Poemas Melancólicos
O que te impulsiona a querer ser bem mais do que você é hoje? Ir bem mais além? O que anda sendo seu combustível? O motivo de você tentar? Será então, firme, essa sua base? Talvez seja grosseiro da minha parte impor a dúvida do que você julga ser a sua felicidade, quando ela não partir de você mesmo. O mal de quem ama é confiar demais, se dedicar demais. Ser 8 ou 80 não cheira a um bom final. E final pra que? Existe algo mais manjado do que o final feliz que todos almejam? Eu nunca fui boa com finais, com despedidas. O fim, seja do seu livro favorito, da série que você acompanhou durante anos, do seu namoro, ou até mesmo do seu café, não são tão aceitáveis para mim como para a maioria. Finais, simples ou catastróficos tem a mesma intensidade em alguém que acredita no 'Para sempre'. Eis então, o erro. E se o que te faz enxergar além do que se vê, se for? E se o final para sentimentos tão bons chegar? Quem será você, perdido na imensidão negra e vazia de sentimentos irreversíveis? De memórias naufragadas em solidão. Nostalgia. Dor. Saudades. Quem será você sem ter aquilo que julgava essencial? Sem ter quem te fazia sorrir desnecessariamente em público? Ou te transformava em um detetive particular 24 horas do seu dia? Como seria, então, perder o que você depositava toda a sua confiança de um 'Para sempre'? Eu gostaria de saber finalizar meus textos, da mesma forma que sei mesclar assuntos diferentes em algumas linhas avulsas, mas como eu disse, eu não aceito finais.
´´Deus é especialista em recolher muitas lágrimas e num processo celestial transformar todas em muita alegria e riso.´´
Por mais que eu esteja vivo, eu estou morto, por mais que eu sorria, eu estou chorando, por mais que eu esteja bem estou mal, por mais que eu respira estou sufocado.
Se estás triste ou alegre, não importa. O que importa são suas atitudes, em cada uma dessa situação.
Tem dias que não tem sorriso que alegre, brisa que suavize, amor que conquiste e palavra que adoce. Tem dias que a gente só quer esquecer tudo, se isolar no nosso mundo, não falar e nem ver ninguém. Tem dias que a dor aqui dentro dilacera e escorre pelo olhos [...]
Não estou preparada para o futuro, não estou pronta para escolhas, ainda sou uma frágil criança que chora a noite, e implora por colo! Ainda sou pequena demais, para tomar decisões!
A morte é uma música de fundo, lenta, tocada no piano e com notas minuciosamente escolhidas. Ninguém quer saber tocar. Ninguém está preparado para ouvir. Mas todo o mundo sabe, que em algum lugar, esse piano está parado, esperando um descuido, um momento inoportuno, ou alguém com perpétua coragem para dedilhar-lhe, deixando fluir sua música calma, e em câmera lenta, o momento se concretiza.
A insegurança é amiga da análise e conhecida da paranoia. Juntas, mas sempre solitárias, encontram na tristeza a alegria de chorar.
Algo que me entristece muito é que nunca fui amado por ser eu mesmo. Amei tanto um delírio encarnado que me tornei insano por culpa dele mesmo.
Você é o motivo do meu amanhecer é a minha angustia ao anoitecer, você é o brinquedo caro e eu a criança pobre, o menino solitário que quer ter o que não pode, dono de um amor sublime, mas culpado por querê-la como quem a olha na vitrine, mas jamais poderá te-la, eu sei de todas as suas tristezas e alegrias.
Então a pessoa te fala: - Pode confiar eu não sou igual os outros ... Depois de algumas horas ou alguns dias faz a mesma coisa que os outros.
Parei de me preocupar com o futuro e decidi manter meu coração somente no que me faz feliz. As tristezas e decepções ficaram no passado, o que importa é o presente. E vamos continuar caminhando que é pra frente que se anda
A única coisa que pode homem levar o homem ao sofrimento são seus proprios desejos.
Se você por nada espera, por nada se aborrece.
De costas pra saudade com a arma na mão. E ela também. Primeiro passo à frente, segundo passo… Eu sei que eu tenho que apertar o gatilho primeiro, mas ela parece tão mais forte e ágil. Ela vem tentando me aniquilar faz tempo, mesmo quando se faz de boa moça e se intitula “saudade reciproca”. E eu vou me esquivando, o máximo que posso. Tentando destruir um pouco do seu corpo, mas o que eu posso fazer? Ela se regenera. E, de novo, me espia com seus olhos amedrontadores por cima do ombro. Eu fico procurando meios de ser mais forte que ela, arrisco um riso atemorizador, mas no fundo sei o quanto estou abatida e frágil e acho que ela também sabe. Terceiro passo e atirar. Ferida outra vez. Vendo a carência, o vazio, a tristeza se aprontar do lado da saudade. Todos com olhar de quem venceu. E eu sozinha. Quando isso vai acabar? Agora é tudo escuridão. Depois eu acordo.
Eu gosto de fazer as pessoas rirem... Mas, ultimamente, o palhaço virou platéia, e o picadeiro está vazio.
