Poemas Góticos

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Alguns pensamentos chegam sem pedir licença.
Ocupam o peito,
bagunçam o silêncio
e só descansam quando viram palavras.
Escrever, pra mim,
não é sobre mostrar…
é sobre aliviar.
Aqui, tudo nasce de dentro.
✍️ Pensamentos da Jaira🌿

Não interprete o meu silêncio como o fracasso que tanto te incomoda
Nem o meu sorriso como arrogância que tanto te cerca
Pois o meu caráter não se confunde com aparência
E a minha felicidade com o estado financeiro;

⁠No escuro da noite uma borboleta buscava o caminho de casa. E no silêncio das trevas um lobo estava ali a vigia-la.
A borboleta com a sua beleza passava a brilhar
E o lobo faminto
Pensava em devorar...
Então, o lobo pronto para atacar
Foi intimidado pela borboleta a perguntar:
_ Posso lhe perguntar com a minha sinceridade?
_ E o lobo respondeu:
_ Sim.
Você irá se satisfazer comigo? De verdade?
_ O lobo respondeu:
_ Claro que não!
Então, por que me ameaças? Nesta escuridão?
_ O lobo respondeu sorrindo...
_ não quero me satisfazer, somente caço as minhas presas é o meu jeito de viver!

Moral da história...
Muita dàs vezes as pessoas não se benefiarão em lhe atacar
É só pelo prazer de ter ver triste ou na satisfação de te derrotar;

A noite passada não foi silêncio, foi naufrágio. Você não apenas passou pelo meu pensamento; você revirou as gavetas da minha alma e deixou tudo fora do lugar. Não houve sono, porque o seu rastro em mim é um incêndio que o descanso não apaga.
Minha cabeça, em um êxtase quase religioso, transformou seu nome em oração. Repeti cada sílaba como quem implora por um milagre, como quem busca o norte em meio ao caos que você semeou.
Agora, o dia amanhece como um castigo. Sem a sua presença, as horas não passam, elas pesam. O mundo lá fora é um tormento cinza, um vendaval cego que sopra sem destino, porque meu único destino é o abrigo do teu corpo. Estar longe de você não é apenas saudade; é sentir-me desterrado de mim mesmo, à deriva, esperando que o vento me devolva ao único lugar onde a vida faz sentido: o teu abraço.

​Dois corações em ruínas,
No silêncio, nenhum sabe o que dizer.
Ambos perdidos em um amor insano,
Mas nunca entregues por inteiro...
​Olhe para nós agora,
Reféns de um passado que insiste em pulsar,
Vagando na dúvida cruel:
Será que você ainda deseja ficar?
​Depois de todo o caos,
Fui eu quem decretou o nosso fim,
E hoje, o vazio grita que não sei viver sem você.
​Tudo o que nos sobrou
É este sonho frágil, quase real...
Valerá a pena tentar alcançá-lo,
Ou seu coração já me riscou do mapa?
​Meu amor,
Sufoque-me em seu abraço até que a manhã nasça,
Até que o brilho do seu sorriso
Devore toda a melancolia dos seus olhos.
Prenda-me a você até que o sol nos descubra,
Não me deixe partir... nosso incêndio mal começou.
Ah, apenas deixe-me ficar.
​Por qual ferida devemos recomeçar?
Uma única palavra doce poderia nos salvar...
Se você ainda for capaz de crer,
O tempo nos guiará de volta ao lar.
​Olhe para nós agora,
Transbordando o que palavras não conseguem nomear.
Finalmente apaixonados,
Mas, desta vez, prontos para naufragar... ou voar.
​Tudo o que resta, o que realmente importa,
É o eco de um: "Eu ainda te amo".
Será tarde demais para resgatar esse fôlego?
Diga-me... você ainda me ama?
​Meu amor,
Aperte-me em seu peito até o romper da aurora,
Até que eu veja a luz em seu rosto
Lavar a tristeza que eu mesmo causei.
Abrace-me sob o sol nascente,
Deixe-me habitar seu abraço; já fomos longe demais para desistir.
Eu imploro que você fique comigo.
​Você ainda me amaria quando a luz tocar o lençol?
Estaria aqui amanhã, ou seria apenas uma sombra?
Você partiria sem um adeus, deixando apenas o frio?
Diga que me ama... prometa que não é o fim.
​Você me amaria ao despertar? Você ainda me sente?
Ou me deixaria no vácuo de uma partida sem aviso?
(Não se vá...)
Apenas diga que me ama. Como eu amo você.

Quem é ela na noite escura?
É a luz que não se apaga!
Quem manda no meu silêncio?
É o nome dela ecoando na alma!


O que faço quando o mundo pesa?
Eu penso nela e sigo em frente!
Quem segura minha coragem?
O amor que aprendi a chamar pelo nome dela!


Se eu cair, quem me levanta?
Ela, mesmo sem saber!
Se eu sangrar por dentro, quem cura?
O sorriso dela, mesmo distante!


Por quem vale lutar até o fim?
Por ela!
Por quem o coração não recua?
Por ela
— minha guerra,
minha paz, minha vitória!

Ela

Ela carrega no peito um universo inteiro,
feito de silêncio, força, feridas e cura;
um coração que já caiu tantas vezes,
mas que sempre escolhe a brandura.

É feita de sonhos que insistem em nascer,
mesmo quando o mundo parece frio;
há uma coragem suave em seu jeito,
um farol aceso no meio do vazio.

Ela é caminho em construção constante,
tempestade e amanhecer ao mesmo tempo;
alma que aprende, ama e floresce
mesmo quando o vento sopra contra o peito.

Não se complica,
não se prende a conflitos:
prefere o silêncio,
a resposta interior,
a força e o respeito próprio.

E às vezes a vida sussurra, em silêncio:
“Tem gente que é tão egoísta que nem percebe que te machucou.”
Mesmo assim, escolho respirar fundo
e não deixar que a dor governe quem sou.

"Deus não adia.
Ele nos acompanha no silêncio da semente, sustenta nos dias difíceis
e só libera a colheita quando o coração já aprendeu a esperar.
O tempo nunca foi nosso. Sempre foi de Deus."

CORPO OCO...

Pensamento estagnado no vazio…
Sinto uma inquietude nesse silêncio…
Fico dolente e de repente vem o arrepio…
E ele chega…
Quem?
- Um anjo trazendo minha alma que fugiu…

Fechei meus olhos, tudo em silencio
ouvia meu coração pulsar.
Hoje tão sofrido, dolorido com magoas
da pessoa que tanto chegou amar.
olho para o céu começo a rezar
esperando que tudo isso logo venha a passar.

Nas argênteas páginas lunares plenas
verso os meus laivos, trêmulos de estrelas,
no silêncio onde o tempo se enreda
em véus de névoa e luz serena.


Cada traço é um eco de saudade,
sussurrado ao vento sideral,
um murmúrio da alma em liberdade,
nas margens de um sonho abissal.


Riscam-se os versos em prata e ausência,
como quem canta e já se desfaz,
na órbita lenta da consciência,
que gira entre o nunca e o jamais.
✍©️@MiriamDaCosta

O Silêncio como Morada do Ser

Oh, o silêncio…
Não apenas a ausência de sons,
mas a presença plena do que é essencial.
Quando tudo ao redor se cala,
o ser humano reencontra a si mesmo —
e compreende que a quietude
não é um vazio, mas uma forma mais alta de existência.

No silêncio, a consciência se expande.
Ali descobrimos que a paz não é algo a ser alcançado,
mas algo que sempre esteve disponível,
embora oculto sob o peso do barulho e da pressa.
O silêncio nos devolve o centro,
recoloca cada pensamento em seu devido lugar
e revela a profundidade que o cotidiano tenta encobrir.

O tempo, nesse espaço silencioso,
mostra-se não como inimigo,
mas como mestre da revelação.
Ele nos ensina que só existe um instante real: o agora.
E é somente nele que podemos agir, compreender e transformar.

É por meio do tempo
que a sabedoria se desdobra lentamente,
quase imperceptível,
como uma chama que cresce sem alarde.
Essa sabedoria — a mais elevada das virtudes humanas —
não se adquire por excesso de palavras,
mas pela escuta atenta do próprio ser.

E, quando finalmente silenciamos,
percebemos que há em nós
algo que não é afetado pelo tumulto do mundo:
uma centelha do divino,
uma presença íntima e eterna
que só se revela a quem tem coragem de ouvir o próprio silêncio.

Quem entende não corre atrás,
Aprendeu que o silêncio também é resposta.
O espírito desperto sabe atravessar,
Mesmo quando a estrada cobra o preço da perda.
Pessoa fraca se ancora em promessas alheias,
Tem medo do vazio, da própria solidão.
Pessoa forte encara a noite de peito aberto,
Segue só, mas firme, guiada pela razão.
Não é orgulho, é clareza.
Não é frieza, é evolução.
Quem se encontra não implora presença,
Caminha inteiro na própria direção.
Os caminhos relevantes não chamam multidões,
São trilhas estreitas, feitas de verdade.
E quem tem coragem de andar sozinho
Descobre força onde antes havia saudade.

Prefiro o doce silêncio da minha mente barulhenta ao barulho de bocas cheias, mas de mentes completamente vazias.

Garota triste
Sim amor, compreenda,
sou uma uma garota triste.
Triste enquanto amanheço
nos dias ensolarados.
Triste quando me deito
em minha cama vazia no final do dia.
Amor, entenda,
eu não quero ser uma garota triste,
queria ter os olhos de leonina,
enchergaria tudo com mais clareza e vibração.
Veja-me deitada
em meu subconsciente,
encontra-me na minha insanidade melancólica.
Beije-me e sinta o gosto dos meus lábios
envelhecidos com as amarguras.
Sinta-me e veja que já fui quebrada diversas vezes
mas que ainda estou aqui te amando
a cada batida lenta de meu coração.
Amor, veja em meus olhos confusos
a solidão que habita em meu corpo e alma.
Sou uma garota triste,
a melancolia procura-me no meio da madrugada.
Invade meu conforto
e deita-se ao meu lado
para que eu possa sentir o pesar
em meu corpo frágil.
Queimando por dentro em minha loucura lúcida.

Inserida por darazeus

No caminho

Nossas mãos se cruzam
No longo caminho da vida triste
Juntas permanecem

Inserida por gabrielsr

A mesma esquisitice de sempre:
Alegre, porém melancólica,
Triste, mas feliz.

Mistério exacerbado de sentimentos,
Sentidos turvos,
Uma tempestade de paradoxos.

Sou o patinho feio do mundo,
O mais bonito do qual já se ouviu falar,
Audaciosa,modesta.

Escrevo isto sem rir!
Conto piadas que não me afetam,
Mas fazem surtar quem as escuta.

Talvez psicopata,
Amante da luz boa —
A que cala o mal,
Abraça o bem
E retém a escuridão para si.

Fumada, bebida e comida —
Eu sou tudo e nada!
Só estouro com moderação
E pondero com demasias.

Gosto dos ruídos produzidos pelos flagelos do coração.

Inserida por mairany

⁠ALVORADA TRISTE

A alvorada rompeu melancolicamente
Carrancudo o dia, disperso no outrora
A alma vazia, a apertura o que sente
Pendente, onde a sensação é demora
O cortejo das horas, tão lerdo, agora,
Canta friamente um canto descontente
E na mente vozejos que dá vida chora
Desroscando a tristura à minha frente!

A manhã vem chegando, tudo um nada
A procura do que é vão, nem ninguém
Pois, tudo faz da situação tão delicada
A prostração onde a emoção é atada
Cutuca, cá no cerrado, não sei quem
Ou o que, vem, compassar está toada!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
13 março, 2024, 13’55” – Araguari, MG
À Fernanda Beregeno pelo dia de hoje

Inserida por LucianoSpagnol