Poemas Góticos de Amor
As minhas tardes.
Clayton dos Santos
Um incansável silêncio insiste em bater à minha porta
onde já mora uma insuportável ausência que não me paga o aluguel.
Chatice de pesadelo diurno que acompanha essa velhice que nada faz
senão aborrecer minhas tardes. Tediosas tardes!
Quando o Nunca vem me visitar
ainda leva embora um pouco do Sempre que me restou.
Para não dizer que nada faço,
estou fabricando tristezas para enfeitar o jardim
do abandono e do esquecimento...
O amargo doce que a brisa vespertina vem buscar
leva para longe a luz que havia no horizonte
dessa tarde que findou.
junho de 2013
Toda civilização que esquece os seus mortos cava, com
silêncio e festa, a própria sepultura.
Não é o estrangeiro que a dissolve — é o vazio de
sentido que a torna permeável ao abismo.
O JARDINEIRO DO INVISÍVEL
Ninguém se torna poeta — o poeta é aquele a quem o silêncio escolheu como altar.
Não foi chamado por glória, mas ferido pelo mistério. Carrega no peito uma fenda invisível,
onde o mundo sussurra com voz de vento e de ausência.
Dentro dele dorme um vulcão que não ruge, mas ora — e cada brasa calada acende sentidos nas margens do indizível.
Não traz o fogo para incendiar — traz uma bússola trêmula, feita de dor decantada, contemplação e entrega.
Ser poeta não é declarar-se ao mundo — é desaparecer aos poucos em palavras que brotaram do exílio da alma,
como se cada verso fosse uma oração plantada no deserto.
Ao fim, o poeta é o jardineiro do invisível — aquele que sangra em silêncio, todos os dias,
para que outros vislumbrem, mesmo que por um instante, o caminho no turbulento escuro.
"silêncio que sustenta Galáxias"
"Mesmo quando tudo dói, teu silêncio é sagrado.
Mesmo quando ninguém vê, tua dor é um universo inteiro sendo sustentado."
🌒 "Te penso, te espero"
Eu era vento livre, riso sem medida,
hoje sou silêncio preso, alma consumida.
Te penso no escuro, te espero no dia,
e mesmo sem toque, tu és minha guia.
Não fui feita de espera, mas aqui estou,
a cada mensagem que não vem, me refaço e vou.
Teu nome ecoa onde o mundo cala,
e a falta que tu faz... meu peito embala.
Tua ausência dança no meu travesseiro,
e eu me perco em sonhos, de janeiro a janeiro.
Se a dor é poesia, eu rimo o que sangra,
e com cada palavra, meu coração desanda.
E a noite que chegou em silêncio.
Com gestos delicados, flertando com a lua.
Para encantar os seus sonhos.
Xiuuuu fica em silêncio ... Tem coisas que não são gostosas, não são fáceis de ver ou ouvir, mas você tem que engolir!
Deus vai honrar o seu silêncio! Fica de boa!
O inimigo quer o seu escândalo, o confronto, a contenta, a raiva, e o barulho da confusão, mas Deus quer seu silêncio, pois é ele que a partir de agora vai falar por você!
Renuncie a sua reação!
Controle seu temperamento!
E aguarde o que Deus fará! Ah, e depois me conta.
Teu silêncio estranho e recluso
retrata a verdade de um ser confuso
perdido no tempo e pesadelo constante...
Tua ausência encobre a verdade,
o medo da triste realidade
que tua alma solitária acorrenta...
És o tempo fugaz e inconstante
bi-polar que muda a todo instante
como o mar que não avisa a tormenta...
Teu sorriso é cena ensaiada
uma peça teatral decorada
joia falsa de brilho e cor...
És lobo com pele de ovelha
calor que a floresta incendeia
e sem piedade destrói o que restou...
Tua retórica é pura covardia
o anverso da verdade e alegria
promessas do egoísta enganador...
Teus versos são canto de sereia
aranha que destrói em sua teia
a presa frágil e descuidada...
És o abrigo do ressentimento
tens no rancor o alimento
em que revidas tuas frustrações...
És a serpente do jardim santificado
pioneira da traição e do pecado
fruto proibido que a humanidade condenou...
Tua arrogância humilha e apavora
aqueles que conhecem tua história
e hoje lamentam ter te conhecido...
Assumes com orgulho e destemor
tua descrença no divino Criador
porque nem sabes o que é amor.
~~ANJO ARREBATADOR~~
No silêncio das ruas, passos ecoam,
olhares que atravessam, como facas,
cada gesto, uma história não contada,
mas o rótulo pesa, sem compaixão.
Mentes tecem tramas de suposições,
corações se fecham em prisões de medo,
o que parece é um espelho quebrado,
refletindo sombras de quem não somos.
Palavras se tornam pedras, lançadas ao vento,
enquanto a alma anseia por compreensão,
não há um único caminho para a verdade,
cada vida é um labirinto, um mistério profundo.
Escute o que não se diz, sinta a essência,
abra os olhos para além do visível,
pois cada ser carrega um universo,
e a beleza mora na aceitação do diferente.
Ela se foi!
Ela simplesmente se foi sem deixar rastros, sumiu, ficou em silêncio, observando de longe e tentando de alguma forma chamar atenção.
Ela não tem sabedoria para lidar com tudo isso, impulsiva, age com imaturidade, quer provocar ciúmes, tenta com todas suas armas e só recebe neste momento o famoso"silêncio".
Meu silêncio é muito relativo quando eu estou magoada, quando eu me fecho na minha bolha, quando eu deixo de gostar, quando não me faz falta, quando eu percebo que eu não fui prioridade na vida dela e sendo assim... Silêncio! xiiiiiiiii Melhor não retribuir os julgamentos!
Ela se foi, mas prefiro assim!
Ela se foi, mas deixou marcas, feridas e incertezas!
Ela se foi, mas me deixou um aprendizado!
Ela se foi, mas prefiro assim!
Nada novo, tudo é habitual e efêmero.
Devo ficar no meu silêncio e esperar passar... Ou devo permanecer na insistente saber o que está acontecendo e dizer que estou aqui?!
Nós somos criaturas que sentem, seres humanos sentem, assim como seres humanos pensam. É simplesmente como as coisas são.
E sendo assim sentimento dolente, sem razão aparente, com visões e vivências diferentes.
E ainda bem que muda...
Imagina que terrível seria se tivéssemos sempre os mesmos sentimentos, sem qualquer fluidez, sem possibilidade de mudança, de evolução, de leveza, de florescimento?
Se parar pra pensar vai ver que tem sorte e que já passou por momentos piores que o atual e veja como superou.
Tudo passa nessa vida!
O silêncio do sentimento e o riso disfarçado.
As pessoas não fingem depressão, elas fingem estar bem.
Muitas vezes disfarçam com risadas extravagantes, são muitos alegres e sorridentes para disfarçar a escuridão que a sonda por dentro.
Esses dias eu fiquei pensando: Ninguém vê a lágrima do palhaço, mas ele faz uma multidão sorrir.
As vezes é melhor disfarçar o que está sentindo para não contagiar o outro com a tristeza.
A depressão é tão silenciosa como tão intensa.
Como diz o cantor Frejat na música Amor pra recomeçar:
" Quando você ficar triste, que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom
Mas que rir de tudo é desespero."
Nem todo o palhaço é feliz!
É preciso estar em silêncio.
Não o silêncio de fora —
o de dentro.
Aquele que vem quando a alma
para de se explicar.
Só assim. Só no vazio do ruído
é que as coisas miúdas falam.
E elas — tão pequenas —
são as mais belas.
Porque são as únicas verdadeiras.
A cachoeira escorrendo sobre as pedras,
sem pressa de chegar.
O pássaro tecendo o ninho,
com o mesmo fio do tempo.
A semente rachando o solo,
num instante que ninguém vê.
As coisas pequenas —
essas, sim, sussurram em maiúsculas.
São tímidas, como o amor
quando ainda é um segredo.
Mas belas. Inteiras.
Mas a paixão...
ah, essa berra.
Espetada no peito,
atropela as frases,
rouba o fôlego e o sentido.
E cega.
E ensurdece.
E transforma o outro
num eco do que falta em nós.
O amor não.
O amor é a pausa.
Espera a febre passar.
Senta ao lado.
Não exige.
Olha —
e reconhece.
Só quando tudo se aquieta
é que o coração entrega
sua palavra crua.
Só quem para — de verdade —
ouve, enfim,
o que as bocas nunca disseram.
E então, no silêncio que sobra,
toca o impossível:
ser entendido
sem precisar falar.
O silêncio, às vezes esconde um grito;
Os devaneios escondem uma explosão de negativas emoções;
Os sorrisos, muitas dores...
Outras vezes, as gargalhadas são lamentos, pedidos de socorro.
Se é contraditório, por vergonha.
Se é interpretado no engano.
Celebra-se algumas coisas,
Noutras se está desabando...
Fortes em poucas coisas,
Fracos na maioria.
Falantes no que não convém,
Calados no bem...
Entendendo tudo, não sabendo de nada.
Prometendo o mundo,
Tendo as mãos vazias.
Embriagado sem beber,
Engasgado sem nada na garganta...
Tendo a certeza de tudo,
Morrendo na dúvida.
Vivendo, sobrevivendo...
Respirando.
Régis L. Meireles
Não acorde do nosso lindo sonho de paixão.
No silencio da noite escura e o frio da solidão.
A distancia nunca vai poder separar os amantes,
Porque sinto seu abraço e o seu beijo acariciante.
no silêncio
escuto a dor
da nossa despedida
cheia de saudade
por saber
que não terei mais você
dentro do meu abraço
que viverá
uma intensa solidão
nas frias madrugadas.
a casa
cheia de silêncio
recheada de solidão
a casa
não é a mesma sem você aqui.
eu
coberto de silêncio
vagando na solidão
do quarto pra cozinha
nunca mais fui o mesmo sem você!
