Poemas Góticos de Amor
Que a luz então me amaldiçoe
A tentar deixar as sombras das minhas ações para trás
Mas assim como aqueles que vieram antes neste majestoso pedaço de tempo
Nossas sombras, na ausência de luz, desaparecerão
- Shadows
Não é peculiar que seu coração
Cultive apenas tristeza
Mais uma vez
E a brisa ensolarada não brilhará
Até que você veja
O sentido da vida
- Tales of Ember & Vishap - The Meaning of Life
O sol se despede
Para aqueles dias pálidos
Enquanto estrelas vagam na tristeza
O amanhecer chega e se vai
E deixou suas almas sozinhas
Homens, com medo em seus olhos
Foram vencidos pela escuridão
- The Silent Winter
Ela voou para descansar em paz
Longe da tristeza para ser livre
Ela voou para longe do mal
Lá no alto com suas asas de liberdade
Acima das nuvens, ela lutou contra seus medos
Estrelas brilhantes surgiram de suas lágrimas
Iluminando o caminho para você
- Lady Moon
O que vem à sua mente, então, quando você pensa na morte?
Você sente medo ou fica em paz em seu mundo de ilusão?
Há quem viva sempre sem saber que já morto segue vivendo
Mero sentimento que apenas faz com que menor seja o sofrer
- Em Frente ao Espelho
Falso jardim
Nem tudo são flores
Nem outra face, nem maldição
Nem tão feliz
Nem ode à tristeza
Flores e pedras nas mãos
- Falso Jardim
*A LOUCURA DA PAZ* (Victor Antunes)
Tantas mortes, tantas guerras, tanta ambição e pose... Tudo passa, tudo acaba... tudo será sempre, soterrado, pelo cruel tempo...
E tudo que o homem busca é a paz; não sabe como, nem quando, nem porquê, mas almeja, a paz.
Nessa saga milenar, sempre conquistou uma... para descobri-la efêmera depressa..., porque fundada nos caprichos e desejos egoistas; hedonistas, mesquinhos...
E vivendo a loucura pura da guerra renitentemente busca conquistá-la, a paz... mas a vê algures distante... Tolo: não a viu nunca, nem a vê, porque ela está aqui, em cada palavra, em cada tom, cor, luz e desejo... Dentro de cada um, que plenamente a ama, a deseja, a propõe e cria...
Paz, hoje, amanhã, sempre, para sempre... Por que não agora, já, nesse instante, agora?!...
E assim, amando, perdoando, reconstruindo, criando, a ver chegar... Suave, plena, constante, dia-apos-dia, em cada manhã, em cada estação, em cada canto e flor, em cada por e levante, em todos os sóis... a paz...
A doce, serena e interna paz...
***
É tão triste
Ter que reconhecer
Tudo aquilo
Que eu queria esconder
Meus defeitos
O que eu tinha que mudar
Pra você não se afastar
Tristeza, isso dói... Bate aquela vontade de chorar,
Eu te vejo feliz, sorrindo e às vezes você me olha...
Eu o olho de novo e você desvia o olhar...
Que vontade de chorar.
O limite quem põem é você..
Não adianta ficar triste por situações em que
você teve a oportunidade de colocar um ponto
final mas preferiu colocar uma vírgula.
Você está onde se coloca e você aceita a se
sujeitar a tal situação...
então em vez de se
lamentar depois, pense antes de agir por impulso...
Intolerável
O céu amanheceu pálido... o dia nasceu tão triste, desconsolado.
A desesperança toma conta de mim.
Não queria que fosse assim.
Há uma tristeza imensa absorvendo tudo o que há de bom em mim.
Desolados meus pés continuam a caminhada.
É longa e deserta esta estrada.
Minha existência também é solitária e vazia.
Não entendo por que tenho de viver o dia.
Esgotada está toda a alegria.
Meu olhar busca por aquilo tudo de bom que foi um dia...
Já não encontra emoção.
Não há beleza nenhuma e me rodear.
Até o sol passa pelo céu cinzento ... sem nada clarear.
Às vezes o viver se torna tão intolerável.
E intolerável também é na indiferença permanecer.
Minha mente tudo isso a lembrar...
E eu... eu que só queria tudo esquecer.
Não perca a tua Fé
Dias cinzas... dias nublados... não te percas nas sombras do mundo. Não te esqueças de que, por trás das nuvens, o Sol continua a brilhar. Não te esqueças de que há um Deus sempre pronto pra em Seus braços te segurar.
Não te esqueças, não te percas, não percas a vida que só Jesus pode te dar. Esforça-te e espera com paciência... eleva teu olhar e deixa Jesus teus passos guiar.
Depois da noite escura sempre há uma alvorada a brilhar... não te esqueças.
Dias tristes... por que vocês existem?
É como se todas as coisas estivessem cobertas de pó, tudo fosse tristeza de dar dó... dias de melancolia, dias nublados, céu e sol apagados... sonhos estragados, corações despedaçados... tristeza pra todo lado.
Há dias assim, que não tem jeito... nada tem jeito... é tudo escuridão e vazio. Dias que nasceram errado e que não podem ser consertados... precisam ir até o fim... e começar de novo, tudo novo.
Dias de desesperança, de choro... de dor... E Djavan diz: "Quando a dor te torturar [...], sorri [...] Todo mundo irá supor que és feliz".
Desculpe-me, Djavan... não tô nem aí pra todo mundo, quando meus ombros estão cansado e doridos, quando não há nada de colorido... todo o mundo não me importa nem um pouco...
eu não faço outra coisa que botar um pé diante do outro...
E por falar em morte...
Quando você se dá conta de que ela está aí à espreita, só esperando o momento certo, você só quer viver sua vida frágil, você só quer tempo, você só quer viver o tempo todo que você tem.
Quando você se dá conta de que ela é inevitável... - morrer ou não morrer, eis a questão... que não existe... porque, quando se trata de morte, todo mundo está no mesmo barco... que irá afundar... inevitavelmente -, você só quer a vida em todos os seus poros, você só quer respirar e respirar... até sugar todo o ar que é possível... você só quer, lá bem no fundo, bem no fundo, evitá-la.
Mas não há caminho que leve você pra longe dela; ao contrário, a cada passo, mais perto do abismo você se encontra... e inevitavelmente você cairá.
Quando você se dá conta de quão próxima ela está, você sente o quanto ela é sombria, o quanto gostaria de não ter de encará-la, o quanto você gostaria de não ter de enfrentar esse inimigo sem face, o quanto enigmática ela é. Qual o rosto da morte? Qual o sabor da morte? Qual o cheiro da morte? Qual será o gesto personalizado da morte na sua própria direção - como ela se fará real pra você?
E por falar em morte...
Você se dá conta de como a vida é bela?
A vida em anos dividida... interessante isso de o tempo 'ter sido cortado em fatias' chamadas anos - ilusão de que estamos sempre a recomeçar, enquanto estamos a respirar... esperanças que se renovam, planos, desejos, sonhos de que tudo vai ser novo de novo.
Sonhe, e sonhe, e sonhe...
Não quero acabar com seus sonhos... mas tudo vai mesmo é acabar.
Uma tristeza
Eu era tão feliz.
Você a razão da minha felicidade.
O dia amanheceu.
Tudo tão triste.
Nublado.
Não há sol.
Só nuvens escuras a cobrir o céu como um véu.
Véu negro que tudo esconde... que não dilui a dor... que faz desaparecer toda forma de amor.
Com você foram-se as cores do dia.
Foi-se pra bem longe toda a alegria.
Tudo virou nostalgia.
O tempo, em protesto, não se fez de rogado.
Parou e ficou do meu lado.
Olha pra mim com olhos de terror... me diz:
“Não se machuque... não se afogue nesse copo de culpa... estou com você... serei um momento em que te farei feliz.”
Esforço-me, então, pra sobreviver.
Quero essa felicidade prometida viver.
Triste fim
Um dia vou jogar no mar minha vida.
É o mar minha única saída...
Tentei viver uma vida normal...
Mas estou tão imersa em minha dor
Que mato todo sinal de amor...
que de mim se aproxima.
Triste mesmo esta minha sina.
Tenho meus segredos.
Tenho meus planos.
Tento viver meu lado mais humano...
mas meus atos são sempre tão desumanos.
Hoje não está nada bem.
Trovões e solidão povoam meu coração.
Um dia eu mato essa dor.
quem não me conhece, talvez vá chorar...
vai pensar: 'por que será que ninguém fez nada pra ajudar?'
É... ninguém fez...
ou... fez sim...
quem podia ajudar me empurrou ainda mais para esse triste fim.
E fim!
Que o vento leve
Que o vento leve todas as recordações tristes da minha vida...
Que todas as coisas que me fizeram mal sejam esquecidas...
Que nenhuma delas encontre em meu peito guarida.
Sepultei-as sem flores... sem lágrimas...
Quero seguir sem sofrimentos pela vida.
Noites serenas... madrugadas plenas.
Novos dias e eu feliz em cena.
Sorriso que não morre.
Doses de felicidades que não sejam pequenas...
Que o vento leve tudo o que fere minh’alma.
Que as cicatrizes sejam apenas leves lembranças
... que não tirem minha paz e minha calma
O que me causou sofrimento, definitivamente, lembrar não vale a pena.
Calmaria.
Só o cantar de um pássaro lá longe.
Uma nuvem cobre ligeiramente o sol.
As sombras no quarto desaparecem.
Tudo se sombreia.
É chuva que vem?
Um vento forte sopra.
As nuvens vão sombrear outro lugar.
Hoje o sol quer o dia todo todo o meu dia iluminar.
Por quê?
Por que me mostrastes um mundo que não poderia me aquecer...
Um mundo cheio de tristezas que eu só queria esquecer.
Tenho defeitos demais.
Ah! Eu só queria voltar atrás.
Fixar-me naquele mundo opaco,
habitado por seres itinerantes.
Por que não volta tudo a ser como antes?
Choro. (eu sei que de nada adianta, mas choro...)
Às vezes, lembrar dói.
Magoa... faz sofrer.
Vontade louca de correr e correr.
Pra trás a tristeza deixar
Viver um eterno ressonar.
Um passado descolorido
Uma luz frouxa
pra trás tão no pretérito abandonado.
Sonho louco.
Olho-me no espelho.
Olhar magoado.
Vejo marcas e machucados.
Cicatrizes feias e fundas.
A vida tem estado
– no que se refere a mim –
o tempo todo nas mãos com um relho.
