Poemas Góticos de Amor
Dei-me a liberdade
de agarrar
Nas asas da borboleta,
e ir voar.
Eu mereço ser
feliz contigo,
E um novo caminho
trilhar...
Não vejo o dia
De voltar a sentir
a alegria,
Não vejo a hora
De cheirar a rosa,
Não vejo os segundos,
De aproximar hemisférios
e mundos,
Não vejo os minutos
De nos reaproximar
resolutos,
De que seremos
felizes juntos.
Dei-me a suavidade
de pairar
Nas sombras das tuas noites,
e brilhar
Repleta e incrivelmente
estelar;
Arrisquei-me no abismo
do sacrifício
Do teu amor desperdiçar.
Eu tenho que insistir
e acreditar,
Que o amor é grande,
e que não vai terminar.
Mesmo que adversamente
estamos distantes,
Crer que o pesadelo
um dia irá acabar...
Refinado espetáculo
policromático,
No meu céu
de Balneário,
Chegada é a hora
de amar,
Rama perfumada
no bico da pomba,
Alfazema angelical
cultivada,
Pelas mãos das falanges
celestes,
Destino escrito
pela Literatura,
Um mistério ocultado
pela Ditadura,
Carregado no seu
olhar cor de ônix,
E por estas mãos
que salvaram vidas,
Um poema misterioso
nos passos,
De um homem tão
fino e tão delicado,
Que de mim arrancou
os ais semitonados,
Conheci por tuas mãos
a dimensão do [amor,
Tive de fazer-nos
distanciados e escrever,
Um poemário intimista,
um rosário devocional
Que fez muitos apaixonados
de forma sobrenatural,
Mas na verdade este era o
meu poemário de [dor,
A dor de não tê-lo ao meu lado,
a dor de ter me distanciado.
Não pude agir diferente,
foi melhor para nós dois.
A vida está se abrindo
para nós, acredito
O tempo passou,
e desfez o algoz, confio.
Trouxe o milagre, semeou
a bondade e o infinito,
Agora só falta a primavera
do amor mais bonito
Se abrir, se expandir, iluminar
a foz e renovar o sentido;
E colocar a gente de volta
no mesmo passo e caminho
Para que se cumpra com gala
e esplendor o nosso destino.
Intensa renovação sideral e
m breve há de [chegar,
Porque em nossas intimidades
somos astros a girar,
Poetas intimistas do nosso
espaço particular,
Nas asas do nosso jeito
de amar entre os [lençóis,
Varrendo a influência do mundo,
sendo apenas dois.
A vida está novamente
se abrindo floral:
Ao som da mais carinhosa ária,
sofisticada e especial.
Os meus dias nunca deixaram
De serem todos para ti devotados,
E só para ti preparados
De forma espetacular,
Eu tenho uma esperança
Para muitos sublime,
Eu hei de fazê-lo voltar
No tempo e para mim,
Não houve o fim, nasci para ti,
E tu nasceste para mim.
Os meus dias não foram fáceis,
De segundo em segundo,
Morri a cada fração um pouco,
De ciúmes e de desgosto,
Quero que tudo isso fique para trás.
Os meus versos repletos de romance,
De alguém que lhe pede uma chance,
Para a gente reviver o nosso amor
Afastado. aprisionado e segredado,
Por esta vida teve de se fazer calado.
Tilintando estão as estrelas,
Desenrolando o pergaminho,
Trinando estão os canários,
Festejando o cumprimento,
Da liberdade tão esperada,
Tudo é questão de tempo.
Nunca deixei de lhe pertencer,
Repletei-me só da nossa história,
Porque sei que vale a pena esperar,
Vale a pena a vida viver para nos ter.
Haverá tempo para rir o riso,
Gozar o gozo um do outro,
Contemplar as juras horas a fio,
Rever juntos as inúmeras juras,
Repletarnos de todas as ternuras.
Nunca lhe deixei, eu vivo só de espera,
Nutrindo-me deste amor triste,
Infelizmente (distante),
Escrevendo versos como uma amante.
Como dizia a minha Avó:
'- O coração é terra de ninguém...'.
Por isso, nunca lhe recriminei;
E sempre dei força para os outros
Amarem intensamente o seu bem.
Então, tive que optar por ciúmes,
E por inúmeros motivos houve o afastamento,
Para lhe dar a oportunidade e liberdade,
Para seres livre e te libertares para escrever
A nossa história: só eu e você.
Como prometi: serei mansa e obediente,
Deixarei que se faça a sua vontade.
Assim na Terra como no Céu,
Para que sejas o meu pão de mel.
O destino se cumprirá, eu acredito,
O amor se tornará a lei, e assim infinito
Se fará além do infinito, será arbítrio
Do nosso amor uno, santo e muito bonito.
Riscando o Universo,
Revelando o infinito,
Dançando e seguindo,
Soletrando o soneto
Ao pé do teu ouvido.
Escutando o coração
Batendo de excitação,
Escrevendo sou emoção
Nascida de um segredo,
Desobediente e sem medo,
Assumi: o teu amor cigano.
Afinando o teu arbítrio ao meu,
Divinamente se cumpre a profecia,
Feliz e ardente alegria (de ser tua),
Vestida de estrelas ou (de Lua),
Todinha em sentimento,
... Letra de revolução e ventania!
Sim, eu te tento - e te atento,
Doce é o meu exibir
Como a Lua dança para o Sol;
O teu silêncio me brinda,
Conheço o teu olhar de contentamento.
Sou convencida, e muito atrevida,
Abusada ao extremo...,
- curvilínea
Assim te experimento:
Noite e dia reverencio essa delícia
De ser tua sempre e aos poucos;
Ao sabor do destino e da vida.
Não vejo motivos para correr,
Não vejo motivos para não tentar,
Não vejo motivos para não te amar,
Não vejo motivos para não ceder.
Eia, pois, vencendo os limites
De provas em provas,
A gente se completa e se acorda
Na plenitude de amar,
O amor do jeitinho que nasceu,
Não há ambição, e sim secura
De matar a fome e a sede de ser meu
Do jeito que veio a Terra e Ele te fez:
Não temo a boa desfaçatez.
Tenho cara de sonsa e também de santa,
Sou uma verdadeira sem vergonha...
Ninguém me avisou
Eu mesma escutei
A onda quebrando
No meio da noite
Era você chegando
Na beira da praia
O mar cantando
Em tom de felicidade
O teu barco atracando
Em terra bem firme
De amor sem limite.
O vento cantante
Em volta de nós
A Lua brilhava
Passou um cometa
Em toccata e fuga
O amor é maior
Que ele nos contagie
Nos proteja do Mal
Trazendo mais amor
E nos aqueça com o Bem
Invada o planeta, e ensine:
Que fazer amor só faz bem.
Eu te escrevo
como quem beija,
Só para ver se
você me (nota).
Eu vi o Sol desmaiar
de êxtase,
Para acordar nos
braços da aurora.
Nada me saciará mais
Do que você
como alimento,
Dono de um corpo
que me tira a paz;
E de uma fragância
cheia de sentimento.
Eu vi você amanhecendo
no meu peito
Como um lindo Sol
cor-de-coral,
Eu vi você
me levando...,
Para o teu abrigo
(espiritual).
Nada me aquietará
mais,
Do que ser calada
com o seu (beijo)
Pedindo de mim o segredo
que te satisfaz;
Sabemos quando
e como fazer do nosso jeito.
Tudo acontece
quando te vejo,
E até quando te ouço,
Talvez eu nunca te fale,
Embora, sei que
você percebe,
Que o meu corpo
pelo teu sempre ferve.
Neste círculo de condenação,
(íntima)
Cada momento seu sempre vira poesia,
(feminina)
Certamente encantada de vivê-la
Ao menos na (escrita).
Entrando na tua vida
- bem devagar
Eu sou a primavera,
A alma que te espera,
O Farol que beija o mar.
Um farol perdidamente
No estreito e a frente,
Quanta loucura para contar...
Iluminando o teu barco,
Primavera potente,
Farol perdido, não ilhado,
Com muita história a te contar
E um amor profundo para te dar.
Nas entrelinhas leio o mundo
Nelas resolvi te namorar,
E dessa forma (estrelar).
Nas entrelinhas leio o rumo
Nelas virei o teu porto seguro,
E dos melhores para se (atracar).
Nas entrelinhas, tenho asas,
Tenho tudo para ser...,
Trigo posto à mesa a te endoidecer.
Talvez seja a navegação,
Ou apenas solidão,
Talvez sim, talvez não.
Coisa de quem sente, vibra e se entrega
Ao amor embarcação, tão doce tentação.
A partida nunca existiu,
Em nós sempre um elo há,
Nunca houve despedida,
Comigo para sempre ficará
O teu riso igual o [meu,
- Verdadeiro
Você não me esqueceu,
E nem muito menos [eu.
Te espero inteiro,
No encaixe do nosso beijo,
No laço dos nossos corpos
Realizar todos os sonhos:
- Santos e profanos
Amar você está nos meus planos.
Alcançada por ti
Iluminada fiquei
Só de me leres
Com os teus raios
Dóceis e solares:
Sim, eu te beijei!
Apaixonada por ti
Enfeitiçada fiquei
Só de me segurares
No fundo do teu olhar
Mergulhei no oceano
Do teu jeito de me amar.
Iluminada por ti
Não há como se deslumbrar
Escrevo o meu poema
Já que não há como conversar.
Falamos a mesma língua
A atração é sobrenatural
Sabemos o que queremos
É além do intelectual
Rejeitamos o banal
Do nosso cardápio particular
Colhemos no jardim dos beijos
Guardamos os nossos desejos
A hora certa acontecerá sensual.
Tomada por ti
Seduzida fiquei
Com os ouvidos
Só nos teus tons
- brotaram os meus
Semitonados, expressei.
Gotejam licores de Musa
Extasiada por nós
Sussurro devagar
Um versinho de Neruda
Para você se aproximar...
A tua experiência vibrante,
Como um beijo [ardente
A tua personalidade excitante,
Como um deserto [quente
Fez de mim odalisca saliente...
A tua poesia infindável
[Fascinante,
Oh, meu astro irretocável!
[Exuberante,
Fez o meu corpo inflamável!
A tua audácia indecente,
Fascina-me perdidamente,
Ao sabor do desacato,
Tenho por meu doce pedaço,
Quero perder-me infinitamente,
E tão intimamente entregar-me...
Sou a tua paz imperturbável,
A tua fonte amável,
Sou a menina dos teus olhos,
Escrita no profundo dos sonhos
Indelevelmente inconfessáveis
... impenetráveis!
Os teus olhos decifram
[Intimamente,
As aldeias que habitam
[Simplesmente,
Nas letras dos poemas
[Essencialmente,
E pertencentes a nós
[Seguramente,
Os teus olhos leem
[Secretamente,
Os versos do meu corpo
Rimando [discretamente.
Tão terna e discreta canção
Deste-me uma infinita [emoção],
De saber que moro no teu coração.
Não será difícil a gente se rever,
[Certamente,
Não será difícil a gente se tocar,
[Sensualmente,
Não será difícil porque o desejo age
Em nós [consensualmente].
Não precisamos sequer falar,
O teu desejo é o [meu,
Os nossos olhos sabem decifrar,
Tudo o quê o amor já [leu,
No beijo que sabe libertar-se, enfim.
Não há nada impossível para [nós,
O tempo um dia há de ser albatroz,
Que pousará num distante [cais,
E juntos deixaremos tudo para trás...
Navegando nas tuas águas
(ilimitadas)
Escrevendo o meu destino
(infinito)
Circundando a tua ilha
(exuberante)
Rodeando as 158 estrofes
(gloriosas)
Escutando o teu Hino...
Ramo de oliveira
No bico da pomba
Também é poesia
Sem se dar conta.
Encontrando nas areias
(paradisíacas)
Os beijos das sereias
- encantadoras -
Escutando as tuas lendas
(gregas)
Nas tuas vozes
(cipriotas)
Eu acredito, e confio
No desejo de paz duradoura.
Asa de poeta
No bico do verso
Rama poética
Você é parte do Universo.
Na tua gente escrita está
A poesia e o (mistério)
De cada Deus e sua musa
O cordão (etéreo)
Que faz o encanto cipriota
Viver para ser eterno.
Nas tuas ondas bravias
Nas espumas brancas
Desfeitas no (azul)
Recebam as linhas
Tecidas dos meus ventos
Vindos do meu (Sul).
Lembre-se de mim, assim:
como margarida vestida de sol.
Lembre-se de mim, assim:
como um sorriso sem fim.
Recorda-te que passei,
e que o amor um dia foi lei.
Agora, tudo mudou:
o tempo - implacável - passou.
Contente-se com a lembrança
Que não dissipou, e não passou,
Recorda-te da borboleta mansa,
- repousada na tua mão
Eu que fui verso e virei canção
Para sempre no país do teu coração;
Serei a tua razão,
- inesquecível -
Lembre-se de mim assim:
como o teu amor celestial
E de todos o mais incrível.
Libertei-me do ninho,
Sou o amor que voa sozinho,
Libertei-te para não voltar,
Viver para me amar
É tua responsabilidade;
Deixe-me no meu destino,
Sou o curso do rio de volta
Para a vida e para o mar,
Assim na poesia estrelar...
Nunca vi flores tão bonitas,
- todas bem perfeitas
Lindas flores infinitas,
- super perfumadas
Pareciam até pintadas!
Todas muito bem nascidas
Na cidade de Colinas;
Rodeada por cursos d'água,
Coroadas por cascatas,
Todas bem regadas!
Sim, nestes versos inventados,
Bem intencionados,
Para arrancar das colinas,
Mil sorrisos,
Para semear felicidade
No meu canteiro.
Se um dia eu vier ao encontro
Do teu povo,
Da tua cidade que é um jardim,
Eu seja reconhecida
Não como uma simples turista;
Mas como alguém que ama,
A sua gente e a sua cidade
Ainda quando os conhecia
Nos campos de flores e da poesia.
Um peixinho colorido
em cima das conchas
brincando de faz-de-conta.
....
O pequeno bagre
bem parado
é feito de biscuit.
As flores sobre o asfalto,
- suspiram
As emoções ao alto,
- inspiram
Multicores descrevem:
os amores secretos,
e os desejos indiscretos.
Em versos sinceros,
- imensuráveis
Não menos belos,
Censuráveis por uns,
- admiráveis
Por alguns...,
Curvados as boas letras
Para que não te esqueças.
Porque me descortinas,
Danço no meio da neblina,
Faço propositalmente rimas,
Canto de menina,
Bordado de senhora,
Cuidado de poetisa,
Passo de dançarina,
Sono de musa repousado
Desdobrado sobre as colinas.
Pela minha letra fatal
Desabrocha mansamente,
Pelo meu verso imortal
Carinhoso simplesmente,
Realiza no meu corpo
O segredo dos teus lábios,
Abrigado na tua mente.
Pelo soneto perfeito
Escreva o teu destino,
Pela harmonia corpórea
Revelada secretamente,
Fruto particular da história
Silenciada pelo nosso beijo,
Inviolável ninho de carinho.
Pela minha poesia inesgotável,
Ora tecida em versos ricos,
Ora bordada em versos pobres,
Poesia santa, profana e condenável.
Pelo sonetista que nos vê - e crê,
Pela fé no amor inabalável,
Ora e desabrocha;
Vê e se enamora daquilo que é,
E o coloca para sempre como intocável.
A noite caiu desapercebida
De um jeito jamais visto
O luzeiro foi descansar
A Lua como a lamparina
Ilumina o altar da noite
De forma a fazer o céu gingar
Em companhia das estrelas.
A manhã surgiu desapercebida
De um jeito surpreendente
O luzeiro pôs-se a levantar
A Lua foi descansar
O luzeiro bem acordado
Surpreende o céu da noite
De forma a fazê-lo a se dissipar
E levar com ele todas as estrelas.
As moças sempre se encontram
Manhã, tarde e noite de mão dadas
Nestes versos mal escritos
As moças que mais parecem fadas
Estações da vida e dos tempos
Emoções que caem como chuva
Entre o céu e a terra - se apaixonam
Como certas brisas que se encontram
À beira do abismo bem em frente ao mar...
