Poemas Góticos de Amor
Há de me fazer triste o mesmo que um dia me fez feliz.
Há de me fazer sentir qualquer coisa o mesmo que um dia me fez feliz.
Há de passar o tempo,
mas tudo que um dia pertenceu ao sentimento sempre pertencerá.
Num mundo repleto de condenação e morte,
Ouso ter voz evangélica, profética, poética
E afirmar que família é lugar de união e ressurreição.
Família é solo divino em terras humanas...
SALVA-ME
Agora,
sou o que fez teu gosto.
Vivendo onde não mais estou,
resta-me só as sombras,
das lembranças,
que em miragem
toco sem retorno.
Me olho assim,e é como
se andasse em circulos;
infinitos circulos que
não te levam de mim.
Então almejo,
com tão puro desejo,
encontrá-lo,
pois és fonte na aridez.
E aos cantos,aos prantos,
rezo que me aceite em
teus pensamentos.
Onde estiver,me acolha;
bem conhece o que preciso.
Me faça acreditar no que
pra mim não se foi,
e abrace-me inocente.
Cá,estou criança que se perdeu,
num féu de decepção...
Não clamarei por nada do que já sei;
pois tua presença,mesmo vazia,
sacia o que não vem.
Cala meu grito:
Salva-me desse poema
que morre sofrido,
e devolva-me vivo,
o motivo ao qual te amei.
A Morte vem á mim,
de um jeito sútil,
ela me castiga assim;
Meu olhar recaiu.
Sobre os meus pensamentos,
Tristeza, solidão e pouca fé.
Meus únicos encorajamentos,
são cigarros, livros e café.
Ao me abrir ao mundo,
minha vida escureceu,
o dia cinza e imundo,
fez morrer ele e eu.
Meu coração se espalhou,
minhas lágrimas secaram,
minha face se fechou,
para os que me mataram.
Na minha realidade,
um ser me trouxe à morte,
isto não foi falsidade,
meu amor enviou minha sorte.
Não ficais preocupados,
eu já sei que o amor me matou,
mas tentem se encontrar resseados,
pois o meu assasino já voltou.
O que me resta não é nada,
desperdicei meu tempo e vida,
com minha felicidade amada,
não faça como eu fiz querida.
Me mate em seu tempo,
derrame sangue no jardim,
não me deixe atento,
pois hoje é o meu fim.
Casa velha;
Cheira poeira, mofo.
As árvores te dão as sombras;
As sombras te descansa no calor.
O sol ilumina sua imagem.
Casa velha tu és!
Nas noites és sombria;
Ninguém se aproxima;
O medo domina.
Casa velha;
Quem te quer, quem te deixou?
Continua no mesmo lugar;
Casa velha;
Que te renovas?
Paredes rachadas,
Telhado quebrado;
Quarto escuro;
Sala sem luz...
Mas ainda seduz.
Houve alguém,
A quem te planejou,
Nunca esquece...
Teu coração padece.
Mas ainda há forças,
Continua em pé.
Sobrevive o frio do inverno sozinha,
Mas casa velha...
Não de seu tempo...
Mas, de um passado.
Seus olhos molhados.
Sabe...
Há alguém do outro lado...
Que ainda te quer.
Passaram-se os dias...
A luz retornou.
A alegria bate a porta...
A porta se cai,
És tu que anseia,
Que adentre alguém...
E viva contente...
Em seu interior.
Paulo Sérgio Krajewski.
31 de Março de 1998.
Ai verdades que na vida marcam
Ai verdade que na tristeza desafasta
Ai vida, histórias reservaste
Verdades que alguém,contra-diz e afogenta-se
Como pode alguém dizer que
Em paixão não mais acredita
Até mesmo a morte
Absonante à vida
Ao encontrá-la
Foi pega desprevenida
E apaixonou-se
Há levou para um passeio
Ao coma mais profundo
E a trouxe de volta.
Chegou, posou os delicados pés na fina areia da praia; sandálias pretas ao lado de sua sombra esculpida pelo sol e cravada na areia. Resolveu sentar-se para se permitir maior contato com a terra; as ondas quebravam e as espumas feitas por elas tocavam os rosados e delicados dedos de seus pequenos pés.
Lisos fios de cabelo dançavam desarmoniosamente bem: seguindo aos desejos do vento. O sol estava a se pôr e seus raios entrelaçavam-se nos cabelos de cor mel. O silêncio beijava os seus rosados e carnudos lábios e tudo era paz de espírito.
Hoje estou triste, o pior que existe
Se a tristeza insiste, o meu fraco desiste.
Sou combatente sem arma, jogador sem a bola
Sou um bêbado que cai, uma migalha, uma esmola.
No teu poema, existe um grito mudo e aprisionado
refém de um medo triste, do passado
uma vida, que não pode se viver.
Um tempo da segunda chance
De mostrar o lado forte da razão
Mesmo sendo triste ao fim do dia
Na distração vem a ser bela
As memórias perdidas
Encontrando parte dela
Onde seu silêncio toma
Parte do sorriso de um anjo
E apenas uma chance de escolha
Onde erros vem em torno de tempestade
A diferença após o tempo
Nem é medida se comparada ao seu
Mesmo que ao cair da lágrima
Fique apenas lembranças
Do que o inverno deixou
E nas raízes em vida
Desta primavera que traz renovação
A flor que exala o perfume em você
Mostre que não perdeu.
Poema triste
No teu poema, a tarde é escura e a noite é fria
Enquanto você sofre e chora, acaba o dia.
O dia passa, sem se ver o que passou.
No teu poema, eu vejo falta de amor e muitas brigas
Tapas, porradas , muitas feridas.
Poema triste, de alguém que nunca amou.
-Não te quero triste...disse ele.
-Não é tristeza de triste, é tristeza de felicidade, ou melhor, tristeza de saudade!
respondeu ela com um sorriso...triste!
E de fome
a poesia morre...
E da morte, renascemos.
Seremos corpos em decomposição
ou beijo
que nasce durante o verso?
A morte
A morte destrói aquele sonho inabalável,
Por mais doloroso que seja mais é inevitável.
È o mais, o mais horrível dos sentimentos,
Não há como evitar, vai chegar esse momento.
Quando a notícia chega você não quer acreditar,
Fica louco, pensa até em se matar.
Mais isso não podemos impedir,
Pois aquele ente querido teve que ir.
Mas é impossível, é difícil de entender,
É um sentimento agonizante e não tem o que fazer.
Não sei em qual situação você está,
Mais pode ter certeza isso vai passar.
Temos que saber que a vida faz parte da morte,
Que tudo é como um filme mais sem cortes.
Então faça tudo o que tem q fazer,
Porque à qualquer momento o seu amor poderá morrer.
Eu estava aberta a tudo, não ficava alheia a
dor, vergonha, paixão, coragem, alegria ou tristeza. Sempre fui uma
pessoa naturalmente emotiva e rejeitar isso seria o mesmo que rejeitar a
mim mesma.
Quando aprendi a me valorizar, não adquiri o poder de
ficar imune às adversidades. Eu estava sujeita a vitórias e derrotas,
erros e acertos, como qualquer um. A diferença é que agora eu tinha a
fibra para levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima sem nunca
retroceder. E essa fibra é que separa quem eu fui de quem eu sou.
