Poemas Góticos

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"Se a vida é feita de batalhas a morte é a batalha perdida!"
Haredita Angel
05.05.23

Seria o universo um ciclo infinito de nascimento e morte? Ninguém é digno de inveja e todos são dignos de pena.

Sim

Marcélio Sena

⁠As cinzas transformaram
de maneira pressentida
o céu no lago parado da morte,
não sei mais a diferença
quando faz Sol ou chove.

Os meus sentidos andam
endurecidos e me pego
a cada dia gostando
menos de tudo o quê
estou testemunhando.

Perdi as contas de quantas
vezes mastiguei e engoli
a minha própria língua
por tomar noção que
muita coisa virou cinza.

Ler as notícias e insistir
em olhar para o céu
continua sendo um engano,
o Apocalipse está
dominando os pulmões.

Só sei que choro por dentro
e os pássaros cantam
de desespero antes
mesmo do Sol raiar
e não sei mais e como falar.

Vamos repensar?

Nietzsche — “Deus está morto.”

“O maior perigo não é a morte de Deus, mas a morte da capacidade humana de buscar sentido. Uma sociedade sem valores superiores não se torna livre; pode apenas se tornar perdida.”

Carlos Eduardo Balcarse

Vamos repensar?

Heidegger — “O homem é um ser para a morte.”

“A consciência da morte não deve gerar medo, mas despertar. Quem entende que o tempo é finito deixa de sobreviver automaticamente e começa a existir intencionalmente.”

Carlos Eduardo Balcarse

O tempo não tem preço. Tem fim.
A morte não é o fim da vida.
É o fim do tempo para vivê-la.

Pensamentos ilógicos...
Eu queria na minha morte... a vida.
Entoando uma canção sem despedida...
Soneto de fatalidade,
dueto em uma só voz...
incoerência coerente...
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j

Num mundo aonde o poder é falsamente respeitado o que resta é a morte, só pode existir uma voz. Čuidado com os crimes e planos.


Tome nota !

Antes da morte, um beijo,
Deixa-me ver este mundo
De arco íris,
Onde certamente te verei sorrir novamente,
Deus leva contigo este desejo,
O meu amor coloco teu leito,
Além dos abismo nas trevas só
Teu cetro governa acima dos meus medos

Dizem que a morte é só um garoto de recado, que de vez em quando aparece para nos avisar sobre o valor da vida,
do amor e da luta.


-S.A.⁠

Entre a Vida e a Morte, O Tempo

O mundo gira em seu fluxo constante,
Vidas se apagam, histórias se vão,
A existência termina num instante,
Outras continuama pulsar como coração.

É uma verdade de peso profundo,
Desconfortável de se carregar,
Deixaremos, um dia, este mundo,
Sem aviso, sem tempo para adiar.

Que a urgência não traga o lamento,
Mas abra os olhos para o agora,
Viver cada dia, cada mês, cada momento,
Antes que a luz se despeça e vá embora.

Na pressa dos anos que o tempo consome,
O segredo mais puro e real consiste:
Ver a grandeza no que não tem nome,
Pois no mais simples, a vida reside.

Marcelo HB

Eclesiastes 7:26-29

"E eu achei uma coisa mais amarga do que a morte,
a mulher cujo coração são redes e laços, e cujas
mãos são ataduras; quem for bom diante de Deus
escapará dela, mas o pecador virá a ser preso
por ela.

Vedes aqui, isto achei, diz o pregador, conferindo
uma coisa com a outra para achar a razão delas;

A qual ainda busca a minha alma, porém ainda
não a achei; um homem entre mil achei eu, mas
uma mulher entre todas estas não achei.

Eis aqui, o que tão somente achei:
Que Deus fez ao homem reto, porém eles
buscaram muitas astúcias."

[...Se perderam num mundo de homens.]

Sobre a morte


Não acredito,
nem mesmo morta...
que exista uma única pessoa no mundo
que, no fundo da alma, não tenha um mínimo
de inquietude em relação à morte.
✍@MiriamDaCosta

☁Rascunho ☁


Então eu morri.
De morte vivida
E no meu velório, ouvi choros.
Que me enterraram em vida!
Tentei esboçar um sorriso
Por ver todos ali reunidos
Mas a morte já era minha aliada.
Pena que em vida não me senti assim
Tão amada.....⛥⋆𐙚₊˚⊹♡

⁠Embora a morte que deixa quase todos impactados seja só a morte física — muitas pessoas depressivas vivem à exaustão…


De tanto morrer a prestação.


Vitimando corpos que seguem em movimento enquanto o espírito já se despede em parcelas invisíveis, abatidos por uma dor que o mundo insiste em não querer contabilizar.


A depressão é, talvez, a forma mais lenta, silenciosa e medonha de luto: o indivíduo se despede de si mesmo gradualmente, sem flores, sem velório, sem alardes…


E o mais triste é que, ao contrário da morte física, essa não desperta o mínimo de compaixão — desperta julgamentos.


Às vezes, é muito mais fácil ver só fraqueza e frescura onde só há cansaço mental, e desleixo onde só há desespero, do que praticar a empatia.


Talvez um dia, quando entendermos que o sofrimento do outro também tem voz, ouçamos os que morrem devagar, antes que seja tarde demais.

⁠Nas áreas dominadas pelo Crime Organizado existe “pena de morte”; nas dominadas pelo Crime Desorganizado não existe “pena nenhuma”.


O mais inquietante dessa medonha constatação é que ela não exagera — apenas aponta, com precisão incômoda, o espaço que o Estado abandonou.


E, quando o Estado se omite, outro poder ocupa o espaço.


Um poder que não precisa de aprovação, debate, transparência ou legitimidade; só precisa que suas ordens sejam rigorosamente obedecidas.


Ali, quem cria a regra é o mesmo que julga, executa e pune.


E quando o legislador é também juiz e carrasco, não existe o medo de falhar, porque a falha fica sob o controle de quem dita o resultado.


No outro extremo está o Crime Desorganizado — o nome mais-que-perfeito para essa máquina estatal que teme até a própria sombra.


Parlamentares que deveriam reformar leis retrógradas hesitam não por prudência, mas por autopreservação.


Eles sabem que modernizar o sistema jurídico pode acabar tocando exatamente aqueles que o administram.


Eles têm medo não de criarem uma lei ruim, mas de criarem uma lei boa demais — uma lei que funcione, que alcance todos, inclusive eles.


E assim o ciclo se repete: onde deveria haver coragem institucional, há covardia política; onde deveria haver reforma, há adiamento; onde deveria haver liderança, há cálculo.


Nesse vazio interminável de responsabilidades, o caos se instala como desculpa, o improviso vira método e a omissão se disfarça de prudência.


Talvez o maior escândalo não seja o que o crime faz — mas o que o Estado deixa de fazer.


E o crime jamais se sustentaria sem a ajuda de parte do povo, sem a força ou a conivência do Estado e seu Braço Armado.

⁠Para os Bandidos Assumidos do Estado Paralelo existe até pena de morte, para os do Braço Armado do Estado não existe quase pena nenhuma.


Talvez o que mais perturbe não seja apenas a existência de dois pesos e duas medidas, mas a naturalização disso como se fosse parte inevitável das engrenagens sociais.


De um lado, uma Estrutura Informal que pune com brutalidade para manter o controle pelo medo; de outro, uma Estrutura Formal que, em teoria, deveria zelar pela justiça, mas frequentemente se enrosca em proteções, corporativismos e silêncios convenientes.


O paradoxo é muito cruel: o mesmo Estado que reivindica o legítimo Monopólio da Força se enfraquece quando falha em responsabilizar aqueles que agem desonestamente em seu nome.


Porque, no fim das contas, a confiança não nasce da força, mas da coerência.


E quando a coerência desaparece, abre-se espaço para que o medo — e não a justiça — organize a vida das pessoas.


Não se trata de comparar violências como se fossem equivalentes, mas de reconhecer que a Seletividade na punição corrói qualquer ideia de Justiça.


Quando a lei é dura com uns e indulgente com outros, ela deixa de ser lei e passa a ser instrumento.


E instrumentos, nas mãos erradas, não constroem — apenas reforçam desigualdades e perpetuam ciclos de abuso.


O que sustenta uma sociedade não é apenas a punição do erro, mas a credibilidade de quem pune.


Sem isso, a linha que separa Autoridade de Arbitrariedade se torna tênue demais — e perigosa demais para ser ignorada.


O Bandido Assumido consegue ser muito mais Honesto do que qualquer covarde que se esconda sob a segunda pele do Braço Armado do Estado.

Pássaro da morte
Ouço
Cautelosa
Alçando vôo no barulho do vento.
Pergunto a tí
Que passeia sobre a vida:
Qual a aventura se ser no mundo
(esse em que tú não vives apenas passeia)?
E porque é infinito aquele que apenas morre?

Inserida por sandraliracoelho

Tempo. Que medida existe dentro dele?
porque não sabemos ate que dia nós o teremos,
pois a morte de forma furtuita, o tira de nós.
Não temos mais tempo, é preciso que nossas
escolhas sejam feitas hoje, agora.
Por nao sabermos para onde iremos e estando
la, descobriremos que nao existe mais escolhas
a serem feitas.
Não temos mais tempo, é preciso que nossas
escolhas sejam feitas hoje, agora.
Fiz minha escolha desde o inicio e a muito tempo.
Sei que a levarei comigo ate depois do fim,
quando nao vou mais poder escolher.
O que não importa, pois sei que fiz minha melhor
escolha: você!

Inserida por oliverher

Viver como se não existisse a morte
Sentir para descobrir a dor
Chorar para se livrar do falso riso
Sonhar para tolerar o pesadelo
Procurar para ter direito de si perder
Gritar para não ser ouvido
Silenciar para simplesmente escutar
Conscientizar para perder a inconsciência
Dividir para somar

Inserida por fabionr