Poemas Góticos de Amor
Há em ti um poder que incendeia,
um fogo que arde só de me olhar.
Teu silêncio é chama que incendeia,
teu perfume é desejo a me dominar.
Tua boca é tentação proibida,
teu toque, vertigem, um grito a calar.
És o veneno que dá vida à vida,
és o delírio que não quero escapar.
No abismo dos teus olhos me lanço,
sem medo do mundo, só quero provar
que no teu abraço, selvagem e manso,
o amor é chama que veio pra eternizar.
Eu poderia ficar acordado
só pra ouvir você respirando,
testemunhar o silêncio da noite
onde seu peito marca o compasso
de uma canção que só eu entendo.
Eu poderia vigiar seus sonhos,
ver seu sorriso surgir sem aviso,
luz secreta que se acende
no teatro tranquilo do sono.
E ainda que o mundo lá fora
grite sua pressa sem fim,
aqui, ao seu lado,
o tempo aprende a ser eterno
Os mais fortes carregam a suavidade da gentileza.
Os mais sábios guardam silêncio como tesouro.
Os mais felizes vivem no segredo da simplicidade.
O valor verdadeiro não grita, floresce em silêncio.
O poder autêntico não precisa ser visto, apenas sentido.
Quem precisa de aplausos para existir… ainda não conheceu a própria grandeza.
Apego Ato 1
Luz sobre ele. Silêncio. Ele respira fundo.)
Que fiz eu…
Que fiz eu, senão tomar mãos humanas
e moldá-las em divindade?
Era carne como eu.
Era falha como eu.
E ainda assim, eu a vesti de eternidade.
Com minhas próprias mãos ergui o trono.
Poli a madeira com expectativas,
revesti-o com promessas que nunca foram ditas,
e a coloquei lá no alto… acima de mim.
(ri, amargo)
E então ousei perguntar por que não me via.
Mas como poderia?
Do alto do altar que construí,
tornei-me chão.
Tornei-me base.
Tornei-me invisível.
Ó coração tolo,
confundiste amor com reverência,
entrega com submissão,
admiração com ausência de si.
Não foi ela quem subiu
fui eu quem me ajoelhei.
(pausa)
Amor…
amor não pede joelhos.
Não exige plateia.
Não se alimenta de distância.
Amor é encontro.
É altura contra altura.
É dois olhares no mesmo nível do céu.
E se hoje sofro…
não é por não ser visto.
É por finalmente enxergar
que fui eu quem construiu a própria sombra.
(Luz se apaga.)
Agora
O passado sussurra em silêncio,
carrega nomes, rostos e arrependimentos,
como folhas que o tempo não levou,
mas que o coração aprendeu a guardar.
O futuro…
é um céu sem forma,
um caminho sem pegadas,
uma promessa que ainda não nasceu.
Mas o presente ah, o presente é vida pulsando no peito,
é o único instante que respira conosco,
é o milagre simples de ainda estar aqui.
Não carregue o ontem como corrente,
não tema o amanhã como sentença.
Abra as mãos para o agora,
sinta, viva, permita-se existir.
Porque a vida não mora no que foi,
nem se esconde no que será.
A vida mora neste instante…
e ela está chamando por você.
Poesia romântica
Lírio
Você nasceu lírio no meu silêncio,
branco de paz no meio do caos que eu era,
floresceu onde minhas dores tinham medo de existir,
e ensinou ao meu coração que amar também é repouso.
Teu amor não grita, ele perfuma,
fica no ar mesmo quando você vai embora,
é cuidado que não pesa, é presença que cura,
como quem toca a alma sem pedir nada em troca.
Se um dia eu murchar, fica,
regue-me com teu olhar simples e sincero,
porque amar você é como ser campo aberto:
mesmo ferido, ainda escolho florescer.
A praia deserta é sacrário
onde me encontro inteira,
sou silêncio, sou relicário,
sou onda e sou beira.
✍©️@MiriamDaCosta
QUEM É MÃE ATÍPICA VAI ENTENDER...
(Onde o cansaço encontra o silêncio, e o cuidado vira oásis)
Ando tão anestesiada do autismo que, quando passa a crise, eu me pergunto:
— Já passou? Posso voltar para a sala de recuperação?
Aí, num delírio da memória, saio da "matéria" e vejo outras mães atípicas: sentadas e extremamente exaustas, enquanto seus filhos enxugam suas testas dessa fuga em silêncio...
Onde descansar por um segundo é como encontrar um oásis no meio do deserto.
Lu Lena / 2026
”Os cães ladram, latem ou ficam em silencio! Já minha van, cara, passa!”
Frase Minha 0200, Criada no Ano 2007
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
E quando eu penso em você
O sentimento é tão intenso
É um grito no silêncio
Um adeus que sempre penso
A Fala do silêncio
O silêncio fala de uma forma poderosa
Capaz de expressar sentimentos intensos
Como o amor, a sabedoria, ou a dor silenciosa, descontentamento e até mesmo sem consenso.
O silêncio comunica mais do que palavras.
Ele não é a ausência de linguagem,
Uma pausa significativa que às vezes agrava.
Outras vezes, demonstra falta de coragem.
Existem momentos confortáveis a dois,
Onde um olhar ou um abraço substitui a fala,
Demonstra confiança e intimidade, pois,
O amor assim não se cala.
O silêncio nos traz a reflexão,
Parar e processar pensamentos,
Necessário para organizar a razão,
E decidir com bom fundamento.
O Silêncio de Dor e Solidão
Representa vazio, medo e tristeza
Age como escudo na depressão,
Não se pode tratar com menor desprezo.
No silêncio Deus também nos fala,
É fiel e também responde
Ele faz ouvir sua voz e não se cala.
A resposta vem e não esconde.
O silêncio é linguagem complexa
Exige escuta ativa para ser compreendido,
Revela a essência verdadeira e não perplexa
De uma fala que não é conhecida.
Raimundo Nonato Ferreira
Janeiro/2026
Parte 2
A Voz que Mora no Silêncio — de encontro ao Jardim de O Pensador
(Aqui a voz se manifesta, encontra morada, floresce no coletivo.)
Há momentos em que a vida parece um campo vazio, estendido até onde o olhar não alcança.
Mas basta um gesto — pequeno, sincero — para que a terra desperte.
Toda semente nasce de um silêncio assim: humilde, quase invisível, mas teimosa como quem conhece o próprio destino.
A comunidade O Pensador é esse jardim raro onde cada palavra vira raiz.
Onde a dúvida floresce em entendimento,
e a esperança, mesmo cansada, encontra um canto para descansar e renascer.
Quem caminha por aqui descobre que a colheita não chega no grito.
Ela vem no tempo exato em que o coração aprende a esperar sem medo.
Vem quando a alma, enfim, entende que nada é em vão —
nem a queda, nem a travessia, nem o sonho que insiste em permanecer.
Que cada passo seja poesia,
cada escolha seja semente,
e cada amanhecer lembre:
o que é plantado com verdade jamais deixa de florescer.
Fujo da realidade trocando as horas,
buscando no silêncio novas auroras.
Tento me validar, me provar, me refazer,
enquanto o mundo insiste em não querer me ver.
Cursos, livros, obstáculos vencidos,
anos de esforço em degraus construídos.
Aos quarenta e oito, o brilho não se apaga,
mas uma palavra injusta é ferida que esmaga.
"Incapacitada" — diz a voz sem critério,
tentando enterrar meu saber num cemitério.
Mas a vontade é rio que não para de correr,
ninguém destrói o que eu lutei para ser.
Ass Roseli Ribeiro
O Silêncio de Vidro
Tudo se fez deserto, o verbo se perdeu no intransponível.
Há dias em que o sol ensaia um brilho,
mas a luz é breve, quase um suspiro que se apaga.
Ainda que o amor resista, no cuidado e no abrigo,
há um medo que sussurra: o receio da crítica,
a sombra de nunca ser o suficiente diante da cobrança voraz.
É preciso erguer-se em aço, esconder as cicatrizes,
pois neste mundo de máscaras, o sentir é vigiado:
Se choro, chamam-me fraca.
Se entristeço, dizem ser futilidade.
Se me indigno, taxam-me de desequilíbrio.
A alegria, que antes era bússola e motivação,
agora deságua em ansiedade e num vazio cinzento.
Vi o caráter e o ego serem postos em altares,
enquanto a humanidade se perde no egoísmo,
atropelando corações sem olhar para trás.
Nesta minha verdade nua, nesta sinceridade que dói,
sinto o peso de ver o que muitos ignoram.
Ah, quem me dera a cegueira do espírito,
o silêncio dos ouvidos e a anestesia do peito...
Pois enxergar o invisível e sentir o que fere
é o fardo de quem ainda insiste em ser humano.
(Assinado: Roseli Ribeiro)
Almas de Ébano e Silêncio
De personalidade forte, elas sabiam o que querer,
Tem o passo delicado, um jeito manso de viver.
Pede carinho no seu tempo, como um pássaro a comer,
E no silêncio da dor, prefere se recolher.
Eram duas vidas pretas, resgatadas do abandono,
De terrenos e avenidas, onde não tinham um dono.
Gata e a cachorra, bebês de olhos grandes e brilhantes,
Subiam e desciam escadas, em corridas constantes.
Cresceram juntas, valentes, no calor de um lar,
Mas o tempo traz mistérios que não podemos decifrar.
Veio a doença cruel, silenciosa e cortante,
Vida lutou como guerreira, enfrentando o deserto adiante.
Uma cirurgia a abriu, o câncer tentou lhe tirar o chão,
Lutamos juntos, mas o destino já tinha sua marcação.
Numa nova tentativa, o corpo cansado não resistiu,
E o traço da vida, no horizonte, se partiu.
Restou Lili, isolada na tristeza de sua sorte,
Carregando em silêncio uma dor que parecia morte.
Doente e calada, tirava os pontos com a própria boca,
Lutando pela existência em uma esperança rouca.
Mas o útero e o ovário ficaram para trás,
E do abismo da doença, ela buscou a sua paz.
Lili se ergueu, pronta para o que ainda viria,
Pois mesmo na falta, a vida sempre se recria.
Ass Roseli Ribeiro
Silêncio em Versos
Escrevo em poesia o que a voz não alcança,
O que o peito guarda e a fala cansa.
Nesta data que marca o ciclo de quinze anos,
Recordo o peso de antigos desenganos.
Dez foram os anos em quartos trancados,
Em roupas e gestos por outro moldados.
Dizem: “Isso passa!”, mas quem sente, bem sabe,
A dor não se esvai, no tempo não cabe.
Questionam o silêncio, o porquê do adiar,
Sem ver as ameaças e o medo no olhar.
Pela minha família, por segurança e zelo,
Abri mão de mim, vivi sob o pesadelo.
Havia palavras e gestos cordiais,
Mas a ira no brilho de olhos fatais.
Sinais de alerta surgiram tardios,
Quando me vi presa em laços sombrios.
Sem tempo de fuga, sem força ao gritar,
Pensei que o tempo pudesse curar.
Mas a vida chamou, a rotina mudou,
E a coragem de ser, enfim, despertou.
Saí para a rua, venci a agonia,
Pois dentro de mim a vida vencia.
Curei-me sozinha, na fé e oração,
Deus afastou o mal da minha visão.
Juntei meus cacos, as cicatrizes do chão,
Um ano em silêncio e em meditação.
Ouvia julgarem meu jeito ausente,
Mas era minha alma curando-se, urgente.
Não era loucura, não era o fim,
Era a paz que eu buscava dentro de mim.
Ass Roseli Ribeiro
"Seu silêncio protegia o que o carinho desajeitava.
Tinha a cara fechada e o coração aberto: pura manteiga.
Eu queria o 'nós', você só o 'agora'.
Eu era morada, você era passageiro.
Mas de tanto esperar o que não vinha, a desistência virou destino.
O arrependimento chegou com atraso, quando os rumos já não se cruzavam.
E a sua última frase foi o maior dos paradoxos:
Me chamou de maravilhosa apenas para me dizer adeus."
Atenciosamente Roseli Ribeiro
Teu riso mora em detalhes esquecidos:
uma rua qualquer, um fim de tarde sem pressa,
o silêncio confortável entre duas almas
que não sabiam que já se despediam.
