Poemas Góticos de Amor
Olhar
Há um homem de olhar fundo,
Que atravessa o silêncio e o mundo
Olhar que fala sem dizer,
Que sabe ler a alma e o ser.
Seu sorriso guarda mistério,
Calmo, forte, quase etéreo,
Quando se aproxima, o ar muda,
Tudo fica mais vivo, mais lua.
Seu toque é verso bem escrito,
Firme, doce, nunca aflito,
É presença que envolve e acalma,
Como abrigo certo pra alma.
E quando o amor se faz calor,
É chama mansa, é puro ardor,
Não grita, não fere, só fica,
Como quem ama e multiplica.
É desse homem que eu falo aqui,
Que marca, que fica, que faz sentir,
Não por excesso, mas por verdade,
Um amor que nasce da profundidade💜
Você escolheu ir embora
E eu apenas deixei
No silêncio da história
O coração aprende a voar, a se refazer _ Frase da música Eu Apenas Deixei do dj gato amarelo
Permaneço no silêncio em meditação,
Conversando com a alma, fugindo da ilusão.
Busco entender por que o amor não foi bastante,
Se entreguei meu mundo inteiro num segundo constante.
Enquanto tantos mendigam migalhas pelo chão,
Confundem carência com amor, vazio com paixão.
E sofrem em labirintos da própria mente,
Distantes do afeto real, do toque presente.
Não quero um amor que só saiba encantar,
Perfume bonito que o vento faz passar.
Quero verdade que fique quando o dia escurecer,
Um amor que saiba ficar, não apenas aparecer.
Onde anda você, meu amor forasteiro?
Que não tem endereço, mas mora no meu peito inteiro.
Estou em meditação, buscando conhecimento,
Tentando curar o coração do desalento.
Se o amor existe além da dor que senti,
Que ele encontre o caminho de volta pra mim.
Cansei de promessas vestidas de desejo,
De palavras vazias que não sustentam um beijo.
Amar é presença, é coragem, é chão,
Não é fuga bonita nem falsa emoção.
Um silêncio, sempre, realmente, será a melhor resposta?
A vida ensina, depende: depende se a resposta for movida por ingratidão, porque poderá se arrepender e remoer o que não vale a pena!
A vida apela: aguarde alguns instantes para responder após uma fala, é um tempo precioso para sentir, se alguém pode estar mentindo ou dizendo a verdade!
Cantar às vezes é a melhor resposta para ignorar uma dor, e depois eu deixo o mundo mostrar o que sabe... "não vejo minhas cicatrizes como marcas de batalhas, mas como marcas de vitórias"!
Eu não tenho uma estória, tenho uma verdade: "existem olhares que prometem algo em silêncio, mas depois se fecham"!
Rejeição dói, amor não dói; eu não consigo viver com talvez, se é como um pouso não programado!
Existe um velho ditado, um pouco sinistro até: "é melhor usar uma camisa usada, do que usar uma nova sem botões"!
Vou fazer um pedido, de coração para outro coração: algumas vezes e muitas até, aprendi a comemorar um final com um começo, mas às vezes o melhor começo pode não ser o primeiro começo!
Parece destinada ao silêncio e espanto, quando certas máscaras caem... "a plateia se emocionou e pedia mais, mas o ator some"!
Tem convites que é melhor recusar, para não tentar remendar o que alguém resolveu distorcer, e se igualar; o tempo mostra o que alguém colheu o que plantou!
Tem dias que doem mais que os outros e não revigora, mas com consciência humana o desamor some; toda emoção está guardada a espera de ser liberta, nos cuidados diários dos pequenos e grandes detalhes!
Um aplauso é uma oferenda que não deixa uma vida triste, mas poucos se repetem quando se cansam; posso ter na vida repetidamente a mesma causa, jamais o mesmo instante!
“Há dias em que o céu se fecha, tomado por nuvens carregadas.
Em silêncio, o vento as afasta e revela o sol que sempre esteve ali.
A tempestade é passageira; o sol, permanente.”
Pensamento V
Claro silêncio
A ânsia de fazer atropela o compreender.
A reação impulsiva engana o pensamento.
O ego isola mais que o silêncio.
Mas o silêncio — esse, é íntimo do entendimento.
Poema III
Repente de um poeta
Já vi cacto dar flor no silêncio da aflição,
E vi lágrima em dor, em sorriso e oração.
Quem planta o sonho bruto, colhe verso em cada mágoa —
O que rega o futuro? Suor e lágrima, vulgo: água.
O sol não tem compaixão, a chuva virou promessa,
E a terra só dá legume se a fé não for só conversa.
O filho da estiagem tem coragem desde os ossos —
Não murmura a miséria, nem destrata um dos nossos.
Já vi homem ter dinheiro e morrer sem ter sentido,
E matuto sem um troco dividir o seu abrigo.
A riqueza que perdura não se mede por moeda —
Mora é na intenção, no coração de um poeta.
Pazzzzzzz...!!!
(Nilo Ribeiro)
Relaxe por um minuto,
sinta o encanto da paz.
faça silêncio absoluto,
deseje o que te satisfaz
deixe a luz te abraçar,
permita Deus te mimar,
autorize a alma poetizar,
consinta o espírito divagar
a paz é uma sensação,
é a alma sossegada,
o espírito em comunhão,
é a mente iluminada
paz é fonte de amor,
nela, devemos beber,
é a benção do Nosso Senhor,
com ela devemos aprender
paz mata sede da quietude,
não atrapalha em nada,
só atingimos a plenitude
quando a paz é alcançada
paz mata fome da tranquilidade,
esta paz podemos conseguir,
ela nos traz felicidade,
se em paz pudermos dormir
a paz é obra do Divino,
obra de grande valor,
influencia em nosso destino,
é equilíbrio para o amor
enfim,
de paz estou afim,
a poesia termina assim,
e que a paz não chegue ao fim...!!!
“Pela paz morreu Jesus,
e o mundo se encheu de luz”...!!!
Amém...!!!
Quando o Silêncio Uiva
Noite fria, assaz silenciosa,
A calmaria em véu se estende;
Parece o tempo em pedra pousa,
E a paz — imóvel — se defende.
Mas súbito a ordem se desfaz,
O chão da noite se rompe em dor;
Já não há calma, já não há paz:
Há grito, fome, há clamor.
Que dor é essa que rasga o ar?
É fome crua? É mão cruel?
Maus-tratos? Abandono a sangrar?
Ou a ausência do gesto fiel?
Do apartamento ao lado, então,
Ecoam latidos insistentes;
O cão, sentinela da aflição,
Clama por almas conscientes.
A madrugada, antes inteira,
Agora sangra em som e pena;
Cada latido é uma fogueira
Que incendeia a noite serena.
Transparente é a desumanidade,
Patológica, fria, banal;
Quando se perde a dignidade,
O mal se instala — normal.
E no abismo mudo da escuridão,
Onde a consciência vacila em temor,
Ergue-se uma prece — não em vão
Por paz, por vida, por amor.
Outro dia você chegou diferente,
tímida, indecisa,
trazendo no rosto um silêncio estranho.
Teu olhar carregava medo,
desconfiança
e uma dor que eu não soube curar.
Por um instante pensei que fosse cansaço,
ou alguma doença escondida na alma.
De repente você me abraça forte,
como quem se despede sem querer ir.
Olha dentro dos meus olhos,
e ali o mundo parou.
Com a voz trêmula você disse:
“Perdão, amor…
eu preciso partir.”
Não houve briga,
não houve culpa,
só um adeus pesado demais pra caber no peito.
Você soltou minhas mãos devagar
e antes de ir sussurrou:
“Fica em paz.”
E eu fiquei…
com o vazio,
com a saudade,
e com um amor que não teve tempo de se despedir direito.
Como eu vou ficar em paz.
Vendo o meu amor partir.
Sem explicação só a dor ficou.
Adeus amor vá com Deus.
O Mínimo da Decência
Quando o bem não for possível, Que o silêncio seja o seu altar. Não é preciso que o mal seja visível, Nem que a raiva venha te habitar.
Evite a inveja e o veneno da fala, A palavra que fere e que pelas costas cala. Não tente diminuir quem ao seu lado cresceu, Pois apequenar o outro não faz maior quem se perdeu.
Não aponte a falha, não deprecie a conquista, Não busque o erro para ser o protagonista. Se a bondade te falta ou o cansaço te invade, Apenas não faça nada; preserve a verdade.
Pois na falta do gesto que salva e constrói, Não ser quem destrói é o que nos faz humanos. Não fazer o mal é o degrau primeiro De quem busca ser justo em seus próprios planos.
Não há nada mais doloroso,
Que o silêncio de duas
pessoas que se amam, Mas
se afastaram, porque uma
não soube organizar suas
prioridades, e a outra teve
que optar por amor-proprio.
A depressão
não grita,
ela pesa.
É um cansaço
que mora na alma
e finge ser silêncio.
Mesmo assim,
todo dia
eu tento ficar.
Gosto do café quente,
do sol entrando devagar,
do silêncio que acalma.
A felicidade mora
nessas coisas pequenas
que a gente quase não percebe,
mas sente.
Silêncio
Meu peito aperta,
teu silêncio pesa.
O mundo segue,
mas você não fala comigo.
Fico aqui,
esperando teu olhar,
na saudade que não cabe.
Eu te li nas entrelinhas, onde o silêncio fala mais do que as palavras.
E ali, no espaço vazio entre um gesto e outro, descobri verdades que você tentou esconder.
Nada era bonito.
O que parecia brilho era apenas verniz, o que soava doce tinha gosto de amargura.
A sutileza dos detalhes me mostrou que a beleza que eu via era só reflexo, e não essência.
Às vezes, o amor engana os olhos, mas nunca engana a alma.
E a minha, ao decifrar o não-dito, percebeu que a beleza que restava era só cansaço e desengano, e que o encanto se quebrou no silêncio que você deixou.
Há um tipo de silêncio que não acontece fora, ele se instala dentro.
Não grita, não quebra nada, não faz cena.
Ele apenas ocupa.
Ocupa o espaço onde antes morava a certeza, a alegria distraída, a versão de nós que acreditava que algumas coisas eram para sempre.
Depois de nós, aprendi que o silêncio também faz barulho.
Ele acorda junto, senta à mesa, ocupa o espaço do que não foi dito e insiste em lembrar que algumas ausências não sabem ir embora.
Depois de nós, o mundo seguiu e eu fiquei.
Fiquei recolhendo pedaços de dias, juntando restos de coragem, tentando entender em que momento amar deixou de ser abrigo e virou travessia solitária.
Ninguém avisa que o amor, quando acaba, não vai embora inteiro.
Ele fica espalhado em músicas, horários, cheiros, lugares onde a gente nunca mais volta, mas nunca deixa de estar.
Depois de nós, as manhãs perderam o ritmo.
O café esfria na mesa enquanto o pensamento se alonga onde você ainda existe.
Não há pressa, nem conversa que sustente o calor.
Depois de nós, eu aprendi a disfarçar.
Sorrio em fotos, respondo “tá tudo bem”, faço planos pequenos porque os grandes ainda doem.
Carrego um cansaço que não é do corpo, é da alma tentando ser forte o tempo todo.
É exaustivo aprender a viver sem aquilo que dava sentido aos dias.
Depois de nós, eu ainda te reconheço em estranhos.
Na risada parecida, no jeito de segurar o copo, em frases que quase são suas.
E por um segundo curto demais, meu coração se engana, como se você pudesse voltar apenas por existir em alguém que não é você.
Depois de nós, descobri que seguir não é esquecer.
É aprender a caminhar com a falta, é aceitar que certas histórias não fecham capítulos, apenas mudam de forma.
O amor não morreu, ele apenas ficou sem endereço, sem colo, sem resposta.
E mesmo assim, sigo.
Não inteira, não curada, não ilesa.
Mas sigo.
Com esse amor quieto no peito, que não pede mais nada, só espaço para existir sem machucar.
Porque depois de nós, a vida não recomeçou.
Ela continuou, mais lenta, mais silenciosa, mais profunda.
E talvez amar seja isso no fim:
aceitar que algumas dores não passam…
mas nos ensinam a sentir o mundo de um jeito mais humano.
