Poemas Nao quero dizer Adeus
Não se pode imaginar uma cor, fora das cores do espectro solar. Não se pode ouvir um som, fora da nossa escala auditiva. Não se pode pensar, fora das possibilidades da língua em que se pensa.
Dor
Passa-se um dia e outro dia
À espera que passe a Dor,
E a Dor não passa, e porfia,
Porque trás dia, outro dia
Que traz Dor inda maior;
Porque embora a Dor aflita
Calasse há muito seus ais,
Ainda, fundo, palpita
Uma outra Dor que não grita:
A Dor do que não dói mais.
(in "Dispersos e Inéditos")
Não adoro o passado
não sou três vezes mestre
não combinei nada com as furnas
não é para isso que eu cá ando
decerto vi Osíris porém chamava-se ele nessa altura Luiz
decerto fui com Isis mas disse-lhe eu que me chamava João
nenhuma nenhuma palavra está completa
nem mesmo em alemão que as tem tão grandes
assim também eu nunca te direi o que sei
a não ser pelo arco em flecha negro e azul do vento
Não digo como o outro: sei que não sei nada
sei muito bem que soube sempre umas coisas
que isso pesa
que lanço os turbilhões e vejo o arco íris
acreditando ser ele o agente supremo
do coração do mundo
vaso de liberdade expurgada do menstruo
rosa viva diante dos nossos olhos
Ainda longe longe essa cidade futura
onde «a poesia não mais ritmará a acção
porque caminhará adiante dela»
Os pregadores de morte vão acabar?
Os segadores do amor vão acabar?
A tortura dos olhos vai acabar?
Passa-me então aquele canivete
porque há imenso que começar a podar
passa não me olhas como se olha um bruxo
detentor do milagre da verdade
a machadada e o propósito de não sacrificar-se não construirão ao sol coisa nenhuma
nada está escrito afinal
LUMIAR
Dou-me conta do nome a que reduza
sua história este lugar e entendo
como um nome não é somente o som
arbitrário que a minha mão regista
prendendo o designado: um mar
sob a luz fina; tanto tempo fixa
um lugar no seu corpo, que se torna,
tal como o tempo que contém, flexível
O nome do lugar sempre designa
a fluidez da vida retida
(A moeda do Tempo, Assírio & Alvim, 2006)
O TEMPO A VIDA
Não coincide o tempo com a vida
tão tarde o aprendemos
Fora dele vivida conhecemos
antes de nela entrarmos a saída
Num retrocesso intemporal vivemos
intemporal decerto é a nossa vida
(O vocábulo tempo, Rua de Portugal, Assírio & Alvim, 2002)
Existem poemas que podem até despertar um tsunami!
Mas eu só quero um, para fazer com que você me ame!
Quero que saibam que estes poemas são o fruto escrito do meu sofrimento!
E que se porventura estiverem iguais a outros já existentes é porque foi coincidência de pensamento!
Quero uma coberta feita todinha de poemas para me aquecer do frio que faz quando você se ausenta por tanto tempo.
Estou cansada das mesmas canções e dos poemas incompletos. Eu quero uma dose do romantismo antigo, eu quero alguém pra poder transmitir todo o sentimento que há em mim. Eu quero a sintonia perfeita, os pensamentos incessantes, a loucura chamada amar.
Quando o amanhã chegar! quero apenas um sorriso seu ganhar. E com palavras,versos,e poemas,ei de recitar. na certeza que o seu coração o amor estas há encontrar. No saber, que nem todo jardim flores irão desabrochar! Busquei dentro de mim a coragem para seu coração conquistar? e o amor talvez não se faça entre nós,apenas a paixão de um momento único ficou,e talvez para nós o amanhã não nascerá, e esperarei a chuva,o sol, nas manhãs de primavera, para te fazer, não só em pensamentos e versos. Mas saberás que uma estrela que brilhará toda noite no meu céu, és você; e então mesmo que o amor para nós seja impossível eu levantarei meus olhos aos céus e fazendo em poesias,e te recitando para que. compreedam que o amor ultrapassou o tempo e o universo. Serei nessa vida seu escritor.
Quantos adeus forçados eu precisarei dizer para dar ponto final em partidas daqueles mais especiais dentre os especiais.
as lagrimas que rolaram em meus olhos..ao ouvir você dizer adeus...
são as mesmas que permanecem hoje, ao perceber que realmente te perdi!
