Poemas Góticos
O sistema é o sistema. É assim que é.
A guerra é contra o mau e o final da história?
Bom cada um escreve seu final.
Nós só percebemos a necessidade de algo, quando esse algo está ausente em nossas vidas.
É capaz até sentir falta de ficar triste.
E a raposa?
Que quando por ti cativada
Das outras cem mil é diferenciada
Torna-se única ao seu olhar
Campos de trigo?
Se enchem de magia
Lhes tiraram a monotonia
Pois de você a faz lembrar
Os meus passos?
Diferenciam-se dos caçadores
Já que esses não trazem dores
Só melodia a se seguir
Se vou as quatro?
Desde as três, felicidade
Sobra tempo na animosidade
Pra arrumar o coração
Não fica triste?
Se de súbito for embora
Mas o tempo que dedicaste até agora
Já faz dela única pra ti
Do que devo lembrar?
De olhar com o coração
Esquecer nossa visão
Pra enxergar o essencial
Espere o outono
Sacuda as árvores
Veja qual flor resiste
A que não desistiu
No inverno da vida
Te fará menos triste
Sabe quando chega uma certa época da sua vida e percebe que não conquistou nada.
Onde sua vida tá indo de mau a pior, onde vc larga seu emprego por causa do seu psicológico, e as pessoas te julgam, e te tratam como vadio por largar de algo que te faz mal.
Mais tudo que queria era só um abraço.
Chega um momento que a gente cansa
Cansa de se dedicar,
Por mais que você faça,
Ninguém está disposto a te valorar.
Você se projeta,
Tenta fazer o outro feliz,
Mas com o passar do tempo,
Percebe que mais uma vez foi um aprendiz.
Ao longo da minha vida,
Sempre tentei buscar,
Alguém que por mim gostasse,
E se dedicasse...
E pudesse amar.
Sei que em todos os momentos,
Perfeito eu nunca fui,
Mas o peito sempre chora,
Quando vejo que nada flui.
E no ciclo de nossa vida,
Não importa quem os são,
Pode ser família,
Amores,
Amigos,
Quem são?
Dizem que o veneno,
Só lhe mata se você tomar,
Mas convenhamos meus caros,
É difícil não experimentar.
Só queria uma vida tranquila,
De paz e harmonia viver,
Sem ninguém para me deixar infeliz,
E de amor e com amor poder vencer.
Estou cansado de tanto lutar,
De amar,
Dedicar.
E ser esquecido,
E ser humilhado,
E ser abusado,
E ser explorado.
Estou morrendo...
Cansado, dolorido, deprimido ando,
Queria estar,
Descansando, arrasando, amando.
Mas, recíproco.
De tudo que faço,
Nada e visto,
Eu sou louco?
Tão pouco.
Em uma sociedade doente,
Carente,
Carente?
Cadê os abraços,
Os laços,
De todos.
Vivo me poupando:
De brigas,
Fadigas,
Intrigas,
E adoeço.
Absorvo:
Dilemas,
Problemas,
Coisas pequenas,
E adoeço.
São tantos:
Egocêntricos,
Excêntricos,
Antropocêntricos,
E adoeço.
Um dia me liberto:
Dos medos,
Segredos,
Enredos,
E alvoreço.
Pobre não gosta de trabalhar, precisa trabalhar e finge que gosta.
Rico não precisa trabalhar, e não gosta.
Pobre defende direitos de rico, por falta de consciência de classe.
O sistema fica cada vez mais precário e maravilhoso para o bilionário.
Orvalho
Há uma calma umidade que se detém,
silenciosa, atrás das cercas — nas tramas do mato,
onde o peso das horas mal se sente.
Não teve o tempo de ser apenas água,
carregou-se de sentido ao escorregar da
folha na sombra fria da noite.
Segue um curso que não escolheu,
um fio d’água, sentimento indefinido
que se perde nas dobras do ser.
Será lágrima do mundo ou suor da terra?
A incerteza do líquido que se dissolve é a mesma
da superfície breve de tudo o que vive.
Do gotejar ao chão, desfaz-se em ser,
água que se entrega ao jardim sem mágoa,
rompe as raízes, dissolve o silêncio,
sempre sendo outra, sempre fugindo de si.
Nas bifurcações da vida, onde tudo se entrelaça,
dilui-se para que a essência se revele,
ciclo de entrega e retorno, onde a fragilidade
se faz força.
Inquilina da própria queda,
desce da folha como do cílio uma lágrima,
com o gosto salgado do mar que nunca viu,
e o peso de todos os sonhos que se
perderam.
Não é a mesma lágrima de outrora,
não é a mesma gota que escorreu um dia,
quando despejada tocou as pedras que
chamei de peito.
“Amamos antes do amor chegar. Amadurecemos cercados de defesas.
As respostas mudaram conforme a nossa esperança.
Sufoquei-me com as palavras que nunca disse.
Cada vez que negligenciei minhas vontades algo morria em mim.
Perdi o paladar por só saborear desejos alheios.
Fui corresponsável pelo óbito do nosso futuro.
Tristes tempos pretéritos, presentes. Nossa química era física.
No final, só hiato de fato.”
"Eu não quero viver pela fé! Mesmo sendo ela um atributo divino.
A fé é o último estágio... é quando tudo deu errado, e não se tem mais expectativas em nada.
A fé começa 'somente' quando se esgotam todas as esperanças.
Isso não é vida pra mim, não é vida pra ninguém!
Eu não quero contar sempre com Deus.
Quero sim, agradecê-lo por ter conseguido sozinho, quero ser grato por não me sentir só, enquanto eu conquistava.
Quero que ele me dê esperanças, para sempre acreditar que tem jeito, que com um pouquinho mais de esforço é possível!
A esperança é melhor que a fé!
Uma vida norteada tão 'somente' pela fé é uma vida muito triste."
Sob a luz das estrelas
Sem ar, sufocado em sombras, engolido pela escuridão do vazio, enxergo não só uma mas várias luzes no fim do túnel, nelas enxergo o reflexo de uma água que escorre de duas estrelas, antes disso, o silêncio era ruidoso, porém agora tudo se cala diante dele, pequenas luzes que ofuscam até mesmo o sol e a vazio.
Brilha mais uma vez, com esperança o olhar
Esperando desabrochar, a flor de pitanga para me banhar
Já está na hora de mudar, movimente sua alma ao ventar
Brilha mais uma vez, as estrelas e o luar
Esbaldando vontade, para as estrelas que o céu vão rasgar
Começou a esfriar, começou a acelerar, acabou o ar
Me sinto só
Estou rodeado de pessoas e sorrisos
Mas por dentro sozinho
Coloco músicas altas à beça para competirem com as vozes em minha cabeça
O silêncio é alto de mais e ensurdece
A sombra me veste
As luzes no meu quarto são para impedir a escuridão
Até mesmo no meio de tanta gente começo a desaguar, não posso reprimir, sou um chorão
As noites tem sido uma solidão
Toda noite o mesmo padrão
Segundo Einstein sou insano então
Sou otimista positivo e não um pessimista negativo
Por isso eu nunca desisto
Desde os 13 anos eu resisto
Sempre caindo, porém eu levanto com um sorriso
Tenho uma chama que queima em meu coração
Transformo ódio em energia, tristeza em motivação
Felicidade em vontade e medo em dedicação
As estrelas me fazem sonhar, uma noite estrelada é de apaixonar
As noites são meu período de chorar
Vou para a janela e olho para o alto, basta apenas eu olhar, respirar e relaxar
Começo a me acalmar, não preciso me medicar
Seja a razão das alegrias alheias, propositalmente.
No entanto, garanta-se primeiro...
Algumas razões são, propositalmente, tristes.
Ponto final
Parecia eterno
Mas chegou ao fim
Fora maravilhoso
Não sei se para você
Posso dizer por mim.
As coisas se modificam
Como as ondas do mar
Como o ar na atmosfera
Está sempre a se modificar
E como um barquinho
Nosso amor naufragou.
Aqui não restou rancor
Apenas restou uma paz
De ter me doado por inteiro
E ter entregado um sentimento verdadeiro
Que não fora o suficiente
Para eternizar o amor que existira.
