Poemas Góticos de Amor
"A sombra não e a ausencia de Luz ,mas a presenca do Espirito atravessado no seu caminho."
Ventura Rodrigues Alves
*A Sombra do Passado*
Uma sombra silenciosa seguia uma mulher, lembrando-a de momentos esquecidos. Ela tentou fugir, mas a sombra a acompanhava sempre.
Um dia, ela decidiu enfrentar a sombra. Ao olhar para trás, viu que era uma parte de si mesma, carregada de memórias e experiências.
Ela percebeu que o passado faz parte de quem somos hoje. E ao aceitar a sombra, encontrou liberdade e paz.
A partir disso, a sombra se tornou uma companheira, lembrando-a de onde veio e para onde vai.
" TRISTEZA "
Não consigo ser diferente da pessoa que fui habituado a ser
Até parece que o meu sofrimento no tempo está a entreter
Odeio este sentimento de pensar em vir-a-ser
O fracasso habita na minha pessoa não consigo rejuvenescer
Nunca confiei nos meus cinco sentidos
Preciso de um outro me sinto mulher
Comprei inúmeros quereres da vida com delitos
Hoje em dia só penso em devolver
A infinidade do céu só sabe me deixar de rastos
Suas cores vagas me tratam como seu enteado
Nele só enxergo nuvens que trazem tempestades, parecem o meu passado
É como se a vida quisesse que Eu presenceasse algum holocausto
Estou deitado no cansaço de nada ter
O quem me dera nos meus pensamentos só sabe corromper
O silêncio me guia num caminho de embrulhos para me conter
Ideias minhas não alcançam o estatuto para constar no paper
Adoptei os princípios dos santos
Não quero ver-me preso em prantos
Minha vida foi sempre uma história e tanto
Nunca colhi das plantas que planto
O horizonte ofereceu a esperança para as estrelas
Deixando a distância visibilizar todas as minhas sequelas
Sou apenas polém ao vento desejando se tornar uma pétala
Nunca fui bom com as palavras, não fui feito para ser tagarela
Como as ondas do mar
Meus sentimentos apenas criam turbulências
Que caminho rumar?
Quando as trilhas só dão as inconveniências
Sorriso nasce em rios de más vivências que leva
Lágrimas secam em goladas molhadas de cerveja
A solidão me seduz diante da saudade que me beija
Que romance o meu, no dia dos namorados em mim só amanhece a inveja
" Estarei satisfeito! "
Se a morte me encontrar hoje
Me tirar desta terra e levar-me mesmo longe
Bem ao lado da distância da palavra perto da minha voz
Ao lado da encruzelhada próximo daquela foz
Eu estaria satisfeito
Sim... Estaria satisfeito
Pois meus irmãos não me largaram no perigo
Apoiaram-me independentemente deste caminho que sigo
Levantaram-me mesmo quando Eu dizia:
" Já não consigo "
Porque nas decepções do cotidiano ganhei novos amigos
Satisfeito porque meus pais me guiaram neste labirinto
Nos ganhos e perdas ensinaram-me a conservar o que sinto
Entre amores e paixões a distinguir o verdadeiro mito
Pois nas ondas das marés é onde nasceu o conflito
Para abraçar o desconhecido mas não abandonar os antigos amigos
Porque nas ilimitações das opressões estiveram sempre comigo
Sim... Satisfeito porque assim eu devo estar
Na trilha do destino eu sigo apesar dos apesares
Nas loucuras da vida eu ainda consigo pensar
Na clareza escura da escuridão consigo ainda andar
Nas águas dos oceanos dos meus olhos consigo mesmo nadar
Porque é assim que consiguiria me salvar
Satisfeito porque é o destino e não posso contextar
No contexto deste texto é o meu pensamento que estarei a questionar
Assim eu estou e apenas posso condicionar
Nas impressões de cada metáfora ainda pude impressionar
Satisfeito porque a alegria do mau momento fui Eu quem colhi
Os frutos das plantaçãoes do meu pensamento Eu recolhi
Porque nas frases escritas pelos poetas me acolhi
E sim... Estarei satisfeito!
Que seria de nós sem a " MUSICA"...
Vida triste, sem cores, sabores, sem perfumes.
Como fariam os amantes para chorarem seus amores, os românticos a sonhar em lindas noites,
As dançarinas seres tristes, sua dança não teria força por si só.
O que seria do romance, embalados por lindas notas de amor, crescendo numa caliente explosão de carinho e prazer.
Mas, mesmo diante de sua força, encantamento ... soberania,
Nada seria da música se não existisse o "MÚSICO"
LEO/PARDO
Naquele momento a presença da Morte informou seu definitivo, irreversível, impagável veredicto:
"Sua vida foi um extraordinário, formidável, elaboradissimo engano.
Você caiu numa cilada perfeita.
Leu os sinais invertidos.
Amor , pelo ódio.
Ódio , pelo amor.
Lealdade, pela traição.
Traição pela lealdade".
Sentença irrecorrível.
A expiação a pagar pela vaidade, o orgulho , a estultice e a pretensão da certeza.
Seduzido pelos cantos da Sereia, dai para frente o mergulho no abismo insuportável
da inexorável dor.
E o flagelo diuturno ( vigília e sono-sonho)
da mágoa,
do arrependimento,
a busca desenfreada, desesperada, por uma reparação fantástica.
Ironia enlouquecedora
dum cruel destino
que faz do planeta um inferno cujas chamas lapidam memórias,
nervos e tensões
alongados ao infinito.
O extático desejo do encontro sem tempo,
dum espaço roubado,
as lágrimas descompassadas que margeiam o perfil
daquele rosto, olhos, mãos, voz, sofrimento, riso, inocência, crueldade, que jamais,
jamais.
Jacob Pinheiro Goldberg
In Ritual de Clivagem
2 mortes
Todos os portugueses ouviram dizer, que morreram num acidente de viação 2 excelentes jogadores portugueses! É o caso de perguntar o por quê de tão rigorosa morte? Afinal dois jogadores com prestígio profissional; 2 pessoas de verdadeiro carácter; 2 pessoas de lindas famílias! Não cabe a nenhum de nós julgar o por quê? Apenas colocar o assunto diante de Deus.
Seja qual for o motivo; apenas lembrar que a morte não escolhe nem idade, nem classe social. Cabe a cada um de nós estarmos preparados para qualquer que for o momento da chamada. E não esquecer, que pode ser qualquer um a qualquer hora! Esta é a grande verdade! Aos familiares os meus sentidos pêsames!
Totalmente... Estranhamente...
Estou mais fraco e totalmente sem sal
Estou mais triste e totalmente sem sol.
Estou mais solitário e totalmente sem lua
Estou na minha e totalmente na sua.
Estou sem sono e estranhamente hibernando
Estou desperto e estranhamente sonhando
Estou tão triste e estranhamente chorando
Estou tão chateado e estranhamente amando.
PARA VIVER É PRECISO MORRER
A vida é uma doença
que só a morte cura.
A vida é uma ferida aberta.
Visceral.
Viver é um vício universal.
Sem viver
é como provar comida sem sal.
Mas o que é viver?
Não é só respir(ar)...
Talvez seja negar a si mesmo,
esvaziar o ego,
amar o outro,
desinflamar o “eu”.
Talvez viver seja isso:
deixar de ser dono,
e começar a ser dom.
Abandonar a velha mania
de dizer pra morte:
“sai, sai...”
quando, talvez,
é ela quem nos abre
a porta da verdade.
A vida
uma ferida aberta.
Só a morte cicatriza.
Mas qual morte?
Vivemos febris de existência,
e só o silêncio da morte
nos arrefece.
Sim, eu digo:
a existência é um mal crônico,
e a morte seu único alívio.
Que morra o “nós” do ego,
e vivamos à semelhança
do Cristo
o Eu que se fez
ninguém,
pra amar
tudo. Jesus!
"Além das Sombras"
Nas sombras da mente, a escuridão se esconde, A depressão, um buraco negro, profundo e além. Não é frescura, nem defeito, mas uma batalha real, Que muitos enfrentam em silêncio, sem alarde.
O preconceito, como um veneno sutil, Se infiltra nas mentes, como uma erva daninha. “É só tristeza”, dizem, sem compreender, Que a dor é mais profunda, uma ferida que não se espinha.
A alma encolhe, o coração pesa, Enquanto os olhos sorriem, mas a dor permanece. Julgamentos cruéis, como flechas afiadas, Atacam aqueles que já estão à beira do abismo.
“Supere!”, dizem, sem entender a luta interna, Como se a força de vontade pudesse dissipar a tormenta. Mas a depressão não é uma escolha, nem uma fraqueza, É uma tempestade que devasta, sem piedade ou prece.
Então, ergamos nossas vozes, contra o estigma e a ignorância, Defendamos aqueles que enfrentam essa batalha silenciosa. A depressão não é frescura, nem defeito, mas uma doença, E todos merecem compreensão, empatia e esperança.
Quebraremos as correntes do preconceito, Com palavras de compaixão e amor. Porque, além das sombras, há luz, E juntos, podemos ajudar uns aos outros a se levantar.
Em meio às sombras virtuais, onde perfis se escondem, User, o covarde, vagueia sem rosto, sem essência. Sem coragem de mostrar sua face, ele se camufla, Um vulto sem conteúdo, um eco sem voz.
Nas entranhas da rede, ele se esconde, Como um fantasma digital, sem substância. Opina, comenta, mas suas palavras são vazias, Sem a sabedoria que brota de experiências vividas.
Ele não é ninguém, apenas um nome sem rosto, Um eco perdido no vasto oceano da internet. Seus comentários, como folhas ao vento, Desvanecem sem deixar rastro, sem impacto.
Mas há esperança: a luz da denúncia brilha forte, Ergue-se contra a escuridão da falsidade. Os verdadeiros, os autênticos, resistem, Enfrentando a maré de perfis vazios.
User, o covarde, será revelado, Seu anonimato desfeito, sua máscara retirada. E na clareza da verdade, ele se desvanecerá, Enquanto os corajosos permanecerão, firmes e reais.
Jaz Morto!
Zak! Morreste!
Jaz amado foste!
Jaz triste pernaneceste!
Reclama para o diabo!
Amigo, morte já te chama.
Zak! Apodreceste.
A vida foi bela.
Viúva mulher tu deixaste!
Filhos órfãos tu perdeste!
Caí sobre o império...
Zak! Reflete...
Não largues a esperança
Porque talvez a morte não foi em vão.
Tua bravura foi reconhecida
Pelas almas dos mais fracos!
A sensação da Morte é muito agoniante,
Deixa todos Nós, com a mente muito frustrantes.
Queria Eu, não ter essa mente e viver em um Mundo deslumbrante.
Em labirinto de melancolia, eis-me cativa dos teus olhos castanhos, faróis de fulgor inolvidável, que, como archotes, espancam as trevas da minha alma.
Cabrobó-PE; 05/03/25.
"Tem tanta gente que se vai
Na imensidão do seu querer
Querendo a vida sem a morte
Ser mais forte, sem sofrer
E ter certeza sem buscar
Ganhar o amigo sem se dar
Sem semear, colher o amor
O amor ferido pela guerra
Quem na terra desconhece
Aparece sem valor
Ergo o meu braço como alguém
Que já caiu, mas levantou
Quem fui, já não sou..."
Autor: Tayguara (Cantor)
Musica: Um Novo rumo (parte)
CULPA
Restaram as cicatrizes,
Que por alguns cortes
Parecerem tristes,
E por tão pouco fatais...
Já não mim atinjo mais.
E sobre tudo; Hoje eu entendo.
Que por escolhas
Não tiveram senso.
Mostram-me o melhor
Que tenho por dentro!
MELANCOLIA
Entre o que aperta hoje e o que já apertou ontem, nasce o cansaço do existir; Uma constante briga de pequenas urgencias e afetos nostagicos.
O Banho
A única semelhança entre a Vida e a Morte é que, nos dois há lagrimas. Lagrimas que são frutos de Felicidade e Tristeza incondicional.
Não tem muita diferença do banho. Quando você toma seu banho, você pode pensar sobre sua jornada. Nela está escrita coisas felizes e tristes. E você pode não perceber, mas a água que escorre em seu corpo é como milhões de lagrimas que levam esses sentimentos embora.
Já percebeu que no banho você consegue liberar seus pensamentos? Você canta de felicidade. Você dança. Você se Ama. Você sente seu corpo. Você é você e mais ninguém.
O Banho deixa marcas. Pode ser no "Corpo", na "Alma" ou até mesmo na sua História. Mas ela te limpa de todas as cicatrizes ao mesmo tempo que te corta. Dai a sensação de alívio, de paz, e de pureza.
Da mente mais sujas tiramos proveito das reflexões e, relemos tudo aquilo que já nos passou pela mente na hora sagrada.
Dizem que comer é divino. Mas o que é divino mesmo é o banho. Um banho de pensamentos, de sentimentos, de lagrimas que não é gasto por você.
Você é feliz naquele momento. Mesmo sofrendo, chorando ou na falta de alguém que está presente todos os dias.
O ritual de purificação de algumas religiões era banhar a criança recém-nascida e recém-falecida, para assim seu corpo se libertar de seus pensamentos bons e ruins para permanecer somente com a carne. Para o solo aproveitar somente seu grão. E adivinhe como este grão era regado? Com lagrimas de um banho.
O banho é sem dúvida algo incompreensível para todos.
"Teu breve infinito em mim"
Era um dia estranho —
triste, assustador —
como se o tempo tivesse esquecido de seguir.
E, ainda assim,
em meio à dor,
havia você.
Tão pequeno,
tão puro,
tão meu…
Você só queria chegar,
fazer parte deste mundo
— do meu mundo —
tocar o céu com os olhos fechados
e me ensinar o amor mais fundo.
Ainda sinto…
as batidas suaves do teu coração,
ritmando esperança dentro do meu peito.
E os chutes na madrugada,
como se dançasse em segredo,
no silêncio sagrado da espera.
Havia luz no meu ventre,
e era você.
Havia sonho nos meus dias,
e era você.
Havia um amor que não cabe em palavras,
e continua sendo… você.
Agora, o tempo te levou para um lugar
onde meus olhos não alcançam,
mas minha alma sim.
E mesmo sem teus braços nos meus,
você será sempre parte de mim.
Pois há coisas que não precisam durar
para serem eternas.
Há vidas que, mesmo tão breves,
nos transformam para sempre.
E você, meu amor,
foi a eternidade mais doce
que já habitou meu coração.
Em memória do amor que floresceu no ventre e vive eternamente na alma.
Debaixo da sombra
do arvoredo os
passarinhos ouviram
o canto da minha
alma dizendo...
Tamo...Te amo...Te amo...
