Poemas Góticos
Quando morremos voluntariamente em Cristo, entramos na dimensão da Vida Eterna, e o medo da morte física, perde seu efeito sobre o Ego Terreal.
F. Meirinho
Ninguém está preparado para a morte de quem ama, porque algumas presenças parecem eternas até o dia em que se tornam saudade.
A sua paixão é a força da morte e a voracidade do Sheol, uma lei mais antiga que o tempo, que não aceita resgate ou suborno.
A morte vem rir do meu passado, mas o que ela não sabe é que as cicatrizes contam a história de um guerreiro que não se rendeu.
A vida é uma morte e um batismo contínuos. Os fins não são punições, mas a poda cirúrgica que garante o espaço vital para o novo, celebre a clausura para que a abertura ressoe com a força de um evento cósmico.
Meu maior pavor não é a morte biológica, mas a morte sensorial: tornar-me um autômato que executa rotinas sem habitar a própria alma.
São corredores da morte. São condenados que carregam a sentença cravada no próprio corpo, na própria carne. Na face, nos pulmões, no fígado, no pâncreas, na próstata, nas pernas, nos braços, enfim, onde o veredicto imposto pela cruel e desumana caneta da vida consegue alcançar. São olhos marejados que se perdem no espaço e, em silêncio, fazem perguntas, a maioria delas, sem respostas. Será culpa minha? Será um castigo? Será que sobrevivo? Será...Será...Será...E dor...Dor que faz questionar a própria essência, caráter...Os anjos? Os anjos são aqueles que acompanham os condenados por entre os corredores da morte...São aqueles que já conseguiram remissão se foram mesmo expulsos do céu pelo Criador...São aqueles para os quais não existe mais pecado, simplesmente por serem anjos...Anjos em momento de dor...Para estes e para os condenados, a vida não é somente vida, é presente, é perdão, é amor...E o Criador, por amor, desenha e redesenha o destino dos condenados...Somente por amor...
O mar não está morto; a morte é um paradigma de vida que contempla aquilo que não foi esquecido.
Reno Fioraso
"A verdadeira imortalidade não é vencer a morte, mas viver de tal modo que ela não consiga apagar aquilo que fomos."
A maior crueldade da existência talvez não seja a morte, mas conceder ao homem a lucidez apenas quando já não existe ninguém capaz de receber o amor que ele finalmente aprendeu a oferecer.
O maior arrependimento que uma pessoa tem após estar próximo da morte é não ter acreditado que ela um dia chegaria e perceber que não viveu como gostaria.
