Poemas Góticos
Oração do Amanhecer...
No silêncio dessa manhã eu entrego a minha vida e todos os meus sonhos nas mãos de Deus. Ele que faz o sol brilhar todas as manhãs e aqui dentro de nós, Ele que que nos ama incondicionalmente, Ele que faz milagres acontecerem na minha vida e na sua vida. Que nesta manhã Ele esteja presente em cada coração, surpreendendo a todos com seu amor, com sua compaixão, com sua misericórdia. Que esse Amor que transborda do coração d'Ele penetre em nossas almas e nos ensinem a amar uns aos outros como Ele amou e ama, que possamos ser um instrumento nas mãos d'Ele para levarmos a paz à aqueles que precisam, que possamos ser benção na vida das pessoas necessitadas, que nossas palavras sejam de calmaria e penetrem no coração daqueles que não conhecem esse Deus de milagres, o Deus do impossivel, o Deus que surpreende e nos ensina todos os dias... que ensina-nos a confiar mesmo sem compreender. Que esse dia seja realmente próspero e frutifero na vida de cada um que ler essa mensagem, que essas palavras entrem como fulmine dentro de cada um de nós e que faça simplesmente a diferença. Que ao raiar do dia, possamos assim nos sentir RENOVADOS no amor de Deus, assim como nossas energias, esperanças e a nossa fé, porque quando temos fé, não há nenhum gigante que nos derrube.
Deus, conceda a cada um de nós um dia ILUMINADO e repleto de surpresas. Amém
O Silêncio da Noite
O silêncio da noite faz-nos refletir no tempo perdido.
Traz as nossas lembranças algo forte que nos incentiva, para que sem medo de perder, possamos lutar em busca de tudo que deixamos para trás.
Deus, às vezes, no silêncio da minha alma
eu choro baixinho e penso aqui comigo
que vou desistir, pois não estou mais
suportando as tribulações diárias. Quando
acontecerem esses momentos,por favor, me ajuda
a lembrar que eu creio em um Deus do impossível,
um Deus que tudo pode, que tudo faz e que abre
o mar se preciso for... Me ajude a lembrar que
eu “Tudo posso naquele que me fortalece”.
Silêncio
Em nome do silêncio que deixei, E da ponte que não cruzei, Deixo estas palavras.
Não vejas na minha ausência um amor minguado, Pois é um amor que, em seu núcleo, é tão vasto e sagrado Que,por vezes, se perde de si mesmo.
Em verdade te digo: Há um oceano de questões dentro de meu peito, Um redemoinho de sombras sem nome e sem jeito, Que a razão,tão frágil, não consegue conter.
E na ânsia de acalmar a tormenta interior, Busquei abrigo no vinho do esquecimento, E mergulhei no véu espesso do entorpecimento, Não para me afastar de ti, Mas para fugir da tempestade que sou em mim.
A vida, em sua superfície, é um jogo de espelhos, Cheio de poeira e de acontecimentos insignificantes. E há dias em que o peso do trivial, O ruído do mundo,o eco do vão, É uma lança que encontra a fenda de minha alma.
Mas oh, amada… Não confundas a fraqueza do vaso de barro Com a pureza da água que ele guarda. Não confundas meu naufrágio momentâneo Com a direção das estrelas que admiro em teu céu.
O que transborda é minha pequenez, Não o meu amor por ti.
Pois o amor é a montanha inabalável sob a neblina dos meus dias. O que vacila é o peregrino, cansado e ferido, Que por vezes se perde no caminho, Antes de encontrar o seu centro novamente.
E se um dia me vires calado e distante, Lembra-te que até o rio mais profundo Precisa, por vezes, correr subterrâneo Para reencontrar sua própria nascente.
E rompeu as fronteiras do silêncio,
para buscar palavras ao vento,
que, sem noção, foram lançadas,
como lâminas invisíveis,
para causar sofrimento.
A relatividade do status pessoal
afoga qualquer paridade,
pois a coroa que pesa na cabeça da rainha
não pode repousar no plebeu.
E assim, a majestade se ergue,
mas não impera nos meros humanos,
que, despidos de títulos e tronos,
carregam dores mais pesadas
do que qualquer coroa poderia suportar.
O tempo, imparcial em sua essência,
não curva joelhos diante de castelos,
nem poupa o mendigo na calçada fria.
Todos sangram sob o mesmo céu,
e todos partem sob o mesmo silêncio.
As palavras, outrora armas,
podem também ser pontes,
mas quem se ergue para usá-las assim?
A vaidade arranca raízes da compaixão,
e o orgulho apaga a luz da igualdade.
Pois no fim, a grandeza que resta
não está no ouro, nem nos títulos,
mas na capacidade de tocar o outro
sem ferir, sem pesar,
com a leveza de um gesto humano.
Invisível, Silêncio da Alma
— ✍️ Purificação
Invisível… é o peso de falar e não ser ouvido.
De estar cercado por gente, mas se sentir sozinho dentro de um eco que só responde vazio.
Vivemos rodeados de vozes, mas quase ninguém escuta.
Todo mundo quer falar, explicar, vencer, impressionar — mas poucos querem entender.
A doença emocional nasceu dessa pressa em fingir que tá tudo bem.
Dessa obrigação de sorrir mesmo quando a alma grita.
E a cada “tô bem” forçado, mais alguém afunda devagar — calado, funcional, exausto.
Relações viraram arenas.
Homens tóxicos que confundem controle com amor.
Mulheres feridas que aprenderam a se defender atacando.
Casais que se destroem tentando provar quem ama mais.
Pais que cobram perfeição de filhos quebrados.
Filhos que gritam em silêncio, pedindo só um olhar de verdade.
A gente se perde tentando ser o que o outro espera.
E nessa troca desigual, a empatia morre sufocada entre notificações e promessas vazias.
É um mundo de vozes altas e almas baixas.
Todo mundo quer ser ouvido, mas ninguém quer ouvir.
É assim que nascem as doenças invisíveis — depressão, ansiedade, burnout.
Não são fraquezas, são sintomas de um tempo que adoece quem sente demais.
De um mundo que exige performance até da dor.
A invisibilidade emocional não é o fim da linha.
É o aviso.
É o corpo dizendo que já carregou demais.
É o coração pedindo pausa, presença, escuta.
Porque, no fim, o que cura não é remédio — é vínculo.
Ser visto, de verdade, é o primeiro passo pra voltar a existir.
E quem já foi invisível sabe: o olhar empático é milagre.
— ✍️ Purificação
Fecho a porta do quarto
Capturo o silêncio
Risco faíscas de paz
Assim crio espaço em mim mesmo
O inverno já beijou minha testa
Ainda assim é urgente ter onde habitar
Teu silêncio me sangra
(Eliza yaman)
O que me fere não são tuas palavras,
mas o silêncio que deixas no lugar.
É como se arrancasses minhas lavras,
e me deixasses só com o verbo amar.
Fico a colher o eco do que foste,
como quem junta espinhos sem saber.
Teu silêncio é punhal que ainda me encoste,
e me sangra sem nunca me vencer.
Quando voltaste
(Eliza Yaman)
Voltaste como quem jamais partira,
com o silêncio de quem sempre ficou.
Teu olhar não pediu, não fez mentira,
mas me tocou no ponto onde doeu.
E eu, que era pedra, fui terra fértil,
e tu, que eras sombra, viraste luz.
Nosso amor renasceu sem ser inútil,
como o milagre que ninguém traduz.
Pensador do UOL
No silêncio que a tela guarda,
uma palavra ousa nascer,
pequena chama que arde,
na mente pronta a escrever.
Pensar é abrir clareiras,
num mundo turvo, sem chão,
é fazer das ideias bandeiras,
na luta serena da razão.
Entre versos, dúvidas, ecos,
o pensamento se faz farol,
guiando os olhos perplexos,
do leitor que busca o sol.
Não há pressa, nem vaidade,
apenas o sopro essencial:
refletir é semear verdades
no campo vasto e digital.
Te deixei partir, mesmo amando em silêncio,
pois teu futuro pedia outros braços.
Engoli o orgulho, rompi meus laços,
pra que encontrasses no mundo o que mereces.
Fiquei com a dor, com o vazio no peito,
mas te libertei mesmo sendo a pior coisa a ser feito. -Pax Animae
Ecos do deserto
No silêncio que engole a madrugada,
Sento-me ante o vazio das palavras,
Cada letra, um eco de minha nada,
Cada verso, uma sombra que não se lavra.
O vento atravessa minha mente seca,
Rasga lembranças, assombra memórias,
E cada rima que em vão se mece,
É um espectro a percorrer meus labirintos sombrios.
A pena treme, temendo a reprovação,
Do poeta que habita meu próprio peito;
Seus olhos de carvão queimam a criação,
Transformam sonho em pó, e esperança em leito.
Oh, tormento de moldar o intangível,
De buscar a luz no deserto da mente!
A inspiração foge, cruel e incrível,
E a dor do não-criado é eternamente presente.
Assim navego, entre dor e vazio,
Escravo do eco de minhas próprias exigências;
Cada linha que nasce é um desafio frio,
Cada verso, um lamento de minhas inconsistências.
E se um dia a poesia me libertar,
Que seja na aridez que aprendi a sofrer;
Pois só quem se perde no próprio olhar
Sabe a dor de escrever e jamais se ver.
Ressonância
Não sei por que te amo, o seu nome. O nome é um som Tu és o silêncio que vem depois. É uma pergunta que se faz ao escuro, e o escuro, em vez de responder, acende uma lâmpada quente no peito.
Amo-te como se ama o mistério de uma porta entreaberta. Amo-te com a força de uma coisa que não precisa de nome para ser. É um amor anterior à palavra, um animal quieto e vasto que dorme no centro de mim.
É inenarrável. Como narrar o sabor da água? Como descrever o peso da luz na tarde? Tento pegar esse sentimento com as mãos, mas ele escorre por entre os dedos, líquido e vivo. É um pulsar contínuo, um sim primordial que meu corpo diz sem minha permissão.
Minha força de meu amor não é um furacão. É a gravidade: invisível, inevitável, sustentando os mundos em seus lugares. Sustentando-me em teu eixo.
Não te amo por razão. Te amo por ser. Como se respira. É um estado de graça involuntário, um acidente belo e necessário da vida que se torna maravilhosa.
Seu nome. O nome é um som.Tu és a ressonância e eu apenas o reverberar...
Persigo as estrelas em vão
Busco poesia no silêncio da meditação
Só tenho você entre minhas mãos
Me coloco como coadjuvante,
Mas na verdade, sou fiel — protagonista da emoção
Boa noite, Ouro Branco, cidade serena,
teu silêncio é canto, tua paz é plena.
Nas ruas tranquilas, o vento passeia,
a lua acarinha cada centelha.
As luzes brilham feito estrelas no chão,
refletindo sonhos, carinho e união.
Que o descanso venha suave e profundo,
renovando as forças pra encarar o mundo.
Que cada morador encontre sossego,
na noite macia que traz aconchego.
Boa noite, Ouro Branco, jóia reluzente,
teu nome já guarda um brilho presente.
Sua luz, distante e pura, em meu céu,
Um farol que guia meu silêncio, meu véu.
Não ousarei chegar perto, nem tocar seu chão,
Pois a beleza que admiro não é para minha mão.
Você sorri, e o mundo inteiro se ilumina,
Em meu peito, uma flor que não se inclina.
Sou apenas uma sombra, na esquina da vida,
Amando uma estrela que nunca será atingida.
Eu a vejo passar, e o tempo para,
Seu perfume, a brisa suave que me abraça.
E em cada olhar que não é para mim,
Planto um amor que nunca terá um fim.
Não desejo a posse, não quero ser seu par,
Apenas a sorte de, de longe, poder amar.
Você é a poesia que nunca escreverei,
O sonho bonito que sempre sonharei.
Buracos no Silêncio
(Homenagem a Tanaru — o Índio do Buraco
Verso 1
No ventre da selva, onde o vento é rei
Um homem caminha sem ninguém na lei
Tem buracos na terra e um sol na mão
E um povo perdido na escuridão
Verso 2
Ele fala com as folhas, conversa com o chão
O rio responde na mesma canção
Cada passo que dá é um livro fechado
Cada noite que vem é um sonho enterrado
Refrão
Oh, Tanaru, ninguém te viu partir
Mas a floresta ainda sabe ouvir
O som do arco, a sombra no mato
O tempo passando num passo exato
Verso 3
As estrelas vigiam, mas não dizem por quê
A lua lhe mostra o que o mundo não vê
E a terra é o templo, e o templo é você
Guardando segredos que não vão morrer
Ponte
Um dia os homens virão, sem saber do lugar
Vão pisar no silêncio sem se perguntar
Quem era o último a dançar com o vento
E a deixar seu nome no esquecimento
Refrão final
Oh, Tanaru, teu rastro ficou
Na veia da selva que nunca secou
E enquanto houver folha caindo no chão
Teu canto ressoa na mesma canção
Na solitude do olhar,
aos prantos do silêncio,
no sentimento de amar,
a cair no esquecimento.
Na alegria de expressar,
com a doçura do momento,
retorno a enxergar
a maravilha do tempo.
Arquitetura de um Amor que Nunca Existiu
A dor nasce onde o silêncio é mais profundo
não como um grito, mas como um eco que nunca encontra paredes
e se espalha pelo corpo como uma febre que não arde
mas consome
um amor que nunca existiu
e ainda assim
me afoga.
No espaço vazio entre dois olhares que nunca se cruzaram
existe um universo colapsado em si mesmo
um peso invisível que prende os pulmões
e torna cada respiração um ato de resistência
eu bebo a ausência como quem bebe veneno
sabendo que é a única água que resta
e o gosto é de eternidade amarga.
A solidão é um animal faminto que dorme ao meu lado
sonha com pedaços do que sou
e acorda todos os dias para me devorar um pouco mais
há noites em que o teto é um céu sem estrelas
e mesmo assim olho para cima
como se pudesse ver teu rosto nas sombras
como se o impossível fosse apenas uma questão de fé
como se amar fosse um crime que escolhi cometer.
E quando penso que a dor não pode mais crescer
ela encontra um novo nome para si
e o chama de saudade do que nunca foi
saudade que constrói ruínas no meu peito
ruínas que cortam os pés de quem tenta atravessá-las
ruínas que ainda ardem como se o incêndio fosse ontem
e que me obrigam a morar no meio dos escombros.
O tempo passa e não traz alívio
apenas organiza a dor em camadas
cada lembrança inventada repousa sobre outra
como tijolos de uma casa que nunca existiu
e mesmo assim é minha morada
um abrigo de vento e sombra
onde minha pele é mapa
e cada veia um caminho que leva de volta à falta.
Há dias em que não sei se amo a ausência ou o que ela representa
se é você ou a ideia de você que me mantém vivo
porque até o vazio tem forma quando se insiste nele
até o nada pode ser abraçado se a noite for longa o bastante
e na arquitetura desse amor inexistente
sou ao mesmo tempo construtor e ruína
prisioneiro e guardião
morto e sobrevivente.
MEMENTO MORI 2
No silêncio da noite, a lua observa, Cada suspiro, cada sonho que se reserva. O tempo, um rio que nunca cessa, Leva consigo memórias, em sua pressa.
Pensamos que a vida é um caminho linear, Mas é um labirinto, cheio de mistérios a desvendar. Cada passo, uma escolha, um destino a traçar, E a sombra da morte, sempre a nos lembrar.
“Memento mori”, ecoa no vento, Um sussurro antigo, um sábio lamento. Não é só um aviso da finitude, Mas um convite à plenitude.
Esqueça o medo, abrace o agora, Pois é no presente que a vida aflora. O passado é um eco, uma sombra distante, E o futuro, um sonho, uma promessa vibrante.
Roberval Pedro Culpi
