Poemas Góticos de Amor
O meu silêncio
O meu silêncio é tudo que tenho para te oferecer
Não consigo sentir nem recordar
Os teus beijos, as tuas carícias, os teus abraços
No meu silencio não consigo encontrar-te
Porque?
Por causa do teu egoísmo puro e simples
Mas, no meu silêncio,
Nas entranhas dos mais profundos
Escombros de mim desapareceram
Nunca pensei
Nem acredito!
No silêncio acolhedor da noite de Natal, a família se reúne em torno da paz e da reflexão. É um instante em que os corações se aquecem no aconchego do lar, e a atmosfera se ilumina com a esperança que reluz em cada olhar.
A verdadeira glória deste dia não está nos presentes ou nas luzes cintilantes, mas em Jesus, que nasceu para trazer amor e redenção ao mundo. Que este momento sagrado seja celebrado com gratidão, fé e alegria, lembrando que o maior presente é a presença divina que nos guia.
Que o bom Deus continue a derramar bênçãos sobre sua vida, fortalecendo seus passos e iluminando seus caminhos. Feliz Natal, repleto de paz, união e esperança renovada.
A noite.
A noite é o momento em que o som do nada se torna ensurdecedor.
Aquele silêncio que ora pressupôs paz, calor, de repente se desdobra em uma sinfonia desalinhada, suja, barulhenta, repleta de impudicícias e desarmonia.
É onde de repente, em um suspiro, a
sintonia se transforma naqueles pensamentos, velozes como a luz, ou como a ausência dela.
E então me pego pensando no Whisky barato, no vazio e no cansaço, no futuro, passado e no tempo que não passa quando as luzes se apagam.
E na noite.
A noite que dói, que trás vazio, falta, desespero, apego e mágoa. Que faz esperar um fio de luz em meio aquilo que não se pode enxergar.
Barulhenta e fria noite. Barulhenta e fria sátira.
Talvez o mundo não esteja em silêncio.
Talvez ele fale o tempo inteiro,
em sinais simples, em verdades nuas,
mas poucos escutam sem o ruído do ego.
O deserto não é externo —
ele nasce quando a mente se fecha
e transforma perguntas em muros.
As sombras não vivem fora da luz,
vivem no medo de encará-la.
As correntes não são de ferro,
são feitas de certezas vazias,
de ignorâncias defendidas com orgulho.
E a saída do labirinto não exige força,
apenas humildade para admitir
que a luz sempre esteve ali,
esperando ser vista.
No silêncio deste lugar
Navego no horizonte
Silêncio intenso
Leveza do caminhar
Norte dos passos
Procuro sair desta devastação
Da tua ausência
Dos sentidos que deixaste.
Minha boca sabe que amordaça... A causa deste silêncio é a timidez. Também sinto que amortalha o corpo inteiro de angústia e pavor da solidão.
Apesar de tudo, este sentimento é contraditório... Quando mais dói, parecendo isuportável, percebo que amortece. Acalma o todo e sempre me faz querer um novo caso,se mais um se acaba.
Com seu conjunto indecifrável de nuances, o mais cultuado entre os sentimentos tem suas armadilhas. Amo e me deixo amar, mas não ignoro que amorfina, mesmo sem encerrar o ciclo da vida.
...Sempre haverá uma amoreira no meio do caminho, apesar da pedra, para reabastecermos o desejo e a esperança do amor perfeito; verdadeiro; eterno... Sem amorragia.
NOCAUTE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Eram gritos demais pra pouco eco;
meu silêncio chegou a ficar rouco;
fui um louco incurável por você,
pela minha insistência em ficar são...
Foi usura sem bens, nenhum valor,
porque sempre sonhei lhe ter do nada,
sem falar desse amor trancafiado
no meu medo; na minha timidez...
Muita espera pra nenhuma procura,
tanta era e nenhuma ocasião
pro desvão dos meus olhos inibidos...
Deveria ter dado som aos gritos,
corpo ao mito, equilíbrio ao coração
que bateu até ser nocauteado...
Não confunda solidão com solitude,
Não tente roubar o que é meu altar.
Eu amo o silêncio é pra mim uma virtude,
E a paz de, em mim, sempre habitar.
“Nesta tarde dourada, o tempo repousa no silêncio das árvores, e cada raio de sol sussurra que a beleza vive em quem sabe enxergar com os morfemas do coração.” ©JoaoCarreiraPoeta.
Campinas, 13/12/2025.
“Na dicotomia entre o silêncio e o verbo, os fonemas se rebelam, grugulejando verdades que o peito ainda não soube nomear.” ©JoaoCarreiraPoeta.
Campinas, 13/12/2025.
E quando eles se vão...
Há um instante em que a casa muda de som.
Não é o silêncio das paredes, mas o eco do que fomos juntos.
Os filhos crescem, criam asas, partem.
Deixam o quarto arrumado, a cama feita —
e o coração dos pais desarrumado.
Já não pedem conselhos, já não esperam respostas.
Vivem seus próprios dias, e nós sorrimos, orgulhosos...
Mas por dentro, algo se parte em silêncio.
Ser pai e mãe de filhos adultos é amar sem invadir, é aprender a cuidar de longe, com gestos invisíveis e orações noturnas.
É guardar o cheiro da infância nas lembranças, o riso nos pratos preferidos.
E cada noite, pedir a Deus que os proteja, mesmo sabendo que o tempo agora é deles.
Porque o amor dos pais não se apaga —
apenas aprende a esperar.
Pacientemente.
Em silêncio.
Maxileandro França Lima, 08/10/2025
A diferença entre o Humilde, o Arrogante e o Hipócrita.
O humilde caminha em silêncio interior. Ele sabe quem é, mas não precisa anunciar. Reconhece seus dons sem se apegar a eles e reconhece suas limitações sem se envergonhar. Sua força nasce da consciência de que tudo o que possui conhecimento, virtude, conquistas é empréstimo da vida. Por isso, aprende com todos, escuta com atenção e cresce sem esmagar ninguém. A humildade não é diminuição de si, mas justa medida do próprio lugar no mundo.
O arrogante, ao contrário, precisa ser visto. Ele se apoia na comparação constante, pois só se sente alguém quando se coloca acima do outro. Seu discurso é alto, mas sua escuta é rasa. Por trás da postura inflada, há quase sempre um medo profundo: o de ser comum, o de ser questionado, o de ser desmascarado. A arrogância é uma armadura pesada, forjada para esconder inseguranças que não querem ser tocadas.
Já o hipócrita é mais sutil e, por isso, mais perigoso. Ele não se coloca necessariamente acima, nem abaixo ele se disfarça. Usa máscaras morais, espirituais ou intelectuais conforme a conveniência. Diz o que não vive, ensina o que não pratica e cobra do outro o que não exige de si. O hipócrita não busca a verdade, mas a aparência da verdade. Seu maior engano é acreditar que pode enganar a própria consciência indefinidamente.
O humilde transforma; o arrogante afasta; o hipócrita confunde.
O humilde ilumina sem ferir os olhos; o arrogante cega; o hipócrita cria sombras.
Enquanto o humilde se corrige, o arrogante se justifica e o hipócrita se esconde.
No fim, a vida revela a todos. O humilde é reconhecido pelo fruto de suas ações. O arrogante é confrontado pelas próprias quedas. E o hipócrita é desmascarado pelo tempo, que não respeita máscaras.
A verdadeira grandeza não está em parecer, nem em dominar, mas em ser com verdade, coerência e coração desperto.
Da fala de Clarice veio a luz
Onde o silêncio se faz morada
O mundo faz ruído e nos desvia
Mas a cura é a energia renovada
Pois para a mulher que é forte
Que busca a paz e faz sua sorte
Deve ter a sua história recontada.
Pode acreditar em mim, eu te amei — mesmo quando só havia teu rastro
no silêncio dos meus pensamentos,
mesmo quando a tua voz era um eco distante
e a tua presença, um mapa que eu desenhava à noite.
Amei-te como quem guarda um fogo em segredo,
sem pedir abrigo, sem cobrar retorno;
amei-te com a fome de quem conhece a própria sede,
com a coragem de quem planta flores no inverno.
Havia em mim um mar que te chamava pelo nome,
ondas que batiam nas pedras da saudade,
e cada lembrança tua era uma estrela acesa
no céu que eu tecia para não me perder.
Sei que te amei com a força dos rios que não se explicam,
com a paciência das raízes que sustentam árvores inteiras;
amei-te sem medida, sem trégua, sem testemunhas —
um amor que foi inteiro, mesmo quando só existia em mim.
Guardo esse amor como quem guarda um segredo sagrado:
não para esconder, mas para lembrar que fui capaz
de amar com toda a pele, com toda a voz, com todo o tempo.
Lembra — eu te amei, e esse amor ainda me habita.
A quietude do ser e mente
É um valor que faz refletir
É o silêncio que nos dá poder
De escutar nossa voz e sentir
É sim com calma bem pensar
Fazer o coração se apaziguar
Para o caminho poder seguir.
Não há silêncio que consiga calar tua presença;
ela ecoa em cada instante,
como chama indomável que insiste em arder.
És raiz profunda que não se arranca,
és marca que não se apaga,
és memória viva que desafia o tempo.
E ainda que o mundo tente me distrair,
há sempre um sopro que me devolve a ti,
feito destino escrito nas veias,
feito verdade que não se desfaz.
O deserto se abre em silêncio,
como uma ferida antiga que ainda pulsa.
Uma porta aberta, imóvel,
esperando o que não voltou,
esperando o que talvez nunca volte.
O vento traz lembranças,
grãos de areia que carregam nomes,
promessas que se perderam no horizonte.
E mesmo assim, há esperança:
cada passo ecoa como oração,
cada sombra é um sinal de que o amor
não morre, apenas se transforma.
O coração insiste,
mesmo diante da vastidão árida,
em acreditar que o reencontro existe,
que o que partiu pode renascer
no calor de um olhar,
na coragem de um abraço,
na eternidade de um instante.
O deserto não é vazio,
é palco da espera,
é testemunha da fé que resiste.
E a porta aberta,
mesmo sem retorno,
é a prova viva de que amar
é nunca desistir de esperar.
Resposta
O silêncio ensurdece
aqueles que buscam respostas com gritos constantes,
aqueles que lutam sem cansar
atrás de entendimento,
aqueles que procuram o conhecimento
de formas inimagináveis,
com esforço exacerbado
ou que apenas os veem passar como uma experiência,
experiência boa e viva de saber como é viver;
"Tome partido. A neutralidade ajuda o opressor, nunca a vítima. O silêncio encoraja o torturador, nunca o torturado."
Elie Wisel
