Poemas Góticos de Amor
Olho para o mundo e tenho medo dele. Acho que no fundo tenho medo da felicidade ou ela de mim. Sempre que estou muito feliz fico desconfiada. Desconfio secretamente e vou-me afastando para que ela não acabe por si só. Prefiro eu correr dela, assim não corro o risco da felicidade me deixar.
Fico em silêncio por um longo tempo e procuro saber o valor dele. Há tantas coisas que eu queria escrever, mas, não posso. As palavras me deixam com medo, por isso fico calada. Há tantas coisas que nunca escrevi e que morrerão comigo. Este silêncio é a minha garantia. Dentro dele está o meu EU gritante.
Quero explodir para que as palavras se libertem. Seria uma loucura as palavras soltas por aí. Ninguém entenderia nada, porque elas se misturariam. Às vezes quero a verdade outras vezes o oposto dela me alimenta. O cotidiano me mata de tédio, por isso me reservo e escrevo.
A vida é tão passageira! É como um sopro. Sopramos e ela se vai. Não entendemos nada da vida e isso me deixa angustiada. Pensar que a vida é um sopro, logo vem à minha mente uma bolha de sabão solta no ar. Tocamos nela e ela explode.
Ficam no ar apenas pedacinhos que vão se desintegrando um a um. Assim imagino o sopro da vida. Uma película muito fina, quase invisível, transparente, brilhante com multicores como se fosse um arco-íris. Duram apenas alguns segundos e explodem.
São os segundos mais belos que nossos olhos já fotografaram e guardaram na gaveta do tempo. Assim é o sopro da vida. Simples, intenso e belo. Se deixarmos passar em branco ele se vai sem deixar nenhum vestígio.
A NOITE CHEGA
A noite chega e traz com ela o perfume das flores. Traz as lembranças de um passado, a calmaria, o momento em que o silêncio se aloja e as vozes da noite se reúnem para um aparte. Por trás da escuridão, a luz se intensifica trazida pela lua que dormia no colo do horizonte. Os pássaros que em revoada anunciavam o dia, agora descansam. Assim são as noites, intensas como nossos sonhos, bela como as águas serenas e perfumadas como as flores primaveris.
Às vezes o silêncio de uma pessoa enigmática...
Não passa de uma euforia significativa que te leva para o maior dos maiores sentimentos do mundo.
Há momentos em que falar não é a melhor forma de se fazer entendido.
Muitas vezes há no silêncio muito mais compreensão do que no falar mil palavras.
O grande problema é que para se compreender o que há no silêncio requer atenção, e poucos estão dispostos a dedicar esse ato tão importante ao próximo.
Seu silêncio mata-me por dentro
Sua indiferença corrói minha alma
Seus gestos inocentes causam
emoções de tormento
E nesse momento minha boca se cala
Tão distante a situação nos faz parecer
E minha consciência em devaneios padecer
Nesse mar volto a me afogar
Enquanto minha existência
tende a apagar
É dividir o silêncio.
É a relação do poeta com o sonhador.
Que sonha acordado em linhas, quando todo mundo está indo dormir.
A calma da alma
De olhos fechados
Mesmo acordado, sonha
Que o labirinto vire um só caminho
Compreender que flor tem seu espinho
Que a tempestade surge para lavar
E no silêncio
Ouvindo apenas o pulsar
A certeza que tudo está em seu lugar.
Ultimamente eu escrevo só na madrugada
Onde os sussurros do silêncio vêm me auxiliar
Os barulhos de tiro não deixam eu dormir
Me lembram que eu não posso errar
Sim dói o silêncio... Não sei de fato o por que, vem a angústia como companhia, consequência a solidão e por fim apenas o vazio.
No fazio... Estou lá, só. Lágrimas meio que tentar cair, porém não caí. Procuro todas as formas de falar com alguém, mas estou só.
Nisto rabisco este vazio, rabisco até compreender estou aqui... E noto que estou aqui não por mim, não por que quis, não por que sou fraco, não por que amo, não por que fui tolo... Noto que estou aqui por simples não está aqui.
Estou lá mas não estou; me sinto "Deus" poderoso mas sem pode intervir... Estou sempre lá quando precisam de mim, quando querem forças, amo, sorrisos e quando não, me mandam ao vazio, ao zero para juntar o que não tenho e distribui novamente.
Estamos sempre imersos no combustível ao lado de labaredas.
Nossa sobrevivência por aqui exige discernimento afiado, pois estamos sempre expostos ao atrito das discordâncias e das conveniências.
Temos que pesar tudo aquilo que sai de nossas bocas, pois nem sempre teem o mesmo significado para cada um.
A partir dai concluímos que o silêncio será o maior de todos os antídotos.
(teorilang)
O SILÊNCIO DA NOITE
A noite chega de mansinho
Pela janela entra um vento em laço
O silêncio é triste, um descaminho
O coração pulsa em descompasso
Os pensamentos fluem em polvorosa
Nenhum norte a ser seguido
A estrada é curvilínea e perigosa
O destino é incerto e traiçoeiro
Mas nada impede que a esperança
Renasça a cada aurora
Como no movimento de uma dança
Que não me sai da memória
Aquieta- te, silencie a voz do coração e ouça mais ao Senhor.
Aquele que te conhece é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo que você pede ou pensa, segundo a grandeza do Seu poder operando em cada um de nós. Acredite.
Tenha fé.
Lance sementes.
Nunca revide uma ofensa
Reaja com sabedoria.
Entre um grito e o silêncio
Prefira calar-se...
Nunca uma briga, nos trouxe a Paz!
Sou aquilo que você sente! Que poucas pessoas conseguem ver.
Eu sou um olhar no meio da escuridão.
Uma voz no meio do silêncio, um sorriso no meio da tristeza.
Eu sou essa paz que você quer, o carinho que você gosta.
"Quando você se foi a primeira vez, que desalento, chorava em demasia por não entender e guardava de sobejo a infinidade de lágrimas e de uma terrível saudade.
Quando você partiu a segunda vez, que tristeza, mas entendi e aceitei.
Dessa vez aproveitei o silêncio da tua partida e parti também.
Pra sempre."
"Tinha tanta saudade em seus olhos mas o silêncio não ajudava muito.
Era como se não quisesse mostrar, embora o olhar entregasse tudo.
Mas eu preciso falar sobre isso, olha aqui nos meus olhos, sabe, eu sei o que sente e eu também sinto muito."
