se, nas salas, não há internet? E, se quisermos fazer uma aula diferente, precisamos usar nossos próprios dados móveis, que, em quinze minutos de uso intenso, acabam antes de o vídeo da música do Michael Jackson terminar.


Como fazer educação se os superiores não têm empatia com os professores e muitas vezes agem de maneira insensível ou hostil? Professores com ansiedade, depressão, burn-out… ninguém nos vê.


Dados não definem como fazer educação.
A educação não está sendo feita.
O professor já não aguenta o pré, o durante e o pós-aula.
Não há como fazer educação assim.
A educação pede ajuda. A educação pede que alguém nos ensine a ensiná-la.

“A Escola é mais do que mero conteúdo.”

Embora não goste de Marxismo, é “História.”
Embora não concorde com o Socialismo,
é “Geografia.”
Mas falando em bom “Português “, cada um tem a sua “Ciência”, usam até a “Matemática “ para provarem o seu ideal, que diga-se de passagem, muitas vezes não rola a “Química “ né.
Esse ser humano é cheio de “Artes” e nem a “Física de Einstein explica tanta “Filosofia.” Utilizam muitas “Letras” pra dizer coisa alguma. Depois procuram a “Psicologia “ pra se livrarem da frustração.
Quem sabe agora, com um pouco de “Moral e Cívica “ aprendam também “OSPB”.
E pra findar essa “Redação”, esse ser humano devia se atentar que o que leva esse país ao Progresso é simplesmente a “Educação “.

“A arte de pensar se lapida na escola, com bons educadores.”
Tenho dito!

⚜️O Carpinteiro.

Não quero água, luz e gás de graça. Eu quero escola, capacitação, trabalho e bom salário.


Benê Morais

Na escola da vida, o inteligente busca sempre o melhor caminho. Ele calcula, planeja, evita erros e se orgulha de sua capacidade de compreender o mundo. A inteligência é uma ferramenta poderosa, capaz de abrir portas e construir pontes.
Mas há um paradoxo cruel: a burrice.
Enquanto a inteligência tem limites — porque se prende à lógica, à razão e ao discernimento — a burrice não conhece fronteiras. Ela avança sem freios, sem consciência, sem medo do ridículo. É por isso que tantas vezes vemos a burrice superar a inteligência: não porque seja melhor, mas porque é ilimitada.
A burrice não se cansa, não se questiona, não se corrige. Ela insiste, repete, invade espaços e, muitas vezes, arrasta multidões. O inteligente pode hesitar, refletir, se conter. O burro, não. Ele segue, e justamente por isso, sua força é devastadora.
O aprendizado da vida nos mostra que não basta ser inteligente. É preciso estar atento, porque a burrice, com sua ousadia sem limites, pode engolir até a mais brilhante das inteligências.

Hoje a escola fala em forma de gratidão.


Danielle,
doçura firme,
sabedoria que guia,
exemplo vivo de quem ensina
até quando silencia.


Ana Clara,
movimento que não para,
coração inquieto,
corre porque se importa,
acerta porque é correta.


Susi,
passo forte,
decisão sem medo,
postura arrojada,
ética que nunca se dobra.


Gabi,
menina no sorriso,
mulher no compromisso,
doce no trato,
séria no propósito.


Quatro nomes,
quatro forças,
um só legado:
uma escola melhor
porque vocês passaram por ela.
Nossa homenagem.


Nosso respeito.
Nossa gratidão.


By. Prof. Cranon

⁠MINHA ÓTICA


No lixão ainda vejo flor.
Na favela ainda vejo ator.
Na escola pública ainda vejo escritor.
Na roça ainda vejo professor.
Na rua ainda vejo doutor.

Compromisso pela leitura


Na escola a missão é clara
Formar leitores de verdade
Não é tarefa isolada
Precisa de coletividade
Não se pode ser omisso
Cada um tem compromisso
Pra semear felicidade.


Docente lança a semente
Família ajuda a regar
A gestão cuida do solo
O leitor pode brotar
A verdadeira união
Que faz fértil todo chão
Para a vida transformar.


Ler é direito sagrado
Ponte pra transformação
Dar voz a quem se cala
É luz contra a opressão
Livro aberto é liberdade
Faz florir a equidade
E dá força à educação.


Corresponsável se entende
Que andar só não há futuro
E que formar bons leitores
Exige um pacto seguro
Fazendo a vida renascer
Com cidadão sabendo
Derrubamos qualquer muro.

Viva à Escola Fenelon
(Hino da EEMTI Fenelon Rodrigues Pinheiro - Solonópole / CE)


Estudar nessa escola é um prazer
Privilégio e tamanha emoção
Fenelon é grande templo do saber
E orgulho da população
Solonópole é seu lugar
É central e também inclusiva
Nossa gente está sempre a zelar
Pra manter a educação viva.


Escola que fazuma forte história
Educando melhor,sua maior glória
Vamos cantarsempre em melhor tom
Bradando bem altoviva à escola Fenelon!


Tem o objetivo maior
De formar cidadão consciente
Batalhando um futuro melhor
Sem jamais descuidar do presente.
Compromisso é sua bandeira
Que se leva pra vida a lição
Com a força leal e verdadeira
Faz melhor cumprir sua missão.


É um exemplo de amor e grandeza
Mostrando o caminho direto
Ensinando o melhor jeito de vencer
Com o estudo que é mais correto
Transformando os seus estudantes
Do Ceará, no central do sertão
Melhorando o mundo ao redor
Servindo à população.

Educar não tem prazo de validade.
Experiência não envelhece — amadurece.
Uma escola inclusiva também inclui quem educa.


Gotinhas de Amor

Na ciranda da Educação


Educação, que se manifesta desde a família, a escola e na sociedade;
Que motiva e desperta sonhos;
Que norteia tantos planos até a concretização;
Que instrui o cidadão para o mundo.
Educação, força que move uma nação!
Que dignifica a vida de cada um;
Que ampara e fortalece crianças, jovens...
Que prioriza adultos e até idosos;
Que os encaminha para emancipação.
Educação, que tanto ama a democracia;
Que valoriza as letras, as ciências e as artes;
Que preza pela política justa;
Que valoriza a inclusão social;
Que ilumina a vida de cada jovem, de cada estudante...
Educação, que instiga o diálogo e propõe o debate...
Que com mestres: professores e professoras realizam grande missão;
Que interpela as falsas ideias e promove a conscientização;
Que nos encaminha para as diversas áreas do conhecimento e das profissões;
Que nos faz acreditar num mundo melhor nos trazendo esperança.
Educação, força motriz que nos faz cirandar neste mundo em constante evolução.

⁠A vida é uma verdadeira escola, onde somos constantemente testados. É como se estivéssemos matriculados em um curso de evolução pessoal, no qual as provas não são opcionais. Temos que enfrentá-las para avançar para o próximo nível.

Por esse motivo, ao invés de lamentar o que poderia ter sido diferente, prefiro olhar para frente e continuar buscando o meu crescimento. Afinal, a vida é isso: uma imensidão de possibilidades, de tropeços e de superações. É vivendo e aprendendo que nos tornamos os protagonistas da nossa própria história...

- Edna Andrade

O cheiro da chuva me lembra você. Lembra aquela noite chuvosa de outono, na volta da escola. E a chuva? Ah, a chuva; outra vez dando uma de cúpido!
E, enquanto os pingos molhavam nossas faces, os nossos lábios se tocavam numa suavidade esplêndida.
- uma jovem poeta

O começo...




É tempo de escola, quinta série, um novo começo, turma recheada de alunos desconhecidos,


o quadro negro está cantando a todo vapor, a molecada faz barulho, papéis são jogados uns nos outros, balas e cocadas são entregues as escondidas,


na primeira fileira duas cadeiras a minha frente e mais a direita um rosto perfeito com cabelos longos e olhar penetrante paralisou a minha atenção totalmente,


com um poder dominador ela si virou para trás e me viu, profundo foi saber sem entender como e o porque o futuro de uma história começaria ali,


Então:



No primeiro olhar, asas da imaginação,


no primeiro olhar, mudança de cor, mudança no fôlego e na transpiração,


sensação de estar dentro de um sonho, talvez seja um anjo escondendo suas asas, ou quem sabe uma deusa pronta para levar o meu coração em festa sem piedade,


bastou um toque nas mãos, uma frase dita em voz alta e um pouco daquele perfume adentrando nas minhas narinas para os meus sentidos e sentimentos ficarem completamente apaixonados e corajosos o bastante para eu arriscar um pedido inusitado,


Oi Rafaela?
Você quer namorar comigo?
_ Sim, eu aceito.

Na época de escola
Eu gostava de uma menina
Hoje ela tem 56
E eu continuo gostando dela

Gabiróba, que era um sapinho muito alegre, estava passando em frente a uma escola quando encontrou com seu amigo gambá que o pegou pela mão e entrou correndo naquela escola escola dizendo: "venha vou te apresentar um amigo, ele é poéta". Venha logo vou te apresentar. Oi, oi, esse e meu amigo. O sapo ficou com medo de ser pisoteado quando aquele monte de pés correndo pra lá e pra, mas para não contrariar seu gambá ele se artiscou passar pelos alunos. Lá perto da quadra encontraram o menino poeta e gambá apresentou seu amigo sapo, veja poeta, esse é Gabiróba, meu amigo sapo e ele veio aqui só pra ouvir um poesia.
- Ola muito prazer seu sapo, eu sou Lagosta, estou na oitava série e não gosto muito de jogar futebol, gosto mesmo é de queimada, então fico aqui escrevendo no celular e de vez em quando dou um grito, vibro, só pra fazer de conta que estou participando da aula.
- Que legalPoeta Lagosta, mas o que você escreveu no celular? Pode nos falar?
- Ah! Não é nada de mais, são só uns versos que escrevi para o meu pai.
- Nossa que legal! Saiu tudo da sua imaginação?
- Claro que não! Pois, não tem dono a imaginação. Ela está aqui, ali, em todo lugar, viaja de rosto em rosto fazendo-os sorrir e chorar, mas está sempre disposta a servir a qualquer um que no silêncio ela encontrar.
Gabiroba, procurou pelo gambá e viu que ele não estava mais lá. Pensou que talvez a aula tivesse para acabar e que ele teria ido lá para o portão da saída só para entrar de novo em sentido contrário, parece que ele gostava desse desafio de ver a vida passando por fio.
- “Ex Governanta”...começou subitamente Lagosta.
Eu te amo tanto ....

Nasci em janeiro e passei a infância em fevereiro. Fui para a escola em março e terminei o ensino primário em abril. Comecei o ginásio em maio, depois o colegial em junho, e me formei no curso técnico.

Trabalhei de sol a sol em julho. Em agosto, recebi meu salário, paguei um cursinho pré-vestibular e fui para a faculdade. Em outubro, reprovei, mas em novembro continuei os estudos e, em dezembro, me formei.

O que aconteceu depois disso, eu não sei.