Poemas Góticos de Amor

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— A mente agitada vê monstros onde há apenas sombras.
Silenciar é enxergar o real.
Entre um pensamento e outro, mora a verdade.
Não é o ruído que cansa, é o apego a ele.
O descanso da alma começa no intervalo do pensar.
Respira e volta a si.

O medo é um mestre disfarçado.
Ele aponta onde ainda há sombra.
Fugir dele é fugir de si.
Atravessá-lo é nascer de novo.
A coragem não é ausência de medo, mas movimento apesar dele.
Todo medo vencido amplia o horizonte.

A tristeza também ensina.
Ela desce fundo para mostrar o que precisa ser visto.
Não é inimiga, é mensageira.
A alma se fortalece no encontro com sua dor.
Depois da noite, o amanhecer tem outro valor.
Aceita e transforma — esse é o ciclo.

quando ausente eu me fizer,
e mesmo sozinho a morte vier,
cantarei a meia noite em tons de saudades,
daqueles momentos com sabor de eternidade.

e os amigos são amigos para sempre,
mesmo que a dúvida meu ser atormente,
que desde a mocidade,
ainda tenho na vida, amigos de verdade.

Eu prefiro sorrir.
Mesmo quando vem aquela tristeza...
é justamente quando eu coloco a minha música
preferida e começo a cantar.
Logo, o que não estava bom
começa a melhorar.

Triste assim:
nosso roteiro que seria inteiro,
breve início,
sem meio (...)
um fim.

Sabe o que eu desejo pra você essa semana?
Um temporal de bençãos!
Para cada tristeza um arco iris...
Para cada dificuldade, resistência e sabedoria...
Para cada obstáculo, força e determinação ...
Para cada medo, coragem e garra…
Para cada tribulação a serenidade da “Borboleta”, que na sua intima sabedoria sabe que o casulo não é o fim, mas sim o começo de uma nova história. Essa semana você pode recomeçar a sua história e reescrever tudo aquilo que não deu certo na semana anterior, só depende da força de vontade que tem ai dentro de você. "simbora?" Tem sete dias lindos te esperando, sete páginas em branco no teu livro da vida para serem escritas.

Troquei uma adorável solidão por uma companhia triste e vazia.


Alex Domingues.

Pensei em você hoje:


Não pela tristeza de ter partido.
Mas pela tristeza de um dia ter ido.

A morte é o fim.
O fim é a morte.
E o que há entre a morte e o fim,
senão o lamento da falta de sorte.


Ninguém foi tão forte que venceu a morte
Nem Ele que diziam ser forte
Hoje escrevo por sorte,
Mas sei que terei morte.


As luzes vão se apagar
E nada terei a que temer
Hoje o que me dói de dilacerar
Nunca mais terei de sofrer

Mariana e as Sombras

Mariana tinha sete amigas.
Todas moravam na rua de cima —
exceto Júlia, que morava na rua de baixo.

Elas brincavam no parque toda sexta-feira, treze,
enquanto caminhavam sobre as águas,
imitando Jesus.

Certo dia, estavam distraídas,
brincando com as nuvens,
transformando-as em algodão.

Foi então que um homem passou
e ofereceu um sorvete.

Elas se entreolharam, confusas,
e se questionaram sobre aquilo:

quais sombras haveriam naquele homem?
E por que estaria ele tão comprometido
em realizá-las?

Triste saber que, para muitos, somos vistos apenas como objetos de utilidade.
Enquanto temos algo a oferecer, sorrisos se multiplicam, palavras se tornam doces e a presença é valorizada.
Mas basta um momento de silêncio, de cansaço, ou de vazio — e tudo muda.
Aqueles que antes nos cercavam desaparecem, e o silêncio se torna a única resposta.

É nesses instantes que aprendemos o valor da presença verdadeira, aquela que não depende do que podemos dar, mas do que realmente somos.
Porque quem fica apenas quando tudo é fácil nunca esteve de verdade — apenas usava o reflexo do que tínhamos a oferecer.

Hoje eu aprendi, entendi, senti,
Há dores que nos levam ao abismo da alma,
Nem a morte da alma eu venci,
Uma figura angelical alada,


Me leva, leva a minha dor,
O que sinto pode contaminar um oceano,
Ja morri mil vezes por ter acreditado no amor,
Quem merece tamanho engago?


Perdi o meu coração duas vezes,
Para a morte, e para o meu amor,
Não epserava da vida esses revezes,
Não encontro no vazio do peito a cura da dor,


Mas ainda bem, fiquei sem coração,
Fiquei sem acalento, perdia a audácia,
Nâo me resta o medo de perder o perdão,
Pois minha vida foi uma falácia,


Eu te perdoo, eu morro, mas eu te perdoo,
Eu morro por perdoar e não saber confiar,
Eu morro por perdoar e não saber paziguar,
Eu mato quem eu fui, o que senti, eu te perdoo

Sinceramente não sei
se é a dor, se é a tristeza,
ou se as duas se juntaram
numa só, dentro do vazio
que sinto no peito...

Clareira no Fim da Sombra


Há um túnel que a noite tece,
De asfalto frio e ar que pesa,
Onde o eco de um pranto crepita E a dúvida,sinistra, visita.


Os passos são de chumbo e pó,
Cada instante um eterno só.
O ar,um véu de algodão cru, E o silêncio,um pesado atlas mudo.


Mas segue, alma, não cries morada Nesta galeria escura e alongada.
Pois mesmo onde a visão se apaga,
A esperança,sutil, não se afasta.


Ela é o fio de luz que não se vê,
A respiração do chão sob os pés.
É o grão de areia que teima em brilhar No granito mais duro a sussurrar.


Não é um clarão, um sol repentino,
É antes um trabalho pequeno e divino: É a gota que a rocha fende,
O fio de voz que te diz:“Espere.”


É a flor que racha o concreto,
O abraço no desamparo completo.
É a cor que volta ao branco e preto,
É o mapa quando estás desacerto.


Avista! Lá adiante, um ponto, um grão, Não é ilusão,não é traição. É a certeza de que a noite é fase, E a claridade encontrará sua estase.


Não é o fim da caminhada, não,
É a clareira após a escuridão.
É a prova,calma e serena,
De que a luz,por mais que doa, é plena.


Então respira fundo o ar que avança, Cada passo é uma nova esperança.
O túnel termina,a luz te banha,
E a alma encontra a sua própria montanha.

Luz e Sombra da Alma




Há dias em que sou luz.


Ilumino tudo sem querer.


outros dias…


Eu sou sombra.


Me escondo de mim.


Faço o mal que não quero,


sem entender por quê.


O bem que desejo


fica parado na beira


do meu medo.


Sou cheia de abismos.


feridas antigas,


gatilhos que disparam sozinhos


quando menos espero.


não é drama,


é história mal curada.


E o que eu alimento em silêncio


cresce.


A raiva?


A compaixão?


A crítica?


O amor?


A alma é território de guerra,


mas também é jardim.


E se não cuido,


tudo vira mato por dentro.


O autoconhecimento não é bonito,


é rasgar a pele,


olhar os monstros nos olhos,


e ainda assim escolher


ficar.


curar.


voltar pra si.


Porque o mundo dentro da gente


precisa mais do que frases bonitas —


precisa de presença,


de coragem,


de recomeço.


Nascer de novo


não é sobre mudar tudo.


É sobre lembrar


quem se é


embaixo de todas as máscaras.


Sou luz.


Sou sombra.


Sou quem observa as duas


e aprende a viver


com inteireza.


CONCEIÇÃO PEARCE

MEMENTO MORI

Pensamos que a sombra se aproxima, Mas, na verdade, ela já nos envolve. O tempo que escorreu, não nos pertence mais, É da sombra, que tudo recolhe.
Os anos que respiramos, já se foram, Até quem éramos ontem, já se desfez. A vida autêntica é o presente que abraçamos, É o agora, o instante que vivemos de vez.
“Memento mori”, sussurravam os sábios antigos, Não só um lembrete da brevidade da vida, Mas que estamos desvanecendo, dia após dia, E o passado, nas mãos da sombra, jaz escondida.
Esqueça o que foi, o que já se perdeu, O passado não vive, não mais nos molda. Olhe adiante, viva o agora com paixão, Pois só no presente reside a verdadeira canção.


Roberval Pedro Culpi

SONETO DO PRESENTE
No cárcere do ontem, almas presas,
Mágoas e culpas, sombras a vagar,
E o amanhã, com suas incertezas,
Ansiedade e medo a nos cercar.

Esquecemos que o agora é o que existe,
É nele que pulsamos, que vivemos,
E no presente, o coração insiste,
É então que em sonhos florescemos.

No instante, a vida se revela,
É aí que a alegria se esconde,
Deixemos o passado, sua cela,

E o futuro, com seus medos, responde.
Vivamos o presente, sem mais demora,
Pois só nele a felicidade se esconde.

Roberval Pedro Culpi

Não temo a morte, nem os inimigos,
pois o Senhor me cobre com Suas asas.
Minha força não vem de mim, mas d’Ele,
meu coração se alegra na presença divina.
Cada dia é presente e cada passo é bênção,
pois a graça do alto nunca me abandona.

Sombras


Descobri que sou sombra,
sombra dos meus medos,
da minha insegurança.


O que faço, outros levam,
o mérito, o brilho, o nome.
Fico com o resto, com o eco.


Sou sombra da minha própria mediocridade,
mas está tudo bem.
Meus olhos, há muito,
se acostumaram ao breu.


Aprendi a ser invisível:
a estar sem ser,
a falar e ser silenciada
por gestos sutis,
por olhares que não me veem.


Já não me importo.
Já não espero.
Já não pergunto
se aquele sorriso era pra mim.


Aprendi.
Aprendi a ser sombra.