Poemas Góticos de Amor
Não vou mais chorar por você
Por que
Percebi que minhas lagrimas
Não ira fazer você voltar
Para o lado vazio da minha
Cama
Quando em tudo penso
Surge o tormento
De dúvidas e paranóias
Que não vão embora
Mergulho fundo na imensidão
De tristezas e confusão
O ar a minha volta é escasso
Sinto solidão a cada passo
A escuridão me envolve como um manto
Tão suave que quase não percebo
E tão pesada que quase não suporto
Os dias se tornaram acinzentados
Meus olhos cada vez mais cansados
Dizem que mudei
Que estou estranha
Nem reconheço mais minhas entranhas
A angústia me devora
A aflição vem sem demora
É uma tortura incessante
Não sinto mais o que sentia antes
Quem sou eu agora?
Por que o mundo se tornou tão vil?
Como vim parar aqui?
Se eu gritar alguém me escutará?
Estou tão confusa
Não sei aonde estou
Não sei porque estou
Só espero o dia
Em que alguém me resgate das sombras
Mas enquanto minha salvação não chega
Minha alma continuará declamando esse poema
-Quando você não sente mais nada...
Quando chega o momento que você não sente mais nada
o único fio de esperança é fechar os olhos e gritar para si mesmo um foda-se bem alto na vaz esperança de sentir algo.
-Se nos distanciarmos...
Possa ser que nos distanciemos, mas todo o conhecimento trocado por nós ecoará para sempre, nos guiando para onde quer que formos;
todo flamejo de êxtase brilhará como uma estrela no céu, impossível de se ter, mas bela de se admirar, então a admire, pois ela sempre estará lá, brilhando para você e iluminando sua vida, lembre-se, a estrela de um mago é difícil de ser vista, mas se vc conseguir ver a luz dela, ela te impactará de uma maneira inexplicável, e mesmo que vc não a veja mais, ela brilhará em você para sempre.
-Profundo e raso ao mesmo tempo
Profundo e raso ao mesmo tempo.
cheio, porém vazio.
completo, mas insatisfeito.
tristeza e alegria me assolam de uma só vez,
chegaram sem me avisar,
me pegaram de surpresa,
me deixaram sem possibilidades de reação.
afogando estou, e simplesmente vou parar de nadar.
mas nunca morrerei
pois sempre estarei em vossos corações.
Quando eu morrer, sim eu vou.
Digam que foi de vida.
Morri porque escolhi viver e a vida me transbordou.
Como era viva, ela.
Morri de tanta vida, morri vivendo toda ela.
Foi o que escolhi.
Poderia sobreviver um pouco mais, mas parti antes. Não valeria nenhum só dia sem esse transbordar que me afogou.
A bela moça passava horas
Em Frente ao espelho,
Mas esqueceu-se de acender as luzes
Imaginou-se num conto de fadas,
Porém sua realidade não tinha brilho...
Não sei se estou fraco ou sem forças
Não sei se caminho ou se paro
Meu coração não me permite mais saber, ele pulsa angustiando meu corpo e minha mente
Por diversas vezes olho para o horizonte e me conecto com ele num sono profundo que já não quero mais despertar
Me sinto um egoísta e também inútil
A morte me abençoa todos os dias e a vida vai se esvaindo
Tudo que tento já não gera resultado
Tudo que toco apodrece
Não ouço mais aquelas vozes que vi nascer e me traziam vida, isso me massacra todos os dias
Não sei se estou fraco ou sem forças...
JARDIM DOS PINHEIROS – Proeza da Mãe Natureza
Quando chegamos a este lugar,
contornamos a orla magnética do seu lago anfitrião,
que pintado de verde pelas incontáveis bonitezas que o abraçam,
nos dias de sol cintila orgulhoso.
Chegamos aqui acolhidos pelas sombras das crescidas árvores
de flores caprichosamente rústicas,
que benzem também o seu nome de jardim.
Sabe, por aqui é bom dormir com a janela aberta,
só pra acordar vendo as copas dos pinheiros.
Nas fotos elas são bonitas,
mas pessoalmente muito mais!
Porque ouvindo tantas toadas passarinhescas,
bailam sua coreografia princesa,
ensinada pelos ventos daqui.
Eu grito, grito e grito
Mais ninguém me escuta
Estou presa em meus pensamentos
E ninguém me ajuda
É impossível perceber
Pois estou sempre com um belo sorriso no rosto
Mais a verdade é diferente
Estou preste a ficar para sempre no fundo do poço
Eu grito, grito e grito mais ainda
Mais é impossível perceber
Quantas vezes já tive até vontade
De morrer, desaparecer
As vezes é preciso fingir um sorriso
Para não preocupar os outros
Mais as vezes não da para segurar
E começamos a chorar
E quando choramos
Precisamos mentir
Apenas falar que esta tudo bem
Para não preocupar mais ninguém
Acaba nele
O que sera que é isso?
Sabe, essa confusão...
Essa dor..
Essa perturbação aqui dentro...
Por que essas vozes não se calam?
Elas estão tão altas quanto meus fones!
Elas me dizem pra colocar tudo pra fora...
Toda dor,
Toda amargura,
Ódio
E depois morrer.
Não seria uma má ideia, mas preciso ficar aqui!
Querendo ou não, se eu morresse eu faria falta,
Mesmo essa dor e ansiedade e todo o resto gritando aqui, eu vou lutar por eles, por ele!
E esse é mais um poema que acaba nele!
A final, é sempre sobre ele.
Sempre sobre como eu te amo e como quero pagar o preço da vida por você.
Deus prepotente, capaz de salvar a todos,
Escolheste nos punir durante tanto tempo,
Sem data de termino, para nós ensinar,
Erros marcam, não são esquecidos,
Mas podem ser perdoados, diante disso,
Ele nos deu sua maior dadiva,
A vida, onde a morte nos causa medo,
E a vida nos puni por existir.
Esqueci como é ser criança,
Problemas...Pesos...Responsabilidades.
Aprendi a encarar essa realidade.
É difícil ser o que me tornei,
Não o "eu" oculto,
Mas o "eu" adulto.
Esquecemos dos sorrisos que dávamos,
O nosso ego nos cegou.
Se quer notamos quem estar ao nosso lado.
Perdemos a inocência,
Movido por desejos carnais e matérias, apenas...
Aos poucos vamos caindo igual Atenas.
O que antes acordávamos
Para brincar com os vizinhos da rua,
Hoje acordamos para servir uma rotina sem vontade nenhuma.
velhice
a hora que o tempo tem
com tanta pressa se vai
disparou, e nela contém
um suspiro que desvai
o prazo que ainda resta
nada sei, e pouco abstrai
então, nesta tal aresta
não adianta ser samurai
antes que finde a festa
uai! E vire o que seria
orquestre a tua seresta
e viva cada verso da poesia
antes que se torne indigesta
pois não terás está cortesia...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
30 de setembro de 2019
Araguari, Triângulo Mineiro
Sendo franco
Coisa da vida já ouvi dizer
Que coisa ambígua
Para tentar esclarecer
Sendo que a vida um dia à morte vai pertencer
Sozinho
A inexistência atua na ausência
As coisas já não mais reluzem
Versos já não mais traduzem
De versos românticos
A versos sem cânticos
Da vida mais farta
A vida barata
Já perdi o apurado cônscio
O ensurdecedor silêncio
Já é vazio nesse acúmulo
Agora escrevo ao meu túmulo
A vida não deixa as coisas baratas
Então mesmo com um buraco no peito
Tenho esperança que do nada
O infinito seja feito
Eu fiquei mesmo pra trás...
Ah como dói
Ver as pessoas evoluindo
E eu do mesmo jeito, definhando
Não que eu não as deseje sucesso
Mas desejava ser como elas
Não precisar sentir essa dor
De ver que meu futuro é igual ao presente
Nada muda, tudo fica na mesma
Parado, estático
Eu perdi, perdi o gosto pela vida
Mergulhei na infância triste do vazio
E entrei num transe profundo
Desejando apenas não ter nascido
Esse é o fim pra quem não aprendeu a viver
Desejar morrer a cada instante
Porque viver perde a graça
Como um filme que você vê e sabe o final
Esse é o meu maior mal
Morrer vivendo, não desistir desistindo
Quando vou chegar em algum lugar
Não sei, porque já morri demais pra estar vivo
E vivendo muito pouco pra achar a morte tão ruim...
- MORTO DA SILVA
Não sei para quem faz algum sentido, morrer?
Pelos menos aos que ficam.
Aos que se despedem da gente...
Depois que a gente se vai.
Parece que tanto faz, pois, já se foi.
Nunca mais querem nos ver.
Engraçado? Mesmo dizendo que amam.
Que amam aquele que se foi não o quer mais...
E preferem morrer de saudades.
a tê-los por perto, uma vez, que já se foi.
Morrem de medo da ideia de desenterrando
Não se encontre os ossos.
Morrem de medo de se ter saído do túmulo
e voltado para casa;
Onde não se será mais bem vindo.
Se estiver vivo se morre de medo dos mortos;
Se estando morto, se mete medo nos vivos.
Ainda que não se faça nada, estando morto.
Que se pareça está todo o tempo ali deitado,
Parado...sem piscar.
Morto da Silva!
poeminha escuro
era tão distante
a vida tão presente
o tempo passou volante
que o berço virou ausente
agora um breu tão forte
o sol no horizonte poente
e tão perto, ficou a morte...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
outubro de 2019
cerrado goiano
O pior pesadelo
E lá estava eu,
perdida,
Vazia,
Sozinha,
Afinal, você se foi.
Lá você estava,
Tão, tão, tão longe,
Tão perdido,
Assim como eu.
Vc estava do outro lado,
Claro, na parte escura de lá,
E eu? Eu estava na parte escura de cá.
Vivi cada segundo,
Segundos que viraram minutos,
Minutos que viraram horas,
Horas que viraram dias,
Dias que viraram semanas,
Semanas que viraram meses,
Meses que viraram anos,
Anos que viraram a eternidade.
Eternidade de dor,
Eternidade de sofrimento
E de vazio por não ter-te por perto!
Acredite,
eu morri,
Minha alma morreu com isso!
Ela toda se foi,
Sabe o que restou?
Só o corpo.
Espirito e alma se foram.
O que restou foi só um ser existente,
Um ser sem alma,
Coração,
Vontade de viver,
Prazer em sorrir,
prazer em nada.
Mais uma vez, um ser vazio!
O que até esse vazio estava por um fio.
Sabe o que foi isso?
O pior pesadelo de todos,
Pesadelo de dias,
Pesadelo que não tinha fim,
Pesadelo que você ia e todos os meus sentimento bons que estavam lá por você, iam embora juntamente contigo!
A diferença?
A diferença é que lá estava você, morto e sangrando,
Havia sangue para todo lado
E eu, como a covarde de sempre,
Só sangrava,
sangrava aos poucos,
Ou seja, de pouquinho em pouquinho que eu vou morrendo.
De pouco em pouco eu vou deixando de sentir coisas boas pra sentir a maior dor que eu poderia sentir.
Bem, era um pesadelo,
Daqueles de bagunçar o cabelo
