Poemas Góticos de Amor
A imensa escuridão que insiste em ofuscar meu brilho
Me arrasta às sombras mais densas da minha alma.
É tão frio… tão solitário…
O medo e a incerteza são constantes em meus pensamentos.
Tantos motivos me fazem querer desistir,
Seria tão mais fácil…
Tão menos doloroso.
Vejo teus olhos brilharem por outro alguém,
E me torno o mais insignificante dos seres.
O ciúme que me consome
Desfaz cada pensamento, cada vestígio de alegria,
Massacrando minha mente
Como uma tortura que nunca tem fim.
Pensar que tua boca tocou outros lábios que não os meus
Me afunda em um abismo profundo,
Me prende no infinito da solidão.
Tudo é tão vago, tão frio, tão vazio…
Quem sabe…
Desistir seja mesmo mais fácil…
E indolor.
A Cortesia das Sombras
Gentileza é flor que encanta,
Mas há espinho sob a manta.
Sorriso dócil nem sempre é luz,
Às vezes, é máscara que o ego conduz.
Fui gentil para ser aceito,
Engoli o não, fugi do peito.
Ofereci paz por conveniência,
Com medo de olhar minha própria essência.
Carregava gestos educados,
Mas por dentro, ressentimentos guardados.
A sombra sorria, disfarçada em virtude,
Na alma, um abismo pedindo atitude.
Foi quando a dor me chamou no escuro,
Que decidi romper o muro.
Não bastava agradar o mundo,
Era preciso ser inteiro, ser profundo.
Jesus virou mesas com mão de fogo,
Amou com verdade, não com jogo.
Sua bondade não era silêncio opressor,
Mas coragem, justiça e ardor.
Descobri que ser bom é dizer não,
É proteger o coração.
É dar sem se perder,
É servir sem se esconder.
Agora, sou gentil com verdade,
E minha sombra não me rouba liberdade.
Pois não nego o que mora em mim,
Mas escolho, com Deus, um novo fim.
Bondade é luz que enfrentou o porão,
Gentileza real nasce da transformação.
A tristeza, se muito acolhida,
vira morada, faz ninho, cria raiz.
Depois, tenta expulsá-la da vida…
E verás como é difícil ser feliz.
Não Está Aqui
Guardo labirintos de palavras.
Entre sombras e colunas antigas,
mais que livros repousa o mistério.
Sem buscar, mãos tocam
o mais espesso dos tomos,
aquele que murmura entre poeiras:
decifra-me ou devoro-te.
Olhos distantes, o objeto contempla.
Folha a folha, uma alma se abre.
Cada página, um suspiro,
cada linha, um abismo.
Leitura feita em silêncio sagrado,
onde o tempo se curva
diante da persistência.
Mesmo o guardião da palavra
não ousa compreender.
Um menino detém o gesto.
O corpo se cristaliza.
O silêncio se parte:
— Que houve?
Lábios tremem:
— A página… em branco.
Mas eis que o branco se move.
Letras nascem do que se vê.
No convento onde tudo cala,
escreve-se o invisível.
E assim,
o manuscrito respira.
Em caminhos por onde sombras vão,
não me entrego a mágoas sem razão.
Amigo é chama que aquece, que acolhe. Conhecido, névoa que se esconde, que se dissolve.
Livro: O respiro da inspiração
Flores nascem entre os espinhos,
alegria e tristeza são seus vizinhos.
Entenda, busque as soluções com devoção, supere os desafios com fé e dedicação.
Livro: O respiro da inspiração
**Contraponto à Dor:**
A vida reserva desafios, perdas e tristezas inevitáveis. É justamente nessas horas que as pequenas coisas boas ganham um poder imenso de cura e resiliência. Uma flor que brota numa fresta, o carinho incondicional de um animal de estimação, uma mensagem carinhosa, um gesto gentil de ajuda, o sabor reconfortante de uma comida simples... Elas não apagam a dor, mas são como pequenas luzes que nos lembram que nem tudo é escuridão, que a beleza e o bem ainda existem, mesmo nos momentos mais difíceis. Elas nos ancoram à esperança.
“Apesar de teres dores, sofrimento, tristeza, lembra que tudo que estiveste a fazer deve ser duas vezes melhor que o anterior, pois estas coisas passam, mas fica a mágoa, ressentimentos, inveja e injúrias negativas contra você.”
“Podemos ser fortes e preexistentes, mas a melhor coisa é ter alguém que vê tudo de uma perspectiva diferente da sua.”
"Mesmo que a dor te visite, não a deixe morar. Há sempre luz onde há fé — e força onde há esperança. Caminhe com convicção, porque Deus transforma o impossível em testemunho."
"A fé não é ausência de dor, é presença de Deus no meio dela. Quem crê, não caminha sozinho — caminha com propósito eterno."
"O verdadeiro líder não impõe, ele inspira. Ele não grita ordens, mas sussurra coragem em meio ao medo dos outros."
*A Libertação da Roda de Samsara*
A libertação da roda de Samsara, ciclo de nascimento, morte e renascimento no mundo material criado pelo Demiurgo, identificado por muitos gnósticos e místicos como Javé, o Deus do Antigo Testamento, é alcançada através de um conhecimento gnóstico, um despertar interior que transcende a informação intelectual. É um processo de auto-descoberta e iluminação que permite ao indivíduo romper as correntes da ignorância e do sofrimento, libertando-se da prisão do ciclo de morte e renascimento, e alcançar a reintegração total com o Absoluto, a Fonte Divina incognoscível, recuperando assim sua verdadeira natureza divina e alcançando a liberdade espiritual plena.
A busca interior que conduz à libertação envolve uma profunda introspecção, meditação e contemplação espiritual, permitindo que o indivíduo transcenda as limitações do ego e da mente racional, e acesse a sabedoria espiritual que reside em seu interior. Através dessa jornada de autoconhecimento e iluminação, o buscador pode experimentar a união com o divino e alcançar uma compreensão profunda da sua verdadeira natureza, libertando-se assim das amarras do mundo material e alcançando a paz e a liberdade espiritual.
É fundamental ressaltar que essa jornada de libertação é uma experiência profundamente pessoal e individual, que não pode ser intermediada ou encurtada por nenhuma instituição física ou autoridade externa. A verdadeira liberdade espiritual só pode ser alcançada através do esforço pessoal e da busca interior, sem depender de dogmas, rituais ou hierarquias. Cada indivíduo deve percorrer seu próprio caminho de autoconhecimento e iluminação, sem esperar que terceiros possam fazer isso por ele.
O VÔO
Como a natureza dá a vida,
A morte é a certeza de ter por que viver.
Como o tempo - a beleza - de uns começa,
O de outros termina
sem ter nenhum porquê.
Como a senhora gostaria de ir à Europa
Sem ter passagem por aqui? Pelo amor?
Como pássaro flutuante que vive vacilante,
Sem medo de morrer, pois ninguém controla a arte de viver.
Quando passas como nada, nessa rua dourada de sol,
Tudo sopra acima — venho logo, pois agora não há perdição.
Choro ouvindo, tomando vinho, esperando vir me buscar...
Lá vem vindo, meu amigo, que hoje pode me levar.
O ABISMO ME OLHOU DE VOLTA
As sombras começaram a devorar tudo ao redor, e as cores se perderam tão rápido que mal pude perceber. O chão sumiu aos meus pés, mas continuei parado, olhando para baixo, como se algo lá embaixo estivesse me chamando pelo nome. O ar ficou mais denso, quase sólido, como se cada inspiração fosse um esforço. O silêncio fazia barulho demais, e por dentro de mim um medo antigo se contorcia, tentando me convencer a recuar.
O abismo respirava comigo. Era mais do que um vazio; era um espelho distorcido, mostrando todas as partes minhas que eu sempre tentei esconder. Os olhos dele me fitavam com paciência cruel, como quem espera que eu desista. E, quanto mais eu olhava, mais ele se tornava familiar, como se uma parte de mim já estivesse caída lá dentro e agora me convidasse a completar o salto. Havia uma vertigem que não vinha do corpo, mas da alma.
Eu entrei. Não havia outra escolha além de atravessá-lo. Cada passo doía, mas me fazia entender que o abismo não queria me engolir — queria me devolver. Quanto mais eu caminhava por dentro dele, mais as paredes dele perdiam força, e eu descobria que era eu quem as sustentava. No centro dele, finalmente percebi: ele não era infinito, eu é que não ousava ir até o fim. Quando alcancei o outro lado, minhas pernas tremiam, mas eu respirava leve como quem volta do fundo do mar.
Então ergui os olhos. Do outro lado, à distância, já me esperava um novo abismo, diferente, mais profundo. E por um segundo, antes de seguir, eu sorri: a travessia nunca acaba — e isso não é um castigo. É a prova de que ainda estou vivo.
Em certos momentos, ignorar é um dom,
evitando tristezas que o coração consome.
Ser ingênuo talvez, seja a melhor opção
para evitar mágoas, preservar a emoção.
Em silêncio, às vezes, reside a sabedoria,
mesmo sem concordar, protege-se a harmonia.
Livro: O Respiro da Inspiração
A tristeza tem quarto próprio
A tristeza não é passageira.
Ela só muda de quarto dentro da gente.
Às vezes se cala,
mas nunca se vai.
É hóspede eterna do que sobrou em mim.
Anjos Bons e Maus
(Gilson de Paula Pires)
No limiar da luz e sombra eterna,
voam os anjos da divina esfera.
Uns com harpas, paz e alva presença,
outros com olhos de fogo e sentença.
Os bons, com asas feitas de esperança,
sussurram preces, curam a lembrança.
Guardam os lares, limpam as feridas,
guiam as almas pelas suas vidas.
Já os caídos, filhos da rebeldia,
vestem-se em trevas, falam ironia.
Trazem espinhos em palavras frias,
semeam enganos nas noites vazias.
Anjos da luz, nos tocam em segredo,
trazem consolo, espantam o medo.
Anjos da queda, tramam no escuro,
fazem do orgulho seu templo impuro.
Mas mesmo os maus, um dia, foram brilho,
cantores santos do divino trilho.
E talvez, quem sabe, ainda choram
por cada alma que os ignora.
Entre o céu e o abismo, um sopro paira,
é a escolha nossa que tudo aclara.
Pois tanto os bons quanto os maus vigiam,
e nossas ações é que os distinguem no dia.
Uma sensação de felicidade? Pense nisso como um local de tristeza, mas em um momento de paz. Um fim de tarde em uma floresta escura, talvez.
É nesses momentos em que as horas passam, mas não importa. É como uma desistência, mas não um fracasso. Nada fica tão importante: o espelho, dinheiro, divídas, responsabilidades.
É como um sonho, um filme de romance da segunda década dos anos 2000. A cada minuto, o daquilo que me faz comer, menos isso acontece. E algo tão natural como o tic-tac me preocupa.
Ensaios sobre a Leveza da Morte
Transtornado com essa leveza da morte,
que chega sorrateiramente sem aviso,
nos coloca a nós todos de sobreaviso,
essa a verdade de nossa finitude,
que motiva nossas reflexões
Os obstáculos procuramos contornar
Bem sabemos que eles existem
Somos estoicos, comigo não acontece
As vendas em nossa visão
Faz com que olhamos
apenas para nosso ego, vaidades
Um ajustado olhar, uma visão de águia
Será suficiente para compreender
Que a morte manda sim avisos
Toda doença tem seus pródromos
Aqui ou ali o curso nos encaminha
Para um epilogo, não tenhamos pressa.
Assim como o dia vem após a noite
Escura ou não, qualquer luz resplandece
Nas trevas das visões míopes.
Vejamos pelo caminho da fé, buscamos
Quem busca alcança pois é logo ali.
RRezende
João 10,17-18 – Jesus tem poder sobre a vida e a morte
“Dou a minha vida para retomá-la. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por minha própria vontade.”
Jesus afirma que tem poder divino sobre a vida e a morte.
"A morte já não me assusta mais, o que me assusta é o tempo que passa sobre meus olhos e eu não o vejo passar"
18/06/2025
Nunca foi tão difícil ser feliz, assim como nunca foi tão fácil estar triste.
A felicidade é bordada por simples momentos. Mas nem todo riso é alegria, nem toda cara feia é sofrimento.
Sem lençóis para cobrir o rosto carente de águas doces, somente descia do meu nascente olhar, salgadas águas.
Minha velha leitora de olhares, havia partido, do mesmo modo que meu coração.
"Os céus tem a cor dos teus olhos meu amor" Deve estar pensando nisso agora. Quanto tempo calei-me a boca, e clamei nos olhos a tua fala rouca.
Está tudo bem Maria, que aborrecimento essa tua leotria. Era essa bendita prosa que me desfazia e me reconstruía.
As palavras que caiam de sua boca, descreviam todas as dores que compunham ao meu apertado peito.
Quem dera que entendesse que todo defeito te tornava um ser tão perfeito.
Quem dera a chance de ter dito, assim como nas noites de insonia " Pode dormir meu bem, vou depois de você"
Espere mais um pouco em sono. Meu amor, vou depois de você.
