Poemas Góticos de Amor
Meus olhos reagem contra a inquietação da minha memória. Percebo uma lágrima gritante inudando o vazio daquilo que já não se espera mais respostas. Denomino este momento com a palavra: saudade.
Se permitires que seus passos sejam impulsionados pela dúvida, certamente não chegará a lugar algum.
Observe a convivência entre seus erros e seu passado. Mas, contemple apenas a sua coragem de sobressaltá-los.
No mesmo tempo em que existe uma pequena semelhança, existe também uma grande diferença, entre lembrar do passado e viver dele. Perceba isso!
Se convença de que não podes escolher o que escutar. Mas, alivie-se por poder escolher o que aceitar.
Em um ato heroico, a emoção disputou igualdade contra qualquer tipo de argumento. E uma nova visão sobre o amor pôde ser contemplada.
Não somos responsáveis pelos desvios que encontramos em nossas vidas. Porém, somos responsáveis pelo caminho que escolhemos.
Algumas dores existem para nos ensinar sobre a importância de se estabelecer diálogos com o silêncio.
"Agora é hora do silêncio.Enquanto o tempo passar,na falta das minhas palavras,lembre-se do que vivemos.Com certeza prevalecerá o amor.Você tem razão: eu não deixarei de te amar e talvez não viva mais nada parecido.Mas no momento eu preciso de silêncio para tentar separar as coisas e pedir sabedoria para não morrer de dor..."
Eu me sufoquei com o teu silêncio, experimentei o gosto amargo que a falta da tua teimosia e arrogância, invadindo a minha monotonia, me trouxe.
Quem não gosta de silêncio muitas vezes traz em si o medo, medo de ouvir o que Deus tem a dizer, pois, nem sempre Ele fala o que queremos ouvir, mas o que precisamos ouvir.
Quando alguém perguntar a você algo que não queira responder, seja sensato e nobre, responda com outra pergunta: Por que gostaria de saber?
A expansão do nosso corpo e da nossa alma só acontece no reencontro desta liberdade em nós de promover o humanismo e a alegria de viver em amor, por amor.
A alegria nasce no amor, logo o silêncio é também ele amor.
Preste atenção a isto: Quantas vezes sua boca me salvou? A primeira vez, em cada sorriso que me ofertou. A segunda vez, em todas as palavras de orientação. A terceira, quando cerrou e calou. A quarta, quando respirou profundamente e me inspirou. A quinta, quando não rejeitou. A sexta, quando elogiou. A sétima, quando reprovou. A oitava, quando perguntou. A nona, quando me atendeu. A décima, quando me entendeu e se não entendeu, não foi áspero ou grosseiro. E a contagem segue, pois é da boca que nascem grandes amores, é pelas palavras que descobrimos amores lindos, porém é nos silêncios que todos os amores se eternizam.
