Poemas Góticos de Amor

Cerca de 264783 poemas Góticos de Amor

⁠O #ACENDEDOR DE #LAMPIÕES

No silêncio do ontem...
Entre ventos a soprar...
Saudoso de tempo que não volta mais...
O acendedor de lampiões vem lá...

Em namoro com a lua...
Em vielas e ruas...
Nos becos mais escuros...
Junto as tabernas ou cafés...
Casarões antigos...
Cabarés...
Em cantos silenciosos...
Entre alguém e ninguém...
Um a um acende...

Tão cedo no céu a fornalha se aurora...
Retorna lentamente...
Vagando entre as sombras...
Que espreitam insatisfeitas...
O adormecer das estrelas...
No baile das horas...

Não sabe ele...
Nada pode testemunhar...
Da vida pulsante oculta...
De madrugadas de luar...

Muitas vezes o tormento...
Incendeia a paixão do tempo...
Quando a alma precisa de um momento...

Em caminho tantas vezes percorrido...
O acendedor sente saudades de abrir a janela do coração...
Bendita, malvada vida...
Em acender e apagar o lampião...

Suas imensas lembranças...
Silenciosamente dentro dele começam a ecoar...
Algumas oprimem seus sonhos...
Outras o fazem sonhar...

Na rotina dos dias, meses e anos...
Deseja prender o tempo...
E do que lhe resta tão pouco...
Sem perceber muito dá...
Em seu passeio noturno...
Ele faz tudo brilhar...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#TANTO...

Calei-me por ti...
Sem poder, sem querer, calei-me...
Perdi-me no mundo...
Em silêncio segui...

De olhos tristes e cansados...
Por tanto por ti chorar...
O grito em meu peito...
Por tanta incompreensão...
Tu me fizeste sufocar...

De ti o tanto que recebi...
Foi mais mal do que bem...
No muito que recebi...
Pouco fui feliz também...

Mas sobrevivi...
Diante de tudo que experimentei e senti...
À sarjeta, ao lôdo que me jogaste...
Tal qual bela flor renasci...

Pode não ser fácil...
Interpretar o amor...
Meu coração é frágil...
Amigo...
De ti vou para bem longe...
Você não sabe...
O que é sentir tamanha dor...

O meu coração que um dia tiveste...
Agora segue por outros ventos...
Foste apenas uma ilusão...
Em algum momento...
Passou...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#DESTERRO

Cada verso que escrevo é uma esfinge a ser decifrada...
É um sussurro que o silêncio contradiz...
Do nada para um nada...
Na busca de um segredo...
Que aflorando o peito...
Vaga no deleito...

Arma-se a fogueira...
Fustiguem minha carne...
Cuspam em minha cara...
Invadam o meu corpo...

O tempo será meu aliado...
Levará meu sofrimento...
Fará jus ao que escrevo...
E até quando me mantenho calado...

Motivo de zombaria...
Dos desgraçados...
Por muitos e muitos poucos amado...

E no vento que sopra...
Levantando a poeira...
De costas para o sol então verei...
O fim de uma era...

De que me serve a razão?
Se não existe o que quero?
Desterro e má sina...
No que traço...
Estúpidos são aplaudidos...
Enquanto eu cá...
Em minha sorte...
Apenas sigo...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

.

⁠Silêncio...
Hora morta...
Desfolhada...
Quando ouvi de seus lábios que eu não sou nada...

Hora inútil e sombria de abandono...
Um punhal em minhas costas...
A certeza cruel...
Do meu engano...

Sem rumo para os meus passos...
De que me serviram seus abraços?

Desiludido ainda me iludo...
Diante cruel mundo...
A quem devo dizer o contratempo...
Do solavanco desse destino...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Percebo afinal meu pecado...
Em silêncio mais profundo...

Faria piedade a toda a gente...
Esta pena, esta dor...
Este é o preço da vida e todo o seu valor...

Horas que perdemos...
Vão pelo espaço acompanhando os astros...

E todo este feitiço e este enredo...
Na luta dos impossíveis...
Tão profundo meu segredo...

Das profundas paixões...
Dor infinita...
De guerra e amor e ocasos de saudade…
Da alma o profundo e soluçado grito...
De que fui para ti só mais um neste vasto mundo...

Hoje triste ouço a solidão...
Da luz que não chegou a ser lampejo...
Da natureza que parou chorando...
Diante meu descontamento...

A vida é assim, uma ânsia…

Fazes o bem...
Que terás o mal por paga...

E o sonho melhor bem pouco dura...

Por tanto querer-te...
Recebi amarguras...

Pouco antes...
Nada agora...

E a princípio não percebi...

Como chegastes...
Partiste...
Mas levastes um pouco de mim...

Na profundidade dum desencanto...
Fiz-te doçura do meu coração...
Não compreendestes...

Mudarás, todos mudam...

Mais tarde em tua vida, um dia, hás de tentar
revolver da memória este tempo de agora…

E sentindo então o vazio...
Lembrarás do deixado para trás...

Não se vive outra vez...
E o tempo a tudo vence...
Fostes embora...
Mas fiquei em paz...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Antes certo que não se quisera passo, mas o silêncio...
Gente suja...
De pés feios...
Falando alto...

Embriagados com putas velhas...
Roupas surradas...
Cheirando a fumaça...

A noite decreta o cancro...
Qualquer música degredada em pranto...
Gargalhadas torpes...
Viciados da rotina...
Quem diria...

Um pensamento que não se esconde...
Nem mesmo disfarçados pelas bebidas pagas...
Das pedras que colho...
Só gente cambaleando...
Sujos...
Feios...
Excrementos de seres humanos...

Um só destroço...
Corpos fedidos e suados...
Rugas fundas...
Dentes tortos e amarelados...

Esquecendo para sempre as loucuras do vinho atrevido...
Falam cuspindo...
No Português errado...

Buscando distração...
Quem sou eu de fato...
Entre os porcos...
Um diamante jogado...

Meu Deus...
Meu Deus...
Tratar a todos com respeito...
No túmulo não há diferença...
Mas será que de fato..
O céu pertença a essa gente tal como rato?

Recolho-me em sonho e mágoa...
Óh tristeza descendo em meu olhar...
Sonho moribundo...
Gente feia...
Não há como se misturar...

Diz-se que a solidão torna a vida um deserto...
Mas antes só que mal acompanhado...
Posso ter respeito...
Mas amor é negado...

Sei que embora essa luz nem para todos tenha o mesmo brilho...
Tudo o que existe em nós de grande e puro...
Nem sempre esconde o lamento...
Dobrada é minha ventura...
Em poder escolher com quem convivo e me deito...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Não há rumor na terra....
O silêncio se abriu...
As feras se aquietaram...
Em direção ao pó os corações jazem nas sombras...
De mãos em arcos os anjos oram...

Onde estão os inocentes?
Aqueles apontados por dedos tortuosos...
Cadê as flores que foram pisoteadas pelos hipócritas?
Onde estão as vozes que foram silenciadas pelas bocas amaldiçoadas?

Ao levantar do vento...
De ser todo só o meu exterior olho e choro...
Mesmo que eu ouça só esse estranho zumbido...
Vendo cair os pássaros...
Em meu coração emudecido grito...

Nas pessoas que passam na rua...
Com elas não me identifico...
E só lamento...
De ver o amor tornar-se perdido..

Cada um perdido no próprio sonho...
Até no sorriso que vem e que vai...
Todo mundo é convicto...
Dos próprios ais...

E eu, que não sou mais do que eles...
Volto a olhar para tudo...
Como antes do amanhecer...
E faço-me, assim crer...
Que bastaria apenas mostrar...
Minha alma num olhar...
Para tudo diferente acontecer...

E o mais estranho do que todas as estranhezas...
É que as cousas sejam realmente o que parecem ser...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Silêncios

Há um silêncio de antes de abrir-se um telegrama urgente
Há um silêncio de um primeiro olhar de desejo
Há um silêncio trêmulo de teias ao apanhar uma mosca
... e o silêncio de uma lápide que ninguém lê.

Mario Quintana
Antologia poética. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.
Inserida por pensador

⁠Amigo não fica em silêncio,
com seu abraço diz, estou aqui,
com lagrimas nos olhos demonstra que sente sua dor,
fala pra ter cuidado, cuidando de você.
Amigo sente alegria com sua felicidade,
sabe a hora de ficar perto e a hora de ir.
Amigo é como um anjo que veio pra amparar, ajudar e amar.
Amigo é muito mais que apenas um amigo...

Inserida por Pepita50

⁠Não há silêncio bastante
Para o meu silêncio.
Nas prisões e nos conventos
Nas igrejas e na noite
Não há silêncio bastante
Para o meu silêncio.

Os amantes no quarto.
Os ratos no muro.
A menina
Nos longos corredores do colégio.
Todos os cães perdidos
Pelos quais tenho sofrido
Quero que saibam:
O meu silêncio é maior
Que toda solidão
E que todo silêncio.

Hilda Hilst
Da poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
Inserida por pensador

⁠No sussurro da noite
No raiar do dia
Peço silêncio
Ouço o grilo cantar.
Inseto, devorador das mentes frágeis,
Manipulador de serpentes
Que semeiam devaneios suspiros e delírios ...
Vejo vultos , Ouço vozes
Tenores a cantarolar, cantas e espantas todos os males
Tua arte é cantar
Que bom se fosse eterno!
Vê-lo partir, dilacerou meu coração, que de emoção
Sangra como o novilho no abatedouro, pingos, gotas sagradas, vinho santo! Criancisse...ócio do ofício fadas a bailar
Ver- te sendo abatido
O teu último bramido ouvi, ouvi e ouvi... teu derradeiro cri cri, o meu ensejo, o teu cantar.
070624

Inserida por J6NEMG

Se eu te tiver perto,
não prometo silêncio…
prometo verdade.


DeBrunoParaCarla

Inserida por DeBrunoParaCarla

Morreu de palavras perdidas.
10 de abril de 2014 às 18:57


Prefiro o doce silêncio de minha mente barulhenta, aos cânticos das bocas cheias e recheadas de ideias das mentes tão vazias...

Prefiro ser educado, refinado e falar manso, mas com palavras são diferentes! Elas tem vida própria e nunca sabem quem irão atingir...

Mas afinal, Morreu mesmo de quê?

_ Morreu sufocado de palavras perdidas em seu corpo...



Começou com o ego, chegou então a vaidade de repente estava tomado pela ilusão. @s palavras não cabiam mais em sua boca... Foi dando pane geral e no final era tamanha confusão que não coube nem mais um palavrão...

PNEUMOULTRAMICROSCOPICOSSILICOVULCANOCONIÓTICO.

ANTICONSTITUCIONALISSIMAMENTE.

Terrorismo Poético

Inserida por KaduCosta

Um extraordinário mundo abrangente
11 de junho de 2012 às 23:12
O silêncio e a umidade perduravam,
meus olhos irregulares proporciona um forte estímulo...

O velho feiticeiro que narra o tempo veste-se de autora,
maravilhado com seu tempo e as escamas de ouro.

Em tempos idos um pronto chamado e o poder da voz,
a linguagem das mãos conduziam os ventos...

Mares agitados com altar e assento serviam o grande homem,
em um estranho mundo longínquo!

Toda essa gente, um santo e um celibato auxiliavam nas preces cósmicas contra
as escuras cavernas...

Mergulhados em sangue reinos inteiros, a beleza no topo da torre chorava gotas de
cristais.

A fome que embalavam os sonhos gritava por liberdade nas ruas de teu anzol, o varal
que cerca as paisagens de cores sempre riscava nossas vidas em detalhes...

Fadas, dragões, magos, monstros e outras figuras fantásticas enchem minha cabeça
num leve sono...

Um simples abraço com os olhos, e adormece minha consciência...

Kadu Costa – Alma Livre

Inserida por KaduCosta

Provocando-se
6 de julho de 2011 às 13:08
Embora marcado pelo silêncio de constâncias...
Do contrário isso não significa uma linguagem clara e direta.

Talvez por isso seus diálogos sejam espontâneos de dimensões vividamente satíricos...
Ainda que lhe reste pormenor espontaneidade a autocrítica, sua precoce compreensão social é...

De variadas fantasias solene harmonia de formas, leitura corrida, contos diversos e sucessivos. E este olhar fixo em outros momentos de ironia as falsas aparências.

Basta um olhar mais atento para descobrir que a maior influência vem das notas musicais para o título que não encontramos...

Outras explicações foram escritas como dialogo e a cada andar desse edifício literário me encontro cada vez mais experimentado, numa linguagem subversiva e muito específica, em que “a estética é uma simples peça do meu guarda roupa”...

Tente correr para dentro de mim. Esta densidade de emoção interamente analítica que, se modifica a todo o momento. Que vai a puras descobertas empíricas...

Seja como for, para todos os efeitos, “Eu” soube criar a sua própria realidade dentro desta caixa vazia realizando o milagre evidente entre...

Eu e Você


Kadu Costa

Inserida por KaduCosta

⁠Os Rios me encantam
O Mar é muito inspirador
O silêncio dos Rios me acalma
A água salgada do Mar me renova.

Inserida por isaiasribeiro

“” Esperei pelo sim ou pelo não
E seu silêncio respondeu
A dúvida do meu coração...””

Inserida por OscarKlemz

⁠Que te sirva de abrigo
todo silêncio que criaste
toda escuridão que buscaste
que a pretensão não consuma
aniquilando juramentos
a paz, arquitetada pelo céu
que te sirva de exemplo
ainda que nem todo amor valha a pena
ainda que os sonhos não sejam todos bons
ainda que ainda, resistam alguns aindas
que te sirvam de estradas
para que vás, onde teu desejo levar
e por lá fiques, até entenderes
que ao meu lado, era o teu lugar...

Inserida por OscarKlemz

⁠O que tanto diz o silêncio
nada, nada
e assim sucessivamente
grita
para entendermos suavemente
certos nãos da vida...

Inserida por OscarKlemz

Carrego um nome que às vezes me veste apertado, como se fosse de outro.
E no silêncio, onde ninguém me chama, sou eu quem respondo na voz que o mundo não ouve.
Há dias em que o vento me reconhece melhor que as pessoas, e sussurra:
“fica tranquilo, tu nasce ainda.”
E eu sigo, me dobrando em mim mesmo, esperando o instante em que o espelho pare de estranhar quem nunca deixou de ser.

Inserida por majoraccident