Poemas Góticos de Amor
De um fio fez-se o tecido
Esse manto me torna alado
Por um fio não puxei o gatilho
Quem é que estava ao meu lado?
Sentei no barco da saudade
Rumo ao mar da ilusão
A caminho da felicidade
Atraquei na solidão
Arrependi de verdade
Porém sem explicação
Perdi boa parte do meu coração
Lembro de quando nós se conhecemos
Lembro de nossos momentos
Lembro quando nós se abraçamos
Mas não me esqueço de seu choro e seus lamentos...
Em Brasília, cidade das pedras portuguesas,
Onde a arquitetura impõe suas certezas,
Há um sentimento sombrio de desesperança,
Onde a tristeza dança em cada lembrança.
As ruas delineadas, frias e retas,
Refletem uma alma em busca de respostas,
A saudade permeia os corações solitários,
Em meio a um mar de incertezas e cenários adversários.
As pedras, silenciosas testemunhas do tempo,
Contemplam a melancolia que se faz presente a todo momento,
A nostalgia paira no ar, como um manto de dor,
E a desesperança invade cada recanto com fervor.
O medo sussurra ao pé do ouvido,
Espalhando inseguranças e desassossego aturdido,
Os sonhos se esvaem na vastidão do concreto,
Deixando um vazio profundo e incompleto.
Brasília, cidade de ângulos retos e sentimentos curvos,
Onde a tristeza habita os corações mais reservos,
A desesperança tece teias em cada pensamento,
Deixando o horizonte envolto em lamento.
Mas em meio às pedras portuguesas, uma chama persiste,
Uma luz tímida, que mesmo triste, insiste,
No poder da transformação, na força da esperança,
Para romper as amarras da desesperança e da bonança.
Que a saudade encontre seu lugar de acolhida,
Nos corações resilientes, na alma atrevida,
Que o medo seja um mote para a coragem surgir,
E que as incertezas sejam oportunidades de existir.
Pois mesmo em meio à desesperança e tristeza,
Há uma resiliência que a cidade enaltece,
Brasília, com suas pedras e histórias entrelaçadas,
Guarda a esperança de dias melhores, renovadas.
Que a desesperança e a tristeza possam se dissipar,
Deixando espaço para a alegria voltar a ecoar,
E que a cidade possa reencontrar sua luz,
Em meio às pedras portuguesas, no compasso da cruz.
Carta aos Anjos
Não vejo mais o trem partir
Preso na vida da escuridão
Não quero mais sorrir
Só encontro solidão
Mas mesmo na escuridão
Tentava encontrar o caminho
Lutando pela minha salvação
Enfrentando o frio sozinho
A tristeza que me faz ir
É o mesmo medo me faz cair
Quero um lugar sem dor
Onde a vida já não tem valor
Minha mente, aflita
Com vida que me atormenta
Não suporto mais esse grito
Um corpo que não aguenta
A solidão me sufoca
E o desespero é meu guia
Leve-me até a corda
E a morte me arrepia
Com lágrimas nos olhos
E o coração em despedida
Dou adeus aos meus anjos
E me entrego à partida.
Sinto o peso da solidão
Que cerca como um abraço
É a dor do meu coração
Que me leva a este cansaço
A angústia em minha mente
Me faz perder nosso laço
O sofrimento é meu presente
Eu não suporto meu fracasso
A solidão me sufoca
E o desespero é meu guia
Não vejo mais a vida
E a morte me arrepia
Não há mais razão de ser
Nessa vida sem sentido
Apenas o desejo de morrer
Me traz um pouco de alívio
Com lágrimas nos olhos
E o coração em despedida
Dou adeus aos meus anjos
E me entrego à partida.
A vida é uma jornada
somente de ida,sem saida
me perco,me busco,me encontro
perdido em busca de mim
No escuro me procuro,me acho
convencer-me de voltar à luz me faço
tímido sorrio,crio um caminho de volta
à procura de mim me encontro,
não me sinto mais sozinho
O caminho escolhemos,
pode ser plano ou espinhoso,conforme o escolhemos
há várias maneiras de chegar,
tudo depende de como a jornada vamos encarar
há atalhos,por eles os caminhos encurtam,
porém as experiências adquiridas são menores,não educam
viver é galgar a vida,saber encarar,entender que é sofrida
mas não perdida gera experiências na jornada adquirida
tudo é ciclo, o dia nasce e morre,clareia ,escurece,
nasce tudo,tudo morre a vida
por entre nossos dedos escorre
Angústia.
Sentir angústia é algo que só quem já viveu ou vive com ela sabe. É uma sensação devastadora que surge sem aviso prévio, sem um horário definido ou um lugar determinado. É como um coquetel formado por todos os momentos mais tristes da vida, somados à dor da perda, só que muitas vezes parece ser ainda mais intenso.
Essa angústia é algo que existe e que vem e vai quando quer, fazendo com que eu questione se quero mesmo seguir vivendo.
É como se parte da vida tivesse desaparecido.
Bom pelo menos é assim que me sinto quando a tormenta passa e me deixa esgotado, como se estivesse dividido em milhares de pedaços.
Por muitas vezes tentei reunir meus pedaços, mesmo sabendo que poderia ser quebrado de novo.
É incrível como algo tão indescritível consegue Me destruir, me sinto morto
Mesmo ainda respirando
Mesmo existindo, me sinto como se não estivésse vivendo.
A angústia é algo que só quem vive com ela sabe.
É uma sensação devastadora que nos abala profundamente.
Sei que existo, só não me sinto vivo. mas não me sinto vivo.
Em meio a toda essa fumaça tenho tentado me manter acessa.
Sem conseguir fungir
não enxergo nada nessa prisão,
paredes e paredes.
Enquanto minha chama cessa,
Fumaça e Fumaça.
Certa vez me perguntaram se sou feliz.
Respondi:
- Só quando estou dormindo! Ficar acordado é um pesadelo!
Já fui neve no mar, já fui espada na mão (José Afonso)
No passado sofri de algumas vaidades. Mas calei que prefiro ser neve no mar do que poeira pisada, caída no chão. Ser a neve que se funde com o mar é ser a frescura que sabe de antemão que muita gente lhe vai perguntar: quando cantaremos o Hino da Libertação?
No passado sofri de algumas vaidades. Mas agora, que vivo sem sedução, digo: ser neve que se fundiu com o mar é ser como a estrela que se fundiu com o céu (coisa que, antes, a estrela sempre temeu) e nele brilha mas sem chamar à atenção.
No passado sofri de algumas vaidades mas não falei de ser espada na mão. Hoje, que sou a neve caída no mar, muitas vezes me interrogo: ser lâmina afiada em ereção não será entrar no estranho jogo dos que põem pessoas a sangrar e querem sentir vida a pulsar no seu coração? Mais logo, quando a Musa Menina chegar, me dirá se tenho ou não tenho razão.
Nada é eterno!
Infelizmente tudo que vivemos aqui um dia irá se desdar! Um momento de alegrias e tristezas irão surgir, aquela conversa com a pessoa especial, um dia não vai acontecer, aquele "Bença tio!?" "Bença tia!?", aquela confraternização as vezes irá acontecer sem você mais, vai ser triste, mas a vida tem que seguir de uma maneira ou outra, infelizmente única certeza que temos é da morte, é triste, dolorido, angustiante, mas estamos aqui só de passagem. Depois disso aqui é incerto! Desconhecido! Alguns tem teorias, mas que na verdade, não temos certeza de nada do que vem depois, isso vamos descobrir só quando o nosso momento chegar, quando chamar a nossa senha e você não fizer mais parte desse plano! Aproveite cada segundo sendo especial para os seus! Seja feliz e procure sempre fazer o outro feliz também! O que irá restar será somente a saudade daquele momento especial! Aproveite para viver e ser o agora, pois a saudade não vai fazer nada disso de voltar! Aquilo não vai existir mais! Vazio???? Muito!
Mas a vida tem que seguir!
#LutoTioPilau
🖤😔😢
Aquilo que hoje é desgosto, luta ou dor, você pode canalizar para ser motivo de alegria amanhã.
Em Cristo somos mais que vencedores e todas situações são um motivo para ser abençoado.
Num voo de cores, dança a borboleta,
Entre flores e sonhos, a vida completa.
Ela é o sopro do vento, a luz do poente,
Um sussurro da vida, tão efêmera, tão presente.
No entanto, vem a morte, silenciosa e certa,
Finaliza a dança, a cortina deserta.
Mas na despedida, uma nova beleza desponta,
Na metamorfose final, a vida se reencontra.
MINH'ALMA
"Minha alma cansada
ainda abalada resiste
A luta diária
Desconfiada se cala
Diante ao caos da minha mente
Que mente o que sente
Confusa se perde em prantos
Confidente me diz : -Não consigo !
Meu corpo reage sem saber,
Sobrevive em modo automático
sem rumo dizendo:
-Eu consigo!"
ANSIEDADE DA CRISE
"Novamente seu abraço
Me envolve sufocando-me.
Sem ar, busco espaço
Quero ir e ficar sem entender
Momento crítico de desespero
O medo invade minhas entranhas
Que se contorcem aflita
sem saída, me paralisa
O peito em chama, clama :
-Me chame! - Me encontre!
Estou ali a deriva dos
pensamentos sem sentido
sem encaixe, sem destino
Torturando toda imagem que carrego,
preso num labirinto infinito."
Na masmorra da razão, na escuridão profunda,
A dualidade se revela, a mente se afunda.
Entre o empirismo dominante e a crítica pura,
Desponta a lucidez ácida, uma voz que perdura.
Explorando a energia cósmica, além do visível,
O poeta mergulha nas camadas mais sensíveis.
Questiona o domínio do empirismo estreito,
Buscando a verdade além do mero preconceito.
Na dualidade do pensamento, a luz e a sombra se entrelaçam,
A lucidez ácida em cada verso se desfaçam.
Enxerga além das amarras do racionalismo comum,
Desvendando mistérios que a razão não assume.
Na masmorra da mente, a crítica se debate,
Entre o empirismo dominante e a razão que abate.
A energia cósmica pulsa, invisível aos olhos,
E o poeta desbrava caminhos, voa em seus voos.
A lucidez ácida o guia nessa jornada,
Explorando horizontes além da empiria adotada.
No cerne das trevas, encontra a faísca de luz,
E revela verdades que desafiam a cruz.
Que o poeta, com sua voz ácida e ardente,
Rompa as amarras da razão, ouse ir além da mente.
Que a dualidade se dissipe na energia cósmica,
E que sua poesia transcenda qualquer lógica.
In, A sombra sobre o véu
Vivemos num mundo cruel, injusto e com os sofrimentos mais variados numa sociedade hipócrita, doente e tirana. O que realmente importa são os interesses pessoais, todos correm em busca de um único objetivo:
- TENHO QUE ME DAR BEM A QUALQUER CUSTO” o outro que se dane pra lá.
Relações? Que nada, somos um bando de miseráveis do nosso próprio egoísmo e egocentrismo, viramos realmente trapos de imundícia da nossa própria arrogância e bel prazer.
O amor tomou outra direção, esfriou, congelou, o homem se tornou amante de si mesmo. Eu me amo...Eu me basto...(a menos que você tenha alguma coisa pra me oferecer em troca, e assim vamos fingindo ter alguma empatia até o próximo da vez).
Tempo, o relógio pessoal de cada um, que marca e trabalha de acordo com as próprias conveniências.
Porque o tempo da consideração, do respeito, da bondade, da fraternidade, da lealdade e amizade se perderam no próprio tempo da inutilidade, do enorme vazio que o homem se tornou.
Triste desumana humanidade!
larápio de quinta categoria.
*
Roupa rasgada, o cordão umbilical, o arame farpado e a cerca. Certo que isso já começou errado, mas, há quem diga que está perto de dar cabo. Assim escrevi, e, não me importa o que irá achar se eu tiver me perdido. "Logo estarei na rua juntando ritmo para esse desassossego interminável.".
*
Ricardo Vitti
Acredite ou não, você é um mero mísero fragmento de poeira, o teu ego será a tua sepultura, e o seu corpo decomposto nem para fertilizante servirá para a terra...
In, Quem Bate?
Há um monstro aqui
Um monstro que me assola
Que me feri
Que me toma
Há um monstro aqui
Que me causa medo
Quando me deito
Me aperta o peito
E me sufoca num pesadelo
Há um monstro aqui
Que me prende no presente
Queima o meu passado
Persiste em minha mente
O futuro antecipado
Há um monstro aqui
Me prende para si
Me faz seu escravo
Uma incógnita na verdade
Infinita possibilidade
Com esse monstro chamado
Ansiedade
